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Entrevista ao Papo na Colina: Sérgio Frias fala sobre primeira eleição do Vasco sem Eurico Miranda

1a matéria publicada em 27/05:

Como teria agido Eurico Miranda se um candidato anunciasse reforço em sua gestão? Sérgio Frias responde

Fabio Torres

O assunto que mais agitou os bastidores do Vasco nas últimas semanas foi o anúncio de Yaya Touré pelo candidato Leven Siano. O presidenciável afirma que o marfinense assinou um contrato de exclusividade e jogará no Gigante da Colina, a partir de 2021, caso vença o pleito que acontecerá no final deste ano.

Muitas pessoas criticaram essa situação e outras gostaram e aplaudiram o candidato. Mas, o que teria dito o ex-mandatário Eurico Miranda, se tivesse na presidência do clube nesta situação? O Papo na Colina entrou em contato com Sérgio Frias, um dos líderes do Casaca! e eterno aliado do ex-cartola, para saber essa resposta.

Segundo ele, ninguém teria coragem de fazer isso, caso Eurico estivesse na presidência. ”Nenhum candidato ousaria fazer com medo das consequências de seus atos perante o próprio Eurico”, disse ele.

Lembrando que Frias já escreveu uma biografia do ex-presidente ”Eurico Miranda Todos contra ele”. Portanto, poucas pessoas conhecem tão bem o ex-cartola como o entrevistado do Papo na Colina.

Somente um aperitivo!

Esse artigo é apenas um aperitivo do que o líder do Casaca! falou para o Papo na Colina. Frias comentou sobre diversas outras coisas: primeira eleição sem a presença de Eurico, o que o Vasco mais sente falta do ex-cartola, posição do seu grupo neste pleito, necessidade de pacificação no clube, além de vários outros assuntos. Subiremos uma entrevista mais completa em breve. Fique de olho no site!


2a matéria publicada em 29/05:

Marco político – Sérgio Frias, autor da biografia de Eurico, discorre sobre a primeira eleição sem o ex-cartola: ‘Insubstituível’

Fabio Torres

A eleição que está definida para o final desse ano estabelece um marco na política do Vasco depois de muitos e muitos anos: será a primeira sem a presença do ex-presidente Eurico Miranda, que faleceu em março de 2019. Sendo candidato ou não, o ex-cartola vascaíno sempre teve muita influência nos bastidores do Cruzmaltino e foi decisivo em alguns pleitos.

Como será essa eleição sem a presença do ex-cartola? Sérgio Frias, autor da biografia do ex-presidente e líder do Casaca!, comentou sobre esse momento em entrevista exclusiva ao Papo na Colina.

Frias afirma que Eurico é ”insubstituível”, revela o que o clube mais sente falta do ex-cartola, cita as principais virtudes que que ele tinha, fala um pouco sobre postura do Casaca! nesta próxima eleição e clama por ”pacificação” no Gigante da Colina. Confira tudo!

Bate-Bola

Fabio Torres: Como será a primeira eleição sem a presença de Eurico Miranda?

Sérgio Frias: A diferença que eu vejo é no discurso e nas junções para uma candidatura. Não serve mais o discurso de que eu sou contra o Eurico Miranda e que servia de amuleto para que os candidatos fossem para a eleição sem projeto, sem prerrogativa e sem condição nenhuma de gerir o clube. No que diz respeito a alianças, ninguém consegue aglomerar tantas pessoas como o Eurico aglomerou. Isso abre espaço para que os mais hábeis consigam aglomerar apoios com pessoas que tinham ligação com o Eurico.

Fabio Torres: Você acredita que as campanhas políticas serão diferentes a partir de agora?

Sérgio Frias: Acabou a desculpa de quem entrava numa eleição para falar mal do Eurico Miranda e tentar ganhar uma eleição falando mal do Eurico Miranda. Acabou a aglomeração em torno de um nome específico porque era um nome forte que atraía pessoas de cabeças diferentes. Mas abre hipótese de um nome conciliador e um nome que conheça o Vasco de trazer para si vários grupos políticos do Vasco.

Fabio Torres: Consegue ver alguém nesse cenário político que possa ser o novo Eurico Miranda?

Sérgio Frias: Eurico Miranda é insubstituível. Não vejo ninguém nem perto das características dele, porque a diferença dele para os demais de sua época é absurda. Há os que se inspirem nele em muitas atitudes e isso é ótimo para o clube. E está de bom tamanho assim.

Fabio Torres: Quais eram as melhores características do Eurico?

Sérgio Frias: Assumir a responsabilidade, acreditar e trabalhar pelos sonhos e crenças no que era possível e no que era aparentemente impossível, capacidade de aglutinação, saber lidar com atletas e dirigentes, entendendo as respectivas línguas que falavam, imposição de respeito ao Vasco, configurando-se numa figura que o impunha, mas fundamentalmente enxergar o Vasco muito maior do que aquele que os poderes constituídos e midiáticos forçavam os vascaínos a aceitar ser, baseado em suas teses e conceitos.

Fabio Torres: O que o Vasco mais sente falta do Eurico Miranda?

Sérgio Frias: Representatividade.

Fabio Torres: O Casaca! resolveu apoiar a candidatura de Luis Manuel Fernandes. Por quê?

Sérgio Frias: Porque é o mais capacitado a tornar o clube agregado a um objetivo comum acima das individualidades, somando-as em prol de uma administração responsável, moderna, eficiente e com condições práticas de fazer o Vasco não só resolver seus problemas financeiros como crescer esportiva e patrimonialmente.

Fabio Torres: A pacificação deve ser o objetivo principal do Vasco neste momento?

Sérgio Frias: A pacificação é fundamental para que você traga ao Vasco parceiros responsáveis e com grande potencial, que vislumbrem naquilo que é evidente – a grandeza do clube, o número de torcedores, a participação e paixão deles. Além desses possíveis parceiros terem segurança de uma unificação interna para investimentos e ações duradouras e não aventuras com riscos enormes inerentes a elas.

Fabio Torres: Mas você acha possível a unificação, mesmo com o clube fragmentado do jeito que está?

Sérgio Frias: Sim. É uma questão de bom senso geral e de um querer bem de todos ao clube acima de questões menores. Daí vem o fundamento de convergir em um nome que conheça o clube e suas peculiaridades internas e que se tragam outros para conhecer essa realidade e poderem no futuro vir a serem opções com apoio interno.

Fabio Torres: Quanto o Casaca! ainda pode ser decisivo em uma eleição mesmo tendo rolado um racha no grupo?

Sérgio Frias: O Casaca! tem um número de sócios votantes para essa eleição maior do que o número de sócios votantes que tinha na outra. São 20 anos de história. O número de associados conosco é muito grande porque a postura é reta e a base tem com a liderança diálogo, satisfação dada a questionamentos e harmonia de pensamentos basilares sobre Vasco.

Fabio Torres: Pensa em ser presidente do Vasco em algum momento?

Sérgio Frias: A única coisa que posso afiançar em relação a mim e ao Vasco no futuro é que permanecerei sendo Vasco e vislumbrando torná-lo um clube melhor, dentro de meus preceitos e parâmetros, que, felizmente, percebo ser o da maioria dos vascaínos. Ninguém diz qual é o lugar do Vasco. O lugar do Vasco é onde ele quiser estar, porque nenhum clube brasileiro possui tanto potencial como o nosso, a começar por sua história, inigualável e exemplar.

