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Uma reportagem do UOL e um comentário apresentado pelo doutor Mauro Cesar, da ESPN Brasil, comprovam algo impossível de se negar: em se tratando de processo eleitoral do Vasco, ou a imprensa esportiva é muito mal informada, ou é muito mal intencionada. Não há terceira alternativa. O fenômeno salta aos olhos especialmente quando há alguma possibilidade de que Gru, o Malvado Favorito, participe do pleito.

Não há clube de futebol no mundo que tenha bastidores vigiados como o Vasco. Não há clube de futebol no mundo que tenha até seus títulos honoríficos contestados por esta mídia. Ocorre que na ânsia de apontar dedos para Gru e seus asseclas, os çábios cometem erros primários, toscos, estúpidos.

A quem interessar possa, segue um ligeiro manual.

Um: o título de emérito não confere ao agraciado o direito de participar do Conselho de Beneméritos. Logo, é falsa a informação de que estes nomeados teriam sido indicados com vistas ao segundo turno eleitoral do Vasco, aquele definido pelo Conselho Deliberativo, que é composto por 150 conselheiros eleitos e 150 conselheiros natos, oriundos justamente do Conselho de Beneméritos.

Dois: no segundo turno eleitoral do Vasco, votam como conselheiros natos os 150 Beneméritos mais antigos. Isso significa que, por exemplo, dos Beneméritos aprovados esta semana, apenas dois, repetindo, apenas dois, teriam assento no segundo turno da eleição, se este ocorresse hoje.

Terceiro: ao contrário do que reportagens, notas e informações prestadas por desinformantes afirmam, títulos honoríficos são concedidos a quem presta serviços ao clube. Não há qualquer irregularidade, distorção ou subterfúgio camuflado. Aliás, as recentes indicações, além de gratidão pelos mais variados auxílios relevantes, têm a função de renovar os quadros do clube, aproximando ainda mais colaboradores do dia-a-dia do Vasco. Renovação absolutamente salutar.

Quarto: Luso Soares da Costa foi Vice-Presidente geral de uma das administrações de Dinamite. Tornou-se Grande-Benemérito. João Manuel de Almeida foi um dos principais articuladores junto à Justiça do golpe de 2008, que colocou a República das Bananeiras no poder por 6 anos. Tornou-se Grande-Benemérito. Diego Carvalho trata-se do atual representante da minoria no Conselho Fiscal. Tornou-se Emérito. Há outros exemplos. Questão de prova: lista de indicações com intenções suspeitas contaria com tais nomes?

Assim, relegando ao quinto plano a hipocrisia e o recalque dos informantes da mídia, que prestam informações mentirosas propositalmente, recomendaria aos jornalistas a simples prática do jornalismo. Parece óbvio, mas isto deveria incluir apurar veracidade. Se não se deseja procurar os outros envolvidos, no caso quem indicou os nomes, que ao menos lessem o Estatuto do Vasco. Chutar reportagens a esmo, ainda que com nítida intenção partidária, pega muito mal, quando a desinformação é cretina e garimpada junto a desclassificados.

 

João Carlos Nóbrega

 

Diante da insistência de diversos órgãos de imprensa e jornalistas na tentativa de vincular a Diretoria Vasco às torcidas organizadas, mesmo que ausentes quaisquer provas substanciais deste vínculo, presentes apenas ilações, pode-se concluir que o movimento feito por esta fatia da mídia é de ordem política. Sendo de ordem política, não há interesse na apuração dos fatos que levaram aos acontecimentos posteriores à partida Vasco x Flamengo, com consequente punição contra o estádio de São Januário proferida em primeiro grau pelo STJD. Sendo de ordem política e afastado da realidade, tal movimento da mídia apenas contribui para a impunidade.

Este indisfarçável viés político chama à atenção, torna-se escandaloso, quando determinados órgãos de imprensa são capazes de especular relativamente à deposição dos atuais dirigentes com base em nada, o que demonstra que o objetivo não se reduz, apenas, a causar danos à boa campanha do Vasco no Campeonato Brasileiro de 2017. A intenção parece ser que prevaleçam vontades subalternas, discutidas sob panos, quanto ao futuro político vascaíno. Talvez, o desejo pelo clube curvo, subserviente e secundário de outrora sobreponha o jornalismo correto. Parece valer tudo.

