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E eis que de um segundo para o outro o discurso da imprensa especializada muda. O que ano passado foi símbolo da superação com a saga do Botafogo, este ano virou prêmio à mediocridade. Banalização. Excesso de vagas para a Libertadores. Faz parte do script, a partir do momento em que o patinho feio virou ganso. 
 
O fato é que Vasco entra em campo amanhã com chances reais de frequentar a competição continental em 2018. Contra tudo. Contra todos. Vencendo a sabotagem política posta em prática na partida contra o Flamengo em São Januário. Vencendo zero pênalti marcado a favor em 37 rodadas. Vencendo as remadas contra da imprensa, que não consegue disfarçar o ódio. Vencendo o jogo sujo ensaiado nos bastidores com instituições públicas. Vencendo os que querem voltar inviabilizando o clube.
 
Vence também à você, que torceu contra, ainda que se dizendo Vasco. Você que acha que o futebol é decisivo para frear seus sonhos eróticos de ver o clube tocado por ternos tão bem cortados, quanto incapazes. Você que sente saudade da fila do Olavo, das promessas do Neca, do ábaco do Osório e das contas do Rocha. Você que bebe água no gerundismo de serviços de telemarketing e se esbalda no “estaremos tentando”. 
 
Pois é, trouxa. E você, que torceu contra o campeonato todo para facilitar a vida dessa gente nas eleições e tribunais, achou que o bronzeamento artificial era sinônimo de modernidade e boas intenções. Otário. Fernandão e Marcelo Macedo que o digam. Amanhã, os últimos 90 minutos da sua secação devem ser emocionantes. Não esqueça de navegar por outros canais, porque não adianta o Vasco tomar pau e quem vem atrás não vencer. 
 
Quanto aos obstinados que resistiram, encheram São Januário enquanto a sabotagem política não lhes tungou este direito, aqueles que querem o Vasco vencedor acima de quem o esteja comandando, chegou a sua vez, camarada. Lógico que ainda não é o ideal. Lógico que se quer comemorar grandes títulos de novo. Mas se a chance de classificação para a maior competição continental não é um sinal evidente do profundo esforço para a recuperação do clube, nada mais será. 
 
Acredite: o Vasco está no caminho certo de sua própria reconstrução. Está no caminho certo para sua redenção. Está no caminho certo para o reencontro consigo mesmo, sua identidade, sua gente, seus princípios, sua natureza. Amanhã é apenas um possível passo para isso. Outros, bem maiores, acontecerão fora dos gramados. 
 
“Eu enfrentava os batalhões
Os Alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock
Para as matinês”
 
João Carlos Nóbrega 
 
 
 

 

Nas eleições do Vasco em 2006, o então MUV conseguiu junto à Justiça a separação de um grupo específico de sócios, por eles escolhido, para votação em urna separada. Suscitaram “irregularidades” como uma letra de nome trocada ou um endereço sem CEP e convenceram o Juízo de que naquela urna, frente a estas pesadíssimas “irregularidades”, os votos em Eurico, que tentava a reeleição, seriam maciços. Ou seja: pinçaram nomes que sabiam de antemão que votariam na chapa da Situação e usaram tal artifício para depois argumentar que aquilo configurava fraude.

Eurico venceu considerando tais votos e o MUV recorreu ao tapetão. Naquele tribunal do Cabral, a eleição foi anulada e o golpe se confirmou em 2008. O que veio depois todos sabem: a República das Bananeiras promoveu supressões ao Almirante que transformaram uma dívida de 200 milhões proveniente de 110 anos de História em outra de 700 milhões num período de 6 anos. Belíssima administração moderna, arejada, baseada em imagem. Uma tragédia que rebaixou o Vasco duas vezes, preparou a terceira e o faliu moral e financeiramente.

Em 2017, a aposta foi a mesma. Em acerto com o grupo do galo corredor – o laranja dos amarelos, o MUV com roupa nova, barba aparada, sobrancelhas desenhadas, bronzeamento artificial, clareamento dentário, mas ainda sem voto para vencer no pau, foi à luta na Justiça, de novo. Mesma estratégia: diversas ações impetradas com o mesmo teor e atiradas ao vento, a maioria prontamente rebatida em primeiro grau.

