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Tragicômico

Os que estão se posicionando contra a reforma do estatuto atual agem de forma, no mínimo, retrógrada e nós do Casaca! estamos muito à vontade a respeito disso, pois fomos a favor dela desde o princípio deste mandato quando ela se reuniu pela primeira vez, como já éramos antes e fomos a favor de todas as alterações estatutárias feitas em Conselho Deliberativo nessa gestão.

Os críticos de outros grupos, seis, sete, nove, mandaram emendas das mais variadas (10 anos para alguém presidir o clube, 3 anos para votar, fechando mais ainda o quadro eleitoral), achando que numa lógica de reforma o grande obstáculo seria a aprovação de eleições diretas.

A lição dada a esses seis, sete, nove grupos, que levam, juntos, ao Conselho Deliberativo dezenas de votos, foi dada pelo todo do próprio Conselho Deliberativo, o qual aprovou por unanimidade as eleições diretas, mas, claro, sabendo que tal mudança deveria acolher medidas preventivas em defesa do Vasco, como, por exemplo, fazer com que candidatos à direção do clube tenham, ao menos um mandato de Conselho Deliberativo para poderem vir a geri-lo e isso valendo não para agora, mas sim apenas em 2023.

Houve uma reunião no Conselho Deliberativo há cerca de um mês, com vários grupos falando que eram favoráveis a 80% do estatuto ou mais, todos favoráveis à reforma como um todo, com alguns ajustes a serem feitos apenas.

Diferentemente da maioria, o Casaca! fez uma reunião aberta anterior, da qual participaram pessoas do grupo e fora do grupo para tecerem e ouvirem de nós as críticas inerentes ao que não estava de acordo com o sentido popular do Vasco, entre outros aspectos.

Fomos, por princípio, contrários à extinção do sócio geral, ao prazo de três anos para dar direito a voto (o que fecha aos poucos o quadro social) e entendemos como uma possibilidade de flexibilização do tempo para elegível, que passou, no último texto, oito para sete anos.

Também nos preocupamos com a facilitação para a migração de sócio geral para proprietário ser aplicada na prática, fomos contra medidas que poriam o sócio à mercê da administração, podendo serem eles eventualmente punidos por “atentar contra a boa imagem do clube”, tal era a subjetividade disso. Isso, também, foi retirado do texto final.

Surgiu emenda de última hora, de um desses seis, sete, nove, dezoito grupos dizendo que os sócios não poderiam ser punidos por atitudes racistas fora do clube!!! Até isso. E estamos falando de Vasco!

Claro que essa emenda deve ter vindo sem que as pessoas tivessem dimensão do que estavam propondo emendar, mas é uma forma de se perceber a falta de cuidado, de medição das consequências.

Também entendemos que a atitude tomada pelos seis, sete, nove grupos é de total desrespeito ao trabalho de quase uma dezena de homens, de várias correntes políticas no clube, que se esmeraram em fazer com que a reforma saísse e contemplasse tudo que fosse possível, com discussões sobre o tema e inúmeras reuniões.

Não abrimos mão de todas as responsabilidades cabidas aos gestores, bem como dos itens relativos à aprovação das contas, a fim de que isso não proporcione segunda época a quem preside, como aconteceu nos tempos do MUV, quando se buscava politicamente a aprovação das contas, não se conseguia e aí elas eram reformadas (para inglês ver).

Tivemos como resultado disso uma declaração de um dos vice-presidentes do clube à época dizendo que o Vasco devia 250 milhões de reais em janeiro de 2012, quando se viu no ano seguinte que o valor era mais que o dobro e em 2014 chegou a quase o triplo daquele numerário supostamente real dito anos antes.

Mas isso não foi discurso para a internet, ou conversa fiada não posta em prática. Nós registramos nossas discordâncias em ata com emendas no próprio dia marcado para a votação. Todas elas tinham, como tem, o condão de não elitizar o clube.

Contra o fim da categoria sócio geral – que naquele plenário já foi posto no ano passado por gente da situação (deve ser parte de um desses seis, sete, nove dezoito grupos que são contra a reforma do estatuto) como o antigo sócio torcedor dos anos 70, o que é um absurdo, pois uma coisa nada tem a ver com a outra e o sócio geral no Vasco existe desde 1900 – buscamos uma medida conciliatória caso houvesse seu encerramento.

Nossa proposta, então, foi a de que se reduzisse a um salário mínimo o teto para cobrança da joia de sócio proprietário, o que inibiria a diminuição do quadro social do clube e, pelo contrário, fomentaria um título, transmissível a terceiros, inter vivos ou causa mortis, por um valor, de fato, popular, visto que o título de sócio proprietário é um bem e a condição de sócio geral um direito. Ninguém transmite sua condição de sócio geral para outrem.

Da mesma forma, brigamos para a manutenção do período atual de carência para voto, primeiro entendendo que o direito em relação a 2020 não poderia ser modificado de jeito algum e segundo considerando que o prazo para que o associado tenha direito a voto como está no atual estatuto é suficiente, mas, mais uma vez buscamos uma forma de acordar um período maior de carência, desde que no decorrer do segundo ano de gestão, o que pode ser, evidentemente, debatido e resolvido ainda em plenário. Maio, junho, por exemplo, ou até um pouco antes, mas do segundo ano de gestão.

O grupo Sempre Vasco apresentou na última reunião da comissão de reforma do estatuto sobre o tema, irredutibilidade, no que diz respeito ao prazo, considerando o atual como correto. Temos a mesma opinião, mas se esse prazo aumentar dois, três meses, algo assim, é uma catástrofe? Claro que não.

Buscamos e permaneceremos nessa busca, para que o clube cumpra seu atual estatuto e que os sócios gerais que somaram mais de três meses de atraso possam pagar seu débito, conforme prevê o estatuto atual no artigo 42, de forma clara e concisa. Tentamos e continuaremos tentando isso através de uma disposição transitória em plenário.

Por sinal, sobre essa situação, tivemos dezenas de pessoas dois tais 6, 8, 9 grupos, concordando com a gestão em não permitir que pessoas pertencentes a essa modalidade de sócio paguem o seu débito e sejam reincorporadas ao clube.

Esses mesmos grupos que abrem a boca em defesa do sócio geral, contrariam seu discurso pelo voto proferido contra os próprios, mesmo sabedores, e isso foi elucidado em reunião do Conselho Deliberativo, o que está previsto no artigo 42 do estatuto hoje em vigor.

À época o sócio geral era algo menor para os tais 6, 8, 9 grupos (pelo menos na prática do voto), tinham, para gente desses grupos, que ser até considerados eliminados (o que o estatuto proíbe) pela inadimplência superior a três meses (três meses contados pela administração em 71 dias até, conforme conviesse a quem está lá).

E a cara de pau do dia é uma suposta preocupação dos conselheiros dos 6, 8, 9 grupos com o Sócio Geral? O mesmo que diminuíram em falas e discursos, inclusive contrariando o estatuto do Vasco? Pera lá.

Há, também, interesse do atual presidente do clube que esse estatuto não saia e os motivos devem ser perguntados a ele próprio. A justificativa oficial é a de que não é o momento. E a real? Deve ser porque também está preocupado com os sócios gerais.

Uma outra questão que vimos levantada nos discursos de alguns dos 6, 8, 9 grupos políticos do Vasco é a de que haja urna eletrônica para o associado de fora do Rio poder votar.

Em primeiro lugar haver votação dos associados de fora do Rio não presencial é, também, pleito nosso e há formas de se fazer isso sem urna eletrônica. Tem de se discutir o modus operandi disso para que seja acertado o meio pelo qual isso se torne algo prático.

Um pleito do grupo Sempre Vasco foi levantado na última reunião de reforma do estatuto, sobre a remuneração dos dirigentes. Não é novidade alguma. Foi apresentado isso pelo Casaca! lá no início da discussão pela reforma do estatuto.

E sabem por que o Casaca! pode apresentar isso? Porque o Casaca! esteve três anos junto à direção do Vasco e seus membros não ganharam um centavo nela. Trabalhamos de GRAÇA, pura e simplesmente.

Entendendo ser isso passível de remodelação foi posta a emenda e publicado isso no próprio Casaca!, mas não foi proposto numa gestão em que éramos situação e sim o contrário, ou seja, para benefício até mesmo de quem atualmente gere o clube.

Finalmente sobre o Conselho de Beneméritos. É nítido que se pretende acabar com tal conselho no clube.

O motivo de haver Conselho de Beneméritos no Vasco é exatamente para trazer equilíbrio ao Conselho Deliberativo.

Pouco importa se alguém acha A desequilibrado, B atabalhoado, C causador de tumultos, D bom ou ruim.

O fato é que como não há comprometimento com busca por cadeiras a cada eleição entre essas pessoas, elas podem tomar as medidas que acharem adequadas por livre e espontânea vontade, sabedores todos que mesmo numa eleição indireta esse poder não teria condição alguma de sozinho virar o resultado de um pleito, tanto é que o corpo se viu em janeiro de 2018 obrigado a votar entre dois candidatos da chapa vencedora, quando nenhum deles era de preferência da grande maioria.

A eleição direta, portanto, só é questão se não há anteparos para evitar qualquer um de querer gerir o clube sem jamais ter participado de qualquer poder dele (nem mesmo como conselheiro).

A tentativa, portanto, de acabar com o Conselho de Beneméritos, no caso fazendo com que ele vá diminuindo até não poder mais influenciar nas votações de Conselho Deliberativo, traria como resultado apenas e tão somente a que a situação mantivesse uma proporção de 4/5 com número superior a 150 pessoas e, com isso, usasse a máquina para passar por cima de tudo, aprovasse tudo que quisesse, gerisse como quisesse e fizesse do Vasco o que bem lhe conviesse. Porque a prática seria essa.

Até mesmo uma questão levantada com relação a um poder demasiado do presidente do Conselho Deliberativo, também foi excluída do texto final, embora tal retirada, em nossa opinião, possa fazer com que 60 assinaturas sejam utilizadas o tempo inteiro para impedir o clube de andar, com solicitações e mais solicitações de reuniões do próprio conselho. De qualquer forma não está mais lá.

A questão primordial disso tudo não é os 10%, 15% que o Casaca! não concorda, como outros grupos diziam em plenário não concordar, a questão reside no fato de que se quer reformar estatuto estando no poder, nos moldes que convenham a quem estiver e, para isso, joga-se de forma desavergonhada para a galera.

Essa história de compromisso com o Vasco, discursos, palavras ao vento, precisam ser comprovadas na prática.

O Casaca! comprovou como oposição ou situação que age dentro de preceitos claros e não desviou deles, não desviou de rumo, muito menos de conceito. Concordar ou discordar é de cada um.

