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O dr. Alan Belaciano é vinculado a Júlio Brant, candidato-fantoche de Olavo Monteiro de Carvalho nas últimas eleições do Vasco. Foi representante da chapa amarela. Advoga para Brant pessoalmente.

 O dr. Alan Belaciano tem crédito naquilo que faz e fala. Certa vez, a imprensa noticiou que foi detido por se passar por juiz de direito. 

Com este currículo, explicou ao GloboEsporte.com a sua atuação ao mover ação que suspende o Vasco temporariamente do Ato Trabalhista, instrumento que permite ao clube parcelar os seus débitos trabalhistas. Disse ele: “optei em abrir mão da política do clube e me dedicar à justiça para estes trabalhadores.” 

Além deste arroubo de sensibilidade social, ele apresentou outros esclarecimentos. Referia-se, com toda fidedignidade que o caracteriza, a certa ação trabalhista na qual atua como patrono de cerca de 30 ex-funcionários do Vasco. Nesta ação, argumenta que o Vasco deve direitos a essa gente e, por isso, requereu a retirada do clube de tal Ato, a fim de acelerar o pagamento dos seus clientes.

Tudo muito bom, tudo muito bem. Argumentos jurídicos são válidos, se forem verdadeiros. Repentina sensibilidade ainda mais. O problema é que consta que nenhum de seus clientes estava na fila do tal Ato Trabalhista. 

Assim, concluiu-se que, ou o dr. Belaciano, parceiro do Brant, que por sua vez é cria do Olavo, que tem como amigo o tricampeão de contas reprovadas Nelson Rocha, que se re-aliou com o Roberto Monteiro, se enganou; ou teve a mesma recaída que o fez se proclamar juiz em um batalhão da polícia militar, ato que o levou em cana. Ou cometeu um lapso, ou sua fala ao GE trata-se de mais uma balela para boi dormir. Pois não há outro motivo que não o político, no caso política de sabotagem, rasteiríssima, para se utilizar de argumento que não beneficia seus clientes, apenas prejudica o Vasco.

Tem-se convicção que haverá reversão neste caso, o que manterá o clube no caminho da recuperação financeira e equilíbrio. Mas fatos como este servem para mostrar e confirmar quem é essa gente da oposição, o que buscam, o que querem e até onde podem ir. 

Abraço

João Carlos Nóbrega

 

Em um dos últimos textos que publiquei aqui, apresentei alguns motivos para que os vascaínos pudessem confiar em um ano de 2017 melhor. Depois, houve a estreia do estadual, atuação abaixo da crítica contra o Fluminense, algumas demoras plenamente justificáveis quanto a contratações, um pontual atraso salarial e pronto: choveram críticas. As críticas que chovem são aceitáveis quando se imagina que provêm do torcedor comum, do cara justamente ansioso e preocupado com desempenhos recentes causados pela pré-falência à qual o Vasco foi submetido por Dinamite, sua trupe e seus apoiadores, muitos deles que foram residir na oposição ao Vasco. Mas o início ruim, preocupante para alguns, também foi utilizado pela vigaristagem de rapina. Os que ficam lá esperando para ações oportunistas.

Não à toa, o Vasco sofreu uma violência ontem. Recebeu, em sua sede, injustificável força policial motivada por uma ação movida por ditos opositores que pleiteavam a retirada de uma listagem de sócios aptos a votar somente no dia de ontem (grifo nosso) nas eleições que acontecerão em novembro próximo (meio distante, não?).

A utilização de força policial serviu para uma coisa: mostrar ao povo carioca que havia polícia disponível, em que pese os rumores de greve da PM na manhã da última sexta. Neste sentido, a pauta do Gilmar Ferreira no Extra mandou bem (tomara que ele seja re-contratado de onde foi demitido). Greve que não seria novidade, na medida em que a PM disse há dias que não poderia atender a um Vasco x Flamengo no basquete por falta de efetivo. Mas, que bom que a polícia pôde estar ontem em São Januário, comprovando que o que circulou nos últimos dias em redes sociais era boato.

Quanto à ação movida pelos opositores que foram situação na era Dinamite, eu nem sei exatamente por quem ainda, mas acho que por um anão amarelo, não houve problema algum em cumprí-la. Apenas gostaria de avisar que alguns sócios tiveram seus direitos estuprados.

