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O Presidente do Vasco, Eurico Miranda, esteve na ESPN para conceder uma entrevista. Não é novidade para ninguém que a ESPN se trata de um ambiente historicamente hostil a Eurico, povoado por jornalistas com intenções duvidosas. No caso do Vasco, pautados claramente por gente despreparada que pretende fazer política no clube. Ainda assim, Eurico compareceu, respondeu sobre o que lhe foi perguntado e, como recordação de sua presença, deixou com os entrevistadores um documento que pormenoriza dívidas herdadas da catástrofe anterior, quitadas e compostas em 2 anos de gestão. Um ato transparente daquele tido como opaco.

Um dos entrevistadores, a quem o documento foi entregue, chama-se Mauro Cezar. Mauro Cezar é Flamengo. Mauro Cezar odeia Eurico. Mauro Cezar é pautado pelo que há de pior em termos de informante. Portanto, qualquer fala de Mauro Cezar sobre o Vasco tem vício de origem. Não há como levar a sério.

De posse do documento, Mauro Cezar fez uma primeira consulta a um luminar. O primeiro luminar disse a ele que, sim, tudo indicava que, de fato, o Vasco estava seguindo um caminho interessante em busca do saneamento, embora ainda faltasse muito.

O empregado da ESPN não gostou. Fez a segunda consulta. Talvez faça a terceira. Quem sabe, a décima. Até que surja alguém que diga o que ele e seus pares querem escutar.

Na segunda consulta, o sábio consultado se aproximou dos anseios de Mauro e disse o seguinte, dentre outras baboseiras:

Num dos quadros, comparando novembro de 2014 com julho de 2016, aponta que houve redução de R$ 172 milhões nas dívidas. Mas é preciso considerar que em 2015, por conta da adesão ao Profut, o clube teve perdão de multas e juros da ordem de R$ 114 milhões, que foram abatidos diretamente das dívidas fiscais e tributárias que constavam no balanço. Conta simples: dos R$ 172 milhões, se deduzirmos os R$ 114 milhões de Profut – que vem sem esforço de caixa, apenas baixa automática – a redução potencial de Dívida cai para R$ 58 milhões.”

Primeiro, é interessante verificar a discrepância de tratamento concedido ao Vasco e a outros clubes. Escuta-se e lê-se nos programas e páginas esportivas que o senhor Bandeira de Mello realiza no Flamengo uma gestão espetacular, com drástica redução de dívidas do clube. Curioso: ninguém coloca entre vírgulas os valores abatidos por benefícios governamentais. Pode-se entender, pela análise do gênio acima, que o que foi abatido via Profut da dívida do Flamengo está fora da contabilidade que tenta tornar Bandeira um fenômeno, correto?

A seguir, vale destacar, pois parece que essa gente não sabe, que o Profut não se trata de presente concedido a qualquer um. Manter-se regular, o que a indigestão de Dinamite ignorou durante 6 anos, apoiada pela imprensa, é item básico. Portanto, a possibilidade do Vasco ser contemplado pelo Profut só ocorre em função de um enorme esforço de gestão, que limpa a barra fiscal do Vasco de Dinamite diariamente. Ora, se 114 milhões foram abatidos pela adesão ao Profut e o Vasco só pode ser contemplado por conta do esforço da gestão corrente, méritos da gestão corrente que torna possível a adesão do clube, evidentemente. Tentar desvincular uma coisa da outra é obra de quem, ou desconhece, ou recebeu uma encomenda para desconstruir um documento que não deixa dúvidas.

O luminar número 2 prosseguiu:

No material está descrito que houve, entre 2008 e 2014, aumentos recorrentes de Dívida, que teria saltado de R$ 192 milhões para R$ 690 milhões. Primeiramente, esta informação de dívida é questionável, porque considera uma série de itens que não são exigíveis, como a contrapartida de contrato de TV e patrocínios.”

Ressalte-se que estes valores são apurados em Balanços Patrimoniais do clube elaborados na indigestão de Dinamite. A sequência correta é a seguinte: em 2008, entra a indigestão Dinamite e ajusta o valor da dívida geral do clube de 192 milhões para cerca de 330 milhões, fazendo malabarismos com questões judiciais ainda em discussão na ocasião. Ao final de 2014, esta dívida tinha mais do que dobrado, beirando 700 milhões. Se esta informação é questionável, o flamenguista Mauro Cezar deveria escutar um terceiro luminar, quem sabe o doutor Nelson Monteiro da Rocha, tricampeão de contas reprovadas na era Dinamite, para dele obter algo que explique este incremento. Aliás, poderá aproveitar o ensejo e realizar um programa bacana de autocrítica jornalística intitulado “Por que a ESPN não tomou conhecimento de 3 anos de contas reprovadas e 2 anos de ausência de previsão orçamentária na era Dinamite?”. Belo tema.

