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Acorda, Pedrinho! Que o Vasco Tem Campeonato

Após a goleada do último sábado em São Januário sobre o São Paulo, o torcedor vascaíno tem motivos para vislumbrar um campeonato mais tranquilo. Porém, é preciso que o Presidente Pedro Paulo entenda o que realmente aconteceu. Não foi apenas uma vitória de 3 pontos, foi a vitória do verdadeiro Vasco da Gama, um clube historicamente com alma!

Essa alma foi refletida nas jogadas e no gol de Estrella de Paiva, atleta que veio da base e não se intimidou diante do adversário e da adversidade do momento do clube na competição. A brilhante e valente partida do Vasco me fez lembrar outro confronto, no último ano em que o Vasco foi bem-sucedido no Brasileirão, em 2017 contra o Atlético-MG no Estádio Independência. Naquela ocasião, o treinador Milton Mendes escalou um jovem atleta chamado Paulinho, em sua primeira partida como titular no time profissional, e ele marcou duas vezes, sendo o atleta mais jovem a marcar pelo Brasileirão até então. Assim, fazendo com que o Vasco fosse vitorioso com os 2×1 e, mais adiante, conquistasse a vaga na Libertadores, objetivo explicitado pelo presidente Eurico Miranda e conquistado, fazendo mais uma vez valer a sua palavra.

Estrella não foi uma aposta, mas sim o resultado de um trabalho de quem conhece o dia a dia do clube, que vive e entende que os atletas da base têm muito a entregar. Agora, como no hit que fez sucesso recentemente, o Pedrinho precisa acordar e entender que o Vasco tem um campeonato para jogar. As soluções, como sabemos, estão em casa, em quem tem consciência do que a Cruz de Malta representa. E isso serve tanto para atletas quanto para dirigentes.

Coluna do torcedor: Gigante desconhecido no clássico dos milhões

Valor do jogo? 3 pontos. Mas o estrago deixado por esse placar é o reflexo da destruição do clube e da imagem do mesmo.

O Vasco, através do Eurico, sempre valorizou o embate contra o Flamengo e isso ajudou a formar inúmeros outros vascaínos.

Sempre foi o “nós” contra “eles”, o sistema!

A destruição da imagem do Vasco nesse clássico vem sendo plantada há um bom tempo nos últimos anos. Só foi diferente no período de 2015-2017, quando o Vasco foi superior que todos os seus rivais do Rio, inclusive o Flamengo.

Dizem para confiar no processo… No atual Vasco, o processo é de desconstrução!

Um Vasco sem voz e sem alma

O ano era 2017, o Vasco havia eliminado o Flamengo em anos anteriores na Copa do Brasil em 2015, com o placar agregado de 2×1, e nas semifinais dos Campeonatos Cariocas de 2015 e 2016, períodos em que o Vasco foi bicampeão da competição. Com esse cenário, o Vasco iria disputar uma partida do Campeonato Brasileiro daquele ano contra seu rival no estádio de São Januário, algo não muito comum no histórico dos clássicos no século XXI.

Em uma partida muito disputada do início ao fim, o Vasco acabou sendo superado pelo placar de 1×0. O gol da partida foi marcado por Everton Ribeiro, e o rival voltava a vencer uma partida em São Januário após um longo jejum de 44 anos. Porém, apesar da derrota, o Vasco ocupava a 6ª colocação no campeonato e disputava uma vaga direta na Libertadores.

Mas, era ano eleitoral e a torcida, inflamada pela imprensa e por agentes políticos que ocupam cargos em bancadas esportivas, como Edmundo, por exemplo, resolveu se revoltar contra o presidente. Um grande quebra-quebra foi promovido por um pequeno grupo de torcedores. A polícia, despreparada, lançou indiscriminadamente bombas de gás nas arquibancadas.

Após a confusão, o então presidente Eurico Miranda convocou uma entrevista coletiva. Um jornalista da Globo, Carlos Gil, entrou em um link no Sportv e disse que o presidente estava, segundo ele, querendo escolher quem poderia perguntar, etc.

O presidente prontamente desmentiu e fez um pronunciamento de mais de 20 minutos sobre o caso, inclusive respondendo a perguntas dos jornalistas.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Ministério Público (MP) e Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pediram a interdição do estádio. O Vasco, que vislumbrava uma vaga na Libertadores, passou a ser prejudicado com a perda de 6 mandos de campo.

Bem, na última semana, já em 2023, o Vasco passou por uma situação semelhante, embora com um contexto diferente. Não havia pressão em relação ao presidente e aos dirigentes eleitos. Com uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) constituída e uma empresa “americana” no poder.

Após toda a confusão, não houve nenhuma fala, nota ou pronunciamento. O Vasco permaneceu em silêncio, representando um vazio. Uma ausência de representatividade nunca antes vista na história do Clube. Ninguém saiu em defesa dos atletas. Ninguém saiu em defesa do histórico Estádio de São Januário. Nenhum jornalista questionou ou entrou em link.
O sinal é claro, querem que São Januário leve a culpa pelos erros administrativos da atual gestão, que por sinal é a pior da história. O objetivo? Sucatear ao máximo um estádio quase centenário e entregá-lo para a iniciativa privada. Com isso, a omissão proposital de Jorge Salgado e Cia (roxos e amarelos) gerará novamente um clamor por interventores externos e a ideia de “única saída”.

O Vasco precisa voltar a ter alma!