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Conselho Deliberativo em ampla maioria contrariou vontade da direção do clube

Na reunião da última sexta-feira foi aprovada redução da joia para a entrada de sócios gerais, que ainda se encontram com direito a voto, caso adentrem no quadro social do clube entre os meses de julho e agosto.

O pedido de redução da joia foi feito pela direção do Vasco, mas ela própria – na figura de seu presidente administrativo – mostrou-se contra o direito de os associados integrarem o quadro social a tempo de votarem nas próximas eleições.

Ou seja, a direção do clube foi a favor da redução da joia, mas com início de validade disso a partir de outubro deste ano, impedindo o direito a voto de qualquer um que entrasse no quadro social pagando 750 reais.

A proposta vencedora, felizmente, foi a de abertura do quadro a partir de 01/07, ou seja, nesta segunda-feira.
Ficou claro também que a entrada de associados no clube se dará respeitando-se o estatuto, portanto, considerando o previsto no artigo 14 do Estatuto Social.

Além do aqui descrito, é grave o fato de que a direção não tem respeitado o estatuto do próprio Vasco quando impossibilita pagamentos de associados da categoria “Sócio Geral” no decorrer do terceiro mês de inadimplência consecutiva, entendendo ser possível agir de tal forma.

É hora de associação, mas também de alerta por parte dos integrantes do quadro social, para que não sejam tolhidos no exercer de direitos estatutários seus daqui para frente.

Casaca!

O Vasco não é várzea

Ontem à noite houve mais uma prova da debilidade, fragilidade e descrédito da atual gestão do clube, mais propriamente do presidente Alexandre Campello.

O desastre administrativo da direção começa com a implosão política do clube, protagonizada por seu presidente , que acolhendo a vontade dos magos do BNDES aceitou assinar em 30/04/2018 uma carta de apresentação esdrúxula junto a um balanço desarrazoado, conforme definido pelo Conselho Deliberativo do clube em novembro último, quando as contas corretas de 2018 foram aprovadas pelo referido conselho.

A atitude acima trouxe para ele a oposição clara do Casaca!, que se mantém até hoje, sem qualquer conversinha, como oposição à sua terrível administração.

Posteriormente, brigou com seu próprio grupo de apoio (base de apoio eleitoral) e trouxe mais oposição para si, assim como já a tinha por parte do grupo amarelo, que ora o protegeu por conveniência política, ora não.

A posição do Casaca! mais uma vez é clara e será evidenciada ao longo do texto.

Em agosto do ano passado, sem ter entregue qualquer documento ao Conselho Fiscal, a gestão queria um empréstimo de 38 milhões de reais, contando uma história na qual era dito ter o dinheiro acabado, faltando já para o dia seguinte.

O Casaca!, na figura do Benemérito Sérgio Frias, visando a que se pudesse resolver a questão sem traumas, sem votação e com harmonia, sugeriu a discussão do empréstimo no mesmo local 10 dias depois, já com a apresentação de documentos para o Conselho Fiscal.

Houve tentativas de acordo neste sentido ao longo da reunião por parte do Benemérito, mas a vontade de votar prevaleceu. Resultado: em nome da institucionalidade, que passa longe das prioridades de Alexandre Campello, votamos contra e soltamos nota no dia seguinte dizendo que em sendo cumprido pela direção do clube o compromisso da institucionalidade, com apresentação dos documentos ao Conselho Fiscal, obrigação, por sinal, da gestão, votaríamos a favor.

Dito e feito. Na reunião seguinte houve voto unânime pelo empréstimo de 38 milhões de reais no mesmo Conselho e a garantia da direção de que a questão com o Conselho Fiscal estaria resolvida, desde então, algo não verificado ao longo do tempo.

De lá para cá, cortes de serviços comezinhos ocorreram no Vasco desde o final de dezembro e outros ao longo de 2019. Além disso, situações bizarras vividas pelo clube são seguidamente publicadas na mídia convencional.

Em 12/04 o presidente do clube foi ao Twitter afirmar que a gratificação natalina, referente a 2018 estava paga, assim como o salário de fevereiro. Ou seja, o salário de março ainda não havia sido depositado.

Daquela postagem para cá nem uma folha foi paga direito. Passou o restante de abril, maio e chegamos a junho com o clube devendo a um mundaréu de gente, com salários atrasados, acordos não cumpridos e, pasmem, apresentando no final de abril um balanço que sugeria ao grande público ter o Vasco um superávit na ordem de 60 milhões de reais, relativo a 2018.

