Home Palavra do Presidente

Nesta reta final de 2017 é importante mostrar aos vascaínos as esperanças e preocupações com o futuro de nossa Instituição. Desde que voltei à Presidência do Vasco, em dezembro de 2014, nunca escondi a difícil condição patrimonial, esportiva e financeira deixada pela administração anterior. Mas também sempre afirmei que, com tempo e determinação, era possível reverter o quadro.
 
Muitos afirmam que em clube uma administração sempre deixa dívidas para a outra. É verdade. Porque quem assume o bônus tem a obrigação de assumir o ônus. Mas o que foi deixado foi terra arrasada. Só a cegueira de quem tem posição política contrária a qualquer iniciativa nossa não admite que o cenário deixado fazia o Vasco caminhar para a insolvência.
 
O patrimônio destruído foi recuperado. A recuperação esportiva é evidente, desde a base ao futebol profissional, sem falar nos outros esportes.

Mas a situação financeira ainda é preocupante. Por quê?
 
Porque a administração anterior cometeu dois erros pelos quais o Vasco paga até hoje: o primeiro, assinar um contrato de televisão que nos colocou, num período de dez anos, com menos 500 milhões de reais destinados a dois clubes brasileiros e menos 200/300 milhões de reais do que alguns outros. Quando deixei o Vasco em 2008, nós recebíamos o mesmo que Corinthians, Flamengo, Palmeiras e São Paulo. Não se tira uma diferença de 500 milhões de reais sem mudar os contratos, o que acontecerá a partir de 2019.
 
O segundo foi abandonar qualquer responsabilidade financeira e fiscal, o que levou o clube ao colapso no período 2013/2014. Essa herança está sendo enfrentada porque só assim haverá recuperação da capacidade de investimento. O Vasco foi obrigado a pagar dívidas ou fazer acordos de pagamentos de todos os tipos, incluindo 10 milhões de reais à Cedae, 12 milhões de reais por determinação da Fifa pelo passe de Éder Luiz, dezenas de jogadores, fornecedores e impostos. Para que o vascaíno tenha ideia do que foi herdado, esta semana – três anos depois de tomarmos posse – fomos informados da cobrança imediata de 600 mil libras esterlinas (mais de 2,5 milhões de reais) por comissões de intermediação pela vinda do atacante Tenório. 
 
Em meio a toda essa situação, ainda tivemos que enfrentar a sabotagem frequente do grupo que comandou a administração passada e agora tenta voltar ao Poder. Eu tinha a certeza do trabalho desenvolvido e que a recuperação esportiva do Vasco daria um passo importante neste ano de 2017. A base do futebol caminhava bem e o time profissional estava sendo ajustado para brigar por uma vaga na Libertadores, mesmo com a capacidade de investimento limitada e as dificuldades da crise econômica que atinge o Brasil e, em especial, o Estado do Rio.
 
Mas o mais difícil foi enfrentar a guerra interna. Para os que passaram antes por aqui, o Vasco não pode dar certo. O que aconteceu na partida contra o Flamengo não saiu do nada e vinha sendo preparado desde o jogo contra o Corinthians. Perdemos seis mandos de campo, tivemos uma queda no campeonato e muitos prejuízos. Mas a recuperação veio, mesmo em meio a uma campanha eleitoral que nos obrigou a transferir os jogos de São Januário para o Maracanã com o objetivo de preservar a equipe.
 
Mas a ação de sabotagem não parou. Parceiros e possíveis futuros parceiros foram procurados para que negócios com o Vasco não se efetivassem. A mídia foi alimentada diariamente com matérias para desmoralizar o clube. Jogadores receberam recados de que não iriam receber seus salários. O objetivo era a asfixia financeira para impedir que o time chegasse aonde podíamos chegar. Mas chegamos contra tudo e contra todos.
 
E no momento em que precisamos planejar 2018 a sabotagem continua. A manipulação da opinião pública com o objetivo de pressionar a Justiça é evidente. Os vascaínos sabem que faremos tudo para preparar o Vasco para os desafios do próximo ano, mesmo com as limitações financeiras ainda existentes. Terminaremos este ano numa situação muito melhor do que a encontrada em 2014, mas denunciaremos todas as situações que continuam sendo forjadas para prejudicar a montagem da estratégia de um ano que pode representar um novo salto no momento do Vasco.
 