Há uma tentativa de cordialidade no trato da cúpula de dirigentes atuais do Vasco com a imprensa. Esta tentativa tem seus problemas e travas, baseados na própria resistência que a mídia oferece para o diálogo. Não o contrário, conforme se tenta transparecer. A forma como se toma partido é escandalosa – seja partido contra o Vasco que tem Eurico à frente, seja partido político no Vasco, por conta de um pleito que ocorrerá apenas em novembro (caso único de interesse tão precoce em eleições de um clube).

Só nesta semana, além desta tentativa de desmoralizar o esforço financeiro do Vasco, teve matéria dizendo que o treinador contratado pertence a determinado empresário e, por isso, irá escalar os jogadores que virtualmente pertencem ao empresário; teve matéria dizendo que o novo treinador tem perfil militar; teve matéria dizendo que o novo treinador “reduziu os poderes do CAPRRES”, como se isso pudesse ser feito na marra, sem conversas adequadas. O viés é claramente na intenção de que nada dê certo. O objetivo é um só: desestabilizar e criar um clima de guerra para novembro.

Lamenta-se, mas, se é assim, assim será. Chegou a hora de endurecer.

Abraço

João Carlos Nóbrega

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A título de ilustração, CND renovada hoje pelo Vasco. Regularidade permite manutenção no PROFUT

Certidao Negativa Vasco da Gama – 22-03-2017

Eu havia lido reportagem expondo o teor das ideias do doutor Rodrigo Terra, promotor para assuntos de futebol, mas não tinha acreditado que aquilo pudesse ser verdadeiro. 

Há pouco, fui brindado com as imagens da fala do doutor em programa noturno. Consegui segurar o queixo, mas fiquei estarrecido. 

É verdade. O doutor Terra propõe um Termo de Ajustamento de Conduta para que se possa permitir clássicos com torcida dupla. Neste termo, se as torcidas de dois destes clubes brigarem no Leblon, na Central, na Penha ou em Marte, os clubes pagam multa de 3 milhões de reais. Além disso, não só quem brigou, mas o resto do mundo, ficam impedidos de comparecer ao estádio pelos próximos três clássicos. 

Eu não sei exatamente de onde pode surgir algo tão luminar. Não sei de onde pode surgir algo que ignora direitos básicos. Tampouco desconfio a quem seria paga a tal multa e de que forma o valor seria utilizado. Também não sei se as atribuições desta Promotoria se resumem ao futebol, mas, convenhamos, o futebol é uma bela vitrine. Imagina se o distinto setor se envolvesse também com o carnaval das viradas de mesa. 

Fato é que a proposta é tão descabida que nasce morta. Assinar um termo como o proposto é uma irresponsabilidade. Aliás, convenhamos, a própria proposta é irresponsável, na medida em que tem por intenção culpar os clubes por algo que eles não são culpados. 

Dito isso, fica a sugestão à notável Promotoria: com este rabisco, não dá nem para começar. Entendam primeiro o que há por trás das brigas de torcedores; entendam que não há cabimento em punir os produtores de um espetáculo, seja ele qual for, pela confusão entre possíveis espectadores na praça da frente; entendam que bem mais do que um problema do futebol, bem mais do que um problema de segurança pública, se está diante de uma questão social. 

Neste sentido, a proposta de TAC do MP sequer enxuga gelo. É simplista e conveniente. Não ataca as questões centrais. Ignora o bom senso. Não detecta que o problema não reside, há muito, no futebol, tendo se tornado acerto de contas pelos mais diversos motivos. Serve, apenas, para as luzes da ribalta. Como tal, deve ser prontamente descartada. 

Abraço

João Carlos Nóbrega 

 

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A recepção entusiasmada no Aeroporto Santos Dumont ao artilheiro Luis Fabiano teve requintes de festa de título: cânticos, bandeirões, povo transbordando praça, rua, saguão, laje, telhado e levando nos ombros não um mero jogador, mas um símbolo, um troféu. Os vascaínos que ali estavam não gritavam sangrando gargantas por um nome, mas sim pela grandeza do clube. Havia ali um silencioso contrato: estamos aqui em comunhão pelo Vasco, caro Fabuloso, e você é convidado de gala para ver de camarote o que representa a gigantesca torcida cruzmaltina. Faça simplesmente o que bem sabe dentro de campo e terá em retorno o mesmo carinho de hoje multiplicado.