Cito dois casos básicos. Você, que tinha até ontem para quitar sua mensalidade de fevereiro, o faça, para seguir ajudando o clube. Mas, nos termos da ação proposta, esqueça de exercer seus direitos a voto em novembro. Tudo indica que será proibido. Também você, que possui 17 anos, é sócio há mais de ano e completará 18 anos em breve, siga pagando suas mensalidades pelo bem do Vasco, mas esqueça de exercer o seu direito na eleição de novembro. Explico, se não ficou claro: é que a ação prevê que a lista tomada do clube ontem será a definitiva para o próximo pleito, após a análise não dos poderes do clube, mas de um perito fidedigno nomeado pela Justiça ilibada do Rio de Janeiro, espécie de intervenção que não se comete em lugar algum, só no Vasco. Confiemos no mundo.

Esta é uma vertente da ignorância: aquela motivada pelo oportunismo fora de hora, que prejudica sócios do clube. Pena.

A outra vertente da ignorância começa em uma imagem, a qual tive acesso, de um diálogo no canal Esporte Interativo e em uma inacreditável coluna teoricamente escrita pelo ex-atleta Neto, aquele gordinho do Corínthians, que passou a vida fora de forma e hoje é comentarista não sei de que canal.

A imagem a que me refiro e que foi proveniente de um programa do canal Esporte Interativo informa, em diálogo absolutamente tosco, porque é motivado por algum tipo de rancor, que o jogador Luis Fabiano, antes atleta vinculado a um time chinês, foi inscrito pelo Vasco na FFERJ sem documento algum. Um dos pastelões chega a dizer que o Madureira poderia ter inscrito o Luis Fabiano. É mesmo?

Já o ex-jogador Neto, que de profissional teve apenas os contratos, porque sempre se manteve no limiar entre o sobrepeso e a necessidade de cirurgia bariátrica, clamou por profissionalismo, vociferou contra o amadorismo e endossou o discurso, afirmando em um blog intitulado netocraque (ah ah ah) a mesma pantomima.

Eu sei que dói em gente tendente à vigarice o fato de haver coerência numa administração Eurico. Sei também que salários em dia e cumprimentos de promessa como qualificar enormemente o elenco de futebol causam urticária. Sem falar em muitas outras coisas ou há muito, ou recentemente em andamento. Mas essa gente precisa ter a mínima noção do ridículo.

Passar ações contra os sócios do Vasco na Justiça, como esta impetrada pelos oportunistas eternos da oposição, que apostam no resultado ruim, no sempre “vai dar merda” e até na demora de determinadas contratações complexas é agir não contra a diretoria atual, mas contra o clube. A influência nefasta é tanta que ontem, em dia esquisitaço no Rio de Janeiro, a respeitável jovem togada, responsável pela concessão do pleito jurídico, passou seu tempo em contato direto online com o que havia em São Januário. Parêntese: muito bacana quando alguém é tão dileto ao cumprir suas atribuições.

Moral das histórias acima contadas:

1) Fabiano está inscrito, obrigado, sem condição de que o Madureira o fizesse. Só toscos, como o Neto, ex-atleta amador, e o EI, o Estado Islâmico esportivo, acreditam nisso. Corram atrás para saber o porquê.

2) A ação que deu origem àquela pantomima em São Januário ontem ofereceu ao respeitável público algo além de um picadeiro: sim, a força policial só faz greve se for justa. Tanto que ela estava lá, de prontidão, em que pese a recusa de se fazer presente em jogo de basquete no qual o Vasco foi mandante contra o Flamengo.

3) Aos prejudicados nítidos pela ação movida pela “oposição” sem cara, mas anã, financiada pelos filhotes do MUV de sempre, sugiro que movam ações na Justiça para a garantia de direitos e, caso sem efeito, que acionem os responsáveis pelo que lhes roubará o que é previsto em estatuto do Vasco.

4) Parabéns ao ghost writter do Neto, que o faz escrever um “O” mais ou menos com se estivesse reproduzindo a boca de um copo. Pena que o conteúdo é uma merda como se fosse um chute de direita do ex “craque”.

5) Principal: os juvenis, financiados pelos toscos de sempre, precisam se esmerar.

Abraços

João Carlos Nóbrega

17

 

Destacamos 3 citações da nota publicada pelo grupo que ficou em terceiro nas últimas eleições, a fim de elucidar questões:

1.“Belaciano representa, na ação, os interesses de Fernando Roscio de Ávila, conhecido como Fernandão, ex-atleta de vôlei, sócio do Vasco e que nas últimas eleições apoiou a chapa Identidade Vasco.”

Belaciano, o advogado de Julio Brant e de seu grupo, advoga também para o senhor Fernandão, bastião do MUV, conforme afirma a nota. O grupo terceiro colocado nas últimas eleições, contudo, tenta se afastar de Fernandão, afirmando que este apenas o apoiou.

Falso.