Fonte: Papo na Colina

Luis Manuel Fernandes critica o perigo do futebol durante a pandemia

Texto de Luis Manuel Fernandes, Grande Benemérito do Vasco e ex-Secretário Executivo do Ministério do Esporte:

VERGONHA HISTÓRICA!

Não encontro palavras para expressar a minha indignação com a posição adotada hoje pelo Presidente do Vasco.

No dia em que o Brasil registrou o maior número de mortes por COVID-19 no mundo – quase mil e duzentas – e a pandemia se alastra de forma descontrolada pelo país, Campello vai a Brasília, a reboque do Presidente do Flamengo, negociar com o Presidente da República e o Governador do Distrito Federal a retomada das atividades de treinamento nessa cidade, para ludibriar as medidas de isolamento social determinadas pelo governo e pela prefeitura do Rio de Janeiro. Esse propósito coloca em risco a vida e a saúde dos atletas e profissionais do clube, bem como dos seus familiares.

Como já observei em outro texto, jogador não é gladiador para arriscar sua vida para deleite da plateia no Coliseu. A retomada das atividades de treinamento não tem respaldo de qualquer autoridade de saúde ou associação médica. Vale registrar que Brasília mantém elevada proporção de contaminados e mortos por COVID-19 em relação à sua população.

Trata-se de posição indigna para quem ocupa a Presidência de um clube da grandeza do Vasco e exerce a profissão de médico.

Fonte: Facebook do Luis Manuel Fernandes
https://facebook.com/fernandesluis1958

Luis Manuel Fernandes critica nota da FERJ e aponta possibilidades pros clubes durante pandemia

Texto de Luis Manuel Fernandes, Grande Benemérito do Vasco e ex-Secretário Executivo do Ministério do Esporte:

JOGADOR NÃO É GLADIADOR

Em meio à escalada descontrolada da pandemia da COVID-19 no Brasil – e no mesmo dia em que o Rio de Janeiro se torna recordista de mortes causadas pela doença no país e o sistema de saúde do Estado entra em colapso por falta de leitos de UTI, respiradores, equipamento de proteção e profissionais qualificados e treinados – a Diretoria do Vasco assinou uma nota com outros clubes e a Federação de Futebol do Estado em que declara desejar o “retorno às atividades em poucos dias” e estar pronto para “reiniciar os treinamentos”. Esse posicionamento não poderia ser mais infeliz.

O atleta profissional de futebol (assim como todos os profissionais envolvidos nas atividades esportivas) não é um gladiador que coloca a vida em risco, para deleite da plateia que assiste o seu desempenho no Coliseu. É jogador de um esporte que exige contato físico e interação próxima com outros jogadores e pessoas, tanto nos treinamentos quanto nas partidas.

Em meio à pandemia de um novo vírus que se mostra tão mortal quanto traiçoeiro, porque transforma pessoas sem qualquer sintoma em fonte ativa de contaminação, retomar as atividades (ainda que a portões fechados) representa um risco de saúde e de vida não só para os profissionais envolvidos, mas também para os seus familiares. Isso em um contexto em que o sistema de saúde do Estado já não consegue dar vazão à demanda de pacientes acometidos de COVID-19 em estado grave, multiplicando os falecimentos em casa ou em ambulâncias à espera de atendimento. Por mais que sejamos apaixonados pelo esporte, e pelo futebol em particular, não se trata de atividade essencial diante do desafio maior que é preservar vidas. É inaceitável expor os atletas, demais profissionais do futebol e seus familiares a esse risco, que é tanto de morte quanto de sequelas de saúde incapacitantes.

Para além de adotar medidas e práticas para defender a vida e a saúde dos profissionais do esporte e de seus familiares, o foco da atenção dos clubes e da Federação deveria estar centrado em encontrar soluções para enfrentar as graves perdas econômicas enfrentadas pelas agremiações (e que atingem os seus profissionais e funcionários) no período da pandemia.

Além de garantir o pagamento das cotas de televisionamento devidas, um caminho viável seria a constituição de um Fundo de Emergência formado com parte da receita recorde arrecadada pela CBF em 2019 (quase um bilhão de reais), e com possível contrapartida de recursos públicos, para abrir linhas de financiamento facilitado para as agremiações atravessarem o período de necessária paralisação de atividades.

Esse fundo poderia usar como garantia as próprias cotas devidas pela CBF a essas agremiações em função da sua participação em competições futuras.

Não se trata, certamente, da única solução possível. Mas para viabilizar qualquer solução que seja, é necessário foco e ação determinada. Acima de tudo, é preciso sempre ter em mente o valor principal – a defesa da vida!

Fonte: Facebook do Luis Manuel Fernandes
https://facebook.com/fernandesluis1958

Com a bandeira de pacificar o Vasco, Luis Manuel Fernandes confirma candidatura à presidência

Com a bandeira de pacificar o Vasco, Luis Manuel Fernandes confirma candidatura à presidência

Grande benemérito, cientista político de 62 anos diz que pacificação interna do clube é sua principal bandeira e aposta em sua experiência na organização da Copa
Por Fred Gomes — Rio de Janeiro
05/05/2020 05h01

Antes uma possibilidade, a candidatura do grande benemérito Luis Manuel Fernandes à presidência do Vasco agora é uma realidade. O cientista político de 62 anos a confirmou em longa entrevista ao GloboEsporte.com. Durante o papo, repetiu por reiteradas vezes que busca a “reconstrução institucional” do clube. Para atingir tal objetivo, aposta no que trata como a bandeira principal de sua vida, seja dentro ou fora de São Januário: a da paz. Sem ela, garante Luis, o Vasco não atrai possíveis parceiros.

– Meu diagnóstico é esse: o Vasco vive uma crise política prolongada, muito polarizada e fragmentada, o que gera uma turbulência política dentro do clube que não oferece um cenário de tranquilidade para conseguir captar investimento para o clube. Com base nisso, entendo que a chave é partir da pacificação para reconstruir um ambiente de convivência que possibilite a união mais ampla possível em torno de uma agenda de reconstrução institucional.

Luis Manuel Rebelo Fernandes é o terceiro nome confirmado para as eleições cruz-maltinas de 2020, inicialmente previstas para novembro – isso pode mudar por conta da pandemia. Luiz Roberto Leven Siano e Fred Lopes já haviam anunciado suas respectivas candidaturas.

Luis já presidiu o Conselho Deliberativo e vice de relações externas do Vasco. Apesar da experiência dentro do clube, aposta que sua trajetória fora dele pode ser decisiva para triunfar como mandatário em caso de sucesso nas urnas.

– Por que fazê-lo (ser candidato)? Porque vejo como muito grave a situação do Vasco, que vive uma crise que se prolonga há algum tempo. A última conquista de âmbito não regional no futebol que tivemos já vai completar uma década. O Vasco é gigante, não pode ficar fora da primeira linha do futebol brasileiro. Mas seu desempenho esportivo não tem estado à altura do tamanho da instituição.

– A minha trajetória combina algumas características. Tenho uma ampla experiência de gestão, em geral na área de Ciência, Tecnologia e Inovação. Fui presidente de uma agência de fomento que atua como banco público de financiamento da inovação: a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Fui secretário-executivo do Ministério do Esporte e coordenador-executivo da organização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil. Isso me abriu um leque de relacionamentos, de contatos. Em geral, o meu trabalho foi bem avaliado em toda essa trajetória.

