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Presidente Eurico Miranda discorre sobre processo eleitoral do Vasco

Ao lado do vice-presidente geral Silvio Godoí e do diretor jurídico Leonardo Rodrigues, o presidente Eurico Miranda concedeu entrevista na tarde desta quinta-feira (16/11) para falar sobre o processo eleitoral do Vasco da Gama. O dirigente avaliou a decisão preliminar da juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, da 52ª Vara Cívil do Rio de Janeiro, e garantiu que o Gigante da Colina irá recorrer da mesma quando for notificado.

> Decisão preliminar da juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves

Presidente Eurico Miranda: “Confio plenamente na justiça, não podia ser de outra maneira. Tenho absoluta convicção de que a verdade prevalecerá. Agora, eu quero fazer algumas considerações. Em primeiro lugar, sem entrar no mérito, gostaria de mostrar que o Vasco está tendo inúmeros prejuízos com essa situação de instabilidade. Isso, sem dúvidas, está levando a administração atual a ter problemas, além dos que aparecem no dia a dia, como os compromissos assumidos, daquilo que necessitamos e temos obrigação de pagar, compromissos inadiáveis. Essa situação prejudica todo esse processo. Me causa muita estranheza quando cumpro e envio tudo que foi determinado para a justiça e essa Douta Juíza já anuncia uma decisão no primeiro expediente, logo às 11 horas de manhã, sendo que enviamos mais de 2.000 documentos. Tomaram uma decisão sem tomar conhecimento dos documentos apresentados. É preciso ficar claro que o Vasco irá recorrer da decisão. Não tenho nenhuma dúvida que essa decisão será modificada. Eu não tenho dúvida disso, diante de tudo que foi feito. O Vasco cumpriu tudo aquilo que lhe foi determinado. Aproveito para tranquilizar o corpo de funcionários, os credores do Vasco e, principalmente, a equipe de futebol. Que eles não sejam influenciados por esse tipo de coisa e que isso não venha afetar o nosso objetivo, que é conquistar uma vaga para a Libertadores. É complicado e difícil fazer com que tudo isso não atinja todas essas pessoas que eu falei, em especial o futebol, pois eles têm conhecimento do noticiário e ele é feito da forma como a mídia entende. Com a decisão ou sem a decisão, a administração permanece e tem a responsabilidade de gerir até a primeira quinzena de janeiro. Essa é a tranquilidade que posso passar para todos que estão envolvidos diretamente”

Leonardo Rodrigues: “Começar lamentando mais uma vez porque o Vasco toma conhecimento de uma decisão judicial pela imprensa, com o inteiro teor da decisão proferida no início da tarde de hoje, por volta do meio-dia, quando o processo corre em segredo de justiça. Lamentavelmente a gente vê como o processo judicial está sendo explorado politicamente. O judiciário tem sido utilizado de forma indevida para que se crie um cenário e um contexto político que traz uma instabilidade que o presidente mencionou. Quando de sua petiação, o Vasco formulou um pedido de instauração de inquérito para que seja investigada a violação desse segredo de justiça. São as próprias partes que requerem, que estão cadastradas no processo, mas sem que o Vasco esteja ciente, as decisões chegam na imprensa, de forma instantânea. Com relação à decisão, esclarecendo, como já disse, tomamos conhecimento pela imprensa. Ainda não fomos intimados. Nos causou espanto, pois na noite de terça-feira, no prazo de entrega da resposta, entregamos dois mil documento. Não me parece ter tido tempo hábil para se deliberar à respeito. No próprio recurso que fizemos sobre a decisão que determinou a urna separada, a desembarcadora deixou claro que aquela decisão seria um objeto de discussão ao longo do processo. Essa decisão tem um cárater abrupto. Mais uma vez o Vasco não foi previamente ouvido, de modo que só tem prevalecido a versão dita pelos autores. Uma das questões que nos preocupa e vai ser abordada no recurso num momento apropriado, mas que cabe aqui dizer que é quem diz que há fraude no processo eleitoral está utilizando de fraude no processo judicial. Eles têm burlado a prevenção judicial. Saíram propondo diversas ações através de liminares e agora pretendem conduzir de uma maneira para burlar a regra processual vigente. A ilustre magistrada foi induzida a erro e não tenho dúvida de quando o Vasco levar sua tese, a decisão irá cair e será decidida qual juízo é competente para decidir sobre as questões eleitorais do Vasco. O que não pode é isso ficar na mão de vários juízes”