Fernandão pleiteia uma fortuna junto ao Vasco tomando por base ter sido intermediário entre a Eletrobras e a administração Dinamite para a celebração de um contrato de patrocínio. Ou seja, requer a legalidade da função que efetivamente exerceu: lobista. Foi apoiador daquela administração da primeira à penúltima hora. Sim, penúltima. Porque, assim como outros, quando viu a água invadir o barco, pulou.

Exatamente assim como fez Roberto Monteiro, candidato terceiro colocado nas últimas eleições. Atuou ombreado a Fernandão. Foi braço político importante no primeiro mandato de Dinamite e, no segundo, tornou-se vice-presidente do Conselho Deliberativo. É inegável seu vínculo com Dinamite. É inegável seu vínculo com Fernandão. E por vínculo inegável, provavelmente o terceiro lugar nas últimas eleições, mesmo concorrendo com o fantoche amarelo, se explique.

2. “(…) o Identidade Vasco surgiu em 2011 como oposição a Eurico e ao então presidente Roberto Dinamite e sempre fomos e continuamos sendo, de forma unitária, absolutamente coerentes em relação a isso”.

Estranho que o grupo terceiro colocado nas últimas eleições tenha surgido “em oposição a Eurico” quando Eurico não possuía cargo executivo no clube. Oposição a quem lá não estava?

Estranho que o grupo terceiro colocado nas últimas eleições tenha surgido em 2011 em oposição a Dinamite, sabendo-se que sua liderança apoiava Dinamite, inclusive integrando e vencendo a eleição daquele ano para a mesa diretora do Conselho Deliberativo como chapa de situação.

Portanto, nada pode ser mais incoerente.

3. “Só assim será possível derrotarmos não só a gestão incompetente e ultrapassada da família Miranda, mas também os aventureiros de toda a espécie que enxergam no Vasco apenas boas oportunidades de negócios”.

Roberto Monteiro, candidato terceiro colocado nas últimas eleições, seu grupo, terceiro colocado nas últimas eleições, Fernandão, o lobista do MUV amigado com o grupo terceiro colocado e representado por Belaciano, o advogado de Brant, candidato amarelo, fantoche escolhido por Olavo Monteiro de Carvalho, são farinha do mesmo saco. Apoiaram até a penúltima hora a gestão catastrófica de Dinamite, que subtraiu o Vasco em todas as frentes possíveis e imagináveis.

Portanto, nenhum deles tem condição moral para falar a respeito de quem quer que seja. Se merecem porque não só abusam da mentira, como abusam das tentativas de sabotar o clube. Monteiro, que é Dinamite; Fernandão, que é MUV; e Julio Brant, que é preposto de Olavo, NUNCA MAIS!

CASACA!

 

Nas antigas brincadeiras de pique, havia uma preliminar entre a turma que participaria da farra. Dentre os participantes, o último que falasse “comigo não tá” seria o responsável pelas tarefas das quais todos queriam se esquivar: no pique-esconde, o sujeito que teria que achar esconderijos. No pique-pega, o camarada que tinha que correr atrás dos outros. Algo como o bobo na rodinha de futebol.

Eu não pretendia falar sobre isso porque nada tem a ver com o Vasco. Mas depois de constatar uma matéria no The Globe com o sugestivo título “Flavio Godinho, um negociador hábil que caiu pela eficiência” e ter acesso ao comentário do rubro-preto Mauro Cezar, da ESPN, que disse taxativamente que nada do que ocorreu no âmbito da Lava-Jato respinga no Flamengo, saquei que o “comigo não tá” flamengueiro entrou em ação com toda força nesta ensolarada manhã de quinta-feira.

Godinho, vice de futebol do Flamengo, foi preso porque era braço direito de Eike Batista, empresário também com prisão decretada. A mídia parece querer encerrar o assunto aí. Para não respingar no “mais querido”.

Mas, espera lá. O doutor Eike tinha participação no consórcio Maracanã, liderado pela Odebrecht e que teve como parceiros e beneficiários diretos Flamengo e Fluminense. Maracanã que nesta quinta teve a luz cortada.

O Flamengo arrendou a Eike o seu prédio no Morro da Viúva, para a construção de um hotel. Com a falência de X dizem que o prédio foi devolvido ao Flamengo. Hoje está lá, abandonado.

O doutor Eike foi profundamente financiado pelo BNDES, banco público que agora empresta ao Flamengo distintos executivos.

Apuração quanto a isso provavelmente não levará a nada, dada a retidão dos envolvidos. Porém, dizer que o Flamengo está imune aos efeitos das prisões preventivas de hoje paridas pelas artimanhas do doutor Eike vai distância maior.

Assim, sem juízos de valor em relação a qualquer um dos envolvidos ou citados, o que fica ridículo na mídia esportiva, fã do “mais querido”, é esta ansiedade antes do pique começar. Este afã de gritar “comigo não tá”. Muita calma nesta hora. Porque, ainda que não existam fatos, existe uma ducha que atinge o Flamengo, lamento informar. É da vida.