Agora, jogar para a galera, em conluio, por interesses menores, como se fosse uma grande preocupação com o Vasco manter tudo como está, após tantos discursos em plenário de ótimo estatuto em 80, 90%, aí é conversa para boi dormir.

Sérgio Frias

Contra o ódio a leveza

O Casaca! vislumbra, de fato, um futuro para o Vasco em 2021 fora da lógica atual de se tentar limpar uma administração sujando a outra.

O cenário do Vasco hoje tem origem numa tentativa pouco institucional de união para ganhar uma eleição da situação sem que a oposição tivesse nada de concreto para mostrar, como aliás foi dito pelo rapaz que se candidatou e perdeu na Lagoa, afirmando ao público que nada tinham para apresentar a não ser uma solução para que o clube chegasse a 250.000 sócios, tal qual era a realidade do Benfica na época.

A torcida cruzmaltina, todos nós na mesma campanha e remando para o mesmo lado, obtivemos quase isso em duas semanas, numa mera promoção (no caso sócio torcedor), que foi primordialmente uma resposta dada por parte dos vascaínos ao momento e incensar do maior rival, que sem Eurico no poder pintou e bordou com o clube nos últimos 25 anos e meio, o que não conseguiu nos 25 anos e meio com ele com poder, como é sabido por todos e os números mostram.

Na véspera da partida contra a Chapecoense o Casaca! fez uma sugestão à gestão (mesmo como oposição) de que aproveitasse o momento e estendesse a campanha até o Natal.

Usamos a frase no twitter “Não há limite para o Vasco” e, de fato, não haveria se o presidente do clube com o Maracanã lotado anunciasse a manutenção da promoção até 25 de dezembro.

A direção deixou um espaço de três dias para fazer o que deveria ter feito no domingo e a campanha perdeu o embalo.

A gestão de Alexandre Campello foi mais do que ajudada, mas infelizmente mostrou-se inapta para gerir.

Nos primeiros dois anos de gestão da administração anterior chega a ser piada querer comparar o produzido por aquela e esta, mas com uma diferença: a gestão comandada por Eurico Miranda não teve apoio de ninguém a não ser dos que se aproximaram para ajudar.

A oposição torceu contra, trabalhou contra, atuou contra, mentiu, distorceu e entendeu que esse caminho era o correto para chegar ao poder. Não é, e a prova disso é a gestão torta atual.

Mas, voltemos ao enredo dos dois primeiros anos de gestão da administração anterior e dos resultados esportivos e patrimoniais obtidos até o fim dela.

Primeiramente vale recordar que o Vasco:

1 – Foi recebido com o futebol ostentando o 3º lugar na segunda divisão, sem ter naquela competição liderado a tábua de classificação em rodada alguma.

2 – Durante seis anos e meio o clube havia vencido uma competição, a Copa do Brasil, ocasião na qual o Vasco não enfrentou nenhum grande clube do futebol brasileiro.

3 – Em 22 confrontos diante do Flamengo o Vasco havia vencido três e o clube também se mostrara nesse período freguês do Botafogo…

4 – O Vasco disputara seis decisões, de turno e campeonato, contra Botafogo (2010, 2012, 2013), Flamengo (2011, 2014) e Fluminense (2012) e havia perdido todas.

5 – A base do Vasco estava instalada em Itaguaí e os destaques dela do SUB 20 e profissionais eram: Jordi, Gabriel Félix, Luan, Henrique, Lorran, Jhon Cley, Marquinhos do Sul, Iago, Thales.

6 – O clube não tinha crédito para nada, seu parque aquático e ginásio estavam desativados, o estádio de São Januário tinha capacidade de público reduzida para 15.000 pagantes e faltava (acreditem) papel higiênico e desinfetante para os banheiros do clube.

Mais de 30 toneladas de lixo estavam esparramados a céu aberto e o Vasco não tinha crédito com empresas prestadoras de serviços mais comezinhos, desde postos de gasolina até desentupidoras de sanitários, devia 10,8 milhões a CEDAE, estava o clube com dois meses de salários atrasados (embora tivesse sido recebido com salários em dia quando o MUV assumiu) e o décimo terceiro salário daquele ano venceria no mês que a nova gestão assumia.

7 – A dívida do Vasco havia mais que dobrado em seis anos e cinco meses, chegando a 688 milhões de reais.

8 – O Vasco do primeiro grupo nas cotas de TV passou para 5º lugar.

9 – O Vasco devia à CBF e FERJ um total de R$22.959.000,00.

10 – O Vasco, que havia sido deixado sem nenhum título protestado, foi encontrado com mais de 200 (duzentos) em dezembro de 2014.

Havia grupos da estirpe de Cruzada, que brigou na Justiça para prorrogar o mandato de Roberto Dinamite e expor o Vasco ao ridículo mais alguns meses, período no qual vivemos mais estripulias daquela trupe, com direito a um 0 x 5 diante do Avaí, em São Januário, confissões de dívida e acordos feitos até 02/12, com parceiros daquela gestão.

Detalhe: a tal Cruzada era oposição ao presidente Roberto Dinamite e no início de 2014 fizera discurso exigindo sua renúncia.

Vale lembrar que ela própria, Cruzada, foi quem garantiu Dinamite no poder após a eleição de 2011 ter sido anulada (alguma urna 7 da gestão MUV que levou a juíza de primeira instância naquela oportunidade a anular o pleito).

Os mais curiosos façam pesquisa com dados da época.

Mas a brava Cruzada, ela que dizia haver sérios indícios de problemas na lista de eleitores apresentada pelo MUV, se mostrou como terceira interessada para garantir Dinamite gerindo, por liminar.

Não podemos esquecer, também, o ato de seus membros, que votaram com a situação pelo não reconhecimento da dívida do clube para com Romário, isso em dezembro de 2011, o que levou o ex atleta a processar o clube.

Ele, que recebera todas as parcelas do Vasco entre agosto de 2004 até junho de 2008, teve freado o pagamento quando o MUV chegou ao poder em julho de 2008.

A dívida passou a não constar no balanço (não cremos que no balanço de 2018 dívidas do clube tenham tomado o mesmo caminho) e em 2011 o Conselho Deliberativo, com os votos e defesa ferrenha da tal Cruzada deixou de reconhecer de vez a dívida.

O resultado disso foi uma ação de execução de Romário contra o Vasco e a apresentação de provas no processo.

Mas durante o processo a tal Cruzada andava pela internet para dizer que não existia dívida alguma, que aquilo era uma armação de Eurico Miranda e Romário, fazendo eco a declarações de alguns que quando processados desmentiram o que vinham dizendo.

O fato é que Romário teria direito a cerca de 40 milhões de reais. A dívida inicial era de 22 milhões e foi paga dela, em praticamente 4 anos, pouco mais de 8 milhões. De um saldo na ordem de 13,9 milhões, Romário poderia ganhar o triplo, por descumprimento contratual do clube.

Eurico Miranda conversou com Romário que pediu apenas a correção da dívida e acabou o valor chegando a 21 milhões.

Observem que foi um erro consciente tanto da situação quanto da pseudo “oposição” (Cruzada).

Sabedores que havia o direito por parte do atleta, por razões de ordem mui republicanas, por certo, resolveram votar a favor do calote.

Mas, curiosamente, os que advogaram em favor do Vasco, após um dizer ou outro de que o clube poderia ganhar a ação, ganharam (do clube), por êxito. Sabem qual foi o êxito?

Como Romário deixou a dívida de 40 milhões por aproximadamente 20 (a pedido de Eurico Miranda para que não metesse a faca no Vasco), tiveram como ganho um percentual dessa redução.

Um dos advogados teve o acordo celebrado com o clube às 18 horas do dia 02/12/2014 sobre seus créditos com o Vasco (4 milhões de reais), horas antes da posse de Eurico Miranda na sede Náutica da Lagoa, segundo ele, Eurico, denunciaria no dia seguinte.

Ah, um detalhe. A posse de Eurico Miranda foi no dia 02/12/2014, mas vale ressaltar que houve eleição na Lagoa 13 dias antes e – por incrível que pareça – a chapa segunda colocada (com membros da Cruzada nela que certamente se abstiveram de votar) lançou candidato, desrespeitando a vontade do quadro social, que havia escolhido a outra chapa, no caso a de Eurico Miranda, por módicos 1.300 (MIL E TREZENTOS) votos de diferença. O placar da votação foi 190 x 26.

Três anos depois a própria chapa segunda colocada em 2014 venceu o pleito, mas rachou, lançando dois candidatos para a disputa do 2º turno.

O mesmo grupo (Cruzada) só faltou querer bater em Alexandre Campello no dia da eleição que o elegeu na Lagoa, mas quando viu que o objetivo da gestão atual era sujar a anterior, logo se pôs à disposição para ser linha auxiliar disso.

Quando, porém, surgiu uma decisão de anulação da eleição (quem ganhou reclamava da própria vitória e queria nova eleição, o que em Portugal é motivo para piada) o grupo “Cruzada” no dia seguinte mandava nota dizendo que iria para a eleição, largando seu “comandante” sem pestanejar.

O grupo, tão preocupado com minúcias sobre Eurico Miranda, não achou relevante que houvesse uma comissão de sindicância sobre o presidente do clube em junho de 2018 por supostos desvios e vota atualmente a favor de que Campello não mostre o que o Conselho Deliberativo solicitou por 150 a 1, recentemente.

Se tiveram vergonha de votar contra o absurdo que era não se permitir a entrada de sócios novos no clube pelo número de assinaturas de cada proponente, não se furtaram em ficar a favor de uma mudança da ata da reunião, mas não porque a ata continha erros e sim porque não agradava à gestão, que com o beneplácito da tal “Cruzada” até hoje não apresentou o que é sua obrigação à comissão de sindicância criada.

Fizemos esse breve relato sobre o grupo de apoio da atual gestão para mostrar que o Vasco precisa se unir, de fato, para evitar que esse modelo de agir, inicialmente contra uma pessoa e depois contra o clube na ânsia de atingi-la, depois a favor de uma pessoa e, também, contra o clube e seu estatuto para se manter com ela (até que ela se fragilize) não leva o Vasco a lugar algum.
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Agora vamos fazer uma singela comparação com os pontos levantados e numerados acima:

1 – O clube foi recebido por Alexandre Campello, classificado para a Taça Libertadores e com o seguinte elenco:
Martin Silva (Jordi, Gabriel Félix); Yago Pikachu (Rafael Galhardo), Breno – que jogava quando havia CAPRRES no clube – (Luiz Gustavo, com quem o Vasco renovaria no decorrer do ano), Erazo (Ricardo Graça), Ramon – que não teria ficado praticamente os últimos dois anos parado se houvesse CAPRRES – (Fabricio, Henrique); Desabato (Andrei, Bruno Paulista), Wellington (Evander), Wagner (Escudero, Guilherme Costa), Nenê (Thiago Galhardo); Paulinho (Rildo, Kelvin), Andrés Rios (Riascos). TOTAL: 27 atletas.

