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No dia 30/8/2014, jogando pela segunda divisão e sob a administração dos que hoje querem voltar ao poder a qualquer preço, o Vasco tomou de 5×0 do Avaí em São Januário.

Os “entusiasmados” de ocasião com a política do clube mantiveram-se em silêncio. Aceitaram a derrota acachapante com reação pusilânime.

No dia 17/06/2017, ontem, o Vasco venceu o mesmo Avaí por 1×0, em São Januário, e entrou na zona de classificação para a Taça Libertadores.

Desta vez, os “entusiasmados” de ocasião com a política do Vasco apareceram, xingando a diretoria do clube e pedindo a substituição do atual presidente não se sabe exatamente por quem. Talvez por uma marionete qualquer daquelas que servem aos cupinchas do encarcerado de Benfica.

O silêncio na vergonha e o barulho em tempos de alguma esperança parecem significar que os “entusiasmados” de ocasião estão em franca campanha para o retorno daqueles dias de 2014.

É evidente, portanto, que precisarão de muito mais do que histeria coordenada e apoio da imprensa. Se eles são adeptos do Vasco curvo e fraco, nós insistimos no Vasco forte e reencaminhado no sentido de sua grandeza. Insistimos em um Vasco que se recupera a olhos vistos em comparação com o vendaval de incompetência e subtração a que foi submetido na pior gestão de sua História, ocorrida entre 2008 e 2014.

Assim, sugiro aos coordenadores do vigarismo histérico semi-coletivo um pouco mais de empenho. Está longe de colar a estratégia da vitimização, aquela em que eu xingo e exijo que ninguém me interpele, pois caso contrário a “ditadura” está caracterizada.

Enquanto isso, apesar de vocês, vamos somando uns pontinhos e calando boquinhas famintas. O time mostra que até poderá vir a disputar algo na competição, mas isso dependerá do quanto se conseguirá neutralizar os sabotadores de plantão. 

Abraço

João Carlos Nóbrega

 

O Blog Extracampo da jornalista Marluci Martins e publicado no forro de gaiola chamado “Extra”, veiculou nesta quinta-feira uma matéria sobre multas aplicadas no veículo de Luis Fabiano por excesso de velocidade. Quem sabe, tentando deixar subentendido, que este tenha sido o culpado pelo acidente em que o atleta do Vasco se envolveu há dois dias. Anteriormente fez uma “belíssima” matéria investigativa sobre multas do ônibus do clube. 

O tal blog parece que se tornou uma espécie de veículo não-oficial do DETRAN na cobertura “esportiva” do Vasco. 

Enquanto isso o Flamengo, que tem 3 dirigentes investigados na Lava-Jato, que é favorecido irregularmente pelo uso do recurso eletrônico e que tem sua torcida promovendo atos violentos em estádios e ginásios sem punição, permanece blindado pela imprensa, que se mantém silente sobre estes e outros assuntos muito mais relevantes.

Entram no modo “mute”, como fizeram em 2013, quando o rubro-negro foi salvo do rebaixamento pela suspeita escalação do jogador Everton, da Portuguesa.

A pupila de Renato Mauricio Prado segue o mesmo caminho decadente que fez com que seu mestre e inspirador decidisse se aposentar após levar um esporro de Galvão Bueno ao vivo na TV.

Naquela ocasião, o rubro-negro jornalista (nesta ordem) quis fazer gracinhas expondo uma conversa particular em off com o narrador da TV Globo.

Fez aquilo que é popularmente conhecido como “fofoca”.

Talvez seja este o caminho escolhido pela jornalista: ter um blog de fofocas.

Leo Dias que se cuide.

Casaca!

 

Em 2016, Flamengo e Fluminense se enfrentavam pela 30ª rodada do campeonato brasileiro. Aos 39 do 2º tempo, o zagueiro Henrique faz de cabeça aquele que seria o gol de empate. O bandeira marca impedimento. O árbitro Sandro Meira Ricci chama a responsabilidade pra si e valida o gol. A TV reprisa o lance 5 vezes de 3 ângulos diferentes. Narrador e comentarista do Premiere batem o martelo: gol irregular. A informação chega no banco do Flamengo. Reservas, titulares e comissão técnica partem pra cima do juiz. Ele recebe diversas informações pelo ponto eletrônico e de agentes externos. Um verdadeiro colegiado foi criado para analisar o lance. Oito minutos depois, Sandro Meira Ricci anula o gol.

2017, sexta rodada do campeonato brasileiro, Avai 1×1 Flamengo.  Aos 34 minutos do 2º tempo, pênalti para o time catarinense assinalado pelo árbitro. Novamente replays exaustivos são exibidos de todos os ângulos possíveis e imagináveis. O comentarista de arbitragem Paulo Cesar Oliveira da TV Globo, diz que não houve a infração.

Cabe interpretação. Uns podem achar que sim (como o juiz da partida achou) e outros não.