Mas uma delas prosperou. Sendo assim, atendendo ao pedido da inicial sob a exclusiva alegação “atenção, meritíssima, vão votar nele”, o Juízo determinou a segregação dos sócios identificados por eles como prováveis eleitores de Eurico, tal qual em 2006. Novamente, a Situação vence no voto, mas a oposição recorre ao tapetão. Tenta fazer como o galo corredor – o laranja dos amarelos – fez em fevereiro de 2017 durante evento cultural carioca: virar a mesa. São as mesmas figuras daqueles dias: Osórios, Olavos, Mussas de maracujá, chocolate, morango, abobrinha e menos votadas. Filme repetido, pesadelos que querem se reinstalar, déjà vu do caos e da bandalheira.

Lógico, tudo isso com auxílio íntimo, quase sexual, da parcialidade característica daquela parcela da mídia, a mídia William Waack, a mídia que encomenda depoimentos com voz distorcida e imagens no escuro (como se isso não pudesse ser comprado na esquina), a mídia Kfouri, que prega o assassinato do presidente como solução para o Vasco, a mídia que não pode perceber que o clube põe a cabeça para fora do poço. Para eles, o Vasco é como aquele brinquedinho de parquinhos de shopping: umas cabecinhas que saem de uns buracos e um martelo. Pontua mais quem martelar mais, com maior agilidade e precisão as cabeças salientes.

Ocorre que há sintomas da existência de duas diferenças no enredo que se tenta repetir por incapacidade eleitoral. A primeira é que não está presente no jogo até aqui advogado disposto a esquecer de recolher custas de 25 mangos e fazer da chapa vencedora revel, se é que todos me entendem, ou pelo menos alguns. E a segunda é que o Cabral está em cana, o que parece dificultar que se dance macarena, guardanapos amarrados às cabeças, com a desenvoltura de outrora.

As alternativas estão postas, novamente, como naquele período. O vascaíno pode optar pela nítida reconstrução em curso ou fazer como fez no passado: apoiar o golpismo esboçado pelos mesmos personagens, reverberando as vigarices plantadas na mídia e compactuar com a “modernidade” expressa por 700 milhões em dívidas galopantes e a total inviabilidade do clube. Que depois não fuja, porém, das responsabilidades da escolha.

Boa sorte.

João Carlos Nóbrega

 
 
Imaginem o Ministério Público solicitando a destituição da diretoria da Rede Globo de Televisão por ter sido âncora de seus telejornais a jornalista Claudia Cruz, esposa do ex-deputado e agora detento Eduardo Cunha. 
 
Imaginem o Ministério Público solicitando a destituição da diretoria da Rede Globo de Televisão por ter dado emprego a um rapaz retirado do set de filmagens da novela das 8 por suspeita de associação ao tráfico. 
 
Imaginem o Ministério Público solicitando a destituição da diretoria da Rede Bandeirantes de Televisão por ter sido âncora de seus telejornais a esposa do Joesley Batista, auto-declarado corruptor de mais de 1000 políticos. 
 
Mas o Ministério Público, em que pese o real vínculo destas pessoas com as citadas emissoras, não viu nada demais nestas relações. Nem poderia ver, diga-se de passagem, a princípio, pelo menos. 
 
Ocorre que o Ministério Público resolveu pedir ao Juízo liminarmente, ou seja, de forma imediata, a destituição da diretoria do Vasco, sob alegações que constituem uma das peças mais vergonhosas da história do valoroso órgão. Justificativas de fazer corar qualquer pessoa com o mínimo de bom senso, não necessariamente com saber jurídico apurado. 
 
Tomou por prova ilações de segunda linha e fotografias pinçadas em redes sociais para tentar estabelecer uma relação fantasiosa, mas nitidamente construída por ódio pessoal e (má) intenção política. 
 
Gostaria de recordar que a origem desta ação se deu no fatídico episódio ocorrido ao término da partida Vasco x Flamengo. Tumulto claramente preparado para se constituir em algo generalizado, conforme ocorreu. O objetivo lá, não tenho dúvidas, era chegar aqui. Mais um pouco e não pareceria uma sequência de coincidências. 
 
O Juízo, no entanto, não acolheu o pedido também inexplicável de urgência, concedendo ao Vasco 10 dias para produzir uma resposta. Não poderia ser diferente, na medida em que ainda não vivemos sob o golpismo explícito.
 
