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E agora? Líder do Casaca! projeta o futuro pós-Eurico Miranda

Tradicional grupo político do Vasco, ao qual o recém-falecido presidente pertencia, vive tempos de racha interno, mas Sérgio Frias avalia o futuro para a agremiação e para o clube

César Guimarães, Felippe Rocha e Luiza Sá – 15/07/2019 07:30 Rio de Janeiro (RJ)

Com 19 anos de fundação, o grupo “Casaca!” participa da política do Vasco ativamente e tinha na figura de Eurico Miranda seu nome mais conhecido. O ex-presidente morreu em março deste ano, mas semanas antes houve uma divisão no grupo. Conselheiro do Cruz-Maltino desde 2001 e atual benemérito, Sérgio Frias, é um líder do Casaca! e conta, nesta entrevista exclusiva ao LANCE!, detalhes do posicionamento político e quem são os atuais “casaquistas”. Ele projeta também a próxima eleição no clube, prevista para dezembro de 2020.

– Em fevereiro deste ano, houve uma dissidência. Permaneceram no Casaca! eu, Eduardo Maganha, Leandro Brandão (neto da única grande benemérita do Vasco viva, Edméa Brandão), Iury Gaspar, Rodrigo Alonso e Rafael Furtado, que são todos sócios elegíveis do clube já em 2017, com a exceção de apenas um. Além deles, Pedro Sampaio, hoje sócio elegível do clube e que participava de grupo de trabalho em nossas mídias sociais e o sócio Benfeitor Remido Paulo Boechat, também partícipe de grupo de trabalho nosso à época. De um outro grupo criado em 2016 para trabalho paralelo do Casaca! nas mídias sociais, ampla maioria permaneceu conosco. Deste grupo podemos citar outros nomes: João Paulo de Oliveira, Marcos Júnior, Djalma Cesar Araújo, Daniel Ferreira, Igor Magalhães, sócios eleitores ou elegíveis do clube, entre outros. Além de Leandro Brandão, conselheiro eleito, outros cinco conselheiros eleitos ligados ao Casaca! permaneceram.

Qual a força política do grupo no clube, atualmente?
Fora os integrantes já citados, se coadunaram com os votos do Casaca!, este ano, no Conselho Deliberativo – inclusive para a abertura de sindicância para investigar denúncias de gestão temerária contra o presidente do clube, Alexandre Campello – quase 90% dos casaquistas presentes na chapa que concorreu e ficou em segundo lugar nas eleições de 2017. Isso considerando os números abaixo do 40 até o 160 da referida chapa. Vale ressaltar que mais de 80 casaquistas, sócios gerais de 2013 e que se mantiveram adimplentes até aqui poderão, pela primeira vez, ter direito a serem elegíveis no próximo pleito. Este grupo também se mantém vinculado conosco. Além disso, cerca de 20 sócios que reativaram seus títulos em 2013 e continuaram a pagar ao clube sem qualquer lacuna também terão direito de ser elegíveis em 2020; e junto a mais de 20 outros associados que, embora já elegíveis, não puderam compor nossa chapa em 2017, são todos partícipes dessa caminhada conosco. Importante também frisar ainda que temos conosco quase uma centena de sócios adimplentes não elegíveis, mas eleitores, vinculados a nós e que se coadunam com nossos votos. Dos 30 conselheiros da oposição, eleitos no Deliberativo, em 2018, temos seis, fora os conselheiros natos, nos quais me incluo. Gostaria de destacar ainda que cerca de 80 associados a mais, vinculados ao Casaca, estão aptos a serem elegíveis ao Deliberativo no próximo pleito.

Agora sem Eurico Miranda, o Casaca! terá candidato próprio no ano que vem?
O importante, na nossa visão, é a pacificação política em torno de um nome que consideremos apto ao cargo, independentemente de que grupo ele seja. Em fevereiro deste ano, colocamos em nosso Twitter duas opções. Poderia ser uma pessoas que trabalharam no período de 2015 a 2017, na gestão de Eurico Miranda, ou alguém do próprio Casaca!. A primeira possibilidade parece mais plausível.

Um nome ventilado para a próxima eleição é o de Luis Manuel Rebelo Fernandes…
É um bom nome. Ainda é um pouco cedo, mas é uma pessoa capacitada e poderia ter o nosso apoio, caso venha a ser candidato.