Importante ressaltar que Werley e Paulão foram trazidos já na gestão Campello.

Além disso, havia outros garotos como João Pedro, Rafael França, Miranda, Alan Cardoso, Bruno Ritter, Bruno Cosendey, Lucas Santos, Moresche, Dudu, Caio Monteiro, Marrony, Paulo Vitor, Hugo Borges. TOTAL: 13 atletas.

Importante pontuar que dos 13 citados, seis deles atuaram na primeira partida do Vasco com Campello presidindo o clube (Rafael França, Alan Cardoso, Lucas Santos, Paulo Vitor, Marrony e Caio Monteiro).

Importante ainda relembrar que o Vasco perdeu a partida por 2 x 1 para a Cabofriense naquele dia, marcando para o Vasco Nenê, de pênalti (sofrido por ele próprio), que também chutou uma bola na trave e dias depois foi negociado com o São Paulo.

No tricolor paulista, em 2018, Nenê marcou 12 gols e deu 8 assistências para gol. Foi substituído no Vasco por Giovanni Augusto, que, ao longo da temporada, marcou 1 gol e deu duas assistências para gol.

Fora esses, também à disposição para um futuro breve, o clube contava com: Alexander, Lucão, Fintelman, Cayo Tenório, Ulisses, Nathan, Coutinho, Riquelme, Alexandre Melo, Bruno Gomes, Caio Lopes, Rodrigo, Linnick, Laranjeira, Juninho, Arthur Sales, João Pedro, Talles Magno, Vinícius, Róger. – TOTAL: 20 atletas. Isso para ficarmos por aqui apenas.
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2 – Em três anos o Vasco venceu:
a) Um Campeonato Carioca após 11 anos de jejum
b) Uma Taça Guanabara após 11 anos (invicta após 16 anos)
c) Um Bicampeonato Carioca após 23 anos (invicto após 24 anos)
d) Uma Taça Rio após 9 edições (invicto após 10 edições)
e) O clube bateu seu próprio recorde de partidas oficiais invictas em toda a sua história (34 jogos)
f) O clube se classificou à Taça Libertadores da América após 6 anos

Curioso ainda ressaltar que:
I – Em 2015 o Vasco desceu de divisão prejudicado em 14 pontos, outro recorde na história do clube, infelizmente só admitido pela oposição do clube um ano depois (Turno: Internacional-RS (2 pontos), Sport-PE (1 ponto)/Returno: Atlético-MG (1 ponto), Cruzeiro-MG (2 pontos), Avaí-SC (2 pontos), Chapecoense-SC (2 pontos), São Paulo-SP (2 pontos), Coritiba-PR (2 pontos). O critério foi o mesmo utilizado pelo site especializado Placar Real.
Com os 14 pontos a mais na tabela o Vasco terminaria a competição em oitavo lugar e com apenas 3 dos 14 pontos garfados o Vasco não cairia de divisão.

Houve outros erros contra o Vasco na balança do Campeonato Estadual, mas que não prejudicaram a conquista do título.

II – Em 2016 o Vasco foi eliminado nas oitavas-de-final da Copa do Brasil pelo Santos, em São Januário.
Na partida em que o clube precisava vencer por dois gols de diferença (3 x 1 para levar a disputa para as penalidades máximas) houve um pênalti claro não marcado a favor do Vasco na primeira etapa (e dois duvidosos), enquanto no segundo tempo o gol de empate do Santos (o Vasco vencia por 2 x 1) foi marcado em lance com três irregularidades (falta a favor do Vasco próxima à área do Santos não marcada, impedimento {duas vezes} no contragolpe santista, que resultaria em seu segundo gol).

III – Em 2017 o Vasco foi eliminado na 3ª fase da Copa do Brasil pelo Vitória-BA. Na partida de ida houve falta não marcada sobre o colombiano Manga Escobar, que achando ter havido a marcação pôs a mão na bola dentro da área, resultando no pênalti, que convertido acabaria sendo o gol decisivo para o Vitória-BA se classificar (jogo de ida 1 x 1 e jogo de volta 1 x 0 para o Vitória).

IV – No Campeonato Brasileiro de 2017 o Vasco teve apenas um pênalti marcado a seu favor e oito contra. O time sofreu cinco gols irregulares (Palmeiras-SP {1ºgol}, Bahia e Botafogo {2º gol} no turno, Corinthians {gol de mão} e Avaí no returno) e, além disso, houve oito pênaltis não marcados a favor do clube (Palmeiras-SP, Corinthians-SP, Chapecoense-SC, Atlético-GO (2), Flamengo, Santos-SP no turno e Coritiba-PR no returno).

V – No próprio Campeonato Brasileiro de 2017 o Vasco perdeu a oportunidade de jogar com sua torcida em São Januário por seis jogos, somando neles 6 pontos em 18 possíveis. Nas outras 12 vezes que jogou em casa, com torcida na cidade do Rio de Janeiro – dez vezes em São Januário e duas no Maracanã – o clube somou 22 pontos em 36 possíveis.
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3 – Todos os clubes grandes cariocas foram fregueses do Vasco no período entre 2015 e 2017.
Vasco 6 x 1 Botafogo
Vasco 6 x 4 Flamengo
Vasco 5 x 3 Fluminense
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4 – Em todas as vezes que o Vasco disputou taças venceu as disputas:
Campeonato Carioca 2015: Vasco Campeão, Botafogo Vice
Taça Guanabara 2016: Vasco Campeão, Fluminense Vice
Campeonato Carioca 2016: Vasco Campeão, Botafogo Vice
Taça Rio 2017: Vasco Campeão, Botafogo Vice

O Vasco, pela primeira vez em sua história, eliminou o Flamengo de uma competição em três disputas diretas consecutivas (Campeonato Carioca 2015, Copa do Brasil 2015, Campeonato Carioca 2016).
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5 – A base do Vasco deixada para a administração sucessora já foi descrita acima.
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6 – O Vasco teve crédito por 2 anos e 8 meses e deixou de tê-lo pela preocupação dos parceiros de que a gestão sucessora não honrasse tais compromissos.

Ressalte-se que em 2014 por duas vezes Eurico Miranda buscou junto à FFERJ empréstimos para Dinamite e cia. pagarem salários, impedindo que atletas debandassem no meio da disputa da segunda divisão. Pequeníssima diferença.

O Parque Aquático foi totalmente reformado, pouco importando os que não gostam dele e querem transformá-lo em estacionamento ou coisa que o valha. É patrimônio do Vasco e foi ressuscitado.

A Pousada do Almirante (não confundir com containers do Urubu), também foi reconstruída, onde havia apenas um depósito com lixos e praticamente nada no local.

Foi construído o Campo Anexo dentro de São Januário.

O clube ainda utilizava os campos do terreno de Caxias e ainda brigava pelo espaço para dar continuidade a seu CT, que sem ingerência do MUV e seus contatos poderia já ter sido finalizado na década passada, antes de 2008.

Foi reformado o ginásio com participação de parte da verba vinda da torcida do Vasco.

O Vasco ergueu, com parceria da Brahma, o CAPRRES.

Posteriormente o clube ergueu o CAPRRES da base.

Em 2017 o CAPRRES olímpico.

Após um ano inteiro sem poder realizar um programa de Sócio Torcedor, em virtude de contrato assinado pela gestão anterior, em março de 2016 foi criado o plano, que vinha num crescente em 2017 até a perda dos seis mandos de campo já citada.

Nos três anos daquela administração o Vasco teve patrocínio master num total de 35 milhões de reais, ou seja, média anual de 11,66 milhões de reais.

Pelo patrocínio de manga em 2015 (Viton 44) o Vasco recebeu 7 milhões de reais.

Em 2016 o patrocínio de manga não permaneceu por crise na empresa, mas, mesmo assim, o Vasco recebeu o valor da multa contratual (entre 1 e 2 milhões de reais).

No início de 2018 o patrocínio master, que seria fechado para aquele ano com a empresa LASA não foi cumprido pelo parceiro e o clube busca o pagamento da multa contratual por parte da empresa devedora.

O fato de a empresa não ter honrado o contrato manteve o Vasco, que jamais veiculou a marca em seu uniforme, livre para negociar um patrocínio para 2018 (lembrando que o Vasco estava disputando a Taça Libertadores da América).

Antes de ter sido fechado o contrato com a LASA foi perguntado ao grupo que poderia assumir o poder (a eleição estava sub judice) se havia alguma marca em vista, mas nenhum retorno foi dado e próximo ao pleito da Lagoa dito, de fato, que não havia nada por parte do grupo auto proclamado, pelas cores usadas em campanha, “amarelo” quanto a patrocínios.

Na Justiça ação foi deixada pronta para ser recebida verba de 38 milhões de reais, que foi, de fato, recebida pela gestão Campello em outubro de 2018.

O Vasco obteve certidões positivas com efeito de negativas com 25 dias de gestão apenas, ainda em 2014. Em função disso pôde receber verbas públicas através da CBC na ordem de 6 milhões de reais.

O clube fez um reparcelamento de suas dívidas fiscais entrando no Profut e até o final de 2016 havia pago R$3.549.061,00.

O estádio de São Januário teve aumentada sua capacidade de 15.000 para 21.900 lugares, vislumbrando o departamento de patrimônio do clube ter liberação para 30.000 lugares em 2018.

Por terem sido feitas obras em São Januário para o setor de visitantes o Vasco pôde mandar em seu estádio clássicos estaduais a serem disputados nos Campeonatos Carioca e Brasileiro.

O Colégio Vasco da Gama foi reformado e o clube permaneceu com professores e diretores como funcionários seus.

As sedes do Calabouço e da Lagoa receberam obras e melhorias.

A sede de São Januário também recebeu obras e melhorias em vários setores e as 30 toneladas de lixo a céu aberto ficaram como uma lembrança ruim do passado apenas.

O clube fechou contrato com a Diadora, mas, antes disso, foi perguntado ao grupo que poderia vir a ganhar as eleições (que estavam sub judice) se havia alguma tratativa para alguma marca de material esportivo ser anunciada e a resposta foi “NÃO”!

Em 05/12/2016, portanto com dois anos de mandato, o Vasco já havia pago R$162.701.817,00 em dívidas, mas mantinha salários em dia, certidões, possuía seu patrocínio master e cuidava com zelo de seu patrimônio.

Somente de salários atrasados, encargos e tributos referentes ao que havia sido deixado de pagar pela gestão anterior foram R$18.548.164,00.