Luis aponta que sua capacidade de pacificar ambientes foi posta à prova quando assumiu a coordenação do Grupo Executivo da Copa do Mundo 2014 (Gecopa). À época, o então secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke fez críticas públicas à organização do Mundial do Brasil.

– Na própria Copa do Mundo assumi no contexto de uma crise, quando Jérôme Valcke disse que o Brasil precisava de um “pontapé no traseiro” para a Copa andar. Entrei no circuito justamente para resolver uma crise. Então tenho experiência profissional e de vida que, entendo, me capacita a prestar um serviço importante para o Vasco.

– Tenho essa rede de contatos construída. Contato com investidores, com atores do mundo do esporte e do futebol. Acompanhei de perto a construção dos 12 estádios da Copa com interação ampla com construtoras e operadoras dos estádios. E com imagem positiva perante a eles todos. Quero colocar, de forma integral, o capital social que foi construído ao longo dessa trajetória à disposição do clube. Que o clube possa se valer disso, dentro de uma agenda de reconstrução institucional.

– Por essa liderança, que é externa, mas também pela minha vivência dentro do clube… Sempre procurei ter uma atitude de respeito e diálogo com todos, mesmo quando tinha posição discordante. É uma característica minha: abertura ao diálogo e construção de convergências. Tenho visto desses contatos que fiz na minha trajetória interesse em investir no Vasco. Desde que haja ambiente de pacificação e estabilidade institucional.

Confira a entrevista na íntegra:

Você disse no evento de comemoração do seu 62º aniversário que o “Vasco precisa de paz”. Agora como pré-candidato confirmado, aponta a busca por essa pacificação do clube como a principal bandeira da sua campanha?

A mensagem principal que sempre defendi no clube nas funções que exerci e agora entrando nesse processo eleitoral é pacificar o clube internamente para poder gerar uma unidade em torno de um projeto de reconstrução institucional. Essa é a minha principal bandeira. São disputas sempre muito acirradas e judicializadas. A imagem que o Vasco passa é de um clube conflagrado, que é incapaz de encontrar um caminho conjunto de condução.

Como conseguir essa unidade diante da fragmentação do Vasco em vários grupos políticos?

O que eu via dentro do clube como um “observador-participante”? Eu via um clube muito marcado por uma espécie bipolarização entre uma liderança muito forte, que era a do Eurico, mesmo quando ele era vice-presidente. Com personalidade forte e atitudes sempre polêmicas, gerando uma bipolaridade entre quem o apoiava versus quem dirigia contra ele uma oposição muito dura, muito raivosa.

Ao meu ver, isso se confundia e, para prejudicar a liderança dele, às vezes tomavam atitudes que prejudicavam a instituição.

Infelizmente o que vejo dentro das disputas internas dentro do Vasco e que também acaba refletindo um pouco no quadro de polarização política no país é de uma absoluta disputa entre grupos. Grupos se xingando, se rotulando… Vai criando um ambiente que não é bom para a instituição. Pelo contrário, não oferece segurança para captação de investimentos no patamar necessário para que o Vasco se reerga na primeira linha do futebol brasileiro e como projeção para o futebol internacional.

Como lidar com isso? Acho que primeiramente é romper com essa lógica de disputa de grupos. Não é fácil, mas acho que o posicionamento deve ser de responsabilidade, construção institucional, de abertura para o diálogo e de responsabilidade na construção de agregação de forças.

Luis Fernandes também rechaça soluções em tornos de um nome: “Ninguém pode se apresentar como salvador da pátria”

Isso implica não só romper com uma lógica de disputa de grupos, mas também com soluções personalistas. Ninguém pode se apresentar efetivamente como salvador da pátria. O Vasco precisa de um pólo de pacificação e de construção institucional, que depende de abertura e diálogo.
Talvez a mídia social também alimente muito a personalização, como se qualquer decisão institucional dependesse de pessoas.

Penso que a gente deve construir uma alternativa institucional para o clube com responsabilidade, seriedade e com uma lógica de reconstrução institucional. Esse é o caminho que vejo como possível para superar esse quadro atual do clube.

Calendário do ano eleitoral: haverá alterações por conta da pandemia?

Se tudo seguisse o caminho normal, estaríamos agora provavelmente às vésperas da Assembleia Geral para examinar a proposta de reforma do estatuto que foi aprovada no Conselho Deliberativo. Essa proposta de reforma, ao meu ver, trouxe vários avanços institucionais. Aprovada essa reforma de estatuto, o próximo passo seria o lançamento das pré-candidaturas.

De acordo com o calendário previsto, a candidatura à presidência se inscreve junto com a chapa na segunda quinzena de agosto. A partir daí, entraria já a campanha com os candidatos oficializados até a eleição em novembro.

Como reputo como gravíssima a atual situação da pandemia e suas consequências para o mundo, Brasil e o calendário esportivo, nesse contexto o meu posicionamento é de que não podemos ignorar o que está acontecendo para seguir aquele calendário normal. Uma vez normalizada a situação, farei o lançamento da pré-candidatura e assumo essa condição. Nosso foco, de todas as correntes do clube e da atual direção deveria ser no enfrentamento da gravidade do desafio que a pandemia apresenta aos brasileiros.

Em fevereiro, você tratava a candidatura como uma possibilidade e agora a confirmou. Você disse que não é o momento de se fazer campanha, mas a confirma. Por que veio o “start” de confirmá-la agora?

Ainda vamos ter que ver as condições de retomada do processo eleitoral do clube. É possível que tenhamos de condensar as etapas do processo. Mas o fato de eu assumir essa posição de não me dispor a participar da campanha eleitoral durante o período da pandemia, que acho que é correta e responsável, poderia gerar dúvidas se eu iria de fato apresentar meu nome para consideração na campanha.

Então meu pronunciamento é para não deixar dúvidas. Vou apresentar meu nome na campanha quando for possível fazer campanha. É mais para deixar esse posicionamento claro. Só entendo que não é o momento de fazer campanha no clube agora.

Interferência da pandemia na ação de potenciais investidores com quem vinha conversando

Agir, nós estamos sempre agindo, estudando alternativas, contactando… Estou mobilizando o capital social que acumulei para gerar soluções institucionais para o clube. Esses contatos continuam, mas a pandemia altera tudo. Os grandes investidores estão em compasso de espera.

Nesse contexto, o foco das discussões deveria ser como enfrentar a crise econômica que está se estabelecendo sobre os negócios do esporte e os clubes em particular. E o Vasco poderia estar exercendo um papel de liderança, propondo um plano de emergência para atender às necessidades dos clubes no contexto da paralisação dos clubes.

São ideias que poderiam ser desenvolvidas. Poderia ser discutido com a CBF a constituição de um fundo para apoiar os clubes a enfrentarem a crise econômica gerada pela pandemia. Poderia ser um fundo com contrapartida pública.

Mas essa discussão não está sendo feita, isso está me angustiando. Em vez de ter soluções profundas que confrontem na seriedade a crise econômica gerada pela pandemia, mas sem abrir mão da defesa da vida, há uma pressão para que se recomece sem as mínimas condições de garantia de saúde as competições.

Mais elogios de Luis Fernandes à proposta de reforma estatutária do Vasco, aprovada pelo Conselho Deliberativo, mas que ainda precisa ser referendada pela Assembleia Geral

Acho que os avanços introduzidos na proposta de reforma do estatuto são importantes. Ela adota mecanismo de punição de gestão temerária, o que dá confiança para investidores. Irá sacramentar o manual ou guia de boas práticas e de governança do clube, o que pessoal fala em inglês “compliance”. Mas não preciso falar em inglês. Há quem quer impressionar falando o termo em inglês (risos).