Eurico Miranda
Presidente
 
Fonte: Site oficial

Desatando Nós – Resposta à Carta de Fernando Horta

Em atenção à carta publicada por veículos de comunicação, intitulada “O Vasco precisa acabar com a ‘Era do Eu’. E iniciar a ‘Era do Nós’, através da qual o Sr. Fernando Horta se licencia do seu cargo de 1º Vice-Presidente Geral do clube, teço os seguintes comentários:

1) É surpreendente e desrespeitoso com a Instituição que um pedido de licenciamento de um Vice-Presidente seja divulgado na imprensa antes de ser encaminhado ao Vasco e a seu Presidente. A carta foi entregue nesta data à Secretaria.

2) Ao contrário do que supõe o Sr. Fernando Horta no título de seu texto, O Vasco já estava mergulhado na “era dos nós” em dezembro de 2014. Percebi isso no dia em que reassumi o clube, embora já vislumbrasse tal realidade. Desde então, diariamente, a cada hora, minuto e segundo, desatamos nós. Nada mais temos feito no Vasco em 3 anos. Espero que não se pretenda revivê-la.

3) Conforme o próprio Sr. Horta admite, a fim de desatar a verdadeira “era dos nós”, infelizmente tivemos a ausência efetiva dele “desde a primeira semana”. Quando o convidei para compor a chapa vitoriosa em 2014, tive a expectativa de que unisse esforços aos que procuraram ajudar nesta tarefa difícil. Suas prioridades pessoais, no entanto, prevaleceram. Foram diversas as ausências em reuniões de Diretoria o que, por certo, o afastou de determinadas decisões. Por outro lado, procurei compreender. Afinal, em outras oportunidades, o Sr. Horta já havia demonstrado a escala de importância de seus interesses.

4) Em determinado trecho de sua nota, o Sr. Horta pontua que permaneceu em São Januário a contragosto durante este mandato. O que sinceramente lamento. Considerando que “desde a primeira semana” a ruptura lhe era clara, tanto sofrimento poderia ser evitado. Para tal, bastava renunciar ao cargo ocupado. Mas, não. O Sr. Horta aqui permaneceu, viajou diversas vezes com a delegação de futebol, demonstrando notável capacidade de dissimulação. 

5) O Sr. Horta manifesta o desejo que o Vasco possua um conselho diretor ativo. Esquece que o Vasco tem uma diretoria ativa e participativa. Reuniões semanais foram feitas ao longo desses quase três anos e, como já dissemos anteriormente, as diversas ausências do Sr. Fernando Horta indicavam suas prioridades. Agora, na carta fala em Conselho Diretor. Porém, para implementá-lo, o primeiro passo é que os diretores estejam presentes. Não há conselho diretor sem diretores. Se eles estão viajando ou cuidando de suas vidas pessoais, o conselho diretor é a teoria que os protagonistas da “era dos nós” conceberam entre 2008 e 2014 : CEOs, dirigentes profissionais, conselhos diretores compostos por diretores ausentes, muitas plumas, muitas alegorias e, na hora H, aquilo que se viu: um clube que mergulhou em incertezas, o que poderá voltar a ocorrer caso os despreparados que até aqui se lançaram como postulantes tenham êxito, pois representam a volta daqueles tempos.

6) A fim de desatar a “era dos nós”, muito de responsabilidade com finanças, amor pelo Vasco, respeito por sua História, transparência e modernidade foram praticados por esta gestão. Não fosse assim, não tínhamos chegado aqui, com dívidas solucionadas ou compostas, fortalecimento da base do futebol, renascimento vigoroso do basquete adulto, recuperação a olhos vistos do patrimônio e retomada dos patamares de negociação com parceiros, patamares aqueles negligenciados pelos doutos da “era dos nós”, investimentos sociais como no apoio aos esportes paraolímpicos, dentre diversas outras medidas. Ou seja, como o sr. Horta se oferece como candidato à presidente do clube com uma plataforma que o público em geral desconhecia em suas atividades.