Entre direitos econômicos, mecanismo de solidariedade e multas deixadas pelo MUV, até aquela data, foram pagos R$24.500.000,00 (Éder Luís, Sandro Silva, Fellipe Bastos, Guinazu, Montoya, Yotun, Rômulo, Benitez, Diogo Silva, Jonas).

Entre atletas credores do clube estavam: Jonas, Felipe, Edmundo, Nei, Auremir, Fernando Prass, Montoya, Nilton, Fágner, Elton, Elder Granja, Sandro Silva, Caíque, entre outros, além do gerente de futebol Rodrigo Caetano. Todos sendo pagos.

À CEDAE o Vasco (que não tinha dívida alguma em junho de 2008) devia 10,8 milhões, a escritórios de advocacia mais de 20 milhões, mas também havia dívidas com posto de gasolina, empresa de comunicação, Pedrinho Vicençote (Itaguaí), empresa de vigilância, Tovar gramado, empresa de informática, entre outras.

Em relação às cotas de TV o Vasco tinha zero a receber em 2015 e praticamente zero a receber em 2016.

Quando o MUV entrou no Vasco, em julho de 2008 havia, num contrato por três anos, sido antecipado cerca de 8 meses dele apenas.

Para que se faça uma comparação, em 2001, quando o clube foi assumido, além dos mais de 150 milhões de dívidas calculados pela CPI e a perda de 75 milhões em ativos de atletas (acabara a lei do passe), as cotas já haviam sido, até o fim de 2000, antecipadas em 18 meses.
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7 – A dívida do Vasco diminuiu em três anos da gestão antecessora à atual, chegando a 645 milhões de reais (segundo a direção do clube) e a 582 milhões segundo votado pelo Conselho Deliberativo do clube (112 votos a 47)
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8 – O Vasco conseguiu modificar a lógica da TV aberta, dependendo de seus próprios resultados esportivos para superar qualquer um neste quesito, mas a distância do pay-per-view continuou grande pelo percentual já garantido a Flamengo e Corinthians.

A distância já em 2016 era mais que o dobro entre Flamengo e Vasco e isso só mudará quando o número de pacotes de pay-per-view for comprado em massa pela torcida do Vasco, a fim de que ultrapasse o patamar atual, entre 6 e 8% do total, contra 18% mínimo do Flamengo.

Claro está que com o aumento do valor global a lonjura do Vasco para o principal rival também proporcionalmente aumenta.

Vale ressaltar que quando Eurico Miranda saiu do Vasco em 2008 o clube era partícipe do recebimento da maior cota de TV em todas as plataformas, inclusive pay-per-view, junto a Corinthians, Flamengo, Palmeiras e São Paulo.
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9 – O Vasco foi deixado para a administração seguinte com dívida menor junto às duas entidades (CBF e FERJ). No total 18,7 milhões contra 22,959 milhões que havia recebido.
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10 – Grande parte dos títulos protestados foram pagos durante a gestão.
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A falta do princípio da continuidade administrativa, opção da gestão de Alexandre Campelo, levou o clube a agir diferente da forma como agiu a administração sucessora do MUV, que pagou salários atrasados, buscou certidões e acordos, cuidou do patrimônio, obteve resultados esportivos, patrocínios, valorizou a marca e captou de várias formas verbas para tocar o clube.

Seu principal parceiro recebeu tudo que era devido e com menos de 10 dias da gestão seguinte o antigo gestor, Eurico Miranda, encaminhou acordo para que Alexandre Campello recebesse 11 milhões de reais imediatos a fim de pagar o mês de novembro de 2017 e despesas prementes.

O próprio Alexandre Campello recebeu mais 45 milhões de reais limpos com menos de 90 dias de gestão, mas feriu o princípio que deveria nortear o clube.

O atual gestor fez um cálculo de dívidas que chegariam a 82 milhões de reais deixados pela gestão antecessora (a de Eurico Miranda), vitimizando-se quanto às possibilidades de pagamento, mesmo sabendo que não pagaria (por ferir de forma irresponsável e consciente o princípio da continuidade administrativa) os salários de dezembro de 2017, o décimo terceiro do mesmo ano, vários acordos que estavam atrasados (deixando que o Vasco fosse executado, embora na transição fosse dado o caminho para conversas com os advogados dos respectivos credores), impostos devidos do período da gestão anterior (que manteve certidão federal até 30/09/2017 e outras até dezembro do mesmo ano) e pôs a gestão devedora de FERJ e CBF como se ela tivesse chegado no clube em dezembro de 2014 sem qualquer débito com tais entidades.

Além disso, demitiria cerca de 300 funcionários sem pagar as verbas rescisórias de praticamente ninguém, posteriormente via sindicato foi acordado um valor, que, também, o clube deixou de pagar, sendo executado o Vasco em 50%, 60% e até 100% do principal. No fim, o número de funcionários pouco diminuiu e ainda houve a contratação de terceirizados, sendo o gasto geral da mesma ordem.

O mau exemplo, aliás péssimo exemplo dado por Alexandre Campello e seus pares financistas, não tem respaldo nas ações de seu antecessor, que deixou uma situação para o MUV muitíssimo melhor do que a que encontraria seis anos e cinco meses depois, melhor operacionalmente do que a que encarou a partir de 2001, e, diante daquela situação terrível encontrada em dezembro de 2014, deu sua vida, seu trabalho diuturno, sua saúde e seu amor ao clube para entregar um Vasco mais viável a quem chegava e com uma joia rara para trazer dinheiro à novel gestão (a multa rescisória assinada em relação ao atleta Paulinho triplicou de 10 para 30 milhões de euros em janeiro de 2018), quando, na verdade, poderia ter ele feito a venda por um valor próximo da multa em agosto de 2017 e deixado o clube com certidões, salários em dia, acordos em dia, contas prementes, mas perdendo a oportunidade de o Vasco lucrar o triplo daquilo (que viria a ser quase o dobro quando da venda em abril).

A forma como rosnam fakes, incautos e mal intencionados que circundam as mídias sociais não apaga os fatos, que ficam aqui registrados não em defesa simplória de Eurico Miranda, mas de sua visão de Vasco, sua forma de ver e trabalhar pelo Vasco.

Quando se quer candidato único e paz no clube, se quer, na essência, que se pare com este jogo sujo de não pagar fulano, porque é do tempo X, beltrano porque pode afetar o tempo de Y, cicrano para que se tenha ganho político em cima de Z. Essa lógica perversa, infelizmente usada por quem assumiu o Vasco em 2018 – que tinha em seu adversário de chapa mais sede e maior vontade ainda de assim proceder – é exatamente o que machuca o Vasco, que fere o Vasco, que faz o Vasco agonizar, que faz o Vasco sangrar.

A torcida do Vasco, como dissemos, com apoio de todos nós, deu uma demonstração de grandeza, ultrapassando qualquer barreira lógica de associação em tão pouco tempo, mas tal grandeza falta a dirigentes que buscam sair bem na fita, buscam usar da política para fazer o Vasco sofrer e perpetuar uma lógica que quando é freada por algum gestor, novamente é retomada pelo subsequente.

O Casaca! jamais esteve no Vasco para ter ganhos pessoais. Quaisquer grupos tem de fazer reverência ou ter respeito quando dos encontros conosco, mas de longe, com fakes e afins tornou-se hábito falar mal, talvez porque na verdade nos vejam como algo que atrapalhe uma lógica que se perpetuada trará muitos ganhos pessoais, de quaisquer ordens, em detrimento do Vasco.

Eurico Miranda morreu há cerca de 10 meses e seus detratores não o esquecem, virou moda ultimamente jogar as coisas na conta do morto, mas a atitude deletéria é proposital, numa mistura de ódio e prazer, uma mistura que não pode mais caber no futuro do Vasco.

Que haja convergência e se unam as correntes que pretendem suceder a direção que aí está com um nome capaz de agregar e que não seja ele o único protagonista, que hajam outros e que o Vasco cresça com mais gente disposta a se doar ao clube para superar as dificuldades de quem não é o sistema, não é o queridinho do sistema, mas é, sem dúvida, o maior dentre os que pretendem ou podem mudar a lógica do sistema.

Sérgio Frias

Caso Thiago Galhardo: Campello & Cia tropeçam nas próprias mentiras

Thiago Galhardo assinou contrato com o Vasco em 19/01/2018.

Em 07/08/2018 o Vasco renovou com o atleta até o fim de 2019.

Em 23/04/2019 o atleta rescindiu com o Vasco.

No ano passado mesmo, o atleta entrou na Justiça cobrando R$ 1,9 milhões.

Segundo noticiado ontem, o clube firmou acordo de R$ 1 milhão para pagar o atleta via Ato Trabalhista.

Mas vejam o pronunciamento oficial de Campello & Cia no dia em que Thiago Galhardo obteve a rescisão.

+ + +

Nota oficial na íntegra:

O Club de Regatas Vasco da Gama informa que tomou conhecimento nesta terça-feira (23/04) da decisão liminar decorrente da ação ajuizada pelo atleta Thiago Galhardo. O Clube esclarece já ter depositado o salário de fevereiro e o 13o referente a 2018 de todos os seus funcionários (incluindo Thiago Galhardo), não havendo, portanto, o atraso alegado pela defesa do atleta. O Vasco reitera que vinha negociando amigavelmente a rescisão do vínculo com o jogador. O Clube entrará com um mandado de segurança para cassar a liminar e, assim, seguir negociando o distrato com o atleta sem a necessidade de mediação da Justiça.

+ + +

A nota oficial foi publicada em vários sites da mídia esportiva: GloboEsporte, O Dia, Terra, Lance, Uol e Rádio Tupi

Eis uma gestão com doutorado em incompetência!

Ora mente para limpar suas lambanças tentando sujar o gestor anterior, ora tropeça nas próprias mentiras.

CASACA!

Feliz 2020/21

Seguindo o trabalho que o Casaca! realiza há 19 anos, 9 meses e 10 dias, estaremos juntos não só para a comemoração dos 20 anos desta marca histórica e inquebrantável – que é exemplo de como agir, conforme preceitos previamente estipulados, na prática, dentro do clube – como, também, nas eleições de 2020, seguindo os moldes já estipulados pelo nosso grupo em fevereiro do ano passado.

O histórico do Casaca! se fez tomando atitudes fortes, bem definidas, sem curvas que o oportunismo pudesse oferecer.

Hoje, como já dissemos há pouco tempo em nossas reuniões e eventos, temos público para montar uma chapa, segundo os preceitos estatutários para isso, caso nos fosse de interesse fazê-lo e isso só vem a demonstrar o crescimento ocorrido de uma ideia, que surgiu em março de 2000 e se desenvolveu a ponto de este grupo chegar próximo aos 20 anos, maduro e solidificado.