Relação com Alexandre Campello
Fomos apoiadores do Campello na eleição do Deliberativo em janeiro de 2018. Mas, entre abril e maio, após uma carta produzida pela atual gestão, relativa ao balanço fiscal de 2017, o Casaca! passou a ser oposição. Entendemos que o fato de Alexandre Campello demonstrar apoio interno ao ex-presidente Eurico Miranda e, na mídia, mostrar uma posição de afastamento, não foi uma atitude correta. A partir desse fato, deixamos de apoiar a atual gestão.

Atuação do Casaca! nos próximos meses
O nosso desejo é fortalecer o clube, principalmente no seu quadro associativo. Na campanha recente que fizemos de pedido de anistia, mais de uma centena de associados inadimplentes preencheram dados e manifestaram o desejo de voltar ao quadro social com o perdão de suas dívidas. E a grande maioria dos que tinham tal desejo se predispuseram e se predispõem a adentrar agora no quadro social e depois resolver suas questões pendentes. Por fim, temos incentivado a ideia de que familiares de sócios ligados a nós sejam postos no quadro social por estes, objetivando aumentar ainda mais a base de apoio do Casaca! para o pleito do ano que vem, alicerçados todos na ideia de que se tenha um candidato de unificação, pacificação dentro dos moldes já descritos por nós em fevereiro deste ano, via Twitter.

Fonte: LANCE!

Clique na imagem abaixo para visualizar a reportagem no jornal impresso

CASACA! convida para reunião na terça-feira, 30/04 às 19h

O CASACA! convida você a participar de reunião marcada para a próxima terça-feira às 19 horas no Centro do Rio, a fim de tratar dos seguintes temas:

– Posicionamento quanto ao momento político atual do clube;

– Processo eleitoral para as próximas eleições.

Data: 30 Abril (terça) às 19h
Local: Espaço Estação
Rua Buenos Aires 90 – 5º andar – Centro – Rio de Janeiro
Próximo ao metrô Uruguaiana

Link no Google Maps: https://goo.gl/maps/SBHXm6sZdJz7M4Np7

Política x Instituição

DA x CF

Absolutamente lamentáveis tem sido as últimas atitudes da direção do clube, quanto ao não uso de um princípio que supera o da transparência, da desculpa, da guerra interna (responsabilidade do próprio presidente do Vasco quando implodiu politicamente o clube), do impeachment, a justificar suas atitudes.

O princípio do bom senso corre longe das definições e decisões tomadas em alguns casos e o visto ontem foi mais um.

No momento em que o Conselho Fiscal do clube protocola pedidos de documentação e não há diálogo com o presidente do Vasco, cabe a este último ou sair do pedestal para buscá-lo, ou enviar os documentos, com os riscos inerentes de fazê-lo caso haja irregularidades vistas, mas com o apoio geral se tudo estiver em perfeita ordem e o órgão fiscalizador mentir a respeito.

A situação pessoal do presidente com membros de seu ex grupo não pode servir de desculpa para a cada solicitação de documentação enxergar-se algo político, e se for, a apresentação de tudo só trará ganhos políticos à sua própria gestão.

Claro que entendemos não ser o caminho institucional adequado o vazamento de pedidos pela imprensa, mas o institucional, com pedidos protocolados, discussões em Conselho Deliberativo sobre temas que se mostram inconclusivos. A não apresentação de tais documentos, entretanto, poderia levar o assunto à esfera judicial, o que é muito pior.

Por outro lado, a apresentação de uma outra conta ontem, omitida dos credores do clube, pode causar prejuízos maiores ao Vasco, o que o corpo jurídico, esperamos, deva ter avisado aos (ir)responsáveis, que tiveram a brilhante ideia de agir como agiram, sem medir consequências institucionais.

Como dissemos acima, isso não se trata de um fato isolado.


Demissões e Atrasos

A demissão de 250 funcionários, mais os últimos deste mês, com atraso nos pagamentos de acordos que já vão para três meses em relação aos primeiros, não inibiu nova contratação de inúmeros funcionários por valores adequados à nova visão administrativa, assim como terceirizados.

O atraso de salários, por sua vez, já visto e continuado, tem prejudicado àqueles funcionários mais humildes.

Aconselha-se a que se dê uma devida atenção sobre esses pontos.


Más Escolhas

A inoperância quanto a valores que deveriam servir de premissa para pagamento quando entrou no clube o dinheiro de Paulinho em maio de 2018 (acordos, salários de dezembro e gratificação natalina do ano de 2017) entra em total desacordo com a premissa básica usada pela gestão anterior, de acertar tudo para trás com seis meses de governança, sacrificando a si própria em seu primeiro ano de poder.


