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Por Cláudio Nogueira

O cenário, o Estádio Parque dos Príncipes, na capital francesa. O adversário, o Real Madrid, então bicampeão europeu 1955/1956 e 1956/1957, e já naquele tempo dono de um elenco milionário, com Puskas, Di Stéfano, Kopa, Gento e outros. Mas nada disso intimidou o Vasco que, em plena Cidade Luz, ofuscou as estrelas do adversário e fez brilhar o futebol brasileiro, antes mesmo da conquista da primeira Copa do Mundo, a de 1958, na Suécia. Ao fim do duelo, os vascaínos superaram o time merengue por 4 a 3 e ergueram o primeiro Troféu de Paris, a 14 de junho de 1957.

Disputado pela primeira vez há 60 anos, o troféu deveria ter tido sua edição inicial em 1956, para marcar os 50 anos do feito do brasileiro Santos Dumont, que havia sobrevoado a capital francesa a bordo de seu 14 Bis. Entretanto, a versão inaugural do torneio só iria ocorrer em 1957, reunindo também o Racing Paris, representando a cidade, e o Rot-Weiss Essen, campeão da Alemanha em 1955. 

Como ainda não havia Campeonato Brasileiro nem Libertadores da América, o Vasco foi convidado porque havia sido o campeão do primeiro e único (até então) Sul-Americano de clubes, em 1948, no Chile, e como campeão carioca de 1956. Na primeira rodada, a 12 de junho, o Real Madrid arrasara o Rot Weiss Essen por 5 a 0; enquanto o time de São Januário eliminara os donos da casa: 3 a 1, gols de Livinho, Pinga e Vavá.

No dia 14, depois dos 7 a 5 do anfitrião Racing sobre o visitante Rot Weiss Essen, os cerca de 40 mil torcedores presentes ao Parque dos Príncipes assistiram a um espetáculo emocionante e cheio de alternativas, digno do confronto entre “o melhor time da Europa” e o “melhor da América do Sul”, como os jornais o anunciaram na época.

PInga Vasco Torneio de Paris 1957

Na foto: O capitão vascaíno Pinga com o troféu do Torneio de Paris

Com força máxima, a equipe madridista abriu o placar aos 4 minutos, com Di Stéfano, que curiosamente, se defrontara com o Vasco atuando pelo River Plate da Argentina, na final do Sul-Americano de 1948. Era uma competição por pontos corridos, e os vascaínos ergueram a taça, graças ao empate sem gols.

Ainda no primeiro tempo, o Vasco igualou o marcador com Valter Marciano, aos 20, e virou aos 32 com Vavá – que em 1958 se tornaria o Leão da Copa na Suécia. Após o intervalo, aos 8 minutos, Mateos empatou. A partida seguiu equilibrada até Livinho fazer Vasco 3 a 2, aos 21 da segunda etapa. A vitória e o título foram praticamente assegurados aos 39, com outro gol de Valter Marciano – que acabaria posteriormente indo jogar no futebol espanhol. O francês Kopa diminuiu a um minuto do fim, mas a taça já estava endereçada ao Rio. E a decisão teve direito a confusão generalizada entre os times no segundo tempo.

Naquele distante junho de 1957, o lateral Paulinho e o zagueiro Bellini desfalcaram a equipe carioca, pois estavam com a seleção na Copa Roca, contra a Argentina. Orlando Peçanha era o único titular da zaga. Na mesma excursão à Europa, a 16 do mesmo mês, a equipe iria conquistar outro importante troféu internacional, o Teresa Herrera, em La Coruña, com 4 a 2 sobre o Athletic Bilbao, da Espanha, com dois gols de Vavá e dois de Valter.

À época, o jornal francês “L’Équipe”, destacou: “E então, bruscamente o Real desapareceu literalmente. Seriam as camisas de um vermelho pálido ou os calções de um azul triste que enfraqueciam a soberba equipe espanhola? Não. É que, antes, apareceram subitamente do outro lado os corpos maravilhosos, apertados nas camisas brancas com a faixa preta, de 11 atletas de futebol, de 11 diabos negros que tomaram conta da bola e não a largaram mais. Durante a meia hora seguinte a impressão incrível, prodigiosa, que se teve é que o grande Real Madrid campeão da Europa, o intocável Real vencedor de todas as constelações européias estava aprendendo a jogar futebol”. (…)”

A edição inaugural do Torneio de Paris foi considerada uma precursora das futuras Copas Intercontinentais e Mundiais de Clubes. Apesar do torneio ter sido organizado como amistoso, ao menos um veículo da imprensa brasileira da época, o “Jornal dos Sports”, chegou a citá-lo uma vez como a conquista de um título mundial de clubes pelo Vasco. De qualquer forma, aquela havia sido a primeira ocasião em que o  Real Madrid havia sido derrotado por uma equipe não-europeia, depois de ter sido bicampeão continental.