Isso também é um fator de confiança e seriedade para investidores. Mecanismos de gestão empresarial terão também que ser incorporados na gestão do clube, o que não implica necessariamente na transformação em clube-empresa.


Dinamite, Luis Fernandes, Sergio Frias em reunião do Conselho Deliberativo em 2014 — Foto: Divulgação / Paulo Fernandes

Observações sobre o formato de clube-empresa

Para mim, o limite nesse formato de clube-empresa é o clube perder o controle do clube-empresa. Mas o formato que seja equivalente a uma parceria público-privada (PPP) em que o clube, como representante do público nessa operação, mantenha o controle do clube-empresa pode ser uma alternativa interessante do clube. É um pouco o modelo alemão. Sei que há interesse de investidores nesse formato.

Temos que ver como vai ser o cenário pós-pandemia. Pela minha experiência como presidente de banco público, acho que só “fundos-abutres”, que apostam em ações especulativas, tomariam decisões sobre investimento agora.
Fundo-abutre é aquele que se especializa em ações altamente especulativas e de altíssimo risco. Se é um investidor mais sério, ele vai esperar ver o quadro formado para tomar suas decisões.

O que você acredita que pode modificar logo de cara em relação ao que é praticado no atual Vasco?

Volto ao ponto anterior. Pretendo ser um fator de pacificação do clube. Primeira passo é superar a conflagração e gerar um clima mínimo de pacificação e unificação para tratar as questões institucionais com franqueza e de forma objetiva. Sem estabilidade institucional, não é possível construir soluções.

Diria que a principal falha que identifiquei foi a incapacidade de retirar o Vasco de uma posição bastante medíocre no desempenho esportivo nesse período. E também de práticas de gestão que não me parecem ser as mais adequadas em termos de honrar compromissos assumidos.Mas acho que a principal deficiência foi a incapacidade de captação de investidores para o clube.

Fiz uma primeira leitura do balanço, e acompanhei várias apresentações feitas a investidores ou reuniões do Conselho Deliberativo sobre o plano de recuperação do clube. E qual era o plano? Era reduzir o grau de endividamento, gerando superávits seguidos em ano de gestão, o que tornaria a dívida do clube administrável com capacidade de recuperação e de ter times competitivos já em 2021. Esse era o cenário apresentado.

Esse plano fracassou. O próprio balanço é um atestado do fracasso desse plano administrativo. O orçamento apontava um superávit de R$ 72 milhões nessa ideia de reduzir o grau de endividamento. Registrou-se um déficit de R$ 5 milhões, e esse só não foi maior por conta da gigantesca adesão dos sócios-torcedores no final do ano passado.

E também o que está incluído nesse mesmo raciocínio que o superávit do ano anterior se deveu a uma receita extraordinária que foi a venda do Paulinho. Então não foi uma solução de gestão. Foi a venda de um atleta oriundo, inclusive, de formação de gestões anteriores.

Havia um compromisso da diretoria de que essa receita gerada pela adesão em massa ao sócio-torcedor seria canalizada para o pagamento de salários. E não foi. A diretoria não fez o pagamento devido de salários, e eu diria sobretudo aos funcionários, que formam o elo fraco da corda. Não o fez e, além de manter meses de atraso, aderiu à medida do governo suspendendo o salário para eles poderem receber uma parte em seguro-desemprego. Não achei aceitável.

Muita gente fala “O Luis é amigo do Eurico, é Euriquista”. O quanto é verdade em relação se você tinha uma amizade ou não com o Eurico? E acha que isso pode ser positivo ou negativo?

Volto à aquela questão: acho que a pacificação necessária para o clube se reerguer exige passar por cima de ódios e preconceitos. Acho que esses pronunciamentos são de pessoas que ficaram presas a uma lógica de disputa de grupos e uma polarização política que não existe mais no clube.

Ficar se posicionando em função da polarização passada quando os desafios que o Vasco tem de enfrentar para a frente são gigantescos, acho que não é uma atitude correta. Por isso insisto em superar dessa disputa de grupos e vaidades. E de construir um polo de unificação. Tenho recebido apoio de pessoas que apoiavam o Eurico e de quem era oposição ao Eurico.

Como começou a relação com Eurico

Só vim ter relação com o Eurico quando houve a ameaça de o Vasco perder a Copa João Havelange por conta dos incidentes em São Januário na final com o São Caetano. Uma pessoa que é muito amiga minha, o ex-deputado Aldo Rebelo, que era o presidente da CPI da Nike e estava discutindo temas do futebol no Congresso Nacional. Houve um movimento dentro da própria CBF, do Clube dos 13 e com apoio de parte da mídia de retirar o título do Vasco. Que o Vasco fosse considerado responsável pelos incidentes.

E eu fui procurado por intermediários do Eurico para que eu pudesse ajudar na apresentação da defesa do Vasco na CPI do Congresso. Essa defesa foi muito importante para que não houvesse a responsabilização no campo esportivo e para que fosse remarcado o segundo jogo no Maracanã. E o Vasco acabou se sagrando campeão brasileiro.

Eu era à época diretor científico da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro). Comentei com ele que eu estava estruturando um programa de pesquisa que haveria um resgaste da memória do esporte no Brasil, e que o Vasco tinha papel muito importante dentro disso.


Eurico Miranda entrevista coletiva sócio-torcedor — Foto: Felipe Schmidt / GloboEsporte.com

Ele ficou entusiasmado e me chamou para desempenhar esse papel dentro do clube, que cuida de alguns registros no clube. E eu falei: “Ótimo, vou fazer uma ação de preservação da memória do clube. O Vasco tem uma história única”. Tem contribuição não só para o futebol, mas para a vida política nacional. Ele me chamou, assumi essa função na vice-presidência (de relações especializadas) responsável por esse resgate da memória.

Depois fui presidente da Finep, secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, secretário-executivo do Ministério do Esporte na época da Copa do Mundo. Passei a ter bastante protagonismo nesse mundo do futebol para além da área científica e tecnológica de informação. Aí o Eurico me convidou para ser o presidente do Conselho Deliberativo em 2014, e eu assumi a função. Sempre com essa agenda de pacificação e diálogo.

Às vezes com estranhamentos com ele, mas foi um trabalho conjunto. Essa é a relação. Não tenho preconceito contra a figura do Eurico. Como torcedor, no meu período de vida, a época mais vitoriosa do Vasco foi a em que ele comandava o futebol do clube. Foram 15 anos muito vitoriosos.

Pacificação realizada por Calçada inspira Luis Manuel

Até me espelho em um aspecto daquele período que foi conduzido pelo presidente Calçada. Eurico e Calçada eram de grupos opostos, se confrontaram na eleição. Depois o Calçada teve a grandeza de recompor a diretoria chamando o Eurico para tocar o futebol dentro do grupo. Foi uma agenda de pacificação e unificação. Para mim, aquilo serve de inspiração. Aquela ação de pacificação e unificação inaugurou o período mais vitorioso do Vasco que eu conheci.