Enquanto isso, aguarda-se que outros fatos da mesma natureza sejam tratados igualmente pela mídia. Mas esta isonomia parece improvável na medida em que a principal organização de comunicação do país, por exemplo, escondeu em linhas secundárias a prisão de gestores de um (por eles querido) clube da zona sul em operações recentes da Polícia Federal. Esconde, da mesma forma, as possíveis relações deste clube com suas organizadas. Esconde que integrantes de facção do Flamengo punida estiveram em São Januário no dia 8/7. Será que a presença destes também é responsabilidade do Vasco?

Uma das primeiras medidas adotadas pela atual diretoria foi fechar as salas existentes em São Januário, nas quais torcidas organizadas mantinham seus materiais. O Vasco possui 18 facções e nenhuma delas dispõe de sala no complexo esportivo do clube desde o início de 2015. Seria este o vínculo entre diretoria e organizadas que tentam vender como existente? Seria este o vínculo que resolveria o ódio expresso no rosto de vários entendidos da imprensa quando o assunto é Vasco?

A recorrência na prestação de informações desonestas após o episódio posterior à partida do dia 8/7 causou prejuízos inestimáveis. O julgamento deste dia 17/7/2017, influenciado profundamente pelo veredicto prévio realizado pela mídia, baseado em argumentos pobres, medíocres, toscos, atinge frontalmente o histórico estádio de São Januário.

A punição determinada contra a praça na tarde de ontem é descabida e idiota, mas intencional. Enquanto suas portas serão mantidas fechadas, os causadores do tumulto estarão livres para comparecer aos jogos e, quem sabe, repetir a dose. É a contradição em sua forma mais nítida, é a burrice jurídica em sua versão mais pura, é a cretinice em seu ápice.

Mas e daí, se a imprensa por isso clamou e, insatisfeita, deseja mais? E daí, se um tribunal absolutamente influenciado, que se contenta em apenas acolher o que pregam os “formadores de opinião”, que chuta preceitos básicos da Justiça e estabelece penas com camisas de clubes sob as togas, atropela o bom senso em nome de ficar bem na foto? E daí, se este mesmo tribunal celebra que não é atribuição dele apreciar a ação desastrada e catastrófica da polícia militar, embora esta ação esteja diretamente ligada aos fatos?

Ontem, nos programas esportivos lamentáveis dos próximos dias, nas deliberações do tal órgão pleno do STJD daqui a semanas, continuaremos a ver a única verdade confirmada até aqui quanto aos episódios de Vasco x Flamengo: o revival do rancor. A princípio, e a fim de disfarçar, eles fingem que é apenas contra uma figura, o presidente do Vasco. Mas não sejamos ingênuos: o ódio é contra o Vasco e seu estádio. Porque o preconceito vive, habita e apenas se esconde nos corações desta gente. Eles são os descendentes da elite carioca dos anos 20 do século passado. Aqueles que jamais vão perdoar a ascensão de um clube de raízes realmente populares como o Vasco.

Donos deste preconceito visceral, desejam apenas que São Januário seja uma espécie de Coliseu, desde que com menor glamour. Que o Vasco seja um clube de segunda. Que sua torcida diminua a pelo menos ¼ de seu tamanho. E, para isso, abafam qualquer possível fumaça de sucesso. Estão em franca campanha. Campanha pela volta daqueles que fizeram o Vasco dos sonhos deles, saudades que sentem da república das bananeiras. Novembro é logo ali. E o vascaíno deve saber que está diante de uma simples escolha: andar ereto ou curvo.

João Carlos Nóbrega de Almeida

 

Centenas de refeições diárias distribuídas. Escola de primeiro e segundo graus para centenas de atletas. Alojamento para desportistas que residem longe. Atendimento às comunidades do entorno através destes programas. Maior projeto voltado para atletas especiais dentre os clubes brasileiros. Algumas de tantas outras ações de caráter social. Não. Nada disso jamais gerou motivação suficiente num só órgão de imprensa para a produção de matérias de capa. Afinal, o Vasco, distintamente sob esta administração, é um clube de bandidos, sob o comando de Gru, o malvado favorito.