Aquele resultado causou um impacto perante a imprensa europeia, levando-a a afirmar que a vitória vascaína elevava o nome do futebol brasileiro, demonstrava que o time madridista não era invencível e que com  “com brasileiros em campo, nada mais existia, nem mesmo o Real Madrid”. Por mais que o Real pudesse se sentir cansado ao fim da temporada europeia, o futuro do futebol não era a Europa, mas sim a América do Sul. Sábia previsão, já que a seleção brasileira ganharia as Copas de 1958, 1962 e 1970.

O torneio na capital francesa motivou a criação da Copa Intercontinental, anunciada em 1958 pelo brasileiro João Havelange como convidado em reunião da UEFA e disputada a partir de 1960.
 
Vasco 4 x 3 Real Madrid

Real Madrid: J. Alonso; Torres, Marquitos (Santamaría), Lesmes; Muñoz e A. Ruiz; Kopa, Mateos, Di Stéfano, Rial (Marsal) e Gento.

Vasco: Carlos Alberto; Dario, Viana, Orlando e Ortunho; Laerte e Valter; Sabará, Livinho, Vavá e Pinga.

* Cláudio Nogueira é jornalista do SporTV e autor dos livros “Futebol Brasil Memória – De Oscar Cox a Leônidas da Silva”, “Os dez mais do Vasco da Gama” e “Vamos todos cantar de coração: os 100 anos do futebol no Vasco da Gama” (e-book)

Fonte: Memória EC

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Trecho de Parecer de auditoria independente sobre as contas do Vasco em 2016 (destaque do GloboEsporte.com):

“Observamos o grau de endividamento operacional, a falta de liquidez imediata (…) indicam que o Club de Regatas Vasco da Gama evidenciando a necessidade de aporte de recursos financeiros. A administração está aplicando esforços com o objetivo de minimizar os impactos em seu fluxo de caixa. (…) A continuidade das suas atividades operacionais dependerá do sucesso das medidas que estão sendo tomadas pela administração (…). Todavia, eventos ou condições futuras podem levar o Club de Regatas Vasco da Gama a não mais se manter em continuidade operacional.”

Trecho de Parecer de auditoria independente a respeito das contas do Flamengo em 2016:

“O Clube apresenta capital circulante e patrimônio líquido negativos. Assim, a continuidade de suas atividades depende das diversas medidas que a administração vem tomando para assegurar a recuperação financeira do Clube e o alcance do equilíbrio econômico de suas operações, conforme mencionado na Nota n° 1. As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade normal das atividades do Clube.”

Questão: 

Se os pareceres independentes são idênticos e os números do Vasco indicam aumento de receita e redução da dívida, por que a mídia esportiva destaca quanto ao Vasco a visão negativa dos números, enquanto em relação ao Flamengo destaca as evoluções?

Por que quando o Flamengo evolui sua administração é considerada revolucionária e profissional e a do Vasco não? 

Cartas para a redação. 

CASACA!

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Por Centro de Memória do Vasco

O Estádio Vasco da Gama completa 90 anos! Com a sua história de fundação singular e a sua utilização ao longo do tempo como palco de grandes manifestações populares e marcos importantes para o país, a “casa vascaína” escapou da serventia tradicional de arena esportiva e se colocou no decorrer de sua gloriosa existência como parte da história política e cultural brasileira, tornando-se um verdadeiro patrimônio nacional.

O surgimento de São Januário remonta à luta do Vasco em poder colocar em prática a sua política de seleção de jogadores sem distinção de raça ou condição social. No ano de 1923, o Vasco conquistou o seu primeiro título de Campeão Carioca. Com uma equipe recheada de jogadores das camadas populares, conseguiu desbancar um a um os seus adversários. Fazendo uma campanha espetacular, o Clube fez história ao ser o primeiro a conquistar este campeonato com jogadores negros e brancos de baixa condição social, abalando a estrutura do racismo e do preconceito social vigentes no futebol do Rio de Janeiro, então Capital Federal.

A façanha vascaína levou uma mensagem de igualdade para todo o país e revoltou os clubes que comandavam o futebol da Liga Metropolitana e monopolizavam os títulos de “Campeão da Cidade”, o que conhecemos atualmente como Campeonato Carioca. Nos primeiros meses de 1924, ocorreu uma cisão que resultou na criação de outra liga, a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), cujos clubes fundadores foram o América FC, o Bangu AC, o Botafogo FC, o CR do Flamengo e o Fluminense FC.