Assim, cai por Terra a intenção preliminar do Ministério Público no sentido de interceder na política do Vasco baseando-se em argumentos fracos, para não dizer beirando o ridículo. Fica, apenas, a reflexão a respeito da utilização do poder público a serviço de estranhos interesses e sobre o antigo modo de operar da mídia convencional, sempre disposta a reverberar as versões que lhe são preferidas, sem apuração mínima dos fatos e acolhida de versões das partes, não somente daquela que lhe convém. 
 
João Carlos Nóbrega
 
 
 

 

Li em nota recente do blog de Lauro Jardim, sério jornalista com quem mantive contato recente em função de questões técnicas de ordem profissional, que o Flamengo pretende adquirir um terreno entre Benfica e Manguinhos para a construção de um estádio com capacidade para 50 mil pessoas. Aguardei, nas últimas horas, pronunciamentos de autoridades e entendidos a respeito da intenção. Sem espanto, por mais que os aguardasse, não aconteceram. Desta forma, farei alguns comentários com base apenas na nota e na ausência de manifestações balizadas.

Começando pelo final, esperava, por exemplo, que o valoroso GEPE, grupamento da Polícia Militar especializado em atuações nos estádios, se manifestasse. O terreno pretendido pelo Flamengo está em raio inferior a 1 km do estádio de São Januário. Como omissão é concessão, caso o GEPE insista em manter o silêncio, se pressuporá que a questão da violência entre torcidas é relativa. O que não parece ser verídico, dados os recentes posicionamentos do Grupamento em relação ao acontecimento de jogos de futebol em São Cristóvão.

Também aguardei posição manifestada pelo dileto promotor de justiça Rodrigo Terra, especialista em assuntos do futebol. Frustrei-me. Imaginava que o Dr. Terra pudesse enxergar como temerária tal intenção rubro-negra, uma vez que recentemente pleiteou a interdição de São Januário alegando falta de segurança não somente do estádio, mas de seu entorno, citando, por exemplo, problemas de acesso.

Talvez fosse de se esperar restrições postas pela própria imprensa, que através de alguns de seus baluartes, como o professor Juca Kfouri, insiste em chamar o estádio Vasco da Gama de arapuca, muito em função das comunidades pobres existentes na região, ou mesmo pelas reais circunstâncias de dificuldade de mobilidade causada pelo notório abandono de sucessivos governos. Novamente, silêncio.

Passo, então, a tecer comentários preliminares a respeito do que acredito que pode ser vislumbrado, caso este projeto se concretize. Em primeiro lugar, estimo que seja ingênua a crença de que se evitará clima de conflito apenas com o agendamento de jogos nos estádios em dias distintos, visto ser inadequada a marcação de partidas para os mesmos dias. Sim, Vasco e Flamengo jamais poderiam jogar em casa simultaneamente. Como parece que este entendimento já é pacífico, uma vez que hoje já não se marca um jogo do Vasco em São Januário no mesmo dia de um jogo do Flamengo no Maracanã ou na Ilha, resta à PM e ao doutor Terra registrarem que não esperam conflito algum, dada a separação entre praças de próximos 500 metros, mesmo que sejam proibidos jogos no mesmo dia. Se eles garantirem, por exemplo, que grupo de flamenguistas a caminho de casa após uma partida do Flamengo não passará por São Januário depredando-o, e, talvez, recebendo alguma resposta, tudo bem.

Resta saber, também, se o poder público irá agir relativamente a conforto de acesso e transporte público na região, visto que há defasagem de mínimos 50 anos, sem que nada tenha sido planejado, nem mesmo com os 3 maiores eventos esportivos do mundo ocorridos na cidade nos últimos 10 anos. Não há informação  sobre algum projeto de segurança para além da repressão, algo que efetivamente inclua quem deve ser incluído e restrinja os que se aproveitam do abandono do Estado para agir. Contornados problemas do tipo, quem sabe, então, Kfouri e seus parceiros, motivados pela presença nos arredores do clube a ser bajulado, não passem a ver o local com outros olhos.