Era justamente no término de abril que a direção do Vasco deveria ter buscado o Conselho Deliberativo, afinal partiria para dois meses de salários atrasados cinco dias depois.

Mas não. Era a hora da conversa fiada nas mídias digitais, afirmações de quanto se mostravam capazes a gestão e o BNDES dela, como o Vasco estava magnificamente sendo gerido.

A vergonha que é o balanço do Vasco, iniciado a partir de números não aprovados pelo Conselho Deliberativo, entre outras questões, não é tema de agora. Fica apenas o registro.

Mas, como dizíamos, o momento era aquele, pensando-se na instituição, nos funcionários do clube, no time de futebol, em quem foi demitido saindo do Vasco com uma mão na frente e outra atrás (centenas de casos), porém tudo isso significou para a gestão porcaria nenhuma.

Sem documentos entregues ao Conselho Fiscal e contando uma história falsa sobre a situação do Vasco talvez holofotes favoráveis fossem endereçados à ela e este era o objetivo da estratégia, em grego strateegia, em latim strategi, em francês stratégie, em inglês strategy… tomada em detrimento do clube.

Com o Vasco com quase três meses de salários atrasados, devedor do FGTS há mais de seis (pelo menos ao Bruno Silva) o presidente do clube se reúne na sala Eurico Miranda do Conselho de Beneméritos com alguns conselheiros natos e pede para que se interceda, objetivando a obtenção de um empréstimo na ordem de R$8.000.000,00, no que é interrompido por seu consultor para assuntos financeiros, dizendo este último algo como “8 não, melhor 10”. Como se fossem 8 caixas de cerveja e depois 10.

Na reunião ocorrida no Conselho de Beneméritos, onde infantilmente Campello desdisse sobre o que acordara, não houve definição sobre empréstimo e sim papelão do presidente, que ainda não pediu desculpas pelo que fez perante uma turma que não está certamente no mesmo nível dele. Em tempo, o outro envolvido na confusão, mesmo com razão na questão, desculpou-se perante o Conselho Deliberativo do clube, por sua ação reativa dura no caso.

Na assembleia da semana passada, ocasião em que o presidente do clube só faltou sair aos pulos por não ser aberta uma investigação contra si e com rumores de que havia ido para lá com carta de renúncia no bolso, o Conselho Deliberativo do Vasco, através de proposta do Grande Benemérito Luis Manuel Fernandes, aquiesceu por UNANIMIDADE que a diretoria pudesse captar 10 milhões de reais a título de empréstimo, segundo ela já no forno para sair.
Oito dias depois nada havia sido resolvido.

Mas ontem a direção queria mais 20 milhões, já estourando até mesmo a projeção orçamentária feita pelos magos das finanças, que transformam o Vasco num “pardieiro planilhado”. Os 20 milhões estariam atrelados aos outros 10 milhões, somando-se 30 e aí sim tudo estaria resolvido no Vasco, até o fim de 2019.

Ignorando que não tem consigo nem 50 conselheiros fiéis, a situação, sem explicar nada a ninguém, solicita ao Conselho Deliberativo que ponha na pauta votação de mais 20 milhões de reais no espaço de oito dias e não procura rigorosamente ninguém para explicar o que será feito com o dinheiro, qual o plano de ação, etc… Isso seria mostrado na hora para quem quisesse engolir. Quem não quisesse que votasse contra e tudo bem.

Logo após livrar-se de uma comissão de sindicância, por apenas oito votos, Campello e seu séquito, de fato, se sentiam fortes para atropelar algo, ainda mais num quórum qualificado?

Afirmar que houve boicote de A ou B vai fazer A ou B votar a favor num próximo pedido? É a forma política de se postar, sabendo-se que não tem, de fato, o número necessário para aprovação de nada se não sentar e conversar?

“Ah, mas não adianta conversar porque são oposição a mim”. Tente, gênio. Pegue seus consultores políticos e elaborem todos uma forma de não perder todas as votações com quórum qualificado, porque a soma dos dois grupos citados por vossa excelência, em termos de votos, se forem lá e votarem contra impedirão que qualquer empréstimo saia.

Para agir, visando o bem do Vasco, essa administração teria de se sujar perante o público, mostrar seus erros de análise, seus desacertos, suas atitudes irresponsáveis, seus ralos e o cheiro deles.

Não parece ser esse o caminho escolhido, até porque sustentar uma mentira já vista por todos que é mentira (a qualidade da própria gestão) para alguns dali é o único caminho para não sucumbir. Se o Vasco sucumbir, então, desde que não se sujem, que se dane.