Baseando-se no discurso da necessidade de se ter maior controle sobre “a moral no esporte” (o que encobria o racismo e o preconceito social existentes) e da obrigatoriedade de se defender um futebol que fosse puramente amador (isso, na verdade, não era praticado por nenhum clube da Liga Metropolitana), as elites visavam encobrir a luta pelo controle de uma entidade que regesse o futebol carioca e, consequentemente, administrasse os crescentes recursos financeiros mobilizados em torno da sua prática institucionalizada.

A AMEA convidou o Vasco para participar de seu primeiro campeonato, em 1924. Contudo, as condições para a sua participação eram extremamente desfavoráveis. A principal exigência era a exclusão por parte do Clube de 12 jogadores, dentre eles 7 dos que haviam conquistado o campeonato do ano anterior. Esses homens foram apontados pela Sindicância da nova liga como indivíduos despossuídos de condições morais para a prática do futebol. Foram excluídos com base no critério do analfabetismo e das condições e natureza das suas profissões.

A verdade era que os estatutos da nova entidade tinham por objetivo impedir que clubes montassem equipes competitivas com jogadores das camadas populares e, consequentemente, tivessem condições de conquistar o campeonato, o que o Vasco havia feito. Além disso, privilegiavam-se àqueles clubes que já possuíam melhor estrutura, em detrimento dos demais, pois, era preciso ter uma “praça de exercícios atléticos e desportivos […]” que satisfizessem as exigências da AMEA. Posição esta reforçada pela entidade no dia 06 de abril de 1924, quando emitiu resoluções que obrigavam os clubes não-fundadores como o Vasco a terem que disputar uma espécie de seletiva, na qual seriam rebaixados para a segunda divisão “dous clubs não fundadores menos desenvolvidos em installações materiaes, organização techinica, administrativa e prática de exercicios physicos e esportivos”.

Em resposta às exigências preconceituosas da AMEA, o então presidente vascaíno, José Augusto Prestes, emitiu um ofício comunicando que desistiria de fazer parte da nova entidade por “não se conformar com o processo porque foi feita a investigação das posições sociaes desses nossos consócios, investigação levada a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa” (Ofício nº261, 07 de abril de 1924).

A negativa vascaína em 1924 se popularizou como sendo uma “Resposta Histórica”, que representou e representa o repúdio total da entidade ao racismo e ao preconceito social no futebol e no esporte como um todo. O Vasco, por não acatar as condições que lhe foram impostas, retorna para a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).

A força da Instituição, baseada no seu corpo associativo e na capacidade do Clube de atrair uma grande massa de torcedores, fazia com que o Vasco não pudesse ser relegado pelos demais. O Vasco conquistaria de forma invicta o Campeonato Carioca, o primeiro dos seis que ostenta atualmente, sagrando-se Bicampeão Carioca. (1923-1924). No ano seguinte (1925), o Vasco seria novamente convidado a fazer parte da AMEA. O Clube aceitou o convite e levou consigo todos os seus jogadores.

Embora na própria “Resposta Histórica” o Vasco faça um protesto quanto à forma que a Instituição era tratada por não possuir melhores “installações materiaes”, ainda havia uma resposta mais taxativa a ser dada: a construção de um estádio próprio. Impulsionados pela tentativa dos ditos “grandes clubes” em enfraquecer o Vasco, os dirigentes vascaínos já debatiam seriamente desde 1924 a compra de um terreno para a construção de um estádio próprio, enxergado como meio de se obter total autonomia para o Clube. O processo de construção da “casa própria” vai tomando corpo, até que no dia 28 de março de 1925, o Vasco adquiria a terreno onde seria erguido o seu Estádio. Os dirigentes vascaínos hastearam o pavilhão do Clube no local, no dia 20 de dezembro de 1925.

Após esse esforço inicial, era preciso angariar recursos para o erguimento do estádio. Iniciava-se, então, uma campanha histórica para a construção da “casa vascaína”. As três principais ações nesse intuito foram: uma gigantesca campanha para atrair novos sócios, que ficaria conhecida como “campanha dos 10 mil”; as contribuições individuais de vascaínos e vascaínas; e o lançamento de debêntures no mercado, ou seja, títulos de créditos ao portador.

No decorrer dessa mobilização vascaína, o contrato entre o Vasco e construtora Christiani & Nielsen foi firmado em 17 de abril de 1926, assinando-o pelo Vasco o então Presidente Raul da Silva Campos, e Harald Broe, pela empresa construtora. A Cristiani & Nielsen, de origem dinamarquesa, teve como fundadores o engenheiro Rudolf Christiani e pelo Capitão de Marinha Aage Nielsen. Anos antes (1923/1924) foi responsável pela construção da sede do Jockey Club Brasileiro.