> Sobre a alegação da ausência do caderno da Urna 7

Presidente Eurico Miranda: “Claro que apresentamos, até porque ele estava na própria urna. Foi colocado lá pelo perito, que fez até um relatório. O caderno de votação está naquela urna que foi levada por eles. Foi colocada dentro da urna a pedido do perito. Eu afirmo isso porque presenciei. O caderno estava devidamente rubricado. Em nenhum momento, o Vasco deixou de fornecer algo. O juízo solicitou que o caderno fosse apresentado, mas ele já estava lá. Essa é uma das coisas que não procedem”

> Boletim de ocorrência de três sócios que participaram do processo eleitoral

 
Presidente Eurico Miranda: “É evidente que essas pessoas foram mandadas lá para fazer aquele tipo de depoimento. Eles fizeram um depoimento, mas o que eles poderiam influir na decisão que foi feita? Esses depoimentos foram feitos no final da noite, às 20h45, com um feriado no meio. Pelo que eu vi, um é de Magé e dois são de São Gonçalo. Como eles chegam em conjunto numa véspera de feriado para dar um depoimento? Foi coincidência? Se perguntassem para mim, eu perguntaria se ouviram também os demais sócios”

Leonardo Rodrigues: “Uma coisa interessante sobre esses depoimentos que estão circulando na mídia é que um deles fala que teria  recebido a cédula sexta-feira pelos Correios, quando a cédula ainda não estava impressa. Já se parte de um pressuposto falso. Essas pessoas deveria ter mais cautela. Ir a uma autoridade policial e mentir é crime. Então, essas pessoas deveriam ter cautela com uma denúncia caluniosa”

> Sobre ser uma movimentação contra o Eurico Miranda

Presidente Eurico Miranda: “A minha leitura foi feita há algum tempo. Se o processo é contra o Eurico, tudo bem, mas o processo é contra o Vasco, atinge a imagem do Vasco. Passa uma imagem negativa, como se o processo eleitoral fosse feita de uma forma fraudulenta. Atinge a administração de forma direta. Eles não fazem isso apenas para assumir o poder, mas também para atingir o clube. A situação que já é dificil, se torna extremamente difícil”

> Sobre a informação de que o Vasco não teria comprovado os pagamentos

Presidente Eurico Miranda: “Foi tudo entregue. Foram entregues mais de dois mil documento. Como foi possível analisar toda essa documentação num curto espaço de tempo? Ela sequer foi examinada, mas tudo foi entregue. Se analisando a documentação podia chegar a conclusão de questionar um, dois, três, quatro, cinco, dez, mas não todos. O que o Vasco mais fez foi comprovar. Eles estão colocando alguma coisa que fosse feita para prevalecer no processo eleitoral, mas as pessoas precisam ter um ano de contribuição. Se fosse para fazer alguma coisa, se fazia naquele período de um ano. De agosto de 2016 para frente. Eles estão querendo procurar pelo em ovo. Só isso. O Vasco cumpriu rigorosamente tudo aquilo que foi solicitado”

> Sobre a retificação da Ata do Assembleia Geral

Presidente Eurico Miranda: “O que modifica retificar a ata? Se tiver posse, só será em janeiro. Até janeiro não muda nada em termos de administração. Se tiver que retificar, não vejo problema, apesar de dizer que o Vasco está recorrendo. Você saben antes de mim que precisa fazer isso, não fui nem citado. Eu tiro a decisão de um site. Vocês sabem antes de mim. Eu não fui formalmente citado. Segredo de justiça não prevalece. Você toma conhecimento pelo site. Tomei pelo site. Não vou dizer qual foi o site, porque não interessa. Não fui citado até o presente momento. Depois de citado, tomar conhecimento da decisão, vamos pensar nisso. Estou antecipando que o Vasco irá recorrer. Pelo que vi, não tem efeito prático. O que li na decisão é que de acordo com estatuto teria a posse do Conselho Deliberativo. Nem a posse do presidente na decisão ela permite. Tem que ter decisão posterior. Estou falando pelo que vi nos sites. Pelo que li no site, pois ainda não fui notificado”