Mérito alheio

Por outro lado, os confetes jogados em si próprios inerentes a um empréstimo obtido na primeira semana de gestão a juros baixos é mérito não da direção que chegava, mas sim da que saía, pois o gestor anterior foi fundamental para o acerto ser firmado. A preocupação era a de que o clube fosse assumido com os salários de novembro pagos imediatamente, bem como outras questões prementes.


Transição

Ainda deve ser ressaltado que o departamento jurídico da administração anterior fez uma responsável transição, passando à atual, do respectivo setor, o caminho das pedras para lidar com os problemas existentes e outros que poderiam vir a surgir, além de ter ainda tocado alguns processos de forma gratuita até março do ano passado.


Patrocínio máster

A inoperância em 2018 para conseguir um patrocínio máster, embora nos anos de 2015, 2016 e 2017 o Vasco tenha obtido isso junto à CEF, é gritante. Para tal chance haver, naquela ocasião, foi necessária a obtenção de certidões positivas com efeito de negativas, conseguidas com 25 dias apenas de gestão e mantidas até quase o fim do ano retrasado (o Vasco estava há quase um ano sem elas quando o MUV saiu, em dezembro de 2014).

Sabemos, até porque confessado, que parte do grupo amarelo, vice nas eleições, não tinha nada a apresentar em termos de patrocínio, dito isso às vésperas da eleição do Conselho Deliberativo por seu candidato.

Sabemos que quando o possível patrocinador deixado para 2018 não cumpriu com as suas obrigações contratuais, ensejando cobrança pelo Vasco do valor da multa, judicialmente, que havia 11 meses para busca de um novo parceiro.

Sabemos todos que a direção anterior conseguiu fechar em 2015 seu patrocínio máster em maio, após comprovar à CEF a importância da marca – única relevante a expor o parceiro nas finais dos Estaduais daquele ano.

Sabemos também que o último contrato de patrocínio máster do Vasco, fechado com a empresa em 2017, teve como valor 11 milhões de reais por oito meses, o que proporcionalmente significa 16,5 milhões ano.


Valorização da marca

A marca Vasco teve sua valorização, com retorno de mídia mais que dobrada em 2015, comparando-se aos números apresentados em 2014, quantitativo quase similar em 2016, comparando-se a 2015 e o maior do triênio em 2017, com grandes possibilidades de crescimento para 2018, quando o Vasco vinha já classificado para a Taça Libertadores da América.


Certidões

Essa direção, pelo trabalho deixado pelo corpo jurídico da direção anterior, teve a oportunidade de receber mais de 30 milhões de reais no ano passado, na Justiça, para sanar a questão das certidões (que seriam resolvidas em outubro de 2017 caso não ocorressem fatos insólitos à época) e solta fogos para meses depois dizer que vai conseguir algo obtido, como dissemos mais acima, em 25 dias de governo da gestão anterior.


Receitas e empréstimos – 2018

Entraram no Vasco ano passado mais de 150 milhões de reais, grande percentual disso oriundo do que foi deixado para ser lucrado por quem chegava, e o grande movimento visto por parte dos novos gestores foi anunciar a obtenção de um empréstimo, que perfazia 38 milhões, embora nem metade disso tenha, na prática, sido conseguido até aqui.


Cotas antecipadas

A atual gestão reclamou em 2018 do alto comprometimento das cotas de TV em seu primeiro ano de gestão. A antecessora pegou o clube com 100% comprometido praticamente nos dois primeiros anos.


Informação deturpada

No ano passado, ao enviar uma carta, supostamente com preocupações institucionais, ao Conselho Deliberativo do clube os novos gestores afirmaram que a diferença nas cotas de TV aumentaria para o principal rival, mas esqueceram de dizer que poderia diminuir em TV aberta, dependendo da performance do Vasco (o Vasco poderia ganhar mais) e que vai sempre aumentar no pay-per-view, a cada contrato, se o percentual for mantido.

Poderia também ter sido ressaltado à época (hoje já se faz isso) que não havia qualquer diferença entre o Vasco e qualquer outro clube até 2011, em qualquer plataforma inerente às cotas de TV (aberta, fechada, pay-per-view, etc…).

Vale lembrar ter sido o contrato findo em 2011, assinado no primeiro semestre de 2008.


TV aberta – Nova realidade

Em 2019 o Vasco terá livres 29 milhões da TV aberta, mais pay-per-view, fora pequenos valores inerentes a outras plataformas.

Pela primeira vez, desde 2012, pode o Vasco superar Flamengo e Corinthians no valor de TV aberta para recebimento posterior. Basta para isso ficar na frente deles no campeonato e como consequência ter sua marca mais exposta nas transmissões esportivas (jogos passados em TV aberta).