Por fim, conforme se demonstra em vista superior anexa (imagem disponibilizada pelo Extra) , gostaria de lembrar que, provavelmente, o curso d’água que circula os arredores do terreno pretendido pelo clube da zona sul desemboca na Baía de Guanabara. Lembro que, recentemente, o Vasco teve contestadas construções no terreno que detém em Duque de Caxias justamente por questões de ordem ambiental referentes à sensibilidade da deteriorada Baía de Guanabara. Aguarda-se, portanto, o mesmo rigor das autoridades no que diz respeito às licenças ambientais para qualquer empreendimento que possa afetar este combalido patrimônio ambiental do Rio de Janeiro.

Superados estes e todos os demais problemas que possam surgir, que a elite e seu clube mais representativo cheguem à zona norte da cidade sabendo conviver com suas comunidades, seus problemas e seu jeito legitimamente simples e carioca. Talvez a cidade do Rio de Janeiro precise realmente de algo neste sentido, desta sacudida social: suas castas abastadas atravessarem túneis. Talvez ruas estreitas se alarguem, iluminações precárias sejam incrementadas, abandono dê lugar a ocupação para além de UPPs e gente seja vista como gente, enfim.

 

João Carlos Nóbrega

 

 

Entre trairagens de conveniência, rancores de vaidade, distúrbios de arrogância e muita, muita falta de vergonha na cara, o quadro eleitoral do Vasco começa a se definir. Há quem enxergue novidade no que se proclama novo, mas se alia ao arcaico. Há quem veja mudança no que se diz moderno, ainda que a propalada modernidade esteja pendurada nos pescoços dos mentores das contas reprovadas, das filas de investidores que nunca vieram, da falência patrimonial traduzida em escombros, dos negócios nebulosos ou dos calotes de todos os tipos, inclusive fiscal. Enfim, existe gosto para tudo e, para aqueles que querem ser enganados novamente, o cardápio é amplo. Sirvam-se, se assim desejarem.

O CASACA! se manterá fiel aos seus princípios. Por aqui, o Vasco é entendido da mesma forma há quase 20 anos. Não há o que mudar quando se acredita numa filosofia de Vasco. Crer nesta filosofia é o que nos faz alheios a vulgaridades do tipo “vou embora porque nunca tive espaço”.  Ou porque perdi parte do que tinha, tanto faz. Ter convicção vascaína é o que nos afasta do discurso fácil quase sempre baseado em rancor besta, tacanho, pequeno. Acreditar em um modelo acima daquele que se sustenta sobre a fragilidade das vaidades enferrujadas é o que nos mantém em campo.

Assim, como não poderia deixar de ser, estaremos novamente com Eurico. Não apenas por ainda ser o maior representante do Vasco no qual acreditamos, mas porque está promovendo mudanças profundas no clube, seja recuperando-o da destruição a que foi submetido entre 2008 e 2014, seja entendendo a necessidade da inovação. Inovação que, ao que parece, incomodou mais do que deveria.

Em menos de 3 anos e com dificuldade que só pode ser atestada pelo próprio Presidente, o Vasco retomou o caminho da regularidade financeira, especialmente a fiscal, permitindo acesso a verbas de patrocínio e incentivo governamentais. Recuperou patrimônio, devolvendo-nos ginásio e parque aquático, transformados pela gestão dos que querem voltar através de qualquer chapa de oposição em ruínas. Construiu o CAPPRES e o campo anexo, mantendo no complexo de São Januário a estrutura necessária para o futebol. Apostou na base, antes abandonada num recanto qualquer de Itaguaí, onde até vida se perdeu. Reviveu um time adulto competitivo de basquete, agora reforçado e que promete brigar na ponta da próxima liga. Ampliou sua vocação social, com projetos voltados para atletas portadores de necessidades especiais e reforço no Colégio Vasco da Gama.

Retoma, aos poucos, as esperanças no futebol, prejudicado por negócios escusos da gestão anterior. Lembro que, em meados de 2016, o Vasco não foi atirado em divisão inferior por horas, em face da recorrência dos calotes aplicados na praça pela república das bananeiras, casos que chegaram à FIFA e tiveram desdobramento no ano passado. Além disso, luta agora contra as sabotagens explícitas dos que deliberadamente nos tiraram a possibilidade de atuar em nosso estádio, apostando nesta tática de terrorismo como única possível em termos eleitorais. Mas, decepção para eles, isso também está sendo superado.