Opta-se, então, por noticiar com espetacularização desmedida atos de violência e vandalismo fomentados por quem tem interesse em sabotar o Vasco. Com distorção dos fatos também desmedida. Com sede pela criminalização sem apuração necessária.

Ocorre que há meses as redes sociais indicavam haver uma bomba armada para explodir. Não foi por falta de denúncia que os investigativos não agiram. Mas preferiram negligenciar. Talvez porque se as ameaças eram contra Gru, que Gru se vire.

Quem esteve no jogo de sábado e frequenta atentamente o Vasco há décadas conhece de quem partiu a guerra e com quais intenções. A dúvida, agora, é saber se, por conveniência, a Polícia Militar embarcou no estopim, pois desconfia-se que a corporação discorda de clássicos em São Januário. A ação de resposta desastrada indica que sim. Mas convenhamos que resposta desastrada tem sido algo comum a qualquer órgão vinculado a este governo do Estado do Rio de Janeiro, hoje sob comando (?) do sucessor do bandido de Benfica.

O outro embarque, este que não gera dúvida alguma, foi realizado por adversários e imprensa, que no fundo são uma coisa só, uma vez que a imprensa atende aos interesses dos adversários dia sim, outro também. E eles, os adversários, não querem jogar em São Januário. O problema nem é a cobertura, visto que o sensacionalismo tem sido regra para manter vivo algo em franca decomposição, especialmente no Brasil. As questões são o julgamento prévio sem apuração, a covardia franca, o desrespeito com a História de São Januário, os desvios dos argumentos toscos e o rancor visceral de expoentes da vigarice com voz nos rádios, TVs e jornais.

Perde-se, assim, em palavras vagas e repletas de pré-conceitos, a oportunidade de que sejam apuradas as reais causas do ocorrido. Aquele não foi mais um episódio de violência. Aquele não foi mais um episódio de interferência trôpega da polícia militar. Aquele foi um episódio absolutamente preparado. E quem o preparou sabia das reações em cadeia porque conhece o ódio que São Januário desperta, seja pelo profundo ranço histórico, uma vez que é símbolo de uma luta contra o preconceito até hoje aderido aos corações da elite (inclusive intelectual) carioca, seja pelas provocações que o estádio permite nos tempos atuais contra torcedores adversários, que não dispõem de local para jogar mesmo depois das portas que o bandido de Benfica deixou abertas a distintas empreiteiras, como a Odebrecht, ou a empresários ilibados, como o parceiro do Flamengo, Eike Batista.

Assim, sob o desejo de condenar Gru e seus comparsas, atira-se a esmo, sem que nem mesmo se faça uma reflexão rasteira a respeito dos interesses de inviabilizar São Januário. E daí, se o importante são aquelas portas fechadas, se o desejo é que Gru responda à Justiça novamente, após pisotear sobre cada acusação que lhe foi imputada no passado e sair do massacre do início dos anos 2000 ileso, se o tesão é poder imaginar o Vasco na segunda divisão ao final do ano, o que desmentiria a franca recuperação pela qual o clube está passando? A hora é agora.

Bombas no gramado lançadas sob incentivo dos teoricamente de dentro, reação descabida de uma polícia que odeia trabalhar em São Januário, odeia o governo que não lhe paga e se odeia, e motivos de festa entre adversários, imprensa e servidores públicos em busca de holofotes, que vão aderir a culpa em quem não tem apenas porque é mais fácil e mais divertido fazer discurso moralista barato tendo como pano de fundo uma imagem surrada pela defesa intransigente de um clube que deveria estar proibido de ser o que é há 119 anos. O crime perfeito.

Desportivamente, infelizmente, a torcida do Vasco deve sofrer punições. Mas é injusto que São Januário seja punido. O estádio possui todos os pré-requisitos legais para abrigar jogos e só será fechado se o ódio contra a sua existência prevalecer.  Punir São Januário fechando-o e permitir torcida em outra praça é distorcer. É beneficiar o infrator. Se o infrator foi gente infiltrada na torcida, é contraditório permitir sua presença durante a punição. Quem sabe as exceções sejam, como bem disse o lateral esquerdo Ramon, mulheres, crianças e talvez, complementando, sócios, uma vez que nada houve na Social, mesmo sem barreira de proteção para o campo de jogo.