Os sites de imprensa tentaram dar conta do que viam, atarantados que estavam com a presença maciça de cruzmaltinos saindo de todos os cantos da cidade. Numa hora jogaram 300 pessoas, aumentaram para 1.000, depois para 2.000, passearam bêbados para 3.000 e muitos presentes dizem que mais de 4.000 vozes foram ouvidas numa quente manhã de verão carioca.

Brados que sufocam quem ainda crê por má-fé ou estupidez que o clube se apequenou, isso ou aquilo. Balelas velhas já conhecidas de outros tempos escritas e reescritas pela imprensa rançosa de pele rubro-negra e ecoadas, infelizmente, por alguns envergonhados que se dizem vascaínos. Um gigante do porte do Club de Regatas Vasco da Gama continuará eternamente como sua essência desde a fundação o definiu: pioneiro, que supera adversidades impostas por elites, campeoníssimo no que desejar ser e verdadeiramente popular sem benesses governamentais para crescer. E sempre a pedra no sapato, o bico na porta da festa, a mosca na sopa do desejo de unanimidade.

Irão dizer os lógicos e racionais de antolhos: “Oras, mas vocês estão comemorando que feito? Por que essa pompa e circunstância para um veterano atacante? Deviam se envergonhar, abaixar a cabeça”.

Eles não sabem o que dizem, ou pior, sabem muito bem do alto das penas cafajestes. Há quase um século é tarefa diuturna dessa turma, seus pais, avôs e bisavôs, propalar a pequenez do clube do subúrbio, que não está no patamar dos grandes do Rio, que não pode jogar campeonato x ou y por contar com jogadores negros e operários, que não pode participar de certames sem possuir estádio próprio, que tudo que vem vestido com faixa diagonal no peito e sangrado de Cruz de Malta é menor, feio e mal gerido. Luis Fabiano representa o feito vascaíno da vez a ser menosprezado. Por isso e por outras razões, o AeroFabuloso de hoje (como a torcida bem apelidou o evento nas redes sociais) significa mais do que aparenta.

Trazer o bom centroavante da Seleção Brasileira da Copa de 2010 e de tantos momentos em grandes clubes não foi negociação das mais fáceis, costurada pacientemente por algumas mãos e olhares que insistiram por semanas a fio na resolução de conflitos burocráticos. Entraves ultrapassados, juntou-se às demais contratações do time para uma temporada que promete bons ventos, mesmo que os rabugentos contumazes de sempre murmurem entre dentes raivosos que não dará certo. O artilheiro com cerca de 400 gols na carreira é de longe o maior de todos goleadores na Série A do Brasileirão e junto à nau comandada pelo almirante Nenê deve seguir sua toada de marcar gols como quem bebe água. Se as chances criadas aos montes pelo time em campo já eram referendadas pelos sites especializados em estatísticas, o arremate final chegou.

O Fabuloso adentra a família cruzmaltina numa semana em que a imprensa bate no tema Vasco x Flamengo à sua moda antiga: propagando belezas táticas e técnicas do lado de lá, entrevistando um centroavante baratinado rubro-negro que crê ser sempre favorito mesmo sem ter vencido sequer um dos clássicos que disputou e apimentando polêmicas onde não há quando fala sobre jogo com torcida única (nessas horas, ler o óbvio regulamento é secundário para os digníssimos). Por sorte e evolução dos tempos, as redes sociais e seus múltiplos ecos acabam com essas fumaças mais rapidamente do que décadas atrás quando uma “verdade impressa” se fosse negada apenas virava uma nota de rodapé de centímetros ou nem isso. E voam belos gracejos e piadas de volta relembrando os nove jogos de freguesia que, por algum tipo de amnésia, foram apagados das edições dos jornalões.

Porém, infelizmente, há uma nova espécie de vascaíno a ser estudada, que vem crescendo sutilmente na última década e meia: aquele que faz da insatisfação seu mote, sua assinatura. Um vascaíno com melancolia botafoguense, arrogância tricolor e desfaçatez flamengueira. Muitos apenas exalam a reles politicagem travestida de fetiche contra suspensórios e charuto, nem sequer escondem como mal embaralham uma instituição centenária com a ira bíblica a um cidadão. Outros por tolice descomunal se empoleiram feito papagaios na facilidade do discurso midiático de sempre por vergonha, paúra ou tibieza do que os outros vão dizer. Para o azar deles, não poderão dizer ao fim de 2017 os lemas apopléticos e apocalípticos “Eu avisei! Eu disse!”. Que o tempo faça o favor de incendiar as línguas ferinas de hoje. 