7) Gostaria de reforçar que todos aqueles que estatutariamente estão aptos a concorrer à presidência do Vasco, podem evidentemente fazê-lo. O problema é que se justifiquem através de argumentos falseados, criados para camuflar outras intenções, ou para que sirvam como desculpa para atos, estes sim, opacos. Fica encaminhado ao Presidente do Conselho Deliberativo, conforme rege o Estatuto, o pedido de licença manifestado, ressaltando que este afastamento de agora para diante, na prática, difere pouco daquele ocorrido “desde a primeira semana”.

Por fim, afirmo que o Vasco tem apenas uma chance de sobreviver para, gradativamente, reencontrar os seus caminhos para o futuro, após a deprimente e destrutiva “era dos nós”: responsabilidade financeira, investimento na base, recuperação de suas estruturas. Até que se possa voltar a investir e reinvestir com robustez. Aquele que garantir o desempenho que tivemos nos quase três anos últimos, pode pleitear administrar esta Instituição com alguma possibilidade de sucesso. Até aqui, não é o caso dos que se colocaram como opção.

Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2017

Eurico Miranda

Presidente

 

 
A torcida do Vasco sempre teve um papel fundamental na história de nosso clube. Mas, neste momento, ela precisa estar presente, apoiar todo o tempo para que os objetivos sejam alcançados.
Todo o planejamento conta com os resultados que já aparecem na base do Vasco, possibilitando a renovação da equipe num campeonato longo, difícil e num momento de muitas incertezas na economia, ainda mais num clube que foi assolado por dívidas em tempos recentes.
Essa união entre torcida e time em nosso estádio é o elemento central na estratégia: apoiar sempre, com entusiasmo e com tranquilidade para mantermos o nosso caldeirão até o final do campeonato.
O Vasco estará também atento a fatos que possam prejudicar essa caminhada, tendo em vista o que aconteceu nas primeiras quatro rodadas. E a torcida pode ter a certeza de que em São Januário todos os esforços serão feitos para que esta força seja retribuída ao nosso torcedor.

Eurico Miranda
Presidente

 
Fonte: Site Oficial

Nota Oficial

RECEITAS DO VASCO CRESCEM, DÍVIDAS DIMINUEM MAS AINDA PRESSIONAM BALANÇO DO CLUBE

Pelo segundo ano consecutivo, as receitas do Vasco cresceram e o balanço do clube mostra que o trabalho para a diminuição da dívida ainda exige um grande esforço para alcançar um equilíbrio necessário.

Alguns pontos merecem ser destacados:

1 – As receitas chegaram a 213 milhões de reais em 2016 contra 189 milhões de reais em 2015 e 129 milhões de reais em 2014.

2 – O superavit do exercício alcançou 11,9 milhões de reais, o que contribuiu novamente para a melhora do patrimônio líquido do clube.

3 – Os direitos de transmissão de TV chegaram a 165 milhões de reais em 2016 contra 104 milhões de reais em 2015. Vale ressaltar que foram lançados exclusivamente recursos que entraram no caixa do clube e não pagamentos futuros por contratos já assinados.

4 – O passivo do Vasco também voltou a diminuir fechando no ano passado em 559 milhões de reais contra 579 milhões de reais em 2015 e 688 milhões de reais em 2014, último ano da administração anterior.

5 – O patrimônio líquido também melhorou ficando negativo em 289 milhões de reais em 2016 contra um negativo de 301 milhões de reais em 2015 e 366 milhões de reais em 2014.

Em resumo, em meio a um quadro de crise econômica no Brasil, a administração do Vasco conseguiu em 2016 combinar o aumento de receita com a redução da dívida. Mesmo assim, o quadro social deve saber que a situação ainda exige sacrifícios para devolver ao clube a tranquilidade de planejamento.

O clube recebido no fim de 2014 estava a beira da insolvência e, hoje, pode apresentar um resultado que mostra efetivamente um processo de recuperação que ainda terá etapas pela frente.