Antônio Soares Calçada Vasco — Foto: André Casado

Fonte: GloboEsporte.com

CASACA promoverá debate sobre reforma do Estatuto do Vasco na terça-feira no Centro do RJ

Em breve o Conselho Deliberativo do Vasco votará uma proposta de reforma do estatuto do clube. Porém, o conteúdo dessa proposta não está sendo debatido na comunidade cruzmaltina.

Na próxima terça-feira (26/11), o CASACA promoverá uma reunião para debater o conteúdo da proposta de reforma do estatuto. Clique aqui para acessar e baixar o arquivo.

O evento gratuito acontecerá no EDX Coworking, localizado no Centro do RJ. Como o espaço tem capacidade limitada, solicitamos que confirme presença nos nossos canais de contato ou através de membros da Equipe CASACA.

Data: 26 Novembro (terça) às 19h

Local: EDX Coworking

Avenida Rio Branco 124 – 12º andar – Centro – Rio de Janeiro


- Esquina da Rio Branco com Rua Sete de Setembro
– Colado ao VLT Colombo
– Próximo ao metrô Carioca
– Estacionamento no Terminal Menezes Cortes: R$ 33 (valor fixo a partir de 17h)
– Link no Google Maps: https://goo.gl/maps/VUeAVmmKBBwoS6Ek9

Carta do Benemérito Sérgio Frias ao Presidente do Conselho Deliberativo, protocolada no Vasco

Carta protocolada na secretaria do Vasco em 17/10/2019:

– – – – – – –

Ilmo. Sr. presidente do Conselho Deliberativo do Club de Regatas Vasco da Gama, Roberto Monteiro Soares,

Estarrecido com declarações dadas pelo presidente da diretoria administrativa, Alexandre Campello da Silveira, expressas no link abaixo, solicito que se convoque o Conselho Deliberativo para que as devidas providências sejam tomadas, uma vez que o estatuto do Club de Regatas Vasco da Gama foi ferido, associados desrespeitados, a partir de uma criação normativa própria da cabeça do atual presidente do clube, trazendo por consequência um segregar descabido de vascaínos, aceitos uns e indeferidos, sem justificativa prévia, outros.

https://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/recusa-de-socios-vira-polemica-no-vasco-e-campello-explica-criterios-de-corte.ghtml

Na verdade, o presidente do clube, tal qual um déspota, sem esclarecimento algum, simplesmente atingiu o quadro social do clube, questionando algo que o estatuto veda: limitação de assinaturas dos proponentes para adesão de novos sócios.

O artigo 14 do estatuto é claríssimo quando diz ser um dos requisitos para a entrada de novos associados no quadro social, a necessidade da assinatura de um proponente, que esteja com suas obrigações em dia para com o clube, considerando, evidentemente, os remidos de qualquer categoria, também, neste lugar. Mais nada.

O estatuto não cria qualquer limite quantitativo de assinaturas por parte dos proponentes e isso se dá por razões lógicas: parte-se da premissa de que quanto mais associados tenha o clube, mais este arrecada, mais se fomenta o Vasco. É um ganho institucional evidente.

Pouco importa se o associado tem como objetivo usar um mês de piscina, usufruir de ingressos mais baratos num determinado campeonato, votar nas eleições do clube (necessário para isso que tenha no mínimo 15 mensalidades pagas até o mês do pleito), pretender exercer um cargo no clube que só seja cabível a sócios, ter uma carteirinha de associado para mostrar à família ou aos amigos, objetivar com a associação pôr um familiar numa escolinha do clube com desconto. O importante é que o Vasco o acolha e não o repila.

Por outro lado é sabido que após a redução da taxa de adesão inscreveram-se para o quadro social cerca de 1.200 novos propostos, o que trará em um ano para o Vasco quantia superior a R$2.000.000.

Propor sócios ao Vasco em determinadas campanhas de associação no passado trouxe aos proponentes prêmios, com elevação crescente de importância pelo número de sócios propostos. Isto é, quanto maior o número de sócios propostos premiação maior era dada ao proponente.

Voz reverberante de termo chulo e que lembra atos corruptivos na política geral, o Sr. Alexandre Campello da Silveira só expôs o clube ao achincalhe externo, bem como atingiu a vários associados proponentes e propostos, que se dispuseram a ir à sede principal para se associar – estes últimos – ou representar quem desejava isso no caso dos moradores de fora do Rio de Janeiro, impossibilitados de comparecer à sede principal do clube, cumprindo eles, em ambos os casos, regras e filigranas exigidas pela direção, efetuando pagamento e esperando meses para receber de volta injustificado indeferimento ou permanecerem, centenas, em eterno estado de “análise”.

Essa atitude do atual presidente do clube se mostra díspar dos critérios utilizados para uma anistia, realizada há cerca de 13, 14 meses, ocasião na qual, via internet e sem qualquer filtro, todo e qualquer associado do clube, mesmo os desligados (no caso sócios gerais) tiveram o direito de reingressar sem pagamento dos valores devidos, conforme impõe o artigo 42 que se faça, sob a justificativa de que o artigo 99 XXIII se sobrepõe a isso, quando, na verdade, é limitado exatamente pelo texto do artigo 42.

Por outro lado, não só no processo de anistia como também na rotina do clube iguala-se na condição de desligados por falta de pagamento sócios proprietários e gerais, quando na verdade os proprietários não podem ser desligados do quadro social, apenas terem suspensos seus direitos, portanto aptos a serem anistiados, como poderiam até ser também os sócios gerais, com menos de quatro meses consecutivos de inadimplência com o clube.

Tem sido destacados erroneamente com status de desligado do quadro social sócios proprietários inadimplentes há mais de três meses, algo que o próprio estatuto veda ao considerar quaisquer sócios desta categoria como donos do patrimônio do Vasco, conforme explicitado no artigo 8º, em caso de uma dissolução do clube.

Claro está que uma administração não pode desligar do quadro social um associado, que é um dos donos do clube.

Uma vez inadimplente o sócio proprietário não pode usufruir daquilo que os adimplentes têm direito a usufruir, mas o fato de possuir um título de sócio proprietário em seu poder impõe a que tal desligamento não se possa proceder, a não ser que o título seja absorvido pelo clube ou passado a um terceiro.

Importante destacar, também, que sócios do clube desligados, ou mesmo sócios proprietários inadimplentes, sócios torcedores, ou ainda familiares diretos de associados tiveram em vários casos indeferimento de suas associações na categoria “Sócio Geral” em face de decisão injustificada do presidente do clube, para mostrar o absurdo de tudo isso.

Atos de secretaria, também, precisam ser investigados, não meramente pela conduta dos funcionários, mas pelas ordens que recebem dos estatutariamente não remunerados, obrigando-os a agir conforme lhes é determinado.

Cobram-se valores indevidos de débitos pretéritos dos associados, anteriores, no caso, a seu último pagamento ao clube, impedindo que muitos se tornem ativos novamente, ação descabida, pois além de anistias dadas ao longos dos anos, neste século e no século passado, em diversas administrações, considera-se no momento em que o clube aceita uma sequência de pagamentos, tornando o associado ativo novamente, que o valor deixado para trás não seja cobrado em qualquer eventual ou sequencial inadimplência posterior.

Cabe, também, ao Conselho Deliberativo propor ao Conselho Fiscal, que este tenha acesso ao contrato firmado entre o clube e a empresa que recebe os recursos oriundos das prestações mensais do quadro social cruzmaltino e os repassa ao Vasco, porque um numerário considerável circulou entre ambos ou apenas chegou a um deles, sem que os pagadores tivessem direito a qualquer contrapartida.