Na nossa visão, independentemente do que aí está, alguns compromissos deveriam ser firmados pela direção em 2019:

1 – Apresentação de plano para obtenção das certidões positivas com efeito de negativas ainda este ano.
2 – Fim das demissões persecutórias no clube (ocorreram mais algumas recentemente) e manutenção dos esportes encontrados no Vasco por essa gestão, olhando, também, para a base e dando mínimas condições para que atletas possam se desenvolver e despontar com a camisa do Vasco.
3 – Colocação do Vasco no Campeonato Brasileiro deste ano (compromisso) no mínimo no lugar em que sua folha salarial recomenda, comparando-a com a dos demais adversários.
4 – Cuidado com o patrimônio do clube (compromisso), seu estádio, suas sedes e atenção especial ao Colégio Vasco da Gama, considerando-o com a importância que ele tem e baseado nos preceitos de sua inauguração, ocorrida há 15 anos.

Sobre a posição do Casaca!.

Queremos que sejam garantidos os seguintes pagamentos com o valor que se requer seja emprestado e mais aquilo que o Vasco terá a receber neste ano:

1 – Pagamento imediato dos salários atrasados de atletas (incluindo direitos de imagem), demais funcionários, FGTS inclusive, mantendo-os em dia até o fim do ano.
2 – Pagamento imediato dos inúmeros acordos em atraso firmados por essa gestão com ex funcionários do clube, tanto quanto celebração e cumprimento das parcelas dos que faltam, até o fim de 2019.
3 – Pagamentos do que estiver faltando quanto a salários e gratificações concernentes ao fim de 2017, que já deveriam ter sido pagos em abril do ano passado, quando do recebimento da verba inerente à venda do atleta Paulinho, portanto há 14 meses.
4 – Demais acordos e obrigações para que não se inviabilize o clube no decorrer deste ano.

E se o valor a pedir emprestado for maior que este, discutido agora para este ano? Joguem limpo e digam que vão estourar mais e mais o orçamento, mas não joguem para a galera, pura e simplesmente.

Na nossa visão os itens expostos logo acima devem ser respeitados e realizados e os compromissos mais acima firmados, de fato, pelo bem do Vasco, em respeito a todos os seus torcedores, como nós também somos (DE RAIZ).

Casaca!

Consciência limpa

O Casaca! novamente se manteve a favor da investigação daquilo que seria alvo de sindicância.

Pela segunda vez consecutiva votamos pela abertura da sindicância. Mais uma vez o Conselho Deliberativo, em maioria, entendeu dar carta branca ao presidente do clube.

Lamentamos mais uma vez tal atitude pois de um ano para cá a carta branca dada resultou no que estamos vendo.

Na nossa opinião quem perde com isso é apenas o Vasco, pois está absolutamente evidenciada a incapacidade administrativa da atual gestão e quanto mais ela ficar solta para fazer o que bem entender a tendência é a de que mais erros graves sejam cometidos, com suposto aval do Conselho Deliberativo clube.

Sigamos em frente.

Casaca!

CASACA! convida para reunião na terça-feira, 30/04 às 19h

O CASACA! convida você a participar de reunião marcada para a próxima terça-feira às 19 horas no Centro do Rio, a fim de tratar dos seguintes temas:

– Posicionamento quanto ao momento político atual do clube;

– Processo eleitoral para as próximas eleições.

Data: 30 Abril (terça) às 19h
Local: Espaço Estação
Rua Buenos Aires 90 – 5º andar – Centro – Rio de Janeiro
Próximo ao metrô Uruguaiana

Link no Google Maps: https://goo.gl/maps/SBHXm6sZdJz7M4Np7

Recordar é viver: “São Januário é Baile de Favela”

O jornal Extra publicou a seguinte notícia na manhã deste sábado: “Flamengo veta expressão ‘Festa na favela’ de suas redes sociais: ‘É associado à violência'”.

Para piorar, o Flamengo soltou uma inacreditável nota oficial dizendo que é mentira do jornal Extra essa história de veto à expressão “festa na favela”. Porém, o texto confirma que houve veto à expressão na comunicação institucional do clube. Surreal. Realmente o Flamengo pode tudo.

+ + +

Nota Oficial – É mentira o veto à expressão “festa na favela”

Por Comunicação – Flamengo – em 20/04/2019 às 15:24

(…)

A matéria, ao pegar parte de uma conversa de profissionais do clube – que deveria ser restrita a eles – tenta passar a ideia que “existe um veto“ na utilização da expressão “festa na favela”. Não é verdade.

O fato é que um canto alegre e contagiante da torcida não necessariamente precisa ser a melhor maneira para a comunicação da Instituição.