Em recente campanha para a aquisição de novos sócios estatutários, adentraram no quadro social mais de 130 pessoas vinculadas a nós, que ouviram nosso chamamento para se associarem e contam conosco e nossas indicações para o próximo pleito do clube, a se realizar em novembro deste ano.

Nossa posição política, já externada em outras ocasiões, é de oposição à gestão, determinada desde o início do mês de maio de 2018, quando vimos sua estratégia de tentar se limpar, sujando a anterior, até porque participamos daquela e aquilo era uma afronta a todos nós.

Dali por diante nossa posição foi clara, sem senões, sem curvas, resiliente.

Em todas as oportunidades em que foi votado no Conselho Deliberativo a abertura de uma comissão de sindicância para investigar denúncias inerentes à gestão do atual presidente, ou suspensão do próprio, em virtude de males causado ao clube, votamos, sem exceção, a favor disso.

Respeitamos todas as posições políticas tomadas por vascaínos históricos no clube, com décadas de serviços prestados, quanto ao caminho que quiseram percorrer, entendendo, também, que a própria política do clube e situações inerentes à ela leva a escolhas.

Há um respeito mútuo entre o Casaca! e tais pessoas, que respeitam nossa posição, concordando ou não, enquanto nós respeitamos a posição de outros, dentro do espírito democrático.

O momento no clube é de união, mas união de propósitos.

O ideal seria que o Vasco tivesse um candidato único, entre os que pretendem gerir o clube, a partir de 2021, sucedendo o atual presidente Alexandre Campello, claramente inapto para o cargo, por mais que se tente soprar o barquinho de papel de sua gestão, bem como dos envolvidos em planilhas, conversa fiada, enquanto funcionários do clube passam fome, necessidades (há 15 meses o Vasco se mantém com salários atrasados) e se viram escanteados fosse no plano prático do dia a dia, ou na prática desenvolvida pelo Vasco no que tange a acordos judiciais e extrajudiciais, com prejuízos visíveis até a execução contra o clube.

São mais de 200 execuções sofridas pelo Vasco, a esmagadora maioria delas proveniente de pagamentos não realizados por essa gestão. Basta fazer um comparativo com a antecessora e o que ela sofreu de execuções, por conta dela própria (não pagamento daquele presente ou do que fora deixado para pagar pela administração anterior), e isso depois de uma gestão protagonizada pelo MUV, responsável por mais que dobrar a dívida do clube em seis anos e cinco meses no poder.

Temos nosso candidato para o próximo pleito, entendemos que ele agrega, conhece o clube, unifica e tem propósitos para o Vasco de crescimento institucional, esportivo, patrimonial e visa, ainda, um equacionamento financeiro que não fere as outras três metas.

Esperamos que 2020 seja um ano de transição para o Vasco, com manutenção do quantitativo exemplar visto hoje de sócios torcedores, importante para a instituição e não para gestão A ou B, afinal isso veio de um movimento apaixonado, descentralizado e exemplar dos vascaínos, acima de qualquer coisa.

O associado do clube busca paz e união e, por ela, o candidato mais preparado para gerir o clube deve vencer o pleito deste ano. Nós e a maioria esmagadora dos torcedores vascaínos pensamos da mesma forma, portanto, convergimos.

Que o Vasco tenha um grande ano, que a reforma estatutária seja aprovada em janeiro, que em março tenhamos a grande celebração do Casaca! por suas duas décadas de existência, que se conflua para o melhor nome ser, de fato, o vencedor do pleito em novembro próximo, que a obra da torcida (CT do Vasco) progrida e se inaugure completa, que as vitórias e conquistas esportivas permeiem o nosso clube e que daqui a um ano possamos escrever com a certeza de que novos tempos, na prática, viverá o clube, a partir da entrada de um gestor e de uma equipe com ele, competentes para tal e com lastro para isso.

CASACA segue firme e forte!

Signatários da mesma opinião (Lista Exemplificativa):

  1. Adolfo Ferreira Sampaio
  2. Adriana Romeiro Macariello
  3. Agenor Figueiredo Junior
  4. Alcir da Silva Valença
  5. Alexandre de Jesus Teixeira
  6. Alexandre Pereira Machado
  7. Alexandro de Andrade Lemos
  8. Allan Muller Schroeder
  9. Ana Cândida da Silva Gomes
  10. Ana Carolina T. B. Macariello
  11. Anderson Antônio Batista
  12. Anderson dos Santos Samuel
  13. Anderson Monteiro Dutra
  14. Anderson Nascimento de Souza
  15. André Fausto de Souza Martins Nicolacci
  16. André Luiz Fernandes Oliveira
  17. André Luís Viola Bona
  18. André Pimentel
  19. André Porto Frias de Oliveira
  20. André Vinicius Dias Senra
  21. Andrea Gil Viegas Fernandes
  22. Andrey Bruno de Miranda
  23. Ana Carolina P. B. Viana Peixoto
  24. Anique Dalsgaard de Niemeyer
  25. Anna Luisa de Castro Cerqueira
  26. Anselmo Brandão Couto Dias
  27. Antônio Mendes
  28. Arielson Alves Maia
  29. Augusto Cesar de Sá
  30. Augusto Soares
  31. Bernardo Santos da Silveira
  32. Blaino Rogério da Silva
  33. Brunno Blender de Souto Ribeiro Lopes
  34. Bruno de Oliveira Silva
  35. Bruno Ferreira Moraes
  36. Camila Cristina Ribeiro
  37. Carlos André
  38. Carlos Eduardo da Silva Oliveira
  39. Carlos Odilon de Oliveira Barros
  40. Carlos Roberto Marques Borges Abdalla
  41. Celso de Moraes Martins
  42. Celso Dias Coelho
  43. Cesar David Azevedo
  44. Christiano Coelho Ferreira
  45. Claudia Cunha de Souza
  46. Claudia Helena Martins Frias
  47. Cláudio de Lima Nunes
  48. Claudio Luiz da Silva
  49. Claudio Marcio Fernandes
  50. Claudionor Bila Pontes
  51. Cristina Simplício Alves
  52. Dagmar de Carvalho Dias Senra
  53. Daislan Montenario de Aguiar
  54. Daniel Delgado Furtado da Silva
  55. Daniel Martins Ferreira
  56. Daniela Torres de Araújo
  57. Danilo Henriques de Almeida
  58. David Abreu Pereira
  59. Dayse Brandão Mazzei
  60. Décio Ribeiro Caldas
  61. Diego Magalhães Gonçalves
  62. Dinair Assunção de Moura
  63. Dinoel Sant`Anna
  64. Douglas Rodrigues de Sousa
  65. Edmea Lima Brandão
  66. Edson Flávio M. da Silva
  67. Edson Luiz de Melo Júnior
  68. Eduardo Coutinho
  69. Eduardo de Carvalho Mello
  70. Eduardo Maganha
  71. Eduardo Quedinho
  72. Elaine Cristine Belchior Souza Lima Leite
  73. Elaine Braga Duarte Ribeiro
  74. Elvis Cabral da Silva
  75. Emanuella Braga Duarte Ribeiro
  76. Ernane Calado de Souza Melo Júnior
  77. Evaldo Valladão Pereira
  78. Evandro Jean Ruthes
  79. Fabiano da Cunha Moraes Silva
  80. Fabio Alves Magalhães
  81. Fabio Mário Iório
  82. Fabio Rodrigues da Silva
  83. Felipe Abranches Demier
  84. Felipe Jorge João
  85. Felipe Lee Molinaro Rodrigues
  86. Felippe de Almeida Serra
  87. Fernanda Caldeira de Oliveira Frias
  88. Fernando Carlos Duprez Fernandes
  89. Fernando de Jesus Ferreira
  90. Fernando Ghizi de Moraes Velho
  91. Fernando Oliveira Pires
  92. Fernando Sant`Anna Gonçalves
  93. Flavia Maria da Silva Veiga
  94. Flavia Natario Coimbra Lemos
  95. Francisco de Oliveira Senra
  96. Francisco Tavares Costa Filho
  97. Gabriel Cavalcanti
  98. Gabriel Gomes de Asumpção
  99. Geraldo Querne Lemos
  100. Germaine Araújo Porto
  101. Gerson Moreira da Fonseca
  102. Gerson Moreira da Fonseca Junior
  103. Gilberto Borges Nogueira da Silva
  104. Gilson Fernandes Clemente
  105. Glenan dos Santos
  106. Gleyson dos Santos Fernandes
  107. Guilherme Loureiro Nobre Baptista
  108. Henrique de Luca Neri Ferreira Dias
  109. Hugo Fernandes Quadros
  110. Hugo Leonardo Cabral
  111. Iaci Blanco Nunes Mendonça
  112. Igor de Barros Faria
  113. Iury Gaspar Antunes
  114. Ivan Ferraz Braga Guimaráes
  115. Jader Aquiles Noveletto
  116. Jadilson Rodrigues de Queirós Lima
  117. Jandimeire Lopes de Andrade
  118. Jaqueline Andrade
  119. Jaqueline Dias Senra
  120. Jesse Bruno Lustosa da Silva
  121. João de Campos Gomes
  122. João Luiz Gonçalves Vieira
  123. João Paulo de Oliveira
  124. João Pedro Gomes
  125. João Rubens Simão de Andrade
  126. João José Moura Simões
  127. João Victor Botelho Teixeira
  128. João Vinícius Brito Gomes
  129. Joel de Campos Gomes
  130. Jonas Pereira Gonçalves Filho
  131. Jorge Alves dos Santos Junior
  132. Jorge Cláudio Rodrigues
  133. Jorge Manuel Gonçalves
  134. Jorge Romero Ferreira da Silva
  135. Jonas Tiago Magalhães Coelho
  136. José Angelo Morais de Azevedo
  137. José Carlos Rosa Cardoso
  138. José Eliano Vital Rangel
  139. José Felipe Braga da Silva
  140. José Henrique dos Santos Ferreira Dias
  141. José Luiz Robaina Vieira
  142. José Paz Oliveira
  143. Juan Carlos Rodrigues
  144. Juarez Bastos Mendes
  145. Juca Nunes Neto
  146. Juliana Carolina Bezerra de Mello
  147. Juliano Coelho Ferreira
  148. Julio Cesar Cezário Belmiro
  149. Julio Cesar Cruz Dantas
  150. Julio César Perrenyi Gonçalves
  151. Kamylla Alves
  152. Lauro Cesar Pereira Gonçalves
  153. Leonardo Affonso dos Reis
  154. Leandro Brandão de Carvalho
  155. Leandro Francisco Trotta
  156. Leandro Lulianelli
  157. Leonardo Boderone de Azevedo
  158. Leonardo Jezus de Almeida
  159. Leonardo Madeira
  160. Leonardo Silva Bettamio Malafaia
  161. Leonardo Silva Campos
  162. Lícia Gomes
  163. Lilian Peixoto Pimentel Campos
  164. Lívia Brito Gomes
  165. Lívia de Freitas Leal
  166. Lucas Thomaz Palhavã
  167. Luciana Santos de Oliveia
  168. Luciano Loureiro Vartuli
  169. Luís Antônio Alves
  170. Luis Edmundo Nascimento Araújo
  171. Luiz Baptista Lemos
  172. Luiz Carlos Camera
  173. Luiz Carlos Simões Vieira
  174. Luiz Claudio Costa Ferreira
  175. Luiz Claudio Pereira
  176. Luiz Daniel Wilcox de Souza
  177. Luiz de Campos França Júnior
  178. Luiz Eduardo Frias de Oliveira
  179. Luiz Fernando Giancristófaro
  180. Luiz Saulo M. Pessanha Júnior
  181. Luiza Aparecida Tonus Proença de Souza
  182. Marcello Figueira Galhões
  183. Marcello Santoro de Carvalho
  184. Marcelo Alves Morais
  185. Marcelo Gomes dos Santos
  186. Marcelo Magalhães Morgado
  187. Marcelo Mosqueira Taveiros
  188. Marcellus Fillard
  189. Marcia de Fátima Melo Matta
  190. Marcio Adriano Brandão Leal
  191. Marcio Braga do Patrocínio
  192. Marcio de Abreu Pereira
  193. Márcio Jardim de Rezende
  194. Marcio Pereira Lima
  195. Marco Aurélio Peres
  196. Marco Tulio Ferreira Alves
  197. Marcos Cosendey Rodrigues Junior
  198. Marcos do Nascimento Junior
  199. Marcos Vinicius Borges Utrini
  200. Maria Auxiliadora Santoro de Carvalho
  201. Maria Isabel de Sousa Magalhães
  202. Maria Luiza de Almeida Santos
  203. Maria Santos Galvão Vaz
  204. Mariana de Andrade Brito
  205. Marilene de Souza Santoro
  206. Mário César Ferreira Picorelli Xavier
  207. Mariza Regina Braga Ribeiro
  208. Marli dos Santos Brito
  209. Marta de Castro Cerqueira
  210. Mauricio Canedo
  211. Miguel Antonio Vaz
  212. Nelson Luiz da Costa
  213. Neyde Maria Gaspar Fonseca
  214. Nilton Machado Júnior
  215. Orlando Francisco Gomes Martinez Cuntin
  216. Oseth Lopes de Andrade
  217. Otácio Bispo Ferreira de Andrade
  218. Pasqual José Macariello
  219. Patricia Robaina Vieira
  220. Paulo Eduardo de Carvalho Albuquerque
  221. Paulo Fernandes de Castro
  222. Paulo Frias Barbosa
  223. Paulo Renato Brandão de Carvalho Filho
  224. Paulo Roberto Martins Coelho
  225. Paulo Silva Vieira
  226. Paulo Teixeira Campos
  227. Pedro de Souza Vieira Neto
  228. Pedro Henrique de Matta Sampaio
  229. Pedro Paulo Vieira Soares Junior
  230. Pedro Paulo Vital Nascimento
  231. Pedro Loureiro Vartuli
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  233. Rafael Gomes Balbino
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  235. Rafael Mendes Gonçalves
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  237. Renaldo Alves de Lima
  238. Renan da Silva Lima
  239. Renata Furtado da Silva
  240. Roberto Amado Barzellay
  241. Roberto Elias Rodrigues Salim Filho
  242. Roberto Miguel de Oliveira
  243. Roberto Rodrigues de Queiroz Lima
  244. Rodrigo Alonso Louriçal Martins
  245. Rodrigo Bastos Palomo
  246. Rodrigo Octavio Costa Silva
  247. Romário Galvão
  248. Ronaldo Mendes Lima
  249. Ronan de Azeredo Araújo Madureira Tavares
  250. Rosana Furtado da Silva
  251. Rui Alexandre Christianis
  252. Sérgio da Costa Neves Sobrinho
  253. Sergio de Souza Cardoso
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  255. Sérgio Luis Durço Maciel
  256. Sergio Valongo Bastos
  257. Sidney Fernando Paes
  258. Stefano de Sousa
  259. Talique Fagundes da Costa
  260. Tatiana Brandão Mazzei
  261. Tatiana Schuwartz Lavoreto de Abreu
  262. Telma da Silva Barbosa
  263. Thiago de Oliveira Gomes
  264. Thiago Magalhães de Azevedo
  265. Thiago Pereira Coelho
  266. Tiago da Conceição Sobreira
  267. Túlio Campos
  268. Valter Duarte Ferreira Filho
  269. Vanderson José Martins Guimarães
  270. Vasco Ernesto de Oliva Quadros
  271. Veri Nice Perez Sant`Anna
  272. Vicente Mayrink Paes
  273. Vinícius Souza Machado
  274. Virgílio Monteiro Gonçalves
  275. Vítor da Cunha Silveira
  276. Viviane Garcia Costa
  277. Wagner Tavares Maciel
  278. Wallace Reis Mendonça
  279. Washington Fazolatto
  280. William Frota
  281. Yhonas Ricardo Peyerl
  282. Yuri Menezes