O que fica para a História é que o Vasco e Luis Fabiano hoje desfilaram triunfais sob olhares assustados e ressentidos dos mesmos de sempre, mas, sobretudo, se irmanaram a milhões de vascaínos que professam a mesma fé nesta comunidade de sentimento Gigante de Norte a Sul do Brasil.

O resto é paisagem.

 

O dr. Alan Belaciano é vinculado a Júlio Brant, candidato-fantoche de Olavo Monteiro de Carvalho nas últimas eleições do Vasco. Foi representante da chapa amarela. Advoga para Brant pessoalmente.

 O dr. Alan Belaciano tem crédito naquilo que faz e fala. Certa vez, a imprensa noticiou que foi detido por se passar por juiz de direito. 

Com este currículo, explicou ao GloboEsporte.com a sua atuação ao mover ação que suspende o Vasco temporariamente do Ato Trabalhista, instrumento que permite ao clube parcelar os seus débitos trabalhistas. Disse ele: “optei em abrir mão da política do clube e me dedicar à justiça para estes trabalhadores.” 

Além deste arroubo de sensibilidade social, ele apresentou outros esclarecimentos. Referia-se, com toda fidedignidade que o caracteriza, a certa ação trabalhista na qual atua como patrono de cerca de 30 ex-funcionários do Vasco. Nesta ação, argumenta que o Vasco deve direitos a essa gente e, por isso, requereu a retirada do clube de tal Ato, a fim de acelerar o pagamento dos seus clientes.

Tudo muito bom, tudo muito bem. Argumentos jurídicos são válidos, se forem verdadeiros. Repentina sensibilidade ainda mais. O problema é que consta que nenhum de seus clientes estava na fila do tal Ato Trabalhista. 

Assim, concluiu-se que, ou o dr. Belaciano, parceiro do Brant, que por sua vez é cria do Olavo, que tem como amigo o tricampeão de contas reprovadas Nelson Rocha, que se re-aliou com o Roberto Monteiro, se enganou; ou teve a mesma recaída que o fez se proclamar juiz em um batalhão da polícia militar, ato que o levou em cana. Ou cometeu um lapso, ou sua fala ao GE trata-se de mais uma balela para boi dormir. Pois não há outro motivo que não o político, no caso política de sabotagem, rasteiríssima, para se utilizar de argumento que não beneficia seus clientes, apenas prejudica o Vasco.

Tem-se convicção que haverá reversão neste caso, o que manterá o clube no caminho da recuperação financeira e equilíbrio. Mas fatos como este servem para mostrar e confirmar quem é essa gente da oposição, o que buscam, o que querem e até onde podem ir. 

Abraço

João Carlos Nóbrega

 

Em um dos últimos textos que publiquei aqui, apresentei alguns motivos para que os vascaínos pudessem confiar em um ano de 2017 melhor. Depois, houve a estreia do estadual, atuação abaixo da crítica contra o Fluminense, algumas demoras plenamente justificáveis quanto a contratações, um pontual atraso salarial e pronto: choveram críticas. As críticas que chovem são aceitáveis quando se imagina que provêm do torcedor comum, do cara justamente ansioso e preocupado com desempenhos recentes causados pela pré-falência à qual o Vasco foi submetido por Dinamite, sua trupe e seus apoiadores, muitos deles que foram residir na oposição ao Vasco. Mas o início ruim, preocupante para alguns, também foi utilizado pela vigaristagem de rapina. Os que ficam lá esperando para ações oportunistas.

Não à toa, o Vasco sofreu uma violência ontem. Recebeu, em sua sede, injustificável força policial motivada por uma ação movida por ditos opositores que pleiteavam a retirada de uma listagem de sócios aptos a votar somente no dia de ontem (grifo nosso) nas eleições que acontecerão em novembro próximo (meio distante, não?).

A utilização de força policial serviu para uma coisa: mostrar ao povo carioca que havia polícia disponível, em que pese os rumores de greve da PM na manhã da última sexta. Neste sentido, a pauta do Gilmar Ferreira no Extra mandou bem (tomara que ele seja re-contratado de onde foi demitido). Greve que não seria novidade, na medida em que a PM disse há dias que não poderia atender a um Vasco x Flamengo no basquete por falta de efetivo. Mas, que bom que a polícia pôde estar ontem em São Januário, comprovando que o que circulou nos últimos dias em redes sociais era boato.

Quanto à ação movida pelos opositores que foram situação na era Dinamite, eu nem sei exatamente por quem ainda, mas acho que por um anão amarelo, não houve problema algum em cumprí-la. Apenas gostaria de avisar que alguns sócios tiveram seus direitos estuprados.