Nova reunião de um colegiado especial apenas para analisar o lance. Dois minutos se passam. Eis que, num ataque de sinceridade, o narrador Luis Roberto, após ver o árbitro se dirigir ao auxiliar, solta a seguinte frase:

“Ih, vai consultar a gente de novo! Vai consultar a gente de novo!”

Resultado: o árbitro oficial, auxiliado pelo árbitro oficialesco, anula a marcação da penalidade.

Alguém pode perguntar: “O que o Vasco tem com isso?”.

Apesar da resposta ser óbvia, pois tratam-se de adversários diretos numa competição extremamente equilibrada, iremos expor porque isso tem a ver com o Vasco e é simples:

Também queremos replays exaustivos nos lances polêmicos. Também queremos que as arbitragens consultem o vídeo e após uma reunião do colegiado de homens de amarelo (e que amarelam), decida-se pela anulação de pênaltis mal marcados (dos seis contra nós, pelo menos dois não foram e 1 cabe interpretação), pela retificação dos não marcados (já foram três, sendo um contra o Palmeiras, um contra o Fluminense e outro contra o Corinthians) e que gols oriundos de jogadas de impedimento sejam anulados (no gol do Bahia contra o Vasco, Allione, que participou ativamente da jogada, estava impedido).

Mas é claro: tudo isso só terá validade, se for referendado pelos árbitros oficialescos. E pra isso, é preciso ser amigo do Rei. Ou da Rainha. A tal Vênus Platinada.

Em um país em que “excesso de provas” de um crime se transforma em prova de inocência, pode se esperar de tudo.

E o futebol nada mais é do que um reflexo da bagunça institucionalizada.

Rodrigo Alonso

 

Aqueles que se colocam como integrantes de grupos de oposição no Vasco são vazios de argumentos. Via de regra, estão vinculados de alguma forma aos seis anos de bandalheira proporcionados pela República das Bananeiras. Se não houvesse mais uma centena de trapalhadas praticadas por eles, bastaria citar que aquela foi a época em que o clube viu suas dívidas alcançarem a estratosférica cifra de 688 milhões de reais. No discurso, nas ideias, nas críticas e até no oportunismo eleitoreiro, portanto, compõem o museu de grandes novidades. São parte daquilo. Parte de um período sombrio. Fatias de uma fraude que subtraiu da Instituição como nunca visto em 120 anos de História.

No jogo da Copa do Brasil diante do Vitória, em São Januário, foi feito o ensaio dos medíocres. Pênalti a favor do Vasco, empate à vista no final do jogo. Tais organizações compostas por oportunistas natos vaiaram e xingaram de forma orquestrada. Mostraram, então, quem realmente são e o que realmente desejam: a derrota com fins políticos.

Os dois jogos iniciais do campeonato brasileiro em casa tiveram grande presença de público. Mas o Vasco venceu. Era certo que no revés eles voltariam a manifestar o que querem e o que são. Mais uma vez estádio repleto, uma derrota de tamanho que não traduz o que foi o jogo e pronto: lá estavam os plantonistas da sabotagem.

A título de ilustração, gostaria de exemplificar utilizando a fala de um sujeito ligado a esta gente, trecho extraído de uma postagem do mesmo em sua página no Facebook. Disse ele, literalmente, no único contexto possível, o da sede de violência: “Tem que juntar geral que quer xingar o Eurico pra ficar na social, junta o bonde de 50, 70 pessoas. Deixa a guerra rolar, idoso levando tapa na cara, criança correndo de spray e a porrada comendo. Queria ver a repercussão dessa porra.”

Se tal tática pregada por este simpatizante/integrante da oposição não é incitação à violência, gosto pelo terrorismo politico, desejo pelo fracasso do clube, vocação pela sabotagem, nada mais será.

Mas é bom que se diga: o raciocínio limitado não se encerra em tal sumidade. Ele se expande pelas cabecinhas das viúvas da República das Bananeiras e mesmo do agathyrnismo de pijama, que teve na era Dinamite uma espécie de revival. Gente que fala em resolver a questão à bala. Gente que quedou silente quando o Vasco tomou de 5 do Avaí em São Januário na áurea época do bananismo. Onde estavam então estes bravos heróis da burrice, estrategistas da provocação barata e cúmplices da subtração à qual o Vasco foi submetido?

Pobre da instituição que possui em seu quadro social e em seu grupo de torcedores gente viciada no caos. Gente que só progride na derrota. Gente que só é notada em função dos possíveis reveses. Infelizmente, é uma realidade do Vasco, que precisa vencer, além de seus adversários e de uma mídia complacente e pautada por quem faz oposição AO Vasco, também as viúvas da bananagem.

Como único clube que desperta interesse em seu processo eleitoral mais de ano antes do pleito, simplesmente pelo objetivo de limar do poder quem promoveu o reencontro com sua grandeza, o Vasco precisa se blindar dos rasteiros que o atacam.