Não usá-la regularmente na comunicação Institucional não significa nenhum veto ao termo ou desvalorização de uma tradição da torcida.

Esta é a verdade. Nada mais que isto.

(…)

+ + +

O CASACA produziu este vídeo registrando o novo capítulo preconceituoso na história do Flamengo e lembramos que da Carta de 1924 ao vôo da vitória de 2016, “São Januário é Baile de Favela”.

CASACA!

O Vasco contra todos?

NOTA DO CASACA! – O Vasco contra todos?

O Casaca! não poderia deixar de se manifestar em relação à forma como tem se portado o Vasco e os demais no episódio envolvendo a decisão do Campeonato Carioca de 2019.

1 – A atitude do clube é correta e elogiável em mandar o jogo para outro estádio, que não o Maracanã, ora cedido ao Flamengo numa manobra vergonhosa e cínica do Estado com o clube da Gávea.

2 – Como mandante da partida, cabe ao Vasco escolher os setores em que sua torcida vai ficar. Tal direito deve ser respeitado. O Poder Público tem por obrigação garantir aos torcedores dos dois clubes segurança e se organizar para isso. Não está fazendo um favor à população agindo da forma descrita e sim meramente cumprindo seu ofício.

3 – Qualquer manifestação midiática da imprensa convencional, supostamente neutra, questionando o Vasco de exercer seu direito é, por princípio, conceitualmente, um erro.

4 – Cumprindo a lei, sem qualquer atitude açodada, o Vasco deve correr atrás de todos os seus direitos e brigar até o fim por eles, principalmente diante do que se vê atualmente em favor de um único clube, racista na origem, elitista por vocação, vice por tradição e nômade por destino.

5 – O Maracanã é de todos, São Januário é nosso e o Engenhão domingo é uma reação contra o sistema e suas manipulações.

CASACA!

É hoje: Confraternização pelo aniversário de 19 anos do CASACA!

Na noite deste sábado (23/03), haverá a confraternização pelo aniversário de 19 anos do CASACA! no Restaurante Verano.

A celebração terá brindes para os ganhadores do Quiz Vascaíno e telão com homenagem em vídeo ao eterno presidente Eurico Miranda, exibindo títulos e conquistas dele em nome do Vasco.

– Data e hora: Sábado, 23 de Março – 18h30 às 23h00
– Local: Restaurante Verano
– Endereço: Rua São Clemente, 104 – 2o andar – Botafogo – Rio de Janeiro

Camisa Comemorativa

Dê uma olhada na camisa comemorativa que será produzida especialmente para o evento. Você pode encomendá-la sob medida e com antecedência através do WhatsApp do CASACA!.

WhatsApp do CASACA!: (21) 97169-3694
– Preço: R$ 20 por camisa
– Por favor, informe seu nome e os detalhes do pedido (quantidade de camisas e tamanhos)

Equipe CASACA!

Inviabilização por conceito

É fato que apenas no mês passado ocorreram 82 execuções de acordos não pagos pelo Vasco a ex-funcionários do clube.

Embora fossem tentadas todas as formas possíveis de acordo para que a inadimplência do clube com seus ex-funcionários se desse por resolvida sem maiores prejuízos institucionais, os três meses de atraso, em média, levaram a tais execuções.

Ao todo já foram demitidos cerca de 300 funcionários, em pouco mais de 13 meses, pelo irresponsável Alexandre Campello e sua turma de teóricos do BNDES, responsáveis diretos pela carta de vitimização da atual gestão, levada a público no dia 30/04/2018, após ter sido apresentado de fora para dentro o balanço do clube (retificado na prática em novembro do ano passado), sem a participação do Vice-Presidente de Finanças da época, o que é obrigação estatutária e não favor a ninguém.

Vários funcionários demitidos tiveram boa vontade em acordar com a direção do clube o recebimento de valores aquém do que lhes era de direito.

As execuções fazem aumentar os valores em 50, 60 ou 100% a mais que o anteriormente acordado.

Trata-se de mais uma das muitas comprovações de capacidade para acordar e incapacidade para cumprir o que se acorda, desde praticamente o início dos acordos.

Para uma gestão que se vitimizou ao receber 60 milhões líquidos 90 dias após ter assumido o clube e que se mostrou quase que completamente incapaz de obter receitas consideráveis em 13 meses de gestão, fora empréstimos e valores já encaminhados pela gestão antecessora, a comprovação de sua incapacidade administrativa é o óbvio ululante.