O Lançamento da Pedra Fundamental do Estádio ocorreu no dia 06 de junho de 1926 e reuniu dentre outras autoridades, os dirigentes do Vasco, torcedores e o então prefeito da Capital Federal, Alaor Prata. Além da assinatura da Ata de Lançamento pelo Prefeito e dirigentes vascaínos, houve a inserção de uma espécie de “cápsula do tempo” no subsolo do futuro estádio, contendo moedas, jornais e outros objetos da época.

O ritmo das obras foi acelerado, apesar das tentativas de dificultarem a façanha vascaína. Uma dessas dificuldades ocorreu quando o Vasco solicitou a importação do cimento belga, que era de melhor qualidade em comparação ao brasileiro. A importação foi barrada e o Vasco se viu obrigado a utilizar o cimento nacional. A solução encontrada para vencer esse obstáculo foi reforçar ainda mais as estruturas do estádio: para cada uma parte de cimento, foram colocadas duas e meia de areia e três e meia de pedra britada. Nada parava o Vasco, o Clube erguia o seu gigante de concreto.

Na tarde de 21 de abril de 1927, o Gigante da Colina dava ao Brasil o maior estádio da América do Sul. O Estádio do Vasco foi todo construído com recursos próprios da Instituição, sem qualquer contribuição de dinheiro público. Os 40 mil torcedores que acompanharam a inauguração ficaram impressionados com a beleza e a imponência do estádio vascaíno.

Coube ao aviador português, Major José Manuel Sarmento de Beires, o ato simbólico de cortar a fita inaugural, ao lado do Presidente do Vasco, Raul da Silva Campos, e do Presidente da Confederação Brasileira de Desportos, Oscar Rodrigues da Costa. O Presidente da República, Washington Luís, também estava presente e assistiu aos eventos do dia da Tribuna de Honra.

A partida de futebol da inauguração, disputado pelo Vasco contra a equipe do Santos, de São Paulo, significou pouco se comparado ao que representava aquele marco histórico. O Vasco, em resposta àqueles que queriam diminuí-lo e enfraquecê-lo, e igualmente, em resposta àqueles que gostariam de ver o futebol marcado pelo racismo e pelo preconceito social, fez surgir um verdadeiro templo do povo.

A “casa do Vasco” também passou a receber partidas de outros clubes e da própria seleção brasileira. A equipe principal do Vasco já atuou em 1475 partidas de futebol, com 965 vitórias, 309 empates e 201 derrotas (não contabilizamos jogos do Torneio Início a título de estatística para partidas de futebol). A equipe vascaína marcou 3419 vezes e sofreu 1372 gols, mantendo um saldo positivo de 2047 gols. Dentre esses 1475 jogos, veja a lista a seguir com os dez momentos esportivos mais marcantes do Vasco no Estádio:

1º – 15/05/1927 – Vasco 3×1 Flamengo/RJ – Primeiro Vasco e Flamengo em São Januário. A equipe vascaína “sobrou em campo”. Mesmo carecendo de reforços, estando em processo de reformulação de seu elenco e ainda sentindo os efeitos de todo o esforço financeiro para erguer o maior estádio da América do Sul, o “Gigante da Colina” venceu a partida por 3 a 1 e conquistou sobre o Flamengo o troféu “O Pregão da Victoria”.

2º – 31/03/1928 – Partida de inauguração dos refletores do Estádio. Primeira partida noturna de São Januário e primeira partida internacional do Vasco no estádio. Mais de 60 mil torcedores estiveram presentes (dados oficiosos);

3º – 09/11/1930 – Vasco 6×0 Fluminense/RJ – Maior goleada da história deste Clássico;

4º – 26/04/1931 – Vasco 7×0 Flamengo/RJ – Maior goleada da história do “Clássico dos Milhões”;

5º – 25/05/1949 – Vasco 1×0 Arsenal/ING (Amistoso Internacional) – O famoso clube londrino, um dos mais tradicionais e populares da Inglaterra, fundado em 1886, havia se sagrado mais uma vez campeão na temporada de 1947/48 e era exaltado como um dos melhores times do mundo. Mais de 60 mil torcedores estiveram presentes (dados oficiosos);

6º – 06/12/1992 – Vasco 1×1 Flamengo/RJ – O Vasco ratifica a conquista do Campeonato Carioca de 1992, ao terminar a campanha de forma invicta;

7º – 12/08/1998 – Vasco 2×0 Barcelona (Equador). Primeira partida da Final da Libertadores. Vasco 2×0 Barcelona (Equador);

8º – 06/12/2000 – Vasco 2×0 Palmeiras/SP. Primeira partida da final da Copa Mercosul, que seria conquistada pelo Vasco.