Além de tudo, sim, o CASACA! estará com Eurico por respeito ao seu tempo de Vasco, por reconhecer as glórias nas quais ele foi evidente protagonista e por entender que em mais 3 anos será capaz de devolver a Instituição ao patamar de dignidade onde sempre esteve, exceto no período das sombras das bananeiras, quando se caloteou do posto de gasolina da esquina à Receita Federal.

O CASACA! estará com Eurico porque sempre esteve com Eurico. Nos tempos em que vivemos, lealdade é artigo de luxo. Tal lealdade não impediu que criticássemos quando achamos por bem fazê-lo. Não impediu que batalhássemos espaço onde achávamos que poderíamos auxiliar. Não causa nenhum tipo de miopia que impeça indicações para possíveis correções de rumo.

O CASACA! estará com Eurico porque repudia o retrocesso representado pela volta da república das bananeiras, pródiga em bandalheiras, que quer retornar com outra casca, mas exatamente o mesmo miolo. Evitar o retorno desta gente é um ato de amor ao Vasco.

Por fim, o CASACA! estará com Eurico porque, além de tudo o que foi citado acima, acredita que a sua recondução para mais um mandato, o último possível estatutariamente, ao menos nesta sequência, é uma homenagem a ele e aos vascaínos que entendem a essência do clube para além de resultados do futebol às quartas e domingos, disputas de cavalinhos e pontuações do cartola. A recondução de Eurico é a única via possível para a retomada e continuidade do equilíbrio. É a única ponte para o Vasco do futuro. Do outro lado da ponte? Sim, o CASACA! pretende estar lá. Mas esta é outra conversa. Que teremos em breve. 

 

João Carlos Nóbrega

 

No dia 10/6/2017, encerrei o texto O Terrorismo como tática eleitoral com o seguinte parágrafo:

“Incapazes na retórica, tentarão através de atos que prejudiquem o clube, como são as artimanhas que criam o clima tenso premeditadamente; como seriam os gestos que possam causar a supressão de mandos de campo ou ausência de torcida. Se essa gente, blefando ou não, propõe o uso de bala e a exploração do vitimismo através de “tapa na cara de velhos e crianças em fuga de spray de pimenta”, não estranhem que enxovalhem um jogo de propósito para provocar que o time seja afastado das vantagens do seu mando de campo. Tudo é possível vindo de quem vem. Tudo é possível quando as viúvas das trevas se unem em torno do desejo de reencontro com as tenebrosas transações de outrora.”

Ontem, após um Vasco x Flamengo xôxo, no qual o Vasco, com meio time reserva, enfrentou de igual para igual a seleção do mundo, não obtendo melhor resultado porque mais uma vez teve pelo menos um pênalti a seu favor ignorado pela arbitragem, a triste profecia se concretizou.

Convenhamos que não era preciso muito para prever o que se desenha desde o início do campeonato. Os de sempre, que atuam nas sombras, estavam inconformados com o fato do Vasco ser o segundo melhor mandante do certame, até então. Para eles, São Januário lotado a cada jogo e o torcedor comum abraçando o time era inadmissível.

Desde a primeira partida, jogo a jogo, a movimentação para inviabilizar São Januário só recebeu tintas. Até que ontem eles conseguiram: entre a selvageria injustificada e o ataques rancorosos contra o estádio nos programas de TV, tudo funcionou como os sabotadores planejaram. A comunhão perfeita entre a parcela vigarista da mídia e a fina flor da vagabundagem, que faz política no Vasco de forma calhorda, algo meticulosamente planejado nos bueiros de sempre.

Espero que os vagabundos, irresponsáveis e marginais que engendraram o conflito saibam para onde levaram, não a política rasteira que praticam, mas talvez o maior símbolo da História do clube: o estádio de São Januário, marginalizado pelos que nos odeiam, mas desta feita com auxílio fundamental de ditos vascaínos. Imagino que estejam satisfeitos com o resultado. Por outro lado, imagino que sequer saberão o que fazer quando a conta chegar. E ela vai chegar.

João Carlos Nóbrega

 

 

No dia 30/8/2014, jogando pela segunda divisão e sob a administração dos que hoje querem voltar ao poder a qualquer preço, o Vasco tomou de 5×0 do Avaí em São Januário.