Quanto às questões criminais, que apurarão as responsabilidades, espera-se isenção da Justiça. Espera-se, novamente, que o estádio saia ileso, sob pena de confirmação de um julgamento com viés de ranço contra o que representa a Instituição Vasco da Gama. O mínimo de investigação desmanchará a tese boquirrota da mídia e os desvios retóricos cometidos pelo representante do Ministério Público. Tanto a tese quanto os desvios fazem questão de misturar alhos com bugalhos, a fim de criar um emaranhado no qual os fatos do dia 8 possam ser confundidos com episódios de violência comum. Não podem em função da premeditação política que, por incrível que pareça, imprensa e Ministério Público retro-alimentam. O que acaba por torná-los também responsáveis e coniventes com aquelas cenas lamentáveis, mantidas as posturas atuais.  

João Carlos Nóbrega de Almeida

 

No dia 10/6/2017, encerrei o texto O Terrorismo como tática eleitoral com o seguinte parágrafo:

“Incapazes na retórica, tentarão através de atos que prejudiquem o clube, como são as artimanhas que criam o clima tenso premeditadamente; como seriam os gestos que possam causar a supressão de mandos de campo ou ausência de torcida. Se essa gente, blefando ou não, propõe o uso de bala e a exploração do vitimismo através de “tapa na cara de velhos e crianças em fuga de spray de pimenta”, não estranhem que enxovalhem um jogo de propósito para provocar que o time seja afastado das vantagens do seu mando de campo. Tudo é possível vindo de quem vem. Tudo é possível quando as viúvas das trevas se unem em torno do desejo de reencontro com as tenebrosas transações de outrora.”

Ontem, após um Vasco x Flamengo xôxo, no qual o Vasco, com meio time reserva, enfrentou de igual para igual a seleção do mundo, não obtendo melhor resultado porque mais uma vez teve pelo menos um pênalti a seu favor ignorado pela arbitragem, a triste profecia se concretizou.

Convenhamos que não era preciso muito para prever o que se desenha desde o início do campeonato. Os de sempre, que atuam nas sombras, estavam inconformados com o fato do Vasco ser o segundo melhor mandante do certame, até então. Para eles, São Januário lotado a cada jogo e o torcedor comum abraçando o time era inadmissível.

Desde a primeira partida, jogo a jogo, a movimentação para inviabilizar São Januário só recebeu tintas. Até que ontem eles conseguiram: entre a selvageria injustificada e o ataques rancorosos contra o estádio nos programas de TV, tudo funcionou como os sabotadores planejaram. A comunhão perfeita entre a parcela vigarista da mídia e a fina flor da vagabundagem, que faz política no Vasco de forma calhorda, algo meticulosamente planejado nos bueiros de sempre.

Espero que os vagabundos, irresponsáveis e marginais que engendraram o conflito saibam para onde levaram, não a política rasteira que praticam, mas talvez o maior símbolo da História do clube: o estádio de São Januário, marginalizado pelos que nos odeiam, mas desta feita com auxílio fundamental de ditos vascaínos. Imagino que estejam satisfeitos com o resultado. Por outro lado, imagino que sequer saberão o que fazer quando a conta chegar. E ela vai chegar.

João Carlos Nóbrega

 

 

No dia 30/8/2014, jogando pela segunda divisão e sob a administração dos que hoje querem voltar ao poder a qualquer preço, o Vasco tomou de 5×0 do Avaí em São Januário.

Os “entusiasmados” de ocasião com a política do clube mantiveram-se em silêncio. Aceitaram a derrota acachapante com reação pusilânime.

No dia 17/06/2017, ontem, o Vasco venceu o mesmo Avaí por 1×0, em São Januário, e entrou na zona de classificação para a Taça Libertadores.