> Sobre o tempo de mandato da atual administração
Presidente Eurico Miranda: “Fosse qual fosse a decisão, gostaria de deixar claro que sou o Presidente do Vasco até 16 de janeiro. Podia ter uma decisão de antecipar a posse do Conselho Deliberativo, mas isso iria ferir o estatuto do clube. Independente de qualquer coisa, a admistração atual permanece no Vasco até o dia 16 de janeiro, mas até tudo isso estará resolvido. Podem estar certos que tudo estará resolvido”
 
Fonte: site oficial
 

Eleições: a verdade

 

Em respeito à sua grandeza, aos sócios e aos torcedores em geral, o Club de Regatas Vasco da Gama considera indispensáveis alguns esclarecimentos quanto à eleição realizada no último dia 7 de novembro. 

Antes de tudo, cabe lembrar que no referido pleito houve um vencedor: a chapa “Reconstruindo o Vasco”, encabeçada pelo atual presidente, Eurico Miranda. Resultado este devidamente proclamado e registrado em ata conforme determina o estatuto do clube. 

Muito tem se falado sobre a eleição. Consideramos inerente ao processo eleitoral que embates sejam travados e, em alguns casos, os ânimos fiquem exaltados, dentro dos parâmetros da civilidade. Mas tudo tem um limite. 

Não há como negar que a eleição no Vasco da Gama foi realizada da forma mais transparente possível, desde a campanha até o dia de votação, com acompanhamento das partes interessadas e da mídia em geral. 

Mas no decorrer do processo eleitoral, uma manobra expôs associados, colocando alguns interesses acima da reputação de cada um. 

Uma lista com 691 pessoas foi elaborada criteriosamente por um grupo e jogada publicamente. Pais e mães de família, filhos. Todos injustamente suspeitos de ganharem direito a voto sem estar regularmente associados ou sem pagar mensalidade. 

Um equívoco que se evidencia logo de início: alguns nomes dessa lista são sócios benfeitores remidos, que por serem isentos de pagamento jamais poderiam estar irregulares com mensalidades. 

O volume maior de associação entre novembro e dezembro de 2015, como foi dito, deveu-se à suspensão da adesão à categoria de sócio geral no final daquele ano. Em 2016, viria a ser lançado o sócio torcedor. Daí a corrida dos associados. Também é bom ressaltar que, entre esses novos sócios, muitos são parentes e funcionários do clube. Tudo dentro da normalidade. 

Por causa dessa lista, esses sócios – pais, mães e filhos – foram obrigados a votar separadamente sob fiscalização diferenciada. Depois, receberam telefonemas e visitas de jornalistas. Seus nomes, CPFs e endereços foram divulgados na imprensa. Tiveram dados pessoais devassados, embora tramitasse o processo sob segredo de Justiça. 

Essas pessoas foram alvo de calúnias, ofensas e até ameaças. Entre os 691 eleitores da urna 7, 216 deixaram de exercer o direito legítimo ao voto, mesmo sendo a primeira vez em que participariam de um pleito no clube. 

O Club de Regatas do Vasco da Gama lamenta a forma vexatória como esses sócios foram tratados e se solidariza com cada um deles. Nos foros judiciais apropriados, provará que todos eles preencheram suas fichas regularmente, tinham mensalidades em dia lançadas na contabilidade do clube e estavam aptos a votar. 

Como se diz no jargão do esporte que tanto nos orgulha, vamos correr na bola, sem apelos ou faltas desleais. 

Fonte: Site oficial do Vasco