Eurico Miranda
Presidente

Fonte: Site oficial do Vasco

O Club de Regatas Vasco da Gama vem a público manifestar o repúdio à matéria publicada, na data de ontem (21/07/2016), pela ESPN Brasil, na qual o referido veículo de comunicação vinculou ao goleiro Martin Silva a cobrança judicial proposta pela empresa AT 2000 Sociedad Anónima, passando adiante a tecer os seguintes esclarecimentos como meio de restabelecimento da verdade:

De início, revela esclarecer que o atleta Martin Silva não detém nenhuma relação com a referida empresa, assim como o Clube também não possui nenhuma pendência junto ao mesmo, inclusive no que tange a direitos de imagem, pertencentes a empresa estranha à AT 2000 Sociedad Anónima.

A suposta dívida cobrada judicialmente pela AT 2000, Sociedade Anônima sediada no Paraguai, presidida pelo ex-presidente do Olímpia, Sr. Marcelo Recanate, e, portanto, estranha ao atleta Martin Silva, teria sido constituída quando da contratação do atleta e seria relativa a supostos direitos de imagem que teriam sido cedidos à referida empresa, cuja cessão se desconhece e se apresenta um tanto quanto curiosa e que será objeto de contestação na época oportuna, diante da suspeita que paira sobre a mesma.

Caso a ESPN Brasil desejasse, poderia obter estas informações junto ao clube ou ao próprio atleta. Açodadamente, preferiu a informação pela metade. E informação pela metade, não é informação, é versão. Versão não apurada quase sempre determina equívoco. E equívocos podem ter ou não segundas intenções.

O Vasco segue rígido processo de recuperação de suas finanças. O panorama é delicado, mas estamos enfrentando-o com competência. Desejos obscuros no sentido de plantar fatos que inventem crises não nos desviarão do foco mantido até aqui e que perdurará pelos anos desta administração.

Ao nosso atleta manifestamos nosso apoio e reiteramos a plena confiança no compromisso com esta instituição.

Club de Regatas Vasco da Gama

Eurico Miranda

Presidente

Fonte: Site Oficial do Club de Regatas Vasco da Gama

Palavra do Presidente

Mais uma vez fomos compelidos a pagar uma dívida herdada da administração anterior sob pena de sanção disciplinar com a perda de pontos e até rebaixamento de divisão.

O Vasco pagou cerca de 12 milhões de reais para encerrar o processo que corria contra o clube em função da dívida com o SL Benfica pela aquisição do atleta Éder Luis.

Publico abaixo a carta enviada pelo Presidente do SL Benfica exigindo o pagamento imediato e o comprovante do envio pelo Vasco de 2,6 milhões de euros. Além disso, houve a incidência dos impostos sobre a remessa, o que elevou o gasto aos 12 milhões de reais já referidos.

O pagamento representa para o Vasco o adiamento de investimentos tão necessários ao clube. Brevemente daremos outros detalhes da operação.

Detalhes do pagamento ao Benfica

O Club de Regatas Vasco da Gama comunica o pagamento ao SL Benfica de 2,625 milhões de euros para encerrar o processo de cobrança pela compra do atacante Éder Luis. Com os impostos incidentes sobre remessas, o valor supera 3 milhões de euros, cerca de 12 milhões de reais.

A antiga direção do clube comprou o atleta junto ao Benfica em 2012 por 3,5 milhões de euros, efetuando apenas o pagamento de uma parcela de 875 mil euros. O pior: emprestou o jogador para o futebol árabe por um valor próximo ao da dívida e não pagou um tostão ao clube português.

Com um processo na Fifa, o Vasco já tinha perdido em todas as instâncias. Agora, o Benfica daria entrada no Tribunal Arbitral do Esporte e isso implicaria na imediata perda de pontos e, mantida a inadimplência, no rebaixamento de divisão. O pagamento teria que ser integral acrescido de multas.

O montante enviado ao Benfica representa um duro baque no programa de investimentos do clube e se soma a série de dívidas que estão sendo pagas desde Dezembro de 2014, quando o Presidente Eurico Miranda assumiu a direção do Vasco: dívidas fiscais, bancárias, com fornecedores, jogadores e clubes. Isso sem falar na degradação patrimonial.

No período foram pagos quase 40 milhões de reais em dívidas bancárias, 14 milhões de reais em impostos vencidos, renegociação da dívida fiscal e mantido o pagamento dos impostos em dia, além de 3 folhas de salários vencidos e fornecedores diversos. Mais de 100 milhões de reais em atrasados em cerca de um ano e meio. Acordos que evitassem penhoras foram feitos e representam hoje cerca de 3 milhões de reais mensais.