9º – 20/05/2007 – Vasco 3×1 Sport/PE. Partida do milésimo gol do Romário;

10º – 01/06/2011 – Vasco 1×0 Coritiba/PR. Primeiro jogo da final da Copa do Brasil. O Vasco dava o pontapé inicial para a conquista do campeonato.

Para além do futebol, São Januário foi sede de eventos culturais e políticos que marcaram o Brasil. No estádio vascaíno, Getúlio Vargas pronunciou vários discursos, especialmente, no Dia do Trabalhador (1º de Maio) e no Dia da Independência (07 de Setembro). Geralmente, na comemoração da Independência, o maestro Heitor Villa Lobos regia corais orfeônicos com milhares de jovens e crianças de escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro. Além de Getúlio, o estádio vascaíno teve a presença de outras figuras importantes da política nacional em eventos históricos, como Luiz Carlos Prestes, Juscelino Kubitschek, Eurico Gaspar Dutra, João Goulart e outros. Na “casa vascaína” também foram realizados desfiles de escolas de samba, em 1945, a Portela sagrou-se campeã. Veja a seguir os dez eventos não-esportivos mais marcantes que ocorreram no Estádio Vasco da Gama:

1º – 01/05/1940 – Discurso proferido pelo Presidente da República, Getúlio Vargas, por ocasião do Dia do Trabalhador. Neste evento houve a assinatura de instituição do Salário Mínimo pelo Decreto-Lei nº 2.162, de 1º de Maio de 1940;

2º – 01/05/1941 – Discurso proferido pelo Presidente da República, Getúlio Vargas, por ocasião do Dia do Trabalhador. Neste evento houve a instalação oficial da Justiça do Trabalho no Brasil. Em 1941, realizou-se a inauguração e o real funcionamento da Justiça do Trabalho no país, estruturada pelo Decreto-Lei nº 1.237/1939;

3º – 07/09/1942 – Comemorações do Dia da Independência; Realização da Hora da Independência. Cerimônia em comemoração ao Dia da Independência, com a presença e discurso de Getúlio Vargas, Presidente da República. A primeira após a entrada oficial do Brasil na Segunda Guerra Mundial. O maestro Villa Lobos regeu grande coral orfeônico formado por jovens e crianças das escolas públicas e particulares;

4º – 07/02/1945 – Desfile Oficial de Carnaval das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. A Portela sagrou-se campeã.

5º – 01/05/1945 – Discurso proferido pelo Presidente da República, Getúlio Vargas, por ocasião do Dia do Trabalhador;

6º – 23/05/1945 – Comício de Luiz Carlos Prestes. Semanas após deixar a prisão devido à anistia concedida pelo presidente Getúlio Vargas, o líder comunista Luiz Carlos Prestes falou para cerca de 100 mil pessoas no Estádio de São Januário, em organizado pelo Partido do Brasil (PCB);

7º – 12/08/1950 – Comício de Getúlio Vargas, candidato à Presidência da República;

8º – 01/05/1951 – Discurso proferido pelo Presidente da República, Getúlio Vargas, por ocasião do Dia do Trabalhador;

9º – 01/05/1952 – Discurso proferido pelo Presidente da República, Getúlio Vargas, por ocasião do Dia do Trabalhador;

10º – 01/05/1957 – Discursos proferidos pelo Presidente da República, Juscelino Kubitschek, e pelo Vice-Presidente da República, João Goulart, por ocasião do Dia do Trabalhador;

No intuito de prestarmos uma homenagem a este monumento à igualdade no esporte e de demonstração da grandeza do Vasco, destacamos fatos históricos que ressaltam a importância do Estádio de São Januário. Ao olharmos para o passado glorioso do nosso Vasco, apontamos para um futuro ainda mais próspero, levando em nossos corações um velho ditado vascaíno: “O Vasco é um clube rico, de adeptos trabalhadores e dedicados”.

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Impulsionado por sua torcida, o Vasco bateu o Pinheiros, por 79 a 73, no Ginásio Vasco da Gama, em São Januário. Com a vitória, o Gigante da Colina empatou a série em 2 a 2 nos playoffs do NBB. Com grande atuação coletiva, David Jackson, Nezinho, Murilo e Márcio fizeram 14 pontos cada no duelo decisivo. O jogo 5 está marcado para a próxima segunda-feira (17/04), às 19h30, no Ginásio Poliesportivo Henrique Vilaboim, casa do Pinheiros. O vencedor do confronto enfrentará o Flamengo nas quartas de final da competição.

Fonte: Site CRVG

 

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Após dois anos, Vasco e Flamengo voltaram a fazer mais um duelo do Clássico dos Milhões no Maracanã. Em partida realizada neste sábado (08/04), pela semifinal da Taça Rio, o Cruzmaltino empatou, sem gols, com o Rubro-Negro e garantiu a classificação por ter tido a melhor campanha na competição. O Gigante da Colina aguarda o vencedor de Botafogo e Fluminense, que se enfrentam neste domingo (09/04), no Nilton Santos. 