Pay-per-view – Novos rumos

Atualmente, a realidade de o Flamengo receber 16% das cotas de pay-per-view em média contra cerca de 6% do Vasco poderá ter uma alteração de diferença, com novos métodos de pesquisa (ampliando para o interior dos estados e não apenas às capitais o público alcançado, conforme definido na última renovação).

É fundamental que haja um trabalho desenvolvido pelo marketing do clube em relação ao tema abordado acima, pois a cada 100 mil reais gastos nisso poderá se ter um retorno enormemente maior sobre o gasto. Nada é dito sobre isso, então falamos aqui. Está dada a dica.


Amarelos I

A atual gestão vive hoje uma curiosa situação. Dentro dela está um grupo, que tinha um representante seu admitindo sair no braço com o presidente do clube há um ano. A mesma turma afirmou que lançaria candidato caso houvesse eleições em dezembro do ano passado, ignorando o presidente a quem eram supostamente aliados.


Amarelos II

A suposta oposição à atual gestão, que a vomitou através de seus soldadinhos nas mídias sociais, é exatamente quem a consolida no poder, independentemente do que ocorra dentro do próprio clube.

A comprovação disso ocorreu em maio do ano passado, quando foram contra a instauração de uma sindicância para investigar supostos desvios praticados pelo presidente do clube, tendo sido a denúncia proveniente de um dos vice-presidentes indicados pelo próprio presidente.


Vocação Institucional

Quanto pior melhor não é a forma que vemos como adequada para o presente e futuro do Vasco, daí foi dada ajuda e caminhos para a direção rumar no início, vez por outra conselhos para que não se incorra em erros e até mesmo sugestões como dadas nesse texto, mas é certo que se não houver o pensamento institucional e sim pessoal por parte de quem tem o dever de administrar o clube, a miopia quanto às consequências crescerá.

Casaca!

Presidente do Conselho Deliberativo marca reunião para o dia 19

Presidente do Conselho Deliberativo do Vasco da Gama, Luis Manuel Fernandes concedeu entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (15/01), na Sede Náutica da Lagoa com o intuito de detalhar os próximos passos do processo eleitoral do Gigante da Colina. O novo Conselho Deliberativo se reunirá no próximo dia 19 de janeiro (sexta-feira) para eleger a diretoria administrativa para o triênio 2018-2021, com primeira convocação às 20 horas e a segunda às 20h30. O dirigente relatou que a série de ameaças sofridas pela internet despertaram a necessidade da realização do pronunciamento e lamentou o ocorrido.

Confira os trechos da entrevista coletiva:
 
– O artigo 55 diz que a sessão solene será presidida pelo presidente da Assembleia Geral. Esta era a minha compreensão. Como posso convocar um conselho que eu não presido? Essa era minha interpretação do estatuto. Fui no Vasco e persistiram divergências de interpretação. Mas o fundamental é que o conselho seja convocado. Li na Internet a confirmação do nome do Roberto Monteiro como candidato para integrar a presidência do próximo Conselho Deliberativo. Entrei em contato com ele com a proposta de data. Ele revelou que havia dúvida do lado dele sobre quem recaía a competência da convocação. Eu não podia fazer a convocação do conselho sem a republicação da ata. Se fizesse, estaria violando o encaminhamento da própria juíza.
 
– Meus meios de comunicação passaram a ser inundados por xingamentos e ameaças. Coisa que eu nunca passei na minha vida. De onde surgiram essas mensagens? Até 13h45 de sexta-feira eu nunca tinha recebido mensagens desse tipo. Soube depois que o candidato Julio Brant havia dado uma coletiva entre 12h30. Na entrevista, ele afirma que o dirigente responsável não sabe que é responsável. Depois diz que o dirigente quer criar o caos, prolongar a convocação da reunião do conselho para criar um distúrbio. Tentativa de criar o caos. embrando que ele se apresentou ali falando em nome da ética, como exemplo de gestor neoliberal. Mas a ética para quem ocupa funções públicas é a ética das consequências. Em uma hora, ele vira a câmera e pede para se mobilizarem. Foram criados diversos grupos, me incluindo à revelia e me expondo a ataques e ameaças. Eu saía, e me botavam de volta. Uma lógica de intimidação. Minha escola é antiga, fui criado na resistência à ditadura. A resposta é a divulgação, divulgar as ameaças, além de fazer registro na delegacia, coisa que já fiz, pedindo providências para identificar a origem dessas ameaças. Ele afirma estar cometendo uma violência contra o estatuto do Vasco: ‘O resultado provisório me indica como presidente, eu sou presidencialista, logo estou assumindo a cadeira’. Ele não foi eleito. E é disso que essa coletiva aqui se trata. Da convocação da eleição. O fato é que aquele ato foi uma afronta ao Conselho Deliberativo do clube. Uma afronta aos poderes constituídos do clube. E teve como consequência essa enxurrada de ameaças e agressões. Eu considero o senhor Julio Brant politicamente responsável por esses ataques que estou sofrendo.
 