Em relação à compra de direitos econômicos de jogadores, o Vasco já pagou por atletas como Sandro Silva (Málaga), Guiñazu (Libertad), Yotun (Sporting Cristal), além de mecanismos de solidariedade de jogadores como Rômulo, Benitez e Montoya.

O quadro social do Vasco e seus torcedores precisam conhecer o nível de irresponsabilidade com o qual o clube foi conduzido pela antiga administração. Não há paralelo na história do Vasco. E é necessário saber que é preciso devolver à Instituição a capacidade de investimento. Muito já foi feito com a recuperação de boa parte da estrutura de São Januário, o controle da base e o comando no futebol. Mas o Vasco ainda paga o preço da irresponsabilidade. Uma administração eventualmente erra, isso é natural em qualquer lugar, mas o que foi feito no Vasco tem outro nome.

Eurico Miranda
Presidente

carta - Benfica

Carta - Benfica 2

Fonte: Site Oficial

O Vasco começa nos próximos dias a disputa da Taça Guanabara com o objetivo de chegar à fase final do Campeonato Carioca e ser bicampeão. Claro que ganhar ou perder numa fase final depende de vários fatores e isso faz parte do esporte. O torcedor tem acompanhado a manutenção da base da equipe com a renovação de contrato dos principais jogadores, num planejamento não só para esta temporada, mas também para a próxima.
Mas é preciso que todos conheçam o sacrifício para recuperar o clube da irresponsabilidade dos últimos anos. Só nos dois primeiros meses de 2016, o Vasco pagou cerca de 11 milhões de reais em acordos dos mais diversos, desde dívida com ex-jogadores, fornecedores, advogados e prestadores de serviços. O clube também recolheu quase 5 milhões de reais em contribuições e impostos, desde as obrigações atuais até os acordos do Profut. São recursos de grande monta para recolocar o Clube em condições plenas de funcionamento. E nos 15 meses de nossa administração as dívidas estão sendo pagas sem que o clube se endivide mais. Ou seja, pagamentos feitos praticamente apenas com as receitas geradas pelo Vasco.
A maior parte deste sacrifício tem origem na irresponsabilidade administrativa da gestão passada e no adiamento da eleição de 2014, que possibilitou a assinatura de inúmeras Confissões de Dívidas que agravaram a situação financeira. É importante que todos saibam que este adiamento foi feito com a articulação de membros da atual oposição, que atuavam como linha auxiliar da antiga administração, e que agora dão declarações como se não tivessem nenhuma responsabilidade.
O cenário econômico do país é de recessão, mas o Vasco acredita na forte relação com a sua torcida e no fortalecimento de São Januário. Falta pouco para a inauguração do CAPRRES, que será a maior referência em tratamento de atletas no Brasil, e também do campo anexo. São investimentos para o futuro do Vasco. Além disso, em ritmo de muito trabalho, estamos finalizando o lançamento do Gigante, o nosso programa de sócio torcedor. Já são 32 mil pré-cadastrados e um programa de relacionamento que vai atender ao nosso torcedor de qualquer ponto do país.
 
Eurico Miranda
Presidente do Club de Regatas Vasco da Gama

 

Um ano após reassumir a Presidência do Vasco é hora de oferecer ao sócio e torcedor um panorama de como está o seu clube às vésperas de mais um ano. Muitas vezes a memória é curta e esquecemos o panorama de um passado recente. Mas basta um mínimo de lembrança para reconhecer que só voltei ao comando do Vasco porque a situação era de risco até para a continuidade de nossa centenária instituição.

Eu poderia começar a prestação de contas por diversos pontos, mas vou explicar detalhadamente a situação financeira herdada para mostrar porque muitas vezes o torcedor questiona o motivo de não termos investido mais no futebol. Era simplesmente impossível.

. Situação Financeira

Com mais de 50 anos de Vasco, tendo sido situação ou oposição diversas vezes, e visto momentos difíceis, nada é comparável à realidade de dezembro de 2014, quando assumi.