Vergonha histórica

Há 95 anos e seis meses quase, o Vasco dava um exemplo de democracia, inclusão, respeito às diferenças, recusando-se a excluir negros e analfabetos de seu quadro social (todos eram sócios) e, também, do seu time de futebol.

Ao longo do tempo não houve clube no qual as diferenças fossem mais respeitadas.

Em 2014 foi à tribuna do Conselho Deliberativo um desvairado para dizer que o Vasco não poderia ter gente da favela no quadro social, no que foi refutado por todos nós.

Roberto Dinamite, mesmo com sua danosa gestão e fraquíssima cúpula, não ousou desrespeitar centenas ou milhares de associados, apesar da pressão promovida pelo grupo de situação que foi às urnas naquele ano.

Daquela vez, como agora, todos os grupos políticos e apolíticos do Vasco entraram numa campanha de associação, após o Casaca! abrir na marra o quadro social, fechado por interesses políticos menores.

O grupo ao qual pertencia Alexandre Campello foi um dos que aderiram e teve dele, lógico, apoio na conduta, pois é legal e estatutária.

Em 2019 a direção do clube sugeriu que a taxa de adesão tivesse uma diminuição e, diante disso, houve convocação do Conselho Deliberativo em junho para que isso fosse definido.

Na reunião, percebendo claramente que o risco de perder uma eleição “controlada” – segundo era dito nos corredores de São Januário – seria imenso, pois inúmeras adesões eram probabilíssimas, a direção votou a favor da nova taxa só valer a partir de outubro, com o claro intuito de impedir novas associações que dessem direito de voto na Assembleia do ano que vem.

A proposta foi fragorosamente derrotada com menos de 20 votos a favor da direção e cerca de 150 contra a manobra.

A nova taxa de adesão passaria a valer em 01/07/2019.

Começava aí a saga do vascaíno para associar-se ao clube se este não estivesse de acordo com a corte.

Dependendo do proponente, dependendo do grupo político dele, dependendo de estar ligado à direção, dependendo do que possa ser considerado de pouco risco para uma derrota fragorosa da atual gestão (que se avizinha), houve liberação. Umas 400 pessoas apenas. Estima-se que tenham ficado pré-barradas com o status “proposta em análise” outras 800 pessoas.

Não houve critério algum equânime ou uniforme e sim uma “higienização do quadro social” nas palavras da deletéria missiva, assinada pelo presidente do clube e elaborada por um dos gênios que o acompanha, dada em resposta ao Conselho de Beneméritos do clube quando este questionou as não homologações e ameaças.

O descumprimento do estatuto por parte da secretaria do clube é erro contumaz e insofismável, desde a não aceitação de pagamento em dinheiro na própria secretaria (que é ilegal e dá cadeia), até a obrigatoriedade feita a alguns de abrir mão de um título de sócio para poder adquirir outro.

No meio disso tudo, regras criadas fora do estatuto para dificultar associações, descumprimento inicial daquilo que fora definido no Conselho Deliberativo, filigranas e mais filigranas, resumindo-se num espírito de não inclusão das pessoas, que buscavam aquele espaço duas ou mais vezes para poderem ter sua entrada lá homologada pela secretaria.

Isso tudo visando o quê? Tão somente reeleição. Do grupo que lá está.

Mas nada parece ter limite quando se trata de busca pela manutenção do poder, num clube dito pelos que lá estão “muito difícil de administrar”, “cheio de problemas” e que deve há 12 meses salários em dia aos seus funcionários, ora há quatro meses sem receber.

Sob argumentos de quem pagou a quem, quem foi proponente ou proponente de quantos, quem transportou quem, quem juntou quem para se associar e se agrupar num movimento e finalmente com o espírito de “higienização do quadro social” já descrito acima, típico de um rubro-negro de raiz, o ato sórdido de recusa assim se justifica, embora se diga ainda, inacreditavelmente, que não é necessário dar o motivo da recusa, quando se escolhem 400 pessoas para homologar e centenas para travar.

Mas o mais incrível é o fato de que o presidente do clube pretende mesmo que a discussão vá à Justiça, pois afronta inúmeras pessoas com seu critério “higiênico”.

O problema maior reside no fato de que esse completo irresponsável usa o Vasco visando seus interesses pessoais e se escora no cargo que ocupa para isso.

E as proposições que surgem de doutos a falarem sobre Vasco, sobre o nosso Vasco, tangenciam mais discriminações ainda.

Na reunião ocorrida no Conselho de Beneméritos ontem (04/10), quando foi mostrada indignação quanto a sócios que entraram no quadro nesse período, dizendo-se que se tratavam de pessoas, várias delas, com peso na sociedade e estavam sendo expulsas por critérios tortos, houve quem sugerisse ao atual presidente que deixasse aqueles passarem, no que simplesmente repetiríamos as medidas discriminatórias históricas dos nossos clubes rivais.

Uma vez que não há critério, qualquer um serve e depois passa-se ao associado que ele está expulso por critério nenhum, porque o indeferimento na prática é uma exclusão do clube ao seu desejo e pós pagamento, como fariam em agremiações de menor importância que o Vasco (Flamengo, Fluminense, Botafogo, América) por questões abomináveis (racismo, analfabetismo) há quase 100 anos.

Quatro de outubro de 2019, o dia em que o Vasco manchou sua história de inclusão, propositalmente, conscientemente e criou seu primeiro capítulo de exclusão IMOTIVADA, ou melhor, motivada por política rasteira e uma veia purificadora, que parte de quem está chafurdando na lama do preconceito insidioso.

CASACA!