– A definição da convocação foi feita em clima de normalidade. Será realizada no dia 19, sexta-feira, com primeira convocação às 20 horas e segunda convocação às 20h30. A data foi sondada junto com a pessoa que a chapa que se considera vencedora tinha indicado. Não sou advogado, nem juiz. Prefiro não me meter nessa disputa jurídica. A apresentação da chapa, a composição, a quem compete dar posse é o presidente da Assembleia Geral, que conduziu a eleição. A apresentação dos conselheiros de cada chapa acontece no dia da reunião do Conselho Deliberativo. As chapas não têm inscrito o nome do seu candidato. Isso se apresenta no dia. Se apresentar como presidente sem a reunião é uma violação gravíssima do estatuto. Podemos ter eleito um presidente que reconhece ter praticado violência contra o estatuto, que, segundo o estatuto, tem que se autodesligar. Temos uma eleição em que podem ser cometidas duas grandes violências: proclamar um resultado baseado em votos irregulares, segundo a acusação; cassar sem comprovação de irregularidade o voto de 475 sócios. O que ideal é que fosse feita a perícia completa desses votos. Para não deixar margem de dúvida. Por que este é o encaminhamento de uma eleição sub judice. A urna está sub judice. Essa é a situação. 
 
– Quem conduz o processo para eleger a nova diretoria administrativa é o novo presidente do Conselho Deliberativo. Eleito, procede-se a eleição dos membros do conselho fiscal e dos membros da diretoria administrativa. Sinceramente, não me sinto em segurança em relação ao quadro que está criado. A situação está muito conflitada. Vamos ver. Meu mandato dura até amanhã.
 
Fonte: Site oficial

Respeitem os sócios do Vasco da Gama 

O Vasco da Gama, em nome de seus sócios, vem a público mais uma vez manifestar sua indignação pela forma desrespeitosa com que a instituição vem sendo tratada por grupos políticos descompromissados com o ambiente e a estabilidade do próprio clube. 

Alimentadas por tais grupos, reportagens veiculadas por uma rede de televisão expuseram, de forma indevida e caluniosa, oito sócios que se manifestaram publicamente na defesa de seu direito ao voto. Eles foram apresentados na reportagem como inadimplentes com suas obrigações perante o clube. No entanto, são sócios remidos ou atletas campeões. Portanto, são categorias desobrigadas a pagar mensalidade, conforme determina o estatuto do Vasco da Gama. 

As reportagens se basearam na falsa premissa de não houve comprovação de pagamento. Falsa porque as fichas financeiras de sócios isentos de pagamento simplesmente não existem. E, sendo assim, não poderiam ter sido juntadas ao processo. Simples, óbvio e ululante. 

Acreditamos, olhando retrospectivamente, que a rede de televisão foi certamente induzida ao erro, já que os responsáveis pela suposta denúncia sabiam dessa condição – ou ao menos de sua possibilidade – e ainda assim fizeram com que os jornalistas acreditassem estar diante de um fato concreto de inadimplência. Errou a emissora, que não procurou o clube com a devida antecedência para esclarecimento dos fatos. Mas entendemos que o açodamento tem pautado todo o processo de ataque ao Vasco. 

A própria perícia realizada por determinação Judicial sobre as informações de pagamento dos 691 sócios obrigados a votar em urna separada foi realizada em tempo incompatível com a complexidade do assunto, razão pela qual o Vasco da Gama já havia apresentado mandado de segurança requerendo uma perícia completa em tais documentos. 

O tratamento a tudo o que se refere a uma instituição centenária não pode ser feito com afobação. Para buscar uma comparação bastante popular, não pode ser igual ao ritmo frenético dos locutores de propagandas de supermercados, com a grita de promoções se sobrepondo às informações apresentadas em cartelas de preços nas telas de televisão. Exige, isso sim, cautela, respeito, e muito cuidado para que pessoas inocentes não sejam expostas, como têm sido desde a noite de ontem. 

Fonte: Site oficial do Vasco