Todos os vascaínos acompanharam as dificuldades enormes do clube nos anos anteriores, com salários constantemente atrasados, bloqueio de verbas por não recolhimento de impostos, degradação patrimonial, enfim, um quadro terrível que misturava falta de comando e de rumo. O resumo era o seguinte:

Cotas de TV – Todas comprometidas com o pagamento de empréstimos variados a bancos, acordos do passado e penhoras.

Fornecedor de Material – Recurso adiantado até novembro de 2015.

Patrocínio – Toda a verba do patrocinador Tron tinha sido adiantada. A última parcela da Caixa estava bloqueada desde agosto de 2014 por falta de documentação das contrapartidas e certidões.

Sócios – Recursos integralmente cedidos a um banco também por empréstimos.

Tributos – Falta total do recolhimento de impostos .

Campeonato Carioca – Recursos de 2015 e 2016 adiantados para pagar dois meses de salários – agosto e setembro de 2014.

Funcionários e Jogadores – Dívida com os salários de outubro, novembro e décimo-terceiro.

Este foi o panorama encontrado. Muitos perguntam porque isso não foi mostrado à época. Simplesmente explicitar esse quadro seria afastar qualquer negócio com o clube. Como alguém vai investir ou confiar numa instituição que não tem condições de honrar compromissos mínimos? Era preciso tocar o clube. Foi o que fizemos.

Desde o primeiro momento buscamos novos recursos. O primeiro ponto foi pagar 14 milhões de reais em impostos para ter as certidões, fechar o contrato com a Caixa e mostrar que o Vasco tinha fôlego.

Buscamos patrocínios, apoios, renegociamos contratos e, com muito sacrifício, chegamos ao meio do ano. Chegamos, mas sem possibilidade de investimentos. Naquele momento a criação do Profut foi fundamental para o Vasco. Vou explicar:

A dívida tributária apurada era de 212 milhões de reais (chegaria a 226 milhões, se não tivéssemos pagos aqueles 14 milhões referentes a 2014).O Vasco foi o primeiro clube a aderir. Com os benefícios da lei – corte dos encargos legais e redução de multas e juros – a dívida caiu para 144 milhões de reais, parcelada em 240 meses. Foi um enorme alívio porque só um acordo com a Receita Federal por falta de pagamento de impostos na antiga administração consumia mais de 1 milhão e 500 mil reais em agosto passado.

Assim, apesar do alívio tributário, o clube que adere ao Profut tem a obrigação de recolher os impostos em dia. É o que estamos fazendo com tudo rigorosamente em dia neste fim de ano.

Em resumo:

Dívida tributária…………………………. – 226 milhões de reais

Pagamento feito quando chegamos  –    14 milhões de reais

Redução por aderir ao Profut –              68 milhões de reais

Dívida parcelada                              –  144 milhões de reais

A irresponsabilidade foi tão grande em período recente que a origem de toda a dívida tributária do Vasco – retirando juros, encargos e multas – está 60 por cento entre 2008 e 2014. Mas, ao final de um ano, podemos dizer que a dívida tributária do Vasco está novamente equacionada.

Outras Dívidas

Mas a situação ainda é grave em outros segmentos.  Desde que assumi fui sendo surpreendido quase que diariamente por novas dívidas. Eram confissões de última hora, inclusive para advogados, acordos judiciais não pagos – o que multiplica a dívida – e todos os fornecedores com atrasos.

Só a negociação com a Cedae chegou a 10 milhões de reais. E mais: também não pagavam os carros pipa, que tanto nos envergonharam no noticiário. Se os funcionários não recebiam, se a água não era paga, não seriam outros  fornecedores e ex-jogadores que seriam.

Fomos obrigados a fechar dezenas de acordos para impedir que todas as verbas do Vasco fossem bloqueadas com  penhoras. E acordo tem que ser pago, ao contrário do que se fez no passado recente. São jogadores, clubes, membros de comissão técnica.  Há dívidas em execução na Fifa, como a do Eder Luiz e de Sandro Silva.  Nós pagamos 500 mil euros pela aquisição do jogador Felipe Bastos, já que o Vasco tinha sido condenado. Também havia falta de pagamento de ” comissões de intermediação “, entre outros absurdos. A lista é enorme e, infelizmente, continua a aparecer. Esses acordos levarão do Vasco uma parcela grande de nosso orçamento em 2016, algo superior a 30 milhões de reais, o que equivaleria a trazer vários jogadores de alto nível.