Vale ainda ressaltar, que o Código de Defesa do Consumidor, datado de 1990 e com modificações ao longo dos anos, é posterior à vigência do estatuto do clube, iniciada cerca de 10 anos antes, mas que isso não permite ao clube passar por cima da legislação. O estatuto tem de se adaptar à ela, sob pena de o Vasco sofrer danos em agindo diferente disso.
Finalmente é importante que o clube volte a aceitar o pagamento em dinheiro (moeda corrente nacional) dos valores mensais obrigatórios, pois agindo ao contrário está descumprindo a lei, de forma consciente.

Diante do aqui narrado solicito que se reúna o Conselho Deliberativo o mais breve possível, a fim de que se freie ações descabidas protagonizadas pela atual gestão e que tenhamos, além disso, uma resposta satisfatória do colegiado contra o descumprimento estatutário promovido pelo presidente do clube, atingindo, tanto o quadro social do Vasco, como pretendentes a dele fazerem parte.

Saudações Vascaínas,

Sérgio Eduardo Martins Frias
Benemérito do CRVG

Luis Fernandes critica Campello e revela critério para recusa de associados: limite de 5 novos sócios por proponente

Luis Manuel Rebelo Fernandes @FernandesLuis58
Após a decisão do Conselho Deliberativo do Vasco reduzindo o valor da taxa de adesão, incentivei inúmeros amigos professores universitários e lideranças na área de Ciência e Tecnologia – todos vascaínos apaixonados – a se tornarem sócios do seu clube de coração.

Entre esses professores estava o amigo Raymundo de Oliveira, professor de matemática da UFRJ, ex-presidenre do Clube de Engenharia e ex-deputadk histórico da “ala autêntica” do antigo MDB no período da luta pela redemocratização do Brasil.

Raymundo me deu a honra de assinar a sua ficha de adesão. Entregamos a ficha na Secretaria do clube no dia do aniversário do Vasco, fato devidamente comemorado com um almoço no restaurante do clube.

Passado um mês e meio de ansiosa e inexplicável espera, o Professor Raymundo de Oliveira recebeu uma comunicação seca da Secretaria do clube informando que seu pedido de adesão foi recusado, e que a Diretoria não era obrigada a dar qualquer satisfação.

A julgar pela carta enviada pelo Presidente do Clube em resposta aos questionamentos formulados pelo Conselho de Beneméritos, o Professor Raymundo de Oliveira foi considerado um “mensaleiro” que tentou fazer “uma associação de aluguel” a serviço “interesses vis”.

São essas suspeitas que a carta do Presidente do clube evoca para justificar estar fazendo “uma análise rigorosa das fichas de adesão”. Feita a “análise rigorosa”, a Diretoria concluiu que o Professor Raymundo de Oliveira é indigno de compor o quadro social do Vasco.

Isso é um desrespeito absurdo e inaceitável, que não condiz com a história e tradições do Clib de Regatas Vasco da Gama. Peço desculpas ao amigo Raymundo de Oliveira por o ter exposto a tamanho constrangimento e vexame.

A comunicação da recusa da associação do Professor Raymundo de Oliveira foi feita enquanto o Presidente do clube estava reunido com o Conselho de Beneméritos para discutir o projeto de revitalização de São Januário.

Ao final da reunião, cobrei do Presidente Campello os motivos do indeferimento. Depois de muita hesitação, disse que o critério adotado foi não aceitar associações propostas por sócios que haviam indicado mais de cinco novos sócios.

Não há nada no Estatuto do clube que estabeleça esse limite no número de sócios propostos. Duvido muito que esse tenha sido um critério de aplicação geral.

A Diretoria Administrativa deveria divulgar a lista dos “mais de quinhentos novos sócios” que afirma haver aprovado, com seus respectivos sócios proponentes. Isso deixaria claro se o referido critério foi aplicado de maneira geral ou seletiva.

Ajudaria a revelar, ainda, as verdadeiras razões da aprovação e recusa de novos sócios.

Fonte: Twitter de Luis Fernandes / Transcrição feita pelo Netvasco

Sérgio Frias fala ao UOL Esporte sobre veto de novos sócios do Vasco por perseguição política

Pagamento de terceiros e “não” a novos sócios: entenda nova guerra no Vasco

Bruno Braz
Do UOL, no Rio de Janeiro
08/10/2019 21h09

Falta mais de um ano para a eleição do Vasco, mas pode-se dizer que a “guerra” já começou. Mais uma vez. A polêmica que norteia o pleito de 2020 se dá em relação à tentativa de adesão à categoria que dá direito a voto (sócio-geral), onde centenas de pessoas já foram recusadas pelo presidente do clube, Alexandre Campello, e outros tantas estão com suas situações estagnadas, caso até mesmo do capitão do título da Libertadores de 98, Mauro Galvão.

O UOL Esporte ouviu todos os lados envolvidos no processo: os sócios barrados, os grupos políticos e o Vasco. Também levantou apurações que apontam algumas decisões tomadas tanto pela diretoria quanto pelos agentes políticos do clube.

De modo geral, sabe-se que a grande maioria dos vetados tiveram como proponentes integrantes de três grupos políticos: postulantes indicados pelo pré-candidato Leven Siano, outros do grupo “Sempre Vasco” (Julio Brant) e os ligados ao “Avante, Gigante” (Fred Lopes).

No comunicado emitido por e-mail pelo Vasco aos sócios recusados, o clube cita o artigo 14 do estatuto para dizer que “a diretoria não é obrigada a dar os motivos da recusa”. Porém, a reportagem apurou que, entre os principais motivos do veto estão o grande número de pessoas que tiveram a assinatura do mesmo proponente e as suspeitas de possíveis pagamentos de terceiros nas joias e mensalidades dos postulantes ao título de associado.

O Vasco foi comunicado da reportagem, mas até o fechamento da mesma não nos enviou um posicionamento oficial sobre os questionamentos e segue com a mesma tese apresentada aos impedidos de se associar.

(…)

Casaca! (por Sérgio Frias)

UOL Esporte: Seu grupo disponibilizou pessoas como proponentes para quem queria se associar?
Sérgio Frias: “Sim, afinal eram tantas as exigências da direção, que estar presente para ajudar e não fazer o vascaíno desistir no meio do processo, como ocorreu com muitos, era o melhor caminho”.

UOL Esporte: Algum integrante de seu grupo assinou mais de uma ficha de adesão?
Sérgio Frias: “Sim, vários. Só eu assinei mais de 100 propostas. O fato é que pessoas não coadunadas com a gestão assinaram cerca de 10, 15 propostas e também experimentaram seus propostos recusados. Caso ocorrido com o Grande Benemérito Luís Manoel Fernandes”.

UOL Esporte: Algum integrante pagou alguma mensalidade do associado?
Sérgio Frias: “Não, com exceção de familiares diretos. O máximo que houve, em alguns casos, foi pagamento e reembolso por dificuldades de alguém em transitar no meio digital e por recusa do Vasco em receber mensalidades em dinheiro, que é uma ilegalidade consciente cometida pelo clube, alertada ao presidente do clube, que deu de ombros e mantém o procedimento, sabedor da ilegalidade que comete”

UOL Esporte: O que o grupo achou da posição de Campello ao dizer que, baseado no estatuto, não era obrigado a justificar o motivo do veto ao associado?
Sérgio Frias: “Uma vergonha institucional protagonizada pelo presidente do clube, sem precedentes na história do Vasco quanto ao tema. Digno de um rubro-negro. Não esteve, não está, nem pode estar, em questionamento o sócio proponente. A análise a se fazer é de quem entra no quadro social”.