Incapazes na retórica, tentarão através de atos que prejudiquem o clube, como são as artimanhas que criam o clima tenso premeditadamente; como seriam os gestos que possam causar a supressão de mandos de campo ou ausência de torcida. Se essa gente, blefando ou não, propõe o uso de bala e a exploração do vitimismo através de “tapa na cara de velhos e crianças em fuga de spray de pimenta”, não estranhem que enxovalhem um jogo de propósito para provocar que o time seja afastado das vantagens do seu mando de campo. Tudo é possível vindo de quem vem. Tudo é possível quando as viúvas das trevas se unem em torno do desejo de reencontro com as tenebrosas transações de outrora.

Aguenta, Almirante!

Abraço

João Carlos Nóbrega

 

 

“A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos”

Tive acesso a algumas fotos do lançamento da candidatura do doutor Alexandre Campello que circularam virtualmente. Diante delas, me perguntei quais planetas o doutor Campello visitou entre 2008 e 2014.

Não sei se resolveu viajar nesta época aproveitando a relevante indenização trabalhista que recebeu do Vasco. Não sei se naquele período preferiu acompanhar outro clube de sua simpatia em tempos juvenis. Mas uma coisa é certa: o Vasco daqueles dias ele não acompanhou.

Não fosse essa desconexão entre o doutor Campello e o Vasco imagino que ele não estaria apto a reconduzir ao clube personagens que triplicaram suas dúvidas, que foram tricampeões invictos de contas reprovadas pelo Conselho Fiscal, que deixaram de apreciar contas e não elaboraram propostas orçamentárias, que abandonaram o patrimônio a ponto de legar uma dívida de 10 milhões de reais com a CEDAE, que além desta dívida fizeram outra de tantos milhões com empresas de carros pipa, mas o clube sem gota d’água.

Gente que se beneficiou do colégio para tocar esquemas com ONGs, que largou divisões de base ao relento, que fez churrasco entre amigos com a carne cedida pelo Mundial, enquanto os atletas e funcionários comiam salsicha com arroz ou se socorriam nos restaurantes da Barreira.

Gente que resistiu na hora de sair para dar tempo que confissões de dívidas fossem assinadas em seus nomes, que deixou toneladas de lixo por serem recolhidas e que usou a água da piscina para regar o gramado do estádio porque, calote dado na CEDAE e nos pipeiros, não tinha de onde tirar água. Gente que largou na mão da administração subsequente uma dívida fiscal gigantesca, pois não recolheu um centavo de impostos, três para quatro meses de salários atrasados e 2 times a serem pagos – o corrente, e o de 2011/2012. Gente que rebaixou o Vasco nas cotas de TV e duas vezes no campo. Gente que prometeu fila de investidores e estádio reformado e entregou falência e infiltrações.

“Eu vejo o futuro repetir o passado,
Eu vejo um museu de grandes novidades”.

O doutor Campello, talvez por inocência útil, mesmo crime cometido pelo tonto que lhes serviu de escada naqueles anos, decidiu se misturar com os companheiros vascaínos do ex governador de Paris, Sérgio Cabral Filho, símbolo da corrupção, detento de Bangu e que é o ícone daquela era: mandatário de um estado corrupto e falido, chefe de um governo fraudulento, gastador irresponsável, que teve abrigo naquele Vasco lesado, suprimido, subtraído pela incompetência escandalosa e o desleixo profundo e declarou, mais de uma vez, que quando sua farra terminasse na política convencional, seria presidente do clube. Os deuses da lafranhagem nos livraram disso, mas os apoiadores da pior administração da História do Vasco esfregaram as patinhas, animados. Assim como fazem agora.

“Dias sim, dias não, eu vou sobrevivendo
Sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta”

Frente às composições oferecidas pelo doutor Campello no lançamento de sua candidatura, fico tranquilo quanto ao futuro do Vasco porque sei que seu quadro social vai, assim como em 2014, repudiar aquilo por larga margem. Pois é: o “Vasco livre” do doutor Campello (mas acorrentado aos piores gestores de todos os tempos), bem como outros movimentos políticos paralelos no mínimo pitorescos, são a “caridade de quem me detesta”. A incompetência tácita e a irresponsabilidade explícita esparramadas naquelas fotografias farão com que o clube siga seu destino de recuperação, “sobrevivendo sem um arranhão”. Parece que estão se esforçando para tomar um novo capote em novembro.

É certo, portanto, que o “museu de grandes novidades” foi apresentado. Mais do mesmo. Um ex-funcionário no papel de bucha e um rol de incompetentes por trás. Reprise de filme de terror. Vergonha alheia. Acho que o doutor Campello, principalmente depois que se tornou simpatizante do Vasco, merecia coisa melhor.

“A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não pára”

Abraço
João Carlos Nóbrega de Almeida

(Versos incidentais: O Tempo Não Pára – Cazuza)

CASACA! NO RÁDIO

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Ouça a íntegra do programa CASACA! no Rádio de 26/06/2017 com participação de Sérgio Frias, Rodrigo Alonso, Iury Gaspar e Luiz Cosenza.