Quando o senador Álvaro Dias mandou a PF a São Januário, o Vasco foi criminalizado pela mídia imediatamente. Nada se provou, mas o clube foi rabiscado. Seria de bom tom que a imprensa mantivesse seus procedimentos. Mas, como isso não é possível, fica o alerta aqui do meu canto.

E para aqueles que ainda duvidam da relação, desejo uma boa leitura:

https://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2012/01/27/eike-batista-entra-oficialmente-na-briga-para-comprar-maracana-na-terca-feira.htm

Abraços

João Carlos Nóbrega

O ano de 2017 inicia aparentemente sem muitas novidades no Vasco, especialmente para aqueles que acham que uma instituição deste porte começa e termina no seu departamento de futebol. Mas, talvez, um olhar mais cuidadoso enxergue progressos que prometem integrar as engrenagens do modelo de um clube que se pretende sólido, capaz de transitar entre o caos absoluto legado da era Dinamite para algo sustentável, permanente, robusto. Novas práticas que sinalizam um norte, a retomada de rumo e o banimento definitivo dos desmandos e suas consequências, originados no golpe de 2008 e, espera-se, encerrados para sempre com a segunda divisão de 2016.

Uma das iniciativas, apresentada ainda no mês de dezembro de 2016, foi a exposição da situação financeira do clube, de que forma o Vasco se tornou pagador após seis anos de uma administração caloteira, recuperando credibilidade no mercado, da compra de copos d’água ao contrato de patrocínio master. O exemplo de transparência vem na hora certa, quando há como mostrar o que precisou ser feito em 2 anos para que o Vasco não fechasse as portas. Com suas dívidas reorganizadas, recompostas, quitadas em boa parte, com a retomada fiscal, o clube sinaliza ao mercado o que pretende ser. Ou voltar a ser.

Outro ponto marcante, decisão acertada, foi acabar com o meio termo no departamento de futebol. O filho do presidente é o homem de confiança do presidente no futebol do clube. Ponto. Como o Vasco não é terreno público, não há porque se falar em nepotismo. Como o cargo não é remunerado, não há porque se falar em nepotismo. Como não há ninguém no Vasco com competência similar, contatos, conhecimento do mercado, com exceção do próprio Presidente, não há porque ser contestado. Lembro que passamos por Necas, Mandarinos e outros bichos. Eurico Brandão, o Eurico filho, é jovem e concedeu uma entrevista equilibrada e sensata em sua primeira aparição pública diante da imprensa. Merece fichas apostadas nele e aqui ofereço as minhas.

O último destaque que gostaria de fazer, por hora, é quanto à reformulação que se pretende iniciar no departamento de marketing. Saiu o gerente profissional Marcus Duarte, contestado por diversos setores do clube. E chegam dois novos diretores para auxiliar o Vice-Presidente Marco Antônio Monteiro: os companheiros Henrique Serra e Flávio Carvalho, conselheiros do clube. Parece haver muito a ser explorado no setor, o campo não ocupado pelo Vasco é vasto e precisa ser preenchido. Renovo as expectativas porque acredito na competência do trio e percebo apoio do Presidente para ações ousadas, das quais, francamente, sentia falta.

Portanto, a mensagem é de otimismo. Mesmo a você, que quer saber é de nomes contratados para o time de futebol, a mensagem é de otimismo. Creio que o Vasco se reforçará para fazer um bom ano, início da reconsolidação do seu futebol entre as principais forças do país.

Mas, vou além: como tenho insistido aqui, não há possibilidade de se manter um time competitivo sem um clube organizado. O segundo semestre de 2011 e primeiro de 2012 formam um período de tempo que serve como exemplo. O Vasco teve um time competente, mas este time não se sustentou porque a administração inexistia, subtraía o Vasco na medida em que o tornava menor fora de campo, com calotes distribuídos a esmo e apequenamento singular nos contratos de TV e seus efeitos secundários, refletidos nas receitas menores advindas de sua exposição menor.

Assim, o trabalho agora realizado inverte a lógica: em vez de um time que sustente a farsa de uma diretoria, busca-se uma direção real e equilibrada que sustente um time. A fórmula é correta. Sim, é verdade, nos trouxe a dor evitável da segunda divisão em 2016. Mas, quem sabe, o remédio amargo tenha aberto portas para um futuro promissor.

Abraço

João Carlos Nóbrega

CASACA! NO RÁDIO

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Ouça a íntegra do programa CASACA! no Rádio de 13/02/2017 com participação de Sérgio Frias, Iury Gaspar e Rodrigo Alonso.