Os “entusiasmados” de ocasião com a política do clube mantiveram-se em silêncio. Aceitaram a derrota acachapante com reação pusilânime.

No dia 17/06/2017, ontem, o Vasco venceu o mesmo Avaí por 1×0, em São Januário, e entrou na zona de classificação para a Taça Libertadores.

Desta vez, os “entusiasmados” de ocasião com a política do Vasco apareceram, xingando a diretoria do clube e pedindo a substituição do atual presidente não se sabe exatamente por quem. Talvez por uma marionete qualquer daquelas que servem aos cupinchas do encarcerado de Benfica.

O silêncio na vergonha e o barulho em tempos de alguma esperança parecem significar que os “entusiasmados” de ocasião estão em franca campanha para o retorno daqueles dias de 2014.

É evidente, portanto, que precisarão de muito mais do que histeria coordenada e apoio da imprensa. Se eles são adeptos do Vasco curvo e fraco, nós insistimos no Vasco forte e reencaminhado no sentido de sua grandeza. Insistimos em um Vasco que se recupera a olhos vistos em comparação com o vendaval de incompetência e subtração a que foi submetido na pior gestão de sua História, ocorrida entre 2008 e 2014.

Assim, sugiro aos coordenadores do vigarismo histérico semi-coletivo um pouco mais de empenho. Está longe de colar a estratégia da vitimização, aquela em que eu xingo e exijo que ninguém me interpele, pois caso contrário a “ditadura” está caracterizada.

Enquanto isso, apesar de vocês, vamos somando uns pontinhos e calando boquinhas famintas. O time mostra que até poderá vir a disputar algo na competição, mas isso dependerá do quanto se conseguirá neutralizar os sabotadores de plantão. 

Abraço

João Carlos Nóbrega

 

Aqueles que se colocam como integrantes de grupos de oposição no Vasco são vazios de argumentos. Via de regra, estão vinculados de alguma forma aos seis anos de bandalheira proporcionados pela República das Bananeiras. Se não houvesse mais uma centena de trapalhadas praticadas por eles, bastaria citar que aquela foi a época em que o clube viu suas dívidas alcançarem a estratosférica cifra de 688 milhões de reais. No discurso, nas ideias, nas críticas e até no oportunismo eleitoreiro, portanto, compõem o museu de grandes novidades. São parte daquilo. Parte de um período sombrio. Fatias de uma fraude que subtraiu da Instituição como nunca visto em 120 anos de História.

No jogo da Copa do Brasil diante do Vitória, em São Januário, foi feito o ensaio dos medíocres. Pênalti a favor do Vasco, empate à vista no final do jogo. Tais organizações compostas por oportunistas natos vaiaram e xingaram de forma orquestrada. Mostraram, então, quem realmente são e o que realmente desejam: a derrota com fins políticos.

Os dois jogos iniciais do campeonato brasileiro em casa tiveram grande presença de público. Mas o Vasco venceu. Era certo que no revés eles voltariam a manifestar o que querem e o que são. Mais uma vez estádio repleto, uma derrota de tamanho que não traduz o que foi o jogo e pronto: lá estavam os plantonistas da sabotagem.

A título de ilustração, gostaria de exemplificar utilizando a fala de um sujeito ligado a esta gente, trecho extraído de uma postagem do mesmo em sua página no Facebook. Disse ele, literalmente, no único contexto possível, o da sede de violência: “Tem que juntar geral que quer xingar o Eurico pra ficar na social, junta o bonde de 50, 70 pessoas. Deixa a guerra rolar, idoso levando tapa na cara, criança correndo de spray e a porrada comendo. Queria ver a repercussão dessa porra.”

Se tal tática pregada por este simpatizante/integrante da oposição não é incitação à violência, gosto pelo terrorismo politico, desejo pelo fracasso do clube, vocação pela sabotagem, nada mais será.

Mas é bom que se diga: o raciocínio limitado não se encerra em tal sumidade. Ele se expande pelas cabecinhas das viúvas da República das Bananeiras e mesmo do agathyrnismo de pijama, que teve na era Dinamite uma espécie de revival. Gente que fala em resolver a questão à bala. Gente que quedou silente quando o Vasco tomou de 5 do Avaí em São Januário na áurea época do bananismo. Onde estavam então estes bravos heróis da burrice, estrategistas da provocação barata e cúmplices da subtração à qual o Vasco foi submetido?