Desta vez, os “entusiasmados” de ocasião com a política do Vasco apareceram, xingando a diretoria do clube e pedindo a substituição do atual presidente não se sabe exatamente por quem. Talvez por uma marionete qualquer daquelas que servem aos cupinchas do encarcerado de Benfica.

O silêncio na vergonha e o barulho em tempos de alguma esperança parecem significar que os “entusiasmados” de ocasião estão em franca campanha para o retorno daqueles dias de 2014.

É evidente, portanto, que precisarão de muito mais do que histeria coordenada e apoio da imprensa. Se eles são adeptos do Vasco curvo e fraco, nós insistimos no Vasco forte e reencaminhado no sentido de sua grandeza. Insistimos em um Vasco que se recupera a olhos vistos em comparação com o vendaval de incompetência e subtração a que foi submetido na pior gestão de sua História, ocorrida entre 2008 e 2014.

Assim, sugiro aos coordenadores do vigarismo histérico semi-coletivo um pouco mais de empenho. Está longe de colar a estratégia da vitimização, aquela em que eu xingo e exijo que ninguém me interpele, pois caso contrário a “ditadura” está caracterizada.

Enquanto isso, apesar de vocês, vamos somando uns pontinhos e calando boquinhas famintas. O time mostra que até poderá vir a disputar algo na competição, mas isso dependerá do quanto se conseguirá neutralizar os sabotadores de plantão. 

Abraço

João Carlos Nóbrega

 

Aqueles que se colocam como integrantes de grupos de oposição no Vasco são vazios de argumentos. Via de regra, estão vinculados de alguma forma aos seis anos de bandalheira proporcionados pela República das Bananeiras. Se não houvesse mais uma centena de trapalhadas praticadas por eles, bastaria citar que aquela foi a época em que o clube viu suas dívidas alcançarem a estratosférica cifra de 688 milhões de reais. No discurso, nas ideias, nas críticas e até no oportunismo eleitoreiro, portanto, compõem o museu de grandes novidades. São parte daquilo. Parte de um período sombrio. Fatias de uma fraude que subtraiu da Instituição como nunca visto em 120 anos de História.

No jogo da Copa do Brasil diante do Vitória, em São Januário, foi feito o ensaio dos medíocres. Pênalti a favor do Vasco, empate à vista no final do jogo. Tais organizações compostas por oportunistas natos vaiaram e xingaram de forma orquestrada. Mostraram, então, quem realmente são e o que realmente desejam: a derrota com fins políticos.

Os dois jogos iniciais do campeonato brasileiro em casa tiveram grande presença de público. Mas o Vasco venceu. Era certo que no revés eles voltariam a manifestar o que querem e o que são. Mais uma vez estádio repleto, uma derrota de tamanho que não traduz o que foi o jogo e pronto: lá estavam os plantonistas da sabotagem.

A título de ilustração, gostaria de exemplificar utilizando a fala de um sujeito ligado a esta gente, trecho extraído de uma postagem do mesmo em sua página no Facebook. Disse ele, literalmente, no único contexto possível, o da sede de violência: “Tem que juntar geral que quer xingar o Eurico pra ficar na social, junta o bonde de 50, 70 pessoas. Deixa a guerra rolar, idoso levando tapa na cara, criança correndo de spray e a porrada comendo. Queria ver a repercussão dessa porra.”

Se tal tática pregada por este simpatizante/integrante da oposição não é incitação à violência, gosto pelo terrorismo politico, desejo pelo fracasso do clube, vocação pela sabotagem, nada mais será.

Mas é bom que se diga: o raciocínio limitado não se encerra em tal sumidade. Ele se expande pelas cabecinhas das viúvas da República das Bananeiras e mesmo do agathyrnismo de pijama, que teve na era Dinamite uma espécie de revival. Gente que fala em resolver a questão à bala. Gente que quedou silente quando o Vasco tomou de 5 do Avaí em São Januário na áurea época do bananismo. Onde estavam então estes bravos heróis da burrice, estrategistas da provocação barata e cúmplices da subtração à qual o Vasco foi submetido?