O JOGO
 

O Clássico dos Milhões começou muito truncando no meio de campo. Com poucos espaços, ambas as equipes procuravam as jogadas de lançamento, mas sem muita eficácia. A primeira chance do Vasco veio dos pés de Nenê aos cinco minutos. O meia cobrou falta da intermediária, mas a bola parou nas mãos de Alex Muralha. 

 
Aos sete, o time cruzmaltino chegou mais uma vez. Após cruzamento rasteiro de Gilberto, Yago Pikachu, livre dentro da grande área, acabou chutando para fora. Ainda antes da parada técnica, o Almirante teve a melhor jogada na etapa inicial. A equipe vascaína trocou passes no campo de ataque até que Muriqui recebeu, entrou na área pelo lado esquerdo de ataque e chutou no canto, tirando de Muralha, mas a bola foi para fora.

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Nenê em ação contra o Flamengo na semifinal da Taça Rio- Fotos: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

Do outro lado, o Flamengo pouco levou perigo ao gol de Martin Silva. O Rubro-Negro chegou através de cobranças de faltas perto da área, mas não teve grandes oportunidades. Com a partida pegada até os 45 minutos finais do primeiro tempo, as equipes foram para o vestiário sem alterar o placar no Maracanã. 

A etapa complementar começou mais movimentada. Precisando da vitória, o Flamengo buscava mais o jogo e começou a dar espaços para o Vasco. Aos quatro minutos, o Cruzmaltino saiu em contra-ataque puxado por Nenê. O meia deu passe em profundidade para Muriqui, que cruzou rasteiro, mas a zaga afastou. 
 
O Vasco tentou buscar as jogadas de contra-ataque, mas pecou no último passe. O Flamengo chegou algumas vezes ao gol de Martin Silva, mas o goleiro se destacou com grandes defesas. Com o empate em 0 a 0, o Cruzmaltino garantiu a classificação para a final da Taça Rio. 

FICHA TÉCNICA – VASCO 0X0 FLAMENGO
Competição: Semifinal da Taça Rio 2017
Local: Maracanã
Data: 8 de abril de 2017
Horário: 18h30 (Horário de Brasília)
Público presente: 24.616
Pagantes: 21.895
Renda: R$ 932. 070, 00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães 
Assistentes: Luiz Claudio Regazone e Michael Correia
Cartões amarelos: Rodrigo, Martin Silva e Andrezinho (Vasco)/ Gabriel e Willian Arão (Flamengo)
VASCO: Martin Silva; Gilberto, Rodrigo, Rafael Marques e Henrique; Jean (Julio dos Santos), Douglas, Yago Pikachu, Nenê e Andrezinho (Kelvin); Muriqui (Wagner). Técnico: Milton Mendes.
Flamengo: Alex Muralha; Rodinei (Ronaldo), Donatti, Rever e Trauco; Márcio Araújo, Willian Arão, Diego, Gabriel (Leandro Damião) e Mancuello (Berrío); Paolo Guerrero. Técnico: Zé Ricardo.
 
Fonte: Site CRVG

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Pelo segundo jogo das oitavas de final do NBB 9, o Vasco da Gama mediu forças com o Pinheiros no Ginásio Poliesportivo Henrique Vilaboim, em São Paulo. Com atuação espetacular do pivô Murilo Becker, que anotou 23 pontos e pegou 13 rebotes, o Gigante da Basquete derrotou os donos da casa pelo placar de 85 a 80. A terceira partida da série acontecerá neste fim de semana, novamente em solo paulista.
 

O JOGO

 
Precisando da vitória para empatar a série, o Vasco entrou em quadra disposto a não dar chances para o Pinheiros. O que se viu nos primeiros minutos, entretanto, foi um aproveitamento baixo nos arremessos. As equipes só começaram a pontuar com frequência após a metade do quarto inicial. Os donos da casa saíram na frente, abriram uma pequena vantagem, mas o Gigante da Basquete logo se recuperou. Murilo e David Jackson comandaram o triunfo cruzmaltino no primeiro período: VASCO 18 x 08.
 
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Hélio iniciou o segundo quarto acertando duas bolas de três

No segundo quarto, o começo vascaíno foi avassalador. Contado com arremessos da linha de três pontos certeiros de Hélio e David Jackson, o Almirante abriu uma vantagem de 10 pontos no placar. A folga, porém, não durou por muito tempo, pois o Pinheiros cresceu no jogo e passou a incomodar o sistema defensivo do clube de São Januário. A evolução da equipe paulista tornou o duelo mais equilibrado e fez com que o primeiro tempo terminasse com uma menor diferença no marcador: VASCO 35 x 30.