Independentemente de questões políticas, quando uma gestão assume o poder deve se preocupar primeiramente em arrumar a casa e tendo a oportunidade de fazê-lo com 60 milhões de reais em mãos nos primeiros 90 dias de governança deve priorizar resolver as questões próximas com relação a funcionários, acordos, pendências junto a pessoas jurídicas, impostos, etc.

Não custa lembrar que, com 25 dias da gestão antecessora no poder, ainda no mês de dezembro de 2014, o clube à época obteve certidões positivas com efeito de negativas, que não possuía há quase um ano na ocasião. O Vasco se manteve com a principal das certidões até 30/09/2017 e com as outras até dezembro do mesmo ano.

Já essa gestão, que ficou “na cara do gol” para receber 38 milhões de reais, através de ação na Justiça, pavimentada pelo departamento jurídico da gestão anterior, até hoje não obteve as certidões e tal verba seria fundamento para tal, caso o pedido do clube fosse satisfeito pela Justiça em outubro de 2017, ao invés de ser aceito um ano depois.

Sem ter um único atleta com potencial de relevante venda e, portanto, para fazer caixa em 2015 já tinha a gestão anterior acertado todos os salários pendentes de 2014 e mantinha em dia os do ano de 2015, mantendo-os dessa forma durante grande parte daquela gestão, mais propriamente até julho/agosto de 2017.

A gestão atual deve até hoje o salário de dezembro de 2017 e gratificação natalina, deve salário do ano passado e também gratificação natalina, deve salário deste ano e deve satisfações por sua inequívoca incapacidade de gerir o clube.

Embora o Vasco não tivesse nenhuma simpatia da CEF no final de 2014 por descumprimento de inúmeras cláusulas contratuais pela gestão do MUV, obteve em 2015, 2016 e 2017 novos patrocínios com a empresa, o último deles de 11 milhões de reais por 8 meses de compromisso, ou seja o referente a 16,5 milhões para um contrato de um ano.

A atual gestão está há quase 14 meses para celebrar um patrocínio e o número a ser obtido por ele, jogado na mídia, está longe do valor obtido em 2017.

A estratégia maquiavélica da gestão atual de sujar a administração anterior para limpar a sua, que se mostra pouco higiênica com relação aos cuidados com o clube, fundamentalmente no que concerne a seus funcionários, está se voltando contra ela própria. Isso porque, diferentemente daquilo que pensam os gênios políticos e financeiros dessa mixórdia, ignorar acordos e pagamentos devidos, referentes ao período final da gestão anterior, interfere no clube, na instituição e não no gestor A ou B, pura e simplesmente.

A lição de como se agir foi posta na prática entre o final de 2014 e o decorrer de 2015, seguiu em 2016 com salários em dia, acordos pagos, certidões mantidas e se em 2017 houve problemas, fundamentalmente após a sabotagem contra o clube em julho, por ocasião da partida entre Vasco x Flamengo e suas consequências, além do processo eleitoral e todas as dificuldades de obtenção de verbas, mesmo assim a venda de Paulinho pelo valor total da multa à época resolveria todos os problemas prementes.

Ao invés disso, a direção anterior preferiu triplicar a multa e oportunizar a continuidade do trabalho por parte da gestão que chegava ao Vasco para supostamente continuar a reconstrução de um clube rebaixado de todas as maneiras possíveis e imagináveis pelo MUV, durante seis anos e cinco meses.

As consequências de se agir em parte como o MUV agiu, em parte como suas certezas teóricas preceituavam e em grande parte como uma espécie de maquiavelismo juvenil sugeria, levam o Vasco hoje a andar na corda bamba, sempre à espera de algo ou com alguma desculpa para dar, a fim de tentar esconder a notória incapacidade dos atuais gestores de tocarem o dia a dia do clube, para além dos factoides criados em seu favor.

O mínimo que se esperava da administração atual era a continuidade do trabalho de reconstrução realizado no Vasco desde dezembro de 2014, mas o caminho percorrido até aqui nega a essência daquilo e distancia o clube cada vez mais de suas raízes sociais e humanitárias.

Opções de gestão…

CASACA!

Nota de Pesar

A maior parte de minha vida foi dedicada ao Vasco. De forma muito especial, trabalhei diretamente com a formação de jovens, aos quais ofereci destacada atenção, inclusive com a criação do Colégio Vasco da Gama. 

Assim, por conhecer de perto as responsabilidades que cercam tal compromisso, gostaria de lamentar o ocorrido com os jovens atletas do Flamengo e me solidarizar com os parentes das vítimas. 

Desejo a todos muita força e fé.

Eurico Miranda

Presidente do Conselho de Beneméritos