Não, não há correlação à extinta CTC, companhia estatal de transporte público do estado do Rio de Janeiro, ainda que se prestasse tal imagem a perfeito carro alegórico, ilustrando os políticos sem mandato que assumiram o clube. Na verdade os CTC nada mais são do que os redivivos representantes do grupo dos competentes, transparentes e críveis. Uma boa parcela deles. Minoria, é bem verdade, posto que o grosso da patota cerrou fileiras com o bobo-adjunto da corte do Imperador. O filme é repetido, uma espécie de Lagoa Azul na paradisíaca ilha dos idiotas, sem o refrigério da belíssima Brooke Shields.

Deparei-me com uma entrevista do Sr. Vice-Presidente de Finanças que, entre um e outro chavão, dispara que está analisando todos os contratos, referindo-se às vendas dos cracaços da última hora, Madson e Mateus Vital, bem como ao contrato de patrocínio com a empresa Lasa. Causou-me espanto que o referido CTC, ou preposto deles, haja inserido, no mesmo contexto, na mesma ideia, que sofria com as “dificuldades de informações que encontramos ao chegar aqui”, conforme transcrevo da matéria em tela. Não seria o contrato o instrumento que lhe concederia acesso às informações? Se os está estudando, é porque os tem sob sua análise. Se há dificuldades, devem-se essas a limitações pessoais? Confesso que não compreendi, ainda que não tenha em meu DNA o gene CTC ativado. Se é que o tenho. Há quem diga que essa seja uma mutação que faz de seu portador um convicto herbívoro. De minha parte, não dispenso um bom churrasco. Perdoe-me a subfamília de mamíferos artiodáctilos bovídeos…

Há poucos dias, o Bobo-adjunto e o Bobo-boleiro iniciaram sua cruzada das diretas já. O movimento prega que o vascaíno aja como não vascaíno. Ou seja, que o torcedor aja como eles próprios, os bobos, agem diuturnamente. E aqui encerro qualquer outra menção a esse pessoal, motivado pela mais absoluta vergonha alheia.

E por falar em vergonha, não poderia deixar de citar o novo Sr. Vice-Presidente de Marketing, em sua estreia triunfal – com direito a selfie, estilo SALE na vitrine da loja – no quesito bobagens de neófito. Em uma frase sobre a conservação do patrimônio, impecável sob a administração Eurico Miranda, demonstrou que não é chegado a frequentar a barra pesada do Bairro Vasco da Gama. Pior: foi leviano. No que diz respeito à sua pasta, deveria ater-se em vestir uma camisa com a marca do patrocinador do clube.

Por fim, deixo um conselho de sócio humílimo ao Sr. Presidente, no sentido de que o mesmo se furte a determinadas declarações. Não lhe caíram bem, visto que são de conhecimento público os motivos pelos quais foi eleito, muito embora as declarações sigam o melhor estilo cusparada ao alto da própria cabeça. E mais, cito a questão da governabilidade e sua obrigação de viabilizá-la, sob pena de tornar-se o Carlos Roberto da vez.

Portanto, presidente, menos, muito menos… Ademais, verdade seja dita, os quadros que compõem sua sustentação política e administrativa, em que pese a extrema habilidade do Cardeal de Richelieu de Vermelho, são tão competentes quanto mostraram ser no âmbito da política convencional. Barbas de molho, pois a caneta é sua. De mais ninguém. Sou Vasco sempre, nunca sempre Vasco. Portanto, boa sorte. E juízo…

Rafael Furtado

 

20 Comentários ( Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. )

  1. Rafael “frustrado” você pensou que seria conselheiro e sifu kkkk entendeu porq seu nome agora é frustrado e nao furtado kkkk

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    Garoto Juca, você ia razoavelmente bem até o primeiro kkkk, ainda que não fosse possível estabelecer relação entre o texto publicado e sua afirmação. Todavia, ao dar sequência ao gracejo, o ajudante do Bozo deixou transparecer sua própria limitação interpretativa. Menos é mais. Aprenda que a ironia não carece de “legenda”.