Melhor em quadra na reta final do quarto anterior, o Pinheiros retornou do intervalo com a mesma postura e passou na frente do marcador antes mesmo do cronômetro marcar sete minutos. O ritmo dos paulistas se manteve intenso na sequência do período. Percebendo a queda de rendimento do time, o treinador Dedé Barbosa pediu tempo em três oportunidades. A atitude, entretanto, não mudou o rumo da partida. Ao final do penúltimo quarto, o Pinheiros vencia por 62 a 52.

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Nezinho disputa bola no garrafão com jogador adversário

Nos dez minutos finais do confronto, o Vasco voltou a desempenhar o basquetebol do início da partida e diminuiu a diferença de forma considerável. Apenas um ponto separava o Gigante do Basquete do Pinheiros quando o cronômetro apontava três minutos para o fim. Atravessando um melhor momento que o rival, o Cruzmaltino retomou a dianteira do placar nos derradeiros momentos da partida e empatou a série: VASCO 85 x 80.

TITULARES

 
Nezinho: 13 pontos, 04 assistências e 00 rebote
David Jackson: 16 pontos, 02 assistências e 05 rebotes
Gaúcho: 08 pontos, 00 assistência e 01 rebote
Wagner: 04 pontos, 02 assistências e 04 rebotes
Murilo: 26 pontos, 02 assistências e 14 rebotes

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David Jackson em ação contra o Pinheiros- Fotos: Thiago Moreira/Vasco.com.br
 
ENTRARAM
 
Hélio: 08 pontos, 03 assistências e 02 rebotes
Palacios: 06 pontos, 02 assistências e 00 rebote
Bruno Fiorotto: 04 pontos, 00 assistência e 04 rebotes
Drudi: 00 ponto, 00 assistência e 01 rebote
Márcio: 00 ponto, 00 assistência e 00 rebote
Bruninho: 00 ponto, 00 assistência e 00 rebote
 
Site : CRVG

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Foi realizado no último domingo, no ginásio do Sport Club Mackenzie, o Torneio de Abertura 2017 da LIJUERJ, onde os atletas da equipe CFC-Judô, apoiada pelo CR Vasco da Gama e Rotary Mercado São Sebastião/ENGIE, demonstraram sua força nos tatames, conquistando dezenas de medalhas.

O pódio do torneio quase sempre tinha o pavilhão cruzmaltino representado. E na grande maioria das vezes, ocupando o topo.

Desde as categorias mirim e infantil, até senior e master, o Vasco obteve êxito com brilhantes atuações, que resultaram em várias conquistas. Algumas delas:

CATEGORIA MASTER | MEIO-LEVE:
FLÁVIA CONDESSA – OURO

CATEGORIA SÊNIOR | MEIO-PESADO:
ANDERSON FREITAS – OURO
FELIPE FREITAS – BRONZE

CATEGORIA SÊNIOR | MEIO-MÉDIO:
ALESSANDRO SANUTO – PRATA

CATEGORIA SÊNIOR | MEIO-LEVE:
YUSHI WESLEY – OURO

CATEGORIA JUNIOR | MEIO-MÉDIO:
RODRIGO SEIXAS – OURO
KARINE CUNHA – OURO
ILANNY MARTINS – PRATA

CATEGORIA JUNIOR | MEIO-LEVE:
PEDRO VITOR – OURO

CATEGORIA JUNIOR | LEVE:
JÚLIO CESAR – OURO

CATEGORIA JUVENIL | LEVE:
VITÓRIA PINHEIRO – OURO
JOÃO VITOR ALMEIDA – OURO

CATEGORIA JUVENIL | MEIO-LEVE:
SAMARA STEPHANY – OURO
PEDRO VITOR – OURO
HARLEY SILVA – PRATA

CATEGORIA PRÉ-JUVENIL | MEIO-LEVE:
MARIA EDUARDA A. LOURIÇAL – OURO
LEONARDO OLIVEIRA – OURO

CATEGORIA PRÉ-JUVENIL | LEVE:
FELIPE MONTEIRO – BRONZE

O Casaca! parabeniza o Departamento Infanto-Juvenil na figura de seu vice-presidente José Mourão Gonçalves, o conselheiro do Vasco e membro do Rotary Club Gilberto Pinto, Décio Luis Escudero, também do Rotary, e principalmente a todos os atletas, medalhistas ou não, por representarem tão dignamente o Gigante da Colina na arte suave.

Casaca!

 

Por Matheus Alves

Pela quarta rodada da Taça Rio, Vasco e Flamengo empataram em 2 a 2, no Estádio Mané Garrincha. Yago Pikachu e Nenê marcaram para os vascaínos, e Willian Arão e Berrío descontaram para o rival. Com o resultado, a equipe vascaína está na quarta colocação, com seis pontos, no Grupo C. 