Pobre da instituição que possui em seu quadro social e em seu grupo de torcedores gente viciada no caos. Gente que só progride na derrota. Gente que só é notada em função dos possíveis reveses. Infelizmente, é uma realidade do Vasco, que precisa vencer, além de seus adversários e de uma mídia complacente e pautada por quem faz oposição AO Vasco, também as viúvas da bananagem.

Como único clube que desperta interesse em seu processo eleitoral mais de ano antes do pleito, simplesmente pelo objetivo de limar do poder quem promoveu o reencontro com sua grandeza, o Vasco precisa se blindar dos rasteiros que o atacam.

Incapazes na retórica, tentarão através de atos que prejudiquem o clube, como são as artimanhas que criam o clima tenso premeditadamente; como seriam os gestos que possam causar a supressão de mandos de campo ou ausência de torcida. Se essa gente, blefando ou não, propõe o uso de bala e a exploração do vitimismo através de “tapa na cara de velhos e crianças em fuga de spray de pimenta”, não estranhem que enxovalhem um jogo de propósito para provocar que o time seja afastado das vantagens do seu mando de campo. Tudo é possível vindo de quem vem. Tudo é possível quando as viúvas das trevas se unem em torno do desejo de reencontro com as tenebrosas transações de outrora.

Aguenta, Almirante!

Abraço

João Carlos Nóbrega

 

 

“A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos”

Tive acesso a algumas fotos do lançamento da candidatura do doutor Alexandre Campello que circularam virtualmente. Diante delas, me perguntei quais planetas o doutor Campello visitou entre 2008 e 2014.

Não sei se resolveu viajar nesta época aproveitando a relevante indenização trabalhista que recebeu do Vasco. Não sei se naquele período preferiu acompanhar outro clube de sua simpatia em tempos juvenis. Mas uma coisa é certa: o Vasco daqueles dias ele não acompanhou.

Não fosse essa desconexão entre o doutor Campello e o Vasco imagino que ele não estaria apto a reconduzir ao clube personagens que triplicaram suas dúvidas, que foram tricampeões invictos de contas reprovadas pelo Conselho Fiscal, que deixaram de apreciar contas e não elaboraram propostas orçamentárias, que abandonaram o patrimônio a ponto de legar uma dívida de 10 milhões de reais com a CEDAE, que além desta dívida fizeram outra de tantos milhões com empresas de carros pipa, mas o clube sem gota d’água.

Gente que se beneficiou do colégio para tocar esquemas com ONGs, que largou divisões de base ao relento, que fez churrasco entre amigos com a carne cedida pelo Mundial, enquanto os atletas e funcionários comiam salsicha com arroz ou se socorriam nos restaurantes da Barreira.

Gente que resistiu na hora de sair para dar tempo que confissões de dívidas fossem assinadas em seus nomes, que deixou toneladas de lixo por serem recolhidas e que usou a água da piscina para regar o gramado do estádio porque, calote dado na CEDAE e nos pipeiros, não tinha de onde tirar água. Gente que largou na mão da administração subsequente uma dívida fiscal gigantesca, pois não recolheu um centavo de impostos, três para quatro meses de salários atrasados e 2 times a serem pagos – o corrente, e o de 2011/2012. Gente que rebaixou o Vasco nas cotas de TV e duas vezes no campo. Gente que prometeu fila de investidores e estádio reformado e entregou falência e infiltrações.

“Eu vejo o futuro repetir o passado,
Eu vejo um museu de grandes novidades”.

O doutor Campello, talvez por inocência útil, mesmo crime cometido pelo tonto que lhes serviu de escada naqueles anos, decidiu se misturar com os companheiros vascaínos do ex governador de Paris, Sérgio Cabral Filho, símbolo da corrupção, detento de Bangu e que é o ícone daquela era: mandatário de um estado corrupto e falido, chefe de um governo fraudulento, gastador irresponsável, que teve abrigo naquele Vasco lesado, suprimido, subtraído pela incompetência escandalosa e o desleixo profundo e declarou, mais de uma vez, que quando sua farra terminasse na política convencional, seria presidente do clube. Os deuses da lafranhagem nos livraram disso, mas os apoiadores da pior administração da História do Vasco esfregaram as patinhas, animados. Assim como fazem agora.