Pobre da instituição que possui em seu quadro social e em seu grupo de torcedores gente viciada no caos. Gente que só progride na derrota. Gente que só é notada em função dos possíveis reveses. Infelizmente, é uma realidade do Vasco, que precisa vencer, além de seus adversários e de uma mídia complacente e pautada por quem faz oposição AO Vasco, também as viúvas da bananagem.

Como único clube que desperta interesse em seu processo eleitoral mais de ano antes do pleito, simplesmente pelo objetivo de limar do poder quem promoveu o reencontro com sua grandeza, o Vasco precisa se blindar dos rasteiros que o atacam.

Incapazes na retórica, tentarão através de atos que prejudiquem o clube, como são as artimanhas que criam o clima tenso premeditadamente; como seriam os gestos que possam causar a supressão de mandos de campo ou ausência de torcida. Se essa gente, blefando ou não, propõe o uso de bala e a exploração do vitimismo através de “tapa na cara de velhos e crianças em fuga de spray de pimenta”, não estranhem que enxovalhem um jogo de propósito para provocar que o time seja afastado das vantagens do seu mando de campo. Tudo é possível vindo de quem vem. Tudo é possível quando as viúvas das trevas se unem em torno do desejo de reencontro com as tenebrosas transações de outrora.

Aguenta, Almirante!

Abraço

João Carlos Nóbrega

 

 

“A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos”

Tive acesso a algumas fotos do lançamento da candidatura do doutor Alexandre Campello que circularam virtualmente. Diante delas, me perguntei quais planetas o doutor Campello visitou entre 2008 e 2014.

Não sei se resolveu viajar nesta época aproveitando a relevante indenização trabalhista que recebeu do Vasco. Não sei se naquele período preferiu acompanhar outro clube de sua simpatia em tempos juvenis. Mas uma coisa é certa: o Vasco daqueles dias ele não acompanhou.

Não fosse essa desconexão entre o doutor Campello e o Vasco imagino que ele não estaria apto a reconduzir ao clube personagens que triplicaram suas dúvidas, que foram tricampeões invictos de contas reprovadas pelo Conselho Fiscal, que deixaram de apreciar contas e não elaboraram propostas orçamentárias, que abandonaram o patrimônio a ponto de legar uma dívida de 10 milhões de reais com a CEDAE, que além desta dívida fizeram outra de tantos milhões com empresas de carros pipa, mas o clube sem gota d’água.

Gente que se beneficiou do colégio para tocar esquemas com ONGs, que largou divisões de base ao relento, que fez churrasco entre amigos com a carne cedida pelo Mundial, enquanto os atletas e funcionários comiam salsicha com arroz ou se socorriam nos restaurantes da Barreira.

Gente que resistiu na hora de sair para dar tempo que confissões de dívidas fossem assinadas em seus nomes, que deixou toneladas de lixo por serem recolhidas e que usou a água da piscina para regar o gramado do estádio porque, calote dado na CEDAE e nos pipeiros, não tinha de onde tirar água. Gente que largou na mão da administração subsequente uma dívida fiscal gigantesca, pois não recolheu um centavo de impostos, três para quatro meses de salários atrasados e 2 times a serem pagos – o corrente, e o de 2011/2012. Gente que rebaixou o Vasco nas cotas de TV e duas vezes no campo. Gente que prometeu fila de investidores e estádio reformado e entregou falência e infiltrações.

“Eu vejo o futuro repetir o passado,
Eu vejo um museu de grandes novidades”.

O doutor Campello, talvez por inocência útil, mesmo crime cometido pelo tonto que lhes serviu de escada naqueles anos, decidiu se misturar com os companheiros vascaínos do ex governador de Paris, Sérgio Cabral Filho, símbolo da corrupção, detento de Bangu e que é o ícone daquela era: mandatário de um estado corrupto e falido, chefe de um governo fraudulento, gastador irresponsável, que teve abrigo naquele Vasco lesado, suprimido, subtraído pela incompetência escandalosa e o desleixo profundo e declarou, mais de uma vez, que quando sua farra terminasse na política convencional, seria presidente do clube. Os deuses da lafranhagem nos livraram disso, mas os apoiadores da pior administração da História do Vasco esfregaram as patinhas, animados. Assim como fazem agora.