O JOGO

O Vasco começou ligadíssimo no clássico contra o Flamengo. Bastante presente no ataque, o Cruzmaltino criou  a primeira chance aos 5 minutos, quando Nenê cobrou falta na área, o rubro-negro tentou cortar e a bola sobrou nos pés de Andrezinho, que finalizou com muito perigo. 

De tanto insistir, o Gigante da Colina marcou o gol aos 15 minutos. Luis Fabiano dividiu com Réver no ataque, a bola sobrou para o camisa 10 vascaíno, que cruzou na área, e Yago Pikachu se antecipou para mandar a bola para o fundo da rede: 1 a 0. 

Na metade do primeiro tempo, houve queda de luz no Mané Garrincha, que paralisou o partida durante oito minutos. Com a energia reestabelecida, o rubro-negro voltou pressionando no ataque e chegou a assustar o Vasco em algumas oportunidades, mas pararam no setor defensivo vascaíno. 
 

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Jean e Willian Arão em disputa pela bola durante o clássico – Foto: Divulgação
 
Na segunda etapa, o atacante Luis Fabiano foi expulso aos 8 minutos. Após cometer falta em Márcio Araújo, o árbitro deu cartão vermelho ao jogador por reclamação. Com o Vasco jogando com dez, o Flamengo cresceu e foi só pressão no ataque.
 
Aos 14 minutos, Mancuello cobrou escanteio, e Willian Arão subiu para cabecear e empatar o clássico no Estádio Mané Garrincha: 1 a 1. Na sequência, aos 19 minutos, Berrío, em chute dentro da área, virou o jogo para os rubro-negros: 2 a 1. 
Lutando até o fim, o Gigante da Colina conseguiu arrancar o empate. Aos 47 minutos, o árbitro marcou pênalti para o Vasco. Na cobrança, Nenê bateu com categoria e garantiu o empate para os vascaínos: 2 a 2. 
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Nenê comemora gol de empate com Rafael Marques – Foto: Nelson Costa/Vasco.com.br
 
FICHA TÉCNICA – FLAMENGO 2X2 VASCO
Competição: 4ª Rodada da Taça Rio 2017
Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília
Data: 26 de março de 2017
Horário: 18h30 (Horário de Brasília)
Público presente: 28.071 / Pagantes: 28.071  
Renda: R$ 1.279.720,00
Árbitro: Luis Antonio Silva dos Santos
Assistentes: Daniel do Espírito Santo Parro e Diego Luiz Couto Barcelos
Cartões amarelos: Everton e Willian Arão (Flamengo) / Jean, Jordi, Luis Fabiano, Jomar e Douglas (Vasco)
Cartão vermelho: Luis Fabiano (Vasco)
Gols: Willian Arão (14’/2º Tempo) e Berrío (19’/2º Tempo) – Flamengo / Yago Pikachu (16’/1º Tempo) e Nenê (49’/2º Tempo) – Vasco
Flamengo: Muralha, Pará, Réver (Léo Duarte), Rafael  Vaz e Renê; Márcio Araújo, Willian Arão e Mancuello (Lucas Paquetá); Berrío (Marcelo Cirino), Everton e Leandro Damião. Técnico: Zé Ricardo
VASCO: Jordi; Gilberto, Jomar, Rafael Marques e Henrique; Jean (Thalles), Douglas, Yago Pikachu (Manga Escobar), Nenê e Andrezinho (Escudero); Luis Fabiano. Técnico: Milton Mendes
 
Fonte: Site CRVG

 

Notícias veiculadas na imprensa convencional informam que o Vasco está próximo de anunciar a renovação de seu contrato de patrocínio com a Caixa Econômica Federal. É verdade.

Contudo, é preciso esclarecer alguns detalhes.

O contrato atual se encerra em abril de 2017. O Vasco ainda tem valores importantes a receber por este contrato.

A pedido da Caixa, com a intenção de unificar as datas de renovações posteriores, todos os contratos firmados em 2017 entre o banco e seus parceiros irão até o dia 31.12.2017. Ou seja, o próximo contrato com o Vasco terá a duração de 8 meses. Portanto, os valores que serão anunciados em breve são referentes a 8 meses de contrato, não a 12 meses.

Outra novidade é que, além da renovação de contrato com a Caixa, o Vasco anunciará o retorno de um patrocinador à sua camisa nos próximos dias.

CASACA!

CASACA! NO RÁDIO

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Ouça a íntegra do programa CASACA! no Rádio de 26/06/2017 com participação de Sérgio Frias, Rodrigo Alonso, Iury Gaspar e Luiz Cosenza.