“Dias sim, dias não, eu vou sobrevivendo
Sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta”

Frente às composições oferecidas pelo doutor Campello no lançamento de sua candidatura, fico tranquilo quanto ao futuro do Vasco porque sei que seu quadro social vai, assim como em 2014, repudiar aquilo por larga margem. Pois é: o “Vasco livre” do doutor Campello (mas acorrentado aos piores gestores de todos os tempos), bem como outros movimentos políticos paralelos no mínimo pitorescos, são a “caridade de quem me detesta”. A incompetência tácita e a irresponsabilidade explícita esparramadas naquelas fotografias farão com que o clube siga seu destino de recuperação, “sobrevivendo sem um arranhão”. Parece que estão se esforçando para tomar um novo capote em novembro.

É certo, portanto, que o “museu de grandes novidades” foi apresentado. Mais do mesmo. Um ex-funcionário no papel de bucha e um rol de incompetentes por trás. Reprise de filme de terror. Vergonha alheia. Acho que o doutor Campello, principalmente depois que se tornou simpatizante do Vasco, merecia coisa melhor.

“A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não pára”

Abraço
João Carlos Nóbrega de Almeida

(Versos incidentais: O Tempo Não Pára – Cazuza)

 

Um blogueiro, ex-jornalista, assina texto reproduzido pelo GloboEsporte.com ontem em sua página dedicada ao Vasco com o título “Coleção de Fracassos”.

Trata-se de mais do mesmo. Um campeonato brasileiro por começar, apostas ansiosas no fracasso do time de futebol e a volúpia em desqualificar a trajetória do atual Presidente do clube. A fórmula é surrada: as dívidas são culpa d’Ôrico, as glórias pertencem a outros. 

O que impressiona é como esta gente não consegue se reinventar. Se não, vejamos.

O sujeito que assina o texto, ex-jornalista, atual blogueiro, é o mesmo cidadão que tentou fraudar as eleições do Vasco em 2006, em parceria com a então oposição e o seu empregador, através de um voto irregular. Usou das prerrogativas de jornalista de um diário esportivo que cobria o processo eleitoral no clube para driblar as barreiras de verificação de cadastro e, com carteira vencida, votar. O que para ele, para o seu empregador da época, para a então oposição, composta pelos parceiros de Sérgio Cabral, e para o promotor Rodrigo Terra, configurava fraude passível de anulação do pleito. Pode ser. Fraude cometida pelo jornalista, seu diário e demais participantes da farra.

Entende-se, portanto, que o autor escreve com apetite político e pessoal. Político porque o passado o condena. Foi instrumento, ferramenta, de gente disposta a tudo para assumir o Vasco, os amigos do Cabral. Sendo instrumento, sendo ferramenta, cometeu um grave desvio ao tentar corromper intencionalmente um processo eleitoral valendo-se das facilidades que então dispunha. 

Pessoal porque, para a imprensa esportiva, especialmente na figura de alguns medíocres representantes, eles sim fracassados, bater no Eurico é escada. 

Pois é: dizem que Eurico é arcaico, não evoluiu, parou no tempo. Mas os que assim bradam com maior entusiasmo estão longe de terem progredido. Adotam velhas fórmulas, recorrem a antigas retóricas, tentam escalar as paredes do limbo  com a criatividade de um ramster que corre na sua rodinha gigante na gaiola de qualquer redação. Triste.

Resta lamentar que o GloboEsporte.com se preste a ceder espaço a isso. Porque não se trata de opinião. É panfleto. Faz parte de um antigo jogo de poder. Que utiliza gente do tamanho do blogueiro para prosperar. Isso, exatamente isso: alguém que se permite usar para participar de uma irregularidade sob a visão de que os fins justificam os meios.

Abraço

João Carlos Nóbrega de Almeida

 

Em tempos de estádios públicos e privados levantados sob as bênçãos de negociatas; em tempos em que estruturas tubulares que substituem a ausência de um estádio verdadeiro são montadas com pompa e divulgação excepcional da mídia parceira, enquanto no entorno aparecem crateras, buracos e valões; em tempos em que a vigarice suplanta a fraternidade em busca do bem estar comum; em tempos em que a fraude, que caminha de mãos dadas ao cinismo e à hipocrisia, prevalece; os 90 anos de São Januário soam como uma voz estranha às práticas hoje estabelecidas.

