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Rodrigo Alonso

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Classificado! Após vencer o São Paulo, atual bicampeão da Copa do Brasil, em São Januário por 1 a 0, a equipe sub-20 do Vasco da Gama mediu forças com o time paulista no Morumbi, nesta quarta-feira (26/04), pelo jogo de volta das oitavas de final da competição nacional. Com gols de Bruno Cosendey e Paulinho, o Gigante da Colina venceu por 2 a 0 e avançou às quartas de final.
 
Na próxima fase, os Meninos da Colina vão enfrentar o Vitória, que passou pelo Goiás. Porém, antes disso, o Vasco volta a campo, domingo (30/04), contra o Fluminense, pela decisão do Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca. A partida será às 10 horas, em Laranjeiras.
 
O JOGO
 
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Meia Dudu protege a bola do jogador do Tricolor Paulista

Jogando longe de seus domínios, o Vasco teve a primeira grande chance da partida aos dois minutos, Após cobrança de escanteio, Ricardo subiu mais alto que a defesa adversária e a bola bateu na trave. Em seguida, o Cruzmaltino teve outra chance desperdiçada por Robinho.

 
Após as oportunidades criadas pelo Cruzmaltino, a equipe do São Paulo respondeu. Shaylon arriscou, por duas vezes, chutes de fora da área, mas o goleiro João Pedro defendeu. Na casa dos 25 minutos, o atacante Robinho tentou de longa distância e a bola passou por cima do gol. 
 
O Almirante só foi chegar com perigo novamente aos 39 minutos. Após cruzamento rasteiro de Robinho, a bola passou por todo mundo e sobrou para Rafael França do lado direito de ataque. O lateral tocou para Bruno Cosendey estufar a rede. VASCO 1 x 0. 

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Bruno Cosendey comemora seu gol com Alan Cardoso (6)
 
Com a vantagem no marcador, o Cruzmaltino teve mais tranquilidade na etapa complementar. Aos seis minutos, Robinho recebeu pelo lado esquerdo, cortou e chutou cruzado. A bola passou perto do gol. Com pouco mais de 20, mais uma oportunidade. Mateus Vital trocou passes com Paulinho e arriscou o chute, mas parou nas mãos do goleiro.
 
O Vasco manteve a concentração na marcação e buscava os contra-ataques. Mas, aos 39 minutos, um susto para a defesa vascaína. O árbitro assinalou pênalti. Shaylon cobrou e João Pedro defendeu. 

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Paulinho marcou seu primeiro gol na Copa do Brasil
Quando a partida já caminhava para o fim, mais precisamente aos 47, Vagner lançou para Paulinho, que carregou a bola e tocou na saída do goleiro. VASCO 2 x 0. Com o resultado, o Cruzmaltino avançou para as quartas de final da Copa do Brasil. 

Escalação do Vasco: João Pedro, Rafael França, Mayck, Ricardo e Alan Cardoso (Luan); Andrey, Bruno Cosendey, Dudu (Léo Couto), Mateus Vital (Moresche) e Robinho (Vagner); Pedro Bezerra (Paulinho). Treinador: Marcus Alexandre.

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Vascaínos festejam a vitória após o apito final- Fotos: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br
 
Fonte: Site Oficial

O Vasco participou do 5º Torneio Internacional de Karate Open, em São Paulo, e mais uma vez conseguiu grandes resultados. Foram cinco medalhas conquistadas pela equipe cruzmaltina no evento realizado no Transamerica Expo Center. O campeonato foi disputado entre os dias 21 e 24 de abril.
 
Adan Ramos, Átila, Lucas Bruno e Mariana Oliveira foram os representates do Gigante da Colina que levaram medalhas para São Januário. Único a garantir o ouro, Lucas chegou ao local mais alto do pódio na categoria -53. Mariana e Adan foram prata nas categorias +68 e equipe, respectivamente. Adan também faturou o bronze na categoria -84 e Átila na Master -65.

 

Vencedor do Clássico dos Milhões, o Sub-20 não foi a única categoria da base cruzmaltina que fez bonito no fim de semana. No último sábado (22/04), pela terceira rodada da Copa Dente de Leite, o Sub-11 não tomou conhecimento do Volta Redonda e venceu o adversário por 3 a 0. A partida foi realizada no Centro de Treinamento Deodoro e o resultado manteve o Vasco na liderança do Grupo B.