O proponente, quanto mais sócios proponha, mais traz verba para o clube, mais engrandece o Vasco, mais dissemina a torcedores a importância em se associar.

Sou sócio Remido do Vasco, sócio Geral, por sinal, desde 1992, sócio Benemérito do clube, meu pai faleceu há dois anos como Grande Benemérito do Vasco, meu tio avô foi conselheiro do Vasco e partícipe de campanhas de doação para o clube nos anos 40, como tantos vascaínos, que pensavam Vasco de uma forma diferente da que atualmente se pensa. Prova disso os prêmios que eram dados a proponentes nos idos dos anos 60, quando estes propunham número considerável de associados (o valor dos prêmios era dado pela ordem crescente do número de sócios novos que o proponente indicava para o clube) e o Vasco abria a mão até mesmo da joia, em alguns casos, para isso. Com efeito, o Vasco possuía dezenas de milhares de sócios estatutários na época e buscava mais.

Diferentemente do que fala o presidente do Vasco, o cadastro atual do clube é um grande ponto de interrogação, conforme se vê em declarações do atual presidente da Assembleia Geral, critérios para pagamentos dos associados do clube inadimplentes variam pela cara de cada um, o clube descumpre o estatuto com suas teorias de desligamentos e cobranças, a campanha de anistia foi no mínimo obscura quanto a dados fornecidos, uma comissão a ser formada na época não se reuniu da maneira conforme fora previsto e o que se tem atualmente são manobras da situação para permanecer no poder, tão descaradas e evidentes, que já não causam vergonha pela atitude tomada na reunião do Conselho Deliberativo, quando perdendo de 150 a 20 mais ou menos viu seu desejo de impedir que novos sócios adentrassem no clube com a joia mais barata, pleiteando que tais só pudessem fazer parte do quadro social em 01/10/2019. O objetivo? A partir dessa data não teriam direito a voto.

Derrotada fragorosamente a proposta as medidas da direção do Vasco seguiram o rumo de dificultar associações, barrar associados, indeferi-los, a ponto de se justificar isso com o termo “higienização” do quadro social do clube, que é algo tão absurdo quanto ofensivo a todos os propostos que se dispuseram a entrar no quadro social vascaíno nesses últimos meses”

(…)

Fonte: UOL Esporte – Veja mais em https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2019/10/08/pagamento-de-terceiros-e-nao-a-novos-socios-entenda-nova-guerra-no-vasco.htm?cmpid=copiaecola

Grande Benemérito Luis Manuel Fernandes defende pontos da reforma eleitoral no Vasco

Grande benemérito defende pontos da reforma eleitoral no Vasco
POR CESAR GUIMARÃES 24 DE SETEMBRO DE 2019 ÀS 14:58

O Vasco está discutindo uma reforma em seu processo eleitoral, já para o pleito de 2020. Uma reunião, na última sexta-feira, que não contou com a presença do presidente Alexandre Campello, tratou de algumas questões do tema. Segundo o benemérito Sérgio Frias, líder do grupo oposicionista “Casaca!”, o grande benemérito Luis Manuel Fernandes, que pode se candidatar à presidência no ano que vem, fez a defesa de pontos importantes, que foram aceitos de forma unânime.

Um deles, diz respeito aos assuntos discutidos pela comissão de reforma. Para Fernandes, esses temas têm de ser de consenso entre os integrantes da própria comissão, antes de serem encaminhados ao Conselho Deliberativo. Já um outro assunto, fala sobre a garantia estatutária na proposição de novos sócios. Para o grande benemérito, nenhum poder pode limitar a indicação de fichas de novos proponentes por antigos associados. Há quem reclame no clube, da assinatura de muitas fichas de admissão, algo que o Estatuto não limita em seu texto.

Fonte: LANCE! / Coluna De Prima

Sérgio Frias respondeu 3 perguntas do jornal LANCE sobre o processo eleitoral do Vasco

Falta pouco para a eleição: o que pensam os atores políticos do Vasco

A pouco mais de um ano do pleito, figuras importantes nos bastidores do clube contam, ao LANCE!, seus entendimentos dos prazos até a votação e projetam o ambiente até lá

Felippe Rocha e Luiza Sá
22/08/2019 18:24
Rio de Janeiro (RJ)

Os sócios do Vasco vão às urnas para eleger o próximo presidente do clube só no segundo semestre do ano que vem, mas a política cruz-maltina, que nunca adormece, já se movimenta de olho pleito. Como a última eleição conseguiu ser a mais tumultuada e polêmica da história da instituição, o LANCE! se antecipou.

Perguntamos a alguns dos principais atores políticos do clube sobre questões que vêm à tona em cada eleição: a data limite para a associação com direito a voto, a data para a convocação da Junta Geral e a perspectiva de confusões. Destes, os dois primeiros temas são abordados pelo estatuto do Cruz-Maltino. Mas a necessidade da terceira pergunta se faz necessária e a interpretação de cada um dos questionados se torna relevante.

ATÉ QUANDO O TORCEDOR PODE SE ASSOCIAR (PARA TER DIREITO A VOTO)?

Alexandre Campello (atual presidente do clube): Cabe ao presidente da Assembleia Geral responder.

Otto de Carvalho (do grupo “Ao Vasco tudo”): Eu mesmo tinha dito para ser até a primeira quinzena de agosto. Pelo estatuto, o Vasco tem que se reunir para fazer a eleição em 2020 até a primeira quinzena de novembro. O presidente da Junta tem até 60 dias antes para convocar a reunião da Assembleia Geral. Essa seria a data de corte para o ano anterior. Se for primeiro de novembro (a eleição), seria final de agosto. Não seria problema.

Luiz Roberto Leven Siano (pré-candidato à presidente): A data para tornar-se sócio do Vasco com condições de votar vai depender da data exata em que o presidente da Assembleia Geral convocar a junta eleitoral, na segunda quinzena de agosto do ano que vem. Nem todos que se associaram em agosto estarão necessariamente aptos.

Luis Manuel Rebelo Fernandes (grande-benemérito, especulado como possível candidato no próximo pleito): As duas primeiras perguntas dizem respeito à organização do processo eleitoral. Não sou mais presidente do Conselho Deliberativo, e por isso não integro a Junta Eleitoral. Acho que essas perguntas deveriam ser dirigidas aos atuais componentes da Junta.

Julio Brant (conselheiro e candidato derrotado na última eleição pela “Sempre Vasco”): O torcedor vascaíno tem até dia 30 de agosto para se associar. Porém, o presidente da assembleia geral tem entre os dia 15 e 30 de agosto para realizar o corte para eleições do ano que vem.

Sérgio Frias (benemérito e líder do CASACA!): O sócio terá de possuir um ano de associação até a véspera da data da marcação das eleições. Exemplo: se a eleição for marcada em 02/09/2020, estará apto a votar o associado que adentrou no quadro social até 01/09/2019.

Silvio Godói (presidente do conselho de beneméritos): Pelo estatuto, o torcedor pode se associar até o dia 15 de agosto.