“Dias sim, dias não, eu vou sobrevivendo
Sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta”

Frente às composições oferecidas pelo doutor Campello no lançamento de sua candidatura, fico tranquilo quanto ao futuro do Vasco porque sei que seu quadro social vai, assim como em 2014, repudiar aquilo por larga margem. Pois é: o “Vasco livre” do doutor Campello (mas acorrentado aos piores gestores de todos os tempos), bem como outros movimentos políticos paralelos no mínimo pitorescos, são a “caridade de quem me detesta”. A incompetência tácita e a irresponsabilidade explícita esparramadas naquelas fotografias farão com que o clube siga seu destino de recuperação, “sobrevivendo sem um arranhão”. Parece que estão se esforçando para tomar um novo capote em novembro.

É certo, portanto, que o “museu de grandes novidades” foi apresentado. Mais do mesmo. Um ex-funcionário no papel de bucha e um rol de incompetentes por trás. Reprise de filme de terror. Vergonha alheia. Acho que o doutor Campello, principalmente depois que se tornou simpatizante do Vasco, merecia coisa melhor.

“A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não pára”

Abraço
João Carlos Nóbrega de Almeida

(Versos incidentais: O Tempo Não Pára – Cazuza)

 

Um blogueiro, ex-jornalista, assina texto reproduzido pelo GloboEsporte.com ontem em sua página dedicada ao Vasco com o título “Coleção de Fracassos”.

Trata-se de mais do mesmo. Um campeonato brasileiro por começar, apostas ansiosas no fracasso do time de futebol e a volúpia em desqualificar a trajetória do atual Presidente do clube. A fórmula é surrada: as dívidas são culpa d’Ôrico, as glórias pertencem a outros. 

O que impressiona é como esta gente não consegue se reinventar. Se não, vejamos.

O sujeito que assina o texto, ex-jornalista, atual blogueiro, é o mesmo cidadão que tentou fraudar as eleições do Vasco em 2006, em parceria com a então oposição e o seu empregador, através de um voto irregular. Usou das prerrogativas de jornalista de um diário esportivo que cobria o processo eleitoral no clube para driblar as barreiras de verificação de cadastro e, com carteira vencida, votar. O que para ele, para o seu empregador da época, para a então oposição, composta pelos parceiros de Sérgio Cabral, e para o promotor Rodrigo Terra, configurava fraude passível de anulação do pleito. Pode ser. Fraude cometida pelo jornalista, seu diário e demais participantes da farra.

Entende-se, portanto, que o autor escreve com apetite político e pessoal. Político porque o passado o condena. Foi instrumento, ferramenta, de gente disposta a tudo para assumir o Vasco, os amigos do Cabral. Sendo instrumento, sendo ferramenta, cometeu um grave desvio ao tentar corromper intencionalmente um processo eleitoral valendo-se das facilidades que então dispunha. 

Pessoal porque, para a imprensa esportiva, especialmente na figura de alguns medíocres representantes, eles sim fracassados, bater no Eurico é escada. 

Pois é: dizem que Eurico é arcaico, não evoluiu, parou no tempo. Mas os que assim bradam com maior entusiasmo estão longe de terem progredido. Adotam velhas fórmulas, recorrem a antigas retóricas, tentam escalar as paredes do limbo  com a criatividade de um ramster que corre na sua rodinha gigante na gaiola de qualquer redação. Triste.

Resta lamentar que o GloboEsporte.com se preste a ceder espaço a isso. Porque não se trata de opinião. É panfleto. Faz parte de um antigo jogo de poder. Que utiliza gente do tamanho do blogueiro para prosperar. Isso, exatamente isso: alguém que se permite usar para participar de uma irregularidade sob a visão de que os fins justificam os meios.

Abraço

João Carlos Nóbrega de Almeida

CASACA! NO RÁDIO

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Ouça a íntegra do programa CASACA! no Rádio de 04/12/2017 com participação de Sérgio Frias, Rodrigo Alonso e Iury Gaspar.