Entre planilhas e aberrações

Em primeiro lugar deve-se dizer que o Vasco não pode cair de jeito nenhum, embora o financeiro do clube faça a conta de que a perda nas cotas de TV não será de 100 milhões para 6 milhões e sim de 100 milhões para 40 milhões, porque parte da verba a ser recebida não teria a interferência do descenso.

Em segundo lugar o clube deveria ter contratado porque o elenco que o Vasco possui tem óbvias limitações, embora não possua uma folha condizente com a qualidade apresentada, fruto tudo isso da incompetência da gestão no quesito “contratações”.

Em terceiro lugar, o Vasco se tornou novamente um contumaz caloteiro e isso se deu em uma gestão que recebeu cerca de 120 milhões de “dinheiro novo” (expressão da moda) em 2018, fruto do trabalho sedimentado pela gestão anterior. Apesar disso pagou muito pouco daquilo que prometia pagar, após apresentar sua carta insidiosa, com o fim de atacar a gestão que a antecedeu, enviada ao público em maio do ano passado.

Salários atrasados levam à insatisfação, acordos descumpridos – e a perder de vista suas soluções – ocasionam execuções e mais execuções ocorrem no clube. O estilo MUV de trabalhar quanto a valores devidos a credores, mas não reconhecidos (repetição do feito no “caso Romário” pelo próprio MUV) leva a mais prejuízos para o clube.

As quase 300 demissões, a terceirização do Colégio Vasco da Gama, consequências disso e a postura do clube posteriormente ao ocorrido, o posicionamento da direção quanto à entrada de novos sócios e suas interpretações estatutárias esdrúxulas, valendo-se delas para cobrar aquilo que não pode e deixar de receber aquilo que deveria receber, tudo isso é a mistura de incompetência, conveniência e inconsequência até, em alguns casos.

Falta um ano e quatro meses para tudo isso acabar (agradeçamos aos amarelos por não ter, quem sabe, terminado há 15 ou 3 meses) e até lá o custo para o Vasco só aumentará, considerando os prejuízos institucionais crescentes e o conformismo de agora pela busca da simples permanência na Série A como objetivo firmado em menos de 10 rodadas disputadas na competição.

Considerando que o Vasco foi recebido pela gestão anterior em terceiro lugar na segunda divisão, deixado classificado para a Libertadores de 2018 e com dois títulos conquistados em um triênio (4 taças oficiais, três delas invictas), fazendo de gato e sapato o rubro-negro sem estádio, nada justifica a posição em que se encontra hoje e o objetivo firmado pelo clube para este ano, após as ridículas atuações na final do Estadual de 2019.

O adversário de sábado venceu o Vasco por três gols de diferença pela primeira vez no século, embora já tivesse experimentado apanhar pela mesma diferença de gols em 2007 e ouvido a torcida vascaína gritar em coro um “cinco de novo” em 2001.

CASACA!

Números e fatos indiscutíveis

Entre o período do MUV e a gestão atual o Vasco atuou 30 vezes contra o Flamengo (julho de 2008 a 2014, janeiro de 2018 até o presente momento). Foram 13 vitórias rubro-negras, 14 empates e apenas três vitórias do Vasco, a última delas em 2012. Isso mesmo. A cada 10 jogos contra o adversário o Vasco venceu um.

Entre 2015 e 2017, o Vasco derrotou o Flamengo seis vezes e perdeu três (em jogos oficiais), mais um amistoso. Total: 6 x 4. Isso em 16 jogos (contando aí o amistoso).

Entre 2001 e junho de 2008 o Vasco derrotou o Flamengo 13 vezes, perdeu 12 e houve ainda 8 empates.

Entre janeiro de 1986 até 2000 o Vasco derrotou o adversário 26 vezes (duas vezes por W.O. porque o Flamengo correu para não nos enfrentar, justifique o que quiser justificar), perdeu 25 jogos e houve 19 empates.

O total de tempo em que Eurico Miranda esteve no comando do futebol do Vasco ou como presidente do clube chega a 25 anos e meio.

Considerando os 26 anos anteriores à sua nomeação para Vice-Presidente de Futebol, o Vasco no referido período enfrentou o Flamengo 128 vezes (de 10/04/1960 a 30/11/1985). Foram 39 vitórias, 55 derrotas e 34 empates.

Aos que criticaram a gestão do clube entre dezembro de 2014 a janeiro de 2018, clamando por mudanças, neste período o Vasco obteve, além da performance contra o Flamengo, o dobro de títulos do próprio rival e o quádruplo de taças oficiais conquistadas.

Aliás, na gestão antecessora à atual Flamengo, Fluminense e Botafogo conquistaram (TODOS JUNTOS) o mesmo número de taças que o Vasco e a metade dos títulos, ou seja, o Vasco foi o rei do Rio no triênio.

Ainda há de se ressaltar ter o Vasco batido seu próprio recorde e o recorde do seu principal rival em partidas oficiais invictas, que somara 33 entre os anos de 1978 e 1979 (apenas partidas do Campeonato Carioca).

Foram 34 jogos ao todo e sete meses de invencibilidade (08/11/2015 a 07/06/2016).

Disputou o clube nessa sequência 11 clássicos, contra Palmeiras, Corinthians, Santos, Flamengo, Botafogo e Fluminense. Nesses clássicos o Vasco obteve 7 vitórias e 4 empates.

Como sabemos, no Basquete adulto o Vasco também conquistou mais títulos, entre 2016 – quando voltou a disputar a categoria – e janeiro de 2018, que seu maior rival no período citado.

No Remo o Vasco voltou a vencer regata, passou a disputar todas as provas da competição (um luxo se comparado ao que ocorria nos últimos anos da gestão MUV) e jogou o rival para terceiro, o que não ocorria com o rubro-negro da Gávea desde os anos 60 do século passado.

Como sabemos a dívida do Vasco foi reduzida em cerca de 100 milhões de reais, segundo balanço patrimonial aprovado pelo Conselho Deliberativo em novembro último e as próprias demonstrações da atual gestão sobre a situação financeira do clube, apresentadas no final do ano passado, demonstram a sensível melhora do Vasco no período.

Como todos também temos ciência a base do Vasco mudou da água para o vinho em virtude do grande trabalho feito no setor, oportunizando ao clube fazer a maior venda de um atleta da casa no século XXI em 2016 (12 milhões de euros, mais 2 milhões de euros de bônus, referentes ao volante Douglas Luiz) e também foram deixados outros atletas de ponta como Paulinho (não vendido na gestão de Eurico Miranda, com multa rescisória triplicada para o recebimento integral do valor cabido ao Vasco pela gestão subsequente).

Vale destacar também que o Vasco foi Campeão Carioca Sub 17 após 15 anos, em 2015, Campeão Carioca Sub 20, vencendo também a Taça Guanabara e Taça Rio em 2017, o que ocorrera na história do clube uma única vez, em 1991.

O patrimônio do Vasco foi claramente recuperado (ginásio com a ajuda da torcida, parque aquático, área social, colégio Vasco da Gama, obras para possibilitar a realização de clássicos estaduais no estádio com aumento da capacidade recebida no início da gestão em quase 50%).

Fora isso obras e reformas em outras sedes, instalação do Campo Anexo, do CAPRRES, CAPRRES da base, CAPRRES olímpico, além da retirada das 30 toneladas de lixo a céu aberto que o MUV deixou de presente à nova gestão, representando o que fora a sua gestão, infestada de amarelos, que na época vestiam outra cor, mas com o mesmo estilo de empáfia e ignorância nos assuntos concernentes ao clube.

Finalmente sabemos todos ter o Vasco obtido certidões positivas com efeito de negativas com 25 dias de gestão ainda em 2014, sendo elas mantidas até 30/09/2017, portanto durante 2 anos e oito meses de uma gestão de 3 anos e em nenhum momento da atual gestão isso foi conseguido, inibindo recebimento de inúmeras verbas desde o ano passado (CEF, CBC, entre outras possíveis).

Ah, sim. E teve o rebaixamento em 2015, oriundo da perda de 14 (CATORZE) pontos via apito, com a própria oposição um ano depois reconhecendo o ocorrido em nota, após outro assalto na partida decisiva das oitavas-de-final da Copa do Brasil de 2016 contra o Santos, que nos eliminou da competição.

A troca de gestão no Vasco não fazia sentido algum, mas a busca pelo poder a qualquer preço, independentemente daquilo que vier a sofrer o clube, é mais importante para muitos.

CASACA!

Está custando caro

Em primeiro lugar vamos enterrar o discurso de respeito à vontade dos sócios dito e repetido pelo grupo amarelo, entre 2018 e 2019.

O próprio grupo, em novembro de 2014, ignorou a vontade dos sócios, após acachapante derrota sofrida por sua chapa para a chapa primeira colocada (quase 1.200 votos de diferença).

Sim, Julio Brant lançou sua candidatura à presidência do clube na eleição ocorrida na Lagoa (o chamado segundo turno), realizada no fim de novembro daquele mesmo ano.

Quase 90% dos conselheiros eleitos pela chapa amarela na ocasião votaram em Julio Brant no Conselho Deliberativo, desrespeitando, de fato, sem qualquer questionamento, a vontade dos sócios, pois a chapa dele havia perdido a eleição ocorrida em São Januário semanas antes.

O grupo amarelo desrespeitou CLARAMENTE a vontade dos sócios, pois na condição de chapa perdedora lançou a candidatura de um nome presente nela, portanto algo muitíssimo diferente do ocorrido nas eleições seguintes.

Em 2018 a chapa amarela rachou, após uma aliança que tinha como único objetivo derrotar a chapa de situação. O racha levou a uma dupla candidatura da própria chapa e os conselheiros eleitos e natos deram maioria ao atual presidente.

Menos de quatro meses depois houve uma possibilidade de abertura de sindicância, por acusações internas ao presidente do clube de supostos desvios de três rendas de jogos do time profissional de futebol e pelo valor excessivo pago a médicos, que supostamente teriam vínculo, para além da área escolhida de atuação, com o próprio presidente.

O grupo amarelo se manifestou contra a investigação, derrubando todo o discurso cínico de transparência dito e repetido por seis anos. O Casaca! e Eurico Miranda posicionaram-se a favor da abertura da sindicância.

Há três meses o Casaca! manifestou-se novamente a favor da abertura de comissão de sindicância, em virtude de prejuízos causados ao clube por centenas de demissões, não pagamentos de acordos com dinheiro ainda em caixa, fruto da venda de Paulinho, e posteriores execuções, que seguiram em curso pelos inadimplementos de acordos feitos e não cumpridos pela direção, ocasionando mais e mais prejuízos ao clube.

Parte do grupo amarelo, a do racha que optara por Brant na eleição de janeiro de 2018, votou pela comissão de sindicância, parte significativa votou contra, sendo esses os votos decisivos para que não houvesse abertura de investigação.