Atual campeão do Rio na categoria, o Gigante não tomou conhecimento do Voltaço. O rival tentou dificultar a vida cruzmaltina nos primeiros minutos, mas a estratégia caiu por terra aos 11, quando Rayan Vitor cobrou escanteio e Kauã Velon testou para o fundo das redes. No lance seguinte, mais um gol do Almirante. Dessa vez, Matheus Ferreira cruzou para área, Rayan chutou em cima do zagueiro e no rebote Wanison completou.

A vantagem não fez o clube de São Januário diminuir o ímpeto no segundo tempo. Ao sete minutos, Rayan lançou Kauã Velon em profundidade, mas ele acabou sendo travado no momento da conclusão. Esperto, o camisa 11 pegou o rebote e passou para Guilherme Esteves, que encobriu o goleiro com um toque de classe e fechou o placar. Já garantido na segunda fase, o Vasco retorna aos gramados no sábado (29), às 10h30, para enfrentar o Goytacaz.

Jogo na íntegra:

Escalação do Vasco: Gabriel Caldeira, Pedro Henrique, Anderson Garcia, Wanison e Guilherme Esteves; Estevam Riquelme, Matheus Ferreira e Miguel Abreu; Kauã Velon, Rayan Vitor e Paulo Roberto. Suplentes: João Marcos, Arthur Júnior, Ruan Paixão, Yago Lemos, Williver Bruno, Luiz Felipe, Matheus Job, Caio da Silva, Lucas Louback, Kayck André e Nicollas Couto. Treinador: Eduardo Júnior.

Fonte: Site Oficial (Texto) / Facebook Copa Dente de Leite (Vídeo)

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O Clássico dos Milhões que definiu um dos finalistas da Taça Guanabara sub-20 contou com a ilustre presença de Milton Mendes, comandante da equipe profissional do Vasco da Gama. Na manhã deste domingo (23/04), das sociais do Estádio de São Januário, o treinador acompanhou ao lado do auxiliar Ednelson Silva e do preparador físico Flávio Trevisan o triunfo do time júnior cruzmaltino pelo placar de 3 a 0.

A exibição de gala dos Meninos da Colina diante do Rubro-Negro foi exaltada pelo técnico em bate-papo exclusivo com o Site Oficial. Milton Mendes destacou o comprometimento tático demonstrado pelos atletas ao longo dos 90 minutos. A partida contra o Flamengo, é bom lembrar, foi a segunda do sub-20 que o profissional assistou in loco. Na quinta (20), o treinador acompanhou o duelo com o São Paulo, pela Copa do Brasil.

– Gostei bastante do que vi, o time teve uma atitude boa. Os meninos mostraram personalidade. Podemos sim contar com alguns jogadores que estão trabalhando aqui na base. Tem cinco, seis jogadores interessantíssimos. Vamos fazer uma reunião para ver o que podemos fazer, analisar, atendendo os campeonatos que estão disputando, para não chocar com isso. Mas gostaria de ver de perto uma meia-dúzia de jogadores  – afirmou o comandante do profissional.

Ao término do jogo, Milton Mendes fez questão de parabenizar o treinador da categoria, Marcus Alexandre, pelo expressivo resultado obtido no Clássico dos Milhões. Os jogadores também não foram esquecidos pelo técnico. O profissional foi ao vestiário do sub-20, conversou com os atletas vencedores e garantiu que o desempenho de cada um deles está sendo observado com carinho pela comissão técnica da equipe principal.

– Vejo todos os jogos do sub-20. Quando atuam fora, recebo os links dos jogos e um relatório individual dos jogadores. Ainda não consegui me reunir com os treinadores, mas pretendo ter reuniões periódicas. Os clubes brasileiros têm que usar muito a base, porque está difícil contratar jogadores. Se for para compor, vamos compor com nossos meninos. Temos Mateus Vital, Ricardo, Andrey, Alan e outros bons jogadores. Todos possuem potencial – concluiu.