Cito dois casos básicos. Você, que tinha até ontem para quitar sua mensalidade de fevereiro, o faça, para seguir ajudando o clube. Mas, nos termos da ação proposta, esqueça de exercer seus direitos a voto em novembro. Tudo indica que será proibido. Também você, que possui 17 anos, é sócio há mais de ano e completará 18 anos em breve, siga pagando suas mensalidades pelo bem do Vasco, mas esqueça de exercer o seu direito na eleição de novembro. Explico, se não ficou claro: é que a ação prevê que a lista tomada do clube ontem será a definitiva para o próximo pleito, após a análise não dos poderes do clube, mas de um perito fidedigno nomeado pela Justiça ilibada do Rio de Janeiro, espécie de intervenção que não se comete em lugar algum, só no Vasco. Confiemos no mundo.

Esta é uma vertente da ignorância: aquela motivada pelo oportunismo fora de hora, que prejudica sócios do clube. Pena.

A outra vertente da ignorância começa em uma imagem, a qual tive acesso, de um diálogo no canal Esporte Interativo e em uma inacreditável coluna teoricamente escrita pelo ex-atleta Neto, aquele gordinho do Corínthians, que passou a vida fora de forma e hoje é comentarista não sei de que canal.

A imagem a que me refiro e que foi proveniente de um programa do canal Esporte Interativo informa, em diálogo absolutamente tosco, porque é motivado por algum tipo de rancor, que o jogador Luis Fabiano, antes atleta vinculado a um time chinês, foi inscrito pelo Vasco na FFERJ sem documento algum. Um dos pastelões chega a dizer que o Madureira poderia ter inscrito o Luis Fabiano. É mesmo?

Já o ex-jogador Neto, que de profissional teve apenas os contratos, porque sempre se manteve no limiar entre o sobrepeso e a necessidade de cirurgia bariátrica, clamou por profissionalismo, vociferou contra o amadorismo e endossou o discurso, afirmando em um blog intitulado netocraque (ah ah ah) a mesma pantomima.

Eu sei que dói em gente tendente à vigarice o fato de haver coerência numa administração Eurico. Sei também que salários em dia e cumprimentos de promessa como qualificar enormemente o elenco de futebol causam urticária. Sem falar em muitas outras coisas ou há muito, ou recentemente em andamento. Mas essa gente precisa ter a mínima noção do ridículo.

Passar ações contra os sócios do Vasco na Justiça, como esta impetrada pelos oportunistas eternos da oposição, que apostam no resultado ruim, no sempre “vai dar merda” e até na demora de determinadas contratações complexas é agir não contra a diretoria atual, mas contra o clube. A influência nefasta é tanta que ontem, em dia esquisitaço no Rio de Janeiro, a respeitável jovem togada, responsável pela concessão do pleito jurídico, passou seu tempo em contato direto online com o que havia em São Januário. Parêntese: muito bacana quando alguém é tão dileto ao cumprir suas atribuições.

Moral das histórias acima contadas:

1) Fabiano está inscrito, obrigado, sem condição de que o Madureira o fizesse. Só toscos, como o Neto, ex-atleta amador, e o EI, o Estado Islâmico esportivo, acreditam nisso. Corram atrás para saber o porquê.

2) A ação que deu origem àquela pantomima em São Januário ontem ofereceu ao respeitável público algo além de um picadeiro: sim, a força policial só faz greve se for justa. Tanto que ela estava lá, de prontidão, em que pese a recusa de se fazer presente em jogo de basquete no qual o Vasco foi mandante contra o Flamengo.

3) Aos prejudicados nítidos pela ação movida pela “oposição” sem cara, mas anã, financiada pelos filhotes do MUV de sempre, sugiro que movam ações na Justiça para a garantia de direitos e, caso sem efeito, que acionem os responsáveis pelo que lhes roubará o que é previsto em estatuto do Vasco.

4) Parabéns ao ghost writter do Neto, que o faz escrever um “O” mais ou menos com se estivesse reproduzindo a boca de um copo. Pena que o conteúdo é uma merda como se fosse um chute de direita do ex “craque”.

5) Principal: os juvenis, financiados pelos toscos de sempre, precisam se esmerar.

Abraços

João Carlos Nóbrega

CASACA! NO RÁDIO

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Ouça a íntegra do programa CASACA! no Rádio de 20/03/2017 com participação de Sérgio Frias, Iury Gaspar, Rodrigo Alonso e Bruno Novaes.