João Carlos Nobrega (do Grupo CASACA!): Em tese, o sujeito precisaria se associar até um ano antes do fechamento da lista de sócios eleitores, que ocorrerá em agosto de 2020. Há uma questão aí: foi decidido que a pessoa pode parcelar a taxa de adesão em até cinco vezes. Então, supondo que o cara se associou agora, passou a pagar mensalidades, mas dividiu a adesão em cinco vezes, este cara já é sócio ou não? No nosso entender, sim. No entender da diretoria, talvez não. Há chance de que isso seja judicializado, não por qualquer grupo politico, mas pelos sócios nesta situação.

Roberto Monteiro (líder do Identidade Vasco e presidente do Conselho Deliberativo): Até quando pode se associar vai depender de quando a junta se reunirá, no ano que vem, que pode ser até o dia 31 de agosto.

QUANDO A JUNTA GERAL SERÁ CONVOCADA?

Alexandre Campello: Cabe ao presidente da Assembleia Geral responder.

Otto de Carvalho: A junta geral cabe ao presidente da Assembleia Geral. Tem o prazo estatutário. Só seguir as normas lá.

Julio Brant: Será uma data em agosto (do ano que vem) ainda a ser definida.

Sérgio Frias: A Junta Deliberativa será convocada na segunda quinzena de agosto do ano que vem. Pode ser ela convocada, portanto, do dia 17 (16 cai num domingo) até o dia 31 de agosto de 2020. A data segura para a entrada no quadro social com direito a voto seria 23/8/2019, mas é bastante plausível que ela se estenda ainda por alguns dias.

Silvio Godói: A junta será convocada somente no ano que vem. Para ficar claro: para ter direito a voto, pode se associar até 15 de agosto de 2019, portanto já não pode. Pode associar, mas não terá direito a voto na próxima eleição.

João Carlos Nóbrega: O artigo 61 do Estatuto (que fala da “segunda quinzena de agosto do ano correspondente ao das eleições”) eu acho que responde legal. Só complementando, então. Tentando deixar claro. Se eu me associei hoje, paguei a mensalidade do mês, paguei a taxa da confecção da carteirinha, mas dividi minha adesão em cinco vezes, eu já sou sócio, ou serei apenas depois que terminar os cinco meses de pagamento de taxa? Acho pessoalmente que já teria que ser considerado sócio agora, mas há controvérsias.

Roberto Monteiro: Não tenho como dizer hoje quando a junta se reunirá. É certo que será na segunda quinzena de agosto.

VOCÊ VÊ CHANCE DE CONFUSÃO NO PRÓXIMO PROCESSO ELEITORAL? COMO NO ÚLTIMO, DE POLÊMICAS NOS DOIS TURNOS?

Alexandre Campello: Falar sobre processo eleitoral a um ano e quatro meses da eleição é lamentável. O presidente do Vasco precisa administrar um clube que luta para diminuir suas dívidas e aumentar receitas que ficaram estagnadas ao longo do tempo. Todos sabem e acompanham as enormes dificuldades do Vasco. Campanha com tanta antecedência assim é para quem não tem esse compromisso. Por sinal, uma das missões desta diretoria é exatamente garantir a lisura do processo para que a eleição, no seu tempo adequado, se dê da maneira mais correta. Esta gestão fez um profundo trabalho de depuração do quadro associativo e, consequentemente, da lista de sócios para que o processo eleitoral de 2020 seja limpo e não corra o risco de novamente ser judicializado. Este cuidado é contínuo e permanente. Deu-se no processo de recadastramento, na anistia e se dá agora, com as adesões feitas a partir de julho, justamente às vésperas do prazo para entrada na lista de eleitores. O preço de uma eleição como todos os vascaínos queremos é a eterna vigilância.

Otto de Carvalho: Chance de confusão nós vamos ver. Está tudo embutido na questão das (eleições) diretas. Diretas por serem diretas… só tem que ver como vai ser. O Roberto Monteiro está sentado nisso há mais de um ano. Anteriormente parou por quê? Trocava a eleição direta por aumento de cargo de benemérito, aumento de número de beneméritos, ele sabia que não tinha consenso. Temos que analisar como vai ser feita essa questão. Eleição só direta não tem sentido. Envolve uma série de coisas, como o tempo de sócio. Tem uma série de questões embutidas nisso. Temos que entender como vai ser apresentada essa proposta para poder darmos uma opinião abalizada realmente. Um ano atrás todos os grupos protocolaram as questões para reforma do estatuto. Temos que entender ainda, está muito embrionário.

Leven Siano: Quanto às possibilidades de problemas judiciais, eu acredito que o clamor por democracia não pode se tornar uma democracia seletiva formal, na qual se propõe o voto direto, mas se aumenta o tempo requerido de quem pode votar e ser votado sem respeitar a anterioridade eleitoral prevista na Constituição. Ademais, nem toda modificação estatutária pode ser considerada adequação ao novo Código Civil, de forma que o estatuto não pode ser alterado por maioria simples do Conselho. Desta forma, se o estatuto, a lei e a Constituição forem respeitados não haverá qualquer anormalidade, muito menos judicialização.

Luis Manuel Rebelo Fernandes: Quanto à possibilidade de confusão ou judicialização do processo eleitoral, infelizmente isso não está descartado dado o atual quadro de fragmentação e polarização política. Espero que haja um processo de pacificação e unificação política interna que permita um processo eleitoral mais tranquilo.

Julio Brant: Queremos um processo eleitoral mais tranquilo possível. Foi proposto para a atual diretoria administrativa cuidar em conjunto da lista de sócios. Também foi proposto à diretoria um trabalho conjunto com todos os grupos políticos para evitar judicialização da próxima eleição. Queremos lisura no processo e melhorar a imagem do Vasco com a justiça. Esta sempre foi uma bandeira da Sempre Vasco.

Sérgio Frias: Depende da condução do processo por parte de quem é responsável por isso. Esperamos todos que as eleições sejam tranquilas.

Silvio Godói: Dependendo de deferimentos ou indeferimentos pode haver confusão, sim. Por ora, não vejo confusão.

João Carlos Nobrega: Acho a resposta à primeira pergunta pode responder à terceira. Vejo chance de problemas jurídicos, sim. Não necessariamente causado por grupos políticos, mas por sócios que se sintam injustiçados.

Roberto Monteiro: Total possibilidade, pela bagunça da secretaria do clube que discricionariamente aceita uns e não aceita outros no quadro social, impedimento alguns sócios de pagarem suas mensalidades exigindo documentos de comprovação muito anteriores à data de hoje. Explico: o sócio vem pagando há um ou dois anos ininterruptamente e, de repente, está bloqueado no sistema por ter que apresentar documento de um ou dois anos atrás. A demora na solução de um problema que não é do sócio, já que ele vinha pagando e aceitavam, não pode impedi-lo de continuar a pagar pela falta de comprovante de pagamento de buraco lá de trás. Entre outras situações. Ele, sócio, pode continuar a pagar como sempre foi e aí se ele quer ser elegível é que deve ser facultado o pagamento desse buraco lá de trás para completar os cinco anos necessários para a elegibilidade. Outra: se o sócio constava na lista de elegíveis passada, não há que se questionar, agora, o tempo até a data da última eleição. Exigência de comprovação da joia: se ele vem pagando as mensalidades, pressupõe que isto foi superado. Resumindo: pela ausência de conhecimento teremos muitos problemas.

Fonte: LANCE! – https://www.lance.com.br/vasco/falta-pouco-para-eleicao-que-pensam-atores-politicos.html