São Januário informa que um dia, neste país, foi possível construir algo do porte do maior estádio da América do Sul sem apoio do governo. São Januário informa que um dia foi possível, neste país, levantar algo do seu tamanho sem interferência de empresas bandidas. São Januário expõe que não necessitou da parceria corrupta entre governantes e construtores, desconheceu superfaturamento, abominou propina, repudiou contratos duvidosos. São Januário declara, com esperança quase juvenil, que um dia foi possível reunir gente em torno de um objetivo honesto, lição de solidariedade por um desejo comum.

Se São Januário falasse, talvez ele dissesse no seu discurso de 90 anos que é possível ser como ele é, que é possível nascer como ele nasceu, que sua origem humilde, em vez de envergonhá-lo, serve de exemplo oposto ao que surge milionário, bilionário, mas repleto de desvios e descalabros.

É este o ensinamento que nossa casa oferece nos tristes dias atuais desta nação. Se há algo a ser mudado neste país, que seja com base nesta filosofia. Desejo comum, objetivo único, esforço solidário, cada qual como parte do todo. Assim construímos nosso estádio. Assim se constrói uma comunidade. Assim se constrói um país.

Há Braços.

João Carlos Nóbrega

 

Baseado em contrato firmado com a Odebrecht, empresa gestora do Maracanã até segunda ordem, o Fluminense pretende exigir jogar contra o Vasco no estádio, no próximo sábado, mantendo sua torcida ao lado direito da Tribuna. Alega que o contrato define que assim deve ser.

O Vasco argumenta que o direito histórico de ocupar aquele lado é seu, uma vez que o título estadual de 1950, conquistado pelo clube, primeiro campeão na era Maracanã, lhe ofereceu esta escolha.

Há quem conteste este direito do Vasco. Baseiam-se no fato de que, quando o Maracanã foi entregue à iniciativa privada, contratos foram celebrados com Flamengo e Fluminense, tornando nulo tudo o que precedeu a administração Odebrecht. 

Pareceria uma questão de legalidade, a princípio. É que, recentemente, tomou-se conhecimento que a Odebrecht comprou o Brasil com propina. Lógico, comprou também o Maracanã, da licitação de suas obras ao direito de administrá-lo. Antes disso ser descoberto, portanto, pode-se pressupor que todos os contratos assinados por esta empresa possuíam validade. Incluindo o firmado com o Fluminense.

O problema é que, frente ao que temos almoçado e jantado nos últimos dias, querer fazer valer qualquer direito por algo assinado com a Odebrecht beira o ridículo. Seus executivos expõem ao respeitável público que a empresa opera há décadas na ilegalidade, corrupção e bandidagem. Ora, quem garante que os contratos assinados com Fluminense e Flamengo estão isentos, intocáveis, incólumes, imaculados, em meio a um mar de patifaria? Como acreditar que apenas a dupla fla-flu foi abençoada com contratos limpos? Como, portanto, apresentar cláusula de um contrato firmado com uma ré confessa para argumentar razão?

É óbvio que, neste cenário, os contratos assinados entre Fluminense e Flamengo com a Odebrecht estão sob intensa suspeita. É óbvio que não há neles nenhum valor ético. É óbvio que não podem prevalecer.

Dito isso, e por falta de algo honesto em contrário, o direito que deve prevalecer é o histórico. É o direito conquistado em campo. É, enfim, o direito, não a suspeita. Conceder ao Fluminense a possibilidade de garantir algo com base em um documento assinado por ele com uma empresa especialista em lafranhagem é um equívoco, se não jurídico, moral. É a garantia a quem desvia. É a vantagem aos que conspiram. É a sinalização de que a ladroagem ainda manda no pedaço.

Abraço
João Carlos Nóbrega

CASACA! NO RÁDIO

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Ouça a íntegra do programa CASACA! no Rádio de 14/08/2017 com participação de Sérgio Frias, Rodrigo Alonso e Iury Gaspar.