Em relação ao CASACA!, a postura foi reta.

1 – Não houve lançamento de candidatura da chapa perdedora e o voto dado foi em favor de um dos nomes lançados pela chapa vencedora;

2 – O CASACA! votou pela abertura da sindicância em maio de 2018;

3 – O CASACA! votou pela abertura da sindicância em junho de 2019.

O resto é conversa fiada.

O custo institucional disso tudo não se resume ao desastroso resultado de sábado, mas ao desastre administrativo continuado e à carta branca (amarela) dada para a sua sequência.

CASACA!

História e lições

O Casaca! vem a público pontuar algo para além do anúncio de falecimento do Grande Benemérito e Presidente de Honra do clube, Antônio Soares Calçada, ocorrido ontem e reverberado por vários meios de comunicação.

Calçada oportunizou, com humildade e reconhecimento, a Eurico Miranda mudar a história do Vasco a partir de 1986, sendo esta inequivocamente sua grande ação pelo clube, pois foi desprovida da vaidade, mal que tanto assola nossa instituição há mais de 100 anos e, também, serve de lição.

A união de vascaínos históricos com quem busca internamente ajudar e participar da história deve ser fomentada e incentivada, com respeito e reconhecimento aos que agiram em prol do clube e não distorções ou edições convenientes praticadas de má fé.

Na gestão última de Cyro Aranha (1952/53), Calçada exerceu a função de Assistente da Presidência e naquele posto militou dentro do futebol vascaíno, agindo inclusive na contratação de reforços e renovação de contratos, junto ao Vice-Presidente de Futebol João da Silva. Seu cargo não era estatutário, mas, mesmo assim, houve destaque por sua participação no clube naquele período.

Antes disso ele havia sido diretor da divisão de tênis de mesa e, posteriormente, diretor de compras do clube.

Calçada foi Vice-Presidente de Futebol do Vasco durante parte da primeira gestão do presidente Artur Pires e em todo o decorrer da segunda. Assumiu a pasta em 21/07/1955 e permaneceu no cargo até 17/03/1958.

Posteriormente, nos anos 60 do século passado, assumiu novamente a Vice-Presidência de Futebol, a 07/08/1964, em meio à gestão de Manuel Joaquim Lopes e permaneceu no cargo até o final dela.

Com a renúncia de Lopes, após ter este obtido sua reeleição, assumiu a presidência João da Silva, mas Calçada foi mantido como Vice-Presidente de Futebol, exercendo o cargo até 18/12/1966.

Cerca de 13 anos depois, com a vitória da União Vascaína nas eleições de 1979/80, Calçada foi escolhido mais uma vez Vice-Presidente de Futebol do clube para conduzir a pasta na gestão de Alberto Pires Ribeiro e ali se iniciava uma ligação com Eurico Miranda, Assessor Especial da Presidência na oportunidade, que se envolveu com o futebol cruzmaltino naquele período, tratando de contratações e renovação de contratos, assim como o Vice-Presidente da pasta, embora seu cargo não fosse estatutário.

Vez por outra surgiam discordâncias entre ambos nos mais variados assuntos envolvendo o tema futebol. Não era tão harmoniosa a relação.

Após desentendimento interno ocorrido pouco antes do pleito seguinte, houve racha na situação e em novembro de 1982 a chapa de Calçada venceu no primeiro turno das eleições do clube a de Eurico Miranda – que surpreendentemente tomou o segundo posto da ala que apoiou o ex-presidente Agathyrno da Silva Gomes, oposição daquela gestão à época.

Naquela disputa o ex presidente Cyro Aranha, criador e desenvolvedor do Expresso da Vitória, ficou ao lado de Eurico Miranda, mesmo tendo ele próprio, Cyro, dado o primeiro espaço de relevo à Calçada, em meados de 1952.

Calçada foi confirmado como novo presidente do clube em janeiro de 1983.

Depois do fracasso de sua primeira gestão, Calçada venceu o primeiro turno das eleições 1985/86 contra Eurico Miranda, com inúmeras denúncias de irregularidades de sócios que votaram no pleito, além de vários problemas vistos no dia da assembleia.

O triunfo situacionista criou definitivamente um clima de beligerância entre as duas correntes, com inúmeros problemas à vista, em função disso.

Foi aí que Calçada trouxe Eurico Miranda e vários do grupo de seu rival para dentro do Vasco, oferecendo a ele o cargo de Vice-Presidente de Futebol.

A atitude em si representava, simbolicamente, muito naquele instante, mas pouco se na prática Calçada tentasse medir forças com Eurico. Não mediu. Uma ou outra vez até tentou, mas na maioria esmagadora das vezes recuou. Agindo assim foi sendo reeleito para vários mandatos.

No último triênio como presidente do Vasco o inevitável aconteceria.

Eurico Miranda aos poucos foi tomando conta do clube. Se em 1996 já conseguira a oficialização do título Sul-Americano de 1948 por mérito próprio, ainda na penúltima gestão de Calçada, em 1998 trouxe o Nations Bank para derramar dinheiro no Vasco e aí passou a praticamente comandar todas as ações.

Sem ter um bom clima para outra reeleição, Calçada queria fazer emplacar o nome de Amadeu Pinto da Rocha como seu sucessor, mas sucumbiu à hábil manobra de Eurico em criar a figura do “Presidente de Honra” para homenagear Calçada e, também, simbolicamente, clarificar que ele, Eurico, seria o próximo nome da situação para presidir o clube.

Logo no início da primeira gestão do novo presidente, em 2001, já se via um distanciamento de ambos. Eurico Miranda preservou Calçada, assumindo os ônus da CPI contra o Vasco, na prática, embora teoricamente Calçada fosse responsável pelos atos administrativos tomados.

Calçada chegou a dar seu depoimento na CPI, mas Eurico, deputado federal à época, não. Nem precisava. Na dúvida a culpa por qualquer mazela do clube caía na conta dele e no fim a CPI virou pó, mas tendo sido exposto o Vasco por um longo período.

Denúncias e falsas certezas abriram caminho para a oposição, capitaneada pelo MUV, buscar espaço político para vislumbrar chegar ao poder, algo inimaginável pouco tempo antes com o massacre imposto por Eurico no primeiro turno das eleições, em 2000, quando fez, inclusive as duas chapas, tal qual fizera Calçada em 1988, quando candidato à segunda reeleição sua.

O famoso episódio da Tribuna de Honra (20/01/2002), que deu gás político a Roberto Dinamite pleitear o cargo de presidente do clube, se iniciou por uma ação de Calçada, interpretada por muitos como provocação a Eurico, uma vez que Dinamite já havia meses antes se arvorado em dizer ser sua vontade presidir o Vasco, como solução simples para o futuro.

Na primeira tentativa de Eurico reeleger-se, Calçada, sem fazer alarde, apoiou a chapa de Roberto Dinamite durante a eleição da Assembleia em 2003.

Curiosamente, enquanto Roberto Dinamite foi atleta do Vasco os embates entre Eurico e Calçada eram protagonizados com o primeiro defendendo o atleta e sua idolatria junto à torcida, enquanto o segundo via no jogador um ativo para venda, não só mostrando-se claramente contra seu retorno da Espanha em 1980, como considerando nova venda do artilheiro no seu primeiro mandato como presidente do clube.

Quando Roberto Dinamite assumiu o poder, anos depois, Calçada voltou ao cenário apoiando a gestão do ex atleta e teve seu penúltimo embate direto com Eurico na eleição do Conselho de Beneméritos em 2010, quando foi candidato à Vice-Presidência contra o adversário, candidato à presidência da outra chapa.

A derrota fragorosa, contando com um grande número de Beneméritos indicados por ele próprio Calçada (que votaram contra ele), mostrou o que o tempo ensinou a todos quanto a quem foi o real protagonista daquele período no qual a dupla seguiu junta no clube.

Finalmente, já próximo dos 94 anos, Calçada foi exposto desnecessariamente pelo candidato derrotado nas últimas eleições, Julio Brant, que tentou usar o veteraníssimo vascaíno para angariar simpatia e votos dos conselheiros natos (Beneméritos e Grandes Beneméritos) em seu favor.

A estratégia, das mais infelizes, pareceu manobra de desespero mais do que a dita “homenagem” que teria justificado a atitude do candidato.

A maioria esmagadora dos conselheiros natos votou com a indicação feita por Eurico Miranda (como era óbvio que fizesse, vide o ocorrido já em 2010), neste que foi o último confronto (forçado por terceiros) entre duas das grandes forças políticas históricas do clube através dos tempos.

Eurico e Calçada faleceram este ano. Quando juntos o Vasco só cresceu e venceu.

Antes de Eurico surgir no Vasco, comandando o futebol, Calçada conquistou na qualidade de Vice-Presidente de Futebol dois Campeonatos Cariocas, um Torneio Rio-São Paulo (empatado com outros três clubes), uma Taça Guanabara e dois títulos de turno, considerando títulos oficiais.

Na presidência do Vasco, sem Eurico, obteve no futebol profissional a conquista da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca de 1984.

Portanto, em 10 anos no total, sem Eurico Miranda ao seu lado, Calçada obteve sete títulos, sendo um deles no triênio em que presidiu o clube, considerando suas participações como Vice-Presidente de Futebol e Presidente do Vasco.

Já Eurico Miranda, em 10 anos e meio sem Calçada (todos como Presidente do clube), obteve três Campeonatos Cariocas, duas Taças Guanabara e quatro Taças Rio, num total de 9 títulos oficiais.

Juntos e em harmonia, porém, obtiveram uma Taça Libertadores, uma Copa Mercosul, três Campeonatos Brasileiros, um Torneio Rio-São Paulo, seis Estaduais, sete Taças Guanabara, cinco Taças Rio, dois outros turnos e duas Copas Rio, num total de 28 títulos oficiais.

Foram, portanto, 28 títulos oficiais em 15 anos de parceria, de janeiro de 1986 a janeiro de 2001, contra 16 em 20 anos e meio nos quais um não tinha o outro.

Na política do Vasco hoje fala-se de união, mas se vê ódio como sentimento maior em cada canto, o desrespeito a pessoas e grupos são corriqueiros e cada um acha ter a melhor solução para a resolução de todos (ou quase todos) os problemas.

A união institucional começa quando a maioria percebe quem é o melhor candidato para exercer o cargo principal do clube, com segurança, e se sustenta quando o escolhido opta por cercar-se dos mais voluntariosos, capacitados e comprometidos com uma causa, na qual a agenda positiva do Vasco esteja em primeiro plano e questões outras sejam menores.

Que a história ensine aos mais novos e se repita para que todos possamos amadurecer ao longo do tempo e não meramente envelhecer descrentes ou resignados.

Casaca!