Hoje, o Vasco está em dia com as suas obrigações. Funcionários e jogadores pagos, incluindo o decimo terceiro salário. Mas o sócio e o torcedor devem saber que 2016, não só pela situação do País, mas pelo quadro ainda grave na área financeira do clube, será de preparação para uma estabilidade maior.

. Situação Patrimonial

Quem passou por São Januário no ano passado se assustou com a degradação do patrimônio. A própria eleição foi realizada num ginásio sem piso. Parque Aquático fechado e abandonado; concentração e Pousada do Almirante depredadas, sujeira por toda a parte.

A primeira providência foi limpar São Januário. Eram montanhas de lixo. E não era apenas entulho. Tinha lixo diário jogado nas proximidades do Parque Aquático e da Escola, como vocês podem ver nas fotos abaixo.

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A antiga concentração dos profissionais foi depredada. Banheiros quebrados, televisões  desaparecidas, camas sumidas. Um horror, como você também pode ver nas fotos. A base do Vasco estava em Itaguaí e a Pousada do Almirante fechada e abandonada.

Nós  limpamos São Januário, restabelecemos uma equipe de conservação. A primeira grande reforma foi da Pousada do Almirante, hoje um lugar de alto nível para os jogadores da base do Vasco.

Na sequência, após uma vitoriosa campanha de arrecadação de recursos entre torcedores do Vasco de todo o País, iniciamos a reforma do Ginásio Principal, já pronto e que será inaugurado agora em janeiro na apresentação do novo time do basquete masculino adulto.

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São Januário passou a ser o centro do futebol do Vasco. E duas decisões tomadas terão seu resultado nos  primeiros meses do ano: a inauguração do campo anexo, que servirá para o treinamento de nossa equipe principal, e o Caprres, o mais moderno centro de saúde do atleta do Brasil.  O edifício do Caprres estará pronto já em abril e será motivo de orgulho para todos nós.

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Situação Esportiva

Na chamada área olímpica/amadora foi feito um esforço de retomada do remo, da implementação das escolinhas de futsal, das equipes de base do basquete, além de outras iniciativas. Mas só é possível fazer esporte olímpico/amador no Brasil com recursos das diversas lei de incentivo. Determinei a criação de um setor de captação para aproveitamento dessas leis. Para isso precisamos manter a regularidade tributária e, com anos de atraso, estamos buscando recursos que, nos anos de crescimento da economia brasileira, eram bem mais abundantes. Mas, mesmo assim, no início de 2016, voltaremos com uma equipe de basquete adulto masculino, uma das grandes tradições de nosso clube.

No futebol sabíamos da dificuldade do ano devido a impossibilidade de investimentos. Como vocês já viram acima não havia recursos no clube. Mesmo assim, acima da expectativa inicial, fomos campeões cariocas, após 12 anos, e iniciamos a reforma da base. Vale ressaltar o título do estadual sub-17.  O início ruim no Campeonato Brasileiro e as restrições orçamentárias levaram rapidamente a uma situação difícil. A reestruturação da equipe aconteceu, a recuperação foi acompanhada por todos, mas não a tempo. Não existe desculpa para o fato, mas o nosso clube precisa tirar a lição para que nunca mais se repita.

O ano de 2016 começa mais estruturado do que 2015, mas ainda será muito difícil. Muito do trabalho iniciado há um ano vai aparecer mais, com uma estrutura bem melhor para São Januário, incluindo o prédio do Caprres e o campo anexo, e um conhecimento amplo dos potenciais e das limitações ainda impostas pelo passado. No primeiro trimestre teremos, finalmente, o programa sócio-torcedor, que será amplo, moderno e a altura de uma torcida de dimensão nacional, que só não foi lançado antes devido a um contrato herdado que nos impedia e que já vinha derivado de um acordo judicial.

Saudações Vascaínas,

Eurico Miranda

CASACA! NO RÁDIO

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Ouça a íntegra do programa CASACA! no Rádio de 04/12/2017 com participação de Sérgio Frias, Rodrigo Alonso e Iury Gaspar.