  2. 1) Por enquanto, esse novo presidente está se mostrando um Dinamite com diploma;
    2) Numa das primeiras entrevistas, ele disse que mostraria que é oposição (Oposição a quem? Oposição a ele mesmo? Se ele foi eleito, ele é situação);
    3) Fica falando em “democracia”, mas no regime presidencialista a responsabilidade é do presidente e o ato de decidir é eminentemente solitário (é preciso delegar funções, mas desde que ele esteja cercado de pessoas competentes; caso contrário, o desastre será certo);
    4) Ele falou em ter os pés no chão e isso é um sinal positivo (Então, por que contratar dois profissionais para gerirem o futebol? E a que custo?);
    5) É preciso que a contratação de um flamenguista para gerir as divisões de base não nos faça perder a diretriz mais importante que é a de instilar nas crianças e adolescentes a gratidão e o amor ao clube (Um flamenguista vai preocupar-se em ensinar essa importante lição?);
    6) Essa história de a Imprensa ficar acompanhando todos os treinos tira o foco dos jogadores, os quais ficarão mais preocupados com o ângulo com que vão aparecer diante das câmeras (Por acaso o presidente permite que haja jornalistas no seu consultório ou na sala de cirurgia?);
    7) Ao rejeitar árbitro de vídeo, ele nos tira o direito de reclamar (basta usar esse dispositivo nos jogos contra flamengo e contra os times de São Paulo e que seja pago com as cotas de TV de flamengo e corínthians);
    8) Qual é a justificativa para o uso de grama sintética na primeira divisão do Brasil? Alguém está recebendo comissão para aprovar essa porcaria?
    9) A apresentação do zagueiro Werley foi tétrica (o vice-presidente de futebol muviano faltou pedir desculpas ao atleta por tê-lo contratado e veio com uma conversa desconexa sobre mercado e sobre salários, o que não tinha nada a ver com a ocasião).

  3. Pessoal,
    O Madson era um bonde que encaixou no esquema de marcação, bem montado diga-se de passagem, pelo Zé Ricardo. O Mateus Pet tinha/tem potencial. Acho que prejudica o texto colocar os dois numa vala comum. Um jamais será craque e duvído que seja, algum dia, um jogador de mediano para bom. O Mateu é outra coisa. E só pra lembrar: no jogo decisivo contra a Ponte o Nenê pela milhonésima vez estava pregado e prejudicava muito time tanto na marcação (90% dsa jogadas da ponte eram pelo lado direito com a subida do lateral) como na armação (com sempre prendia a bola demais.. errava passas.. melhor nem lembrar das limitações graves do Nenê). A entrada do Pet (nem vou falar do gol) arrumou mais o time, deu posse de bola e melhorou a pegada o meio.
    Acho que mesmo um texto de crítica política deve ter certo cuidado. Pessoalmente, nunca fui um dos que xinguei o Pet e acho que sua saída não foi uma boa decisão.
    Abraço
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    Prezado Carlos Bastos,
    em nenhum momento externei minha opinião acerca dos jogadores. Apenas observei o fato de que se tornaram, aos olhos da torcida, craques e/ou joias tão logo foram negociados. Antes, eram impiedosamente vaiados. Penso que sua leitura, talvez, necessite de certo cuidado. Saudações Vascaínas.

  4. Rafael Furtado.

    O Vasco hoje é um clube de futebol que foi aparelhado pelo PCdoB e afins. Nos anos 80 faziam isso nos sindicatos, ganhavam as eleições e as entidades viravam correias de transmissão de suas políticas e também meio de acomodação de membros do partido. Essa gente “está” no Vasco. Ao sinal de qualquer eleição onde venham a dividir o poder, irão embora. Ganharam um presente ao serem eleitos, sem qualquer invenção e sem jogar para mídia podem fazer uma gestão razoável, se quiserem. Pelo jeito, são mariposas que não vivem sem as luzes dos spots, é só pintar um microfone e um celular filmando que já desbundam a falar merda.

  5. Até agora o atual presidente só constituiu dividas, contratando como louco, mas ainda não trouxe qualquer receita nova.

    Aumentar dívidas sem aumentar receitas pode terminar com falta de agua no clube. Todos nós já sabemos onde isso vai parar.

  6. Muito bom o texto. O VP de finanças é isso mesmo, mequetrefe! E contará com apoio do seu sobrinho da rádio globo. Outra definição fora do texto, que me agrada é: “o novo presidente e um Roberto com diploma”. Estou certo disso!

  7. ESSA GENTE ESTÁ INDO COM MUITA VOLÚPIA AO POTE, QUEM NUNCA COMEU MELADO, QUANDO COME SE LAMBUZA, AÍ RESIDE O PERIGO. POR OUTRO LADO, O AGRADECIMENTO NÃO PODE SER UM COICE.

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