Fonte: Site Oficial

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Pela semifinal do Campeonato Carioca, o Vasco perdeu para o Fluminense, por 3 a 0, e deixou a briga pelo tricampeonato após os títulos de 2015 e 2016. Com o resultado, a equipe vascaína terá três semanas para se preparar para a estreia do Campeonato Brasileiro, dia 14 de maio, contra o Palmeiras, no Allianz Parque. 

O JOGO
 
O Fluminense começou com tudo e pressionou a equipe vascaína logo no início. Destaque do jogo, o goleiro Martín Silva trabalhou bastante. Aos 7 minutos, Pedro enfiou bola para Lucas pela direita, que entrou na área e chutou forte, obrigando o uruguaio a fazer a primeira grande defesa. Na sequência, aos 10, o camisa 1 vascaíno voltou a fazer a diferença em chute muito perigoso de Wellington Silva de longa distância.

O Gigante da Colina teve a primeira oportunidade aos 19 minutos, quando Rodrigo e Luis Fabiano brigam pela bola na área no setor ofensivo, a zaga adversária afastou nos pés de Gilberto, que finalizou com muito perigo. Aos 21 minutos, Wendel apareceu pela esquerda em grande jogada pelo adversário. O jogador rolou para Pedro, que chutou e e o lateral Henrique apareceu para salvar duas vezes.

O Vasco cresceu na partida. Após a parada técnica, aos 30, Luis Fabiano fez o trabalho de pivô para Nenê, que livre, finalizou para grande defesa de Diego Cavalieri. Pouco tempo depois, foi a vez do camisa 9 testar de cabeça e quase marcar o primeiro para o Cruzmaltino.

No segundo tempo, o Fluminense abriu o placar logo aos cinco minutos com Richarlison. A equipe das Laranjeiras ainda marcou mais duas vezes com Welington Silva, aos 10 minutos, e Léo, aos 26 minutos. No Vasco, o volante Douglas foi expulso aos 15 minutos. 

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Guilherme em ação contra o Fluminense – Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br
 
FICHA TÉCNICA – FLUMINENSE 3X0 VASCO
Competição: Semifinal do Campeonato Carioca 2017
Local: Maracanã, RJ
Data: 22 de abril de 2017
Horário: 19h (Horário de Brasília)
Público presente: 23.564/ Pagantes: 20.092   
Renda: R$ 832.320,00
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá
Assistentes: Wagner de Almeida Santos e Diego Luiz Couto Barcelos
Cartões amarelos: Lucas (Fluminense) / Jean, Nenê e Henrique (Vasco)
Cartão vermelho: Douglas (Vasco)
Gols: Richarlison (05’/2º Tempo), Wellington Silva (10’/2º Tempo) e Léo (26’/2º Tempo) – Fluminense
Fluminense: Diego Cavalieri; Lucas, Henrique Renato Chaves e Léo; Orejuela, Wendel (Lucas Fernandes) e Sornoza; Wellington Silva (Marcos Junior), Pedro (Marquinho) e Richarlison. Técnico: Abel Braga
VASCO: Martín Silva; Gilberto, Rodrigo, Rafael Marques e Henrique (Thalles); Jean, Douglas, Yago Pikachu (Manga), Nenê e Guilherme; Luis Fabiano (Wagner). Técnico: Milton Mendes
 
Fonte: Site Oficial

Classificado! A equipe sub-20 do Vasco da Gama entrou em campo na manhã deste domingo (23/04) contra o Flamengo, pela semifinal da Taça Guanabara. Apesar da vantagem do empate, o time cruzmaltino não tomou conhecimento do rival, controlou o jogo do início ao fim e venceu o Rubro-Negro pelo placar de 3 a 0. Os gols foram marcados por Mateus Vital, Paulo Vitor e Andrey. Com o resultado, o Cruzmaltino vai enfrentar o Fluminense na final da Taça Guanabara, no próximo fim de semana. O dia e local da partida ainda serão definidos.
 
O JOGO
 
Vasco e Flamengo começaram se estudando nos primeiros minutos. Jogando em seus domínios, o time cruzmaltino procurava ditar o ritmo de jogo. Aos sete minutos, Robinho acabou desperdiçando em chute de longa distância. Dois minutos depois o Almirante abriu o placar. Mateus Vital fez jogada individual pelo lado esquerdo de ataque, chutou cruzado, a bola desviou no defensor rubro-negro e entrou: VASCO 1 x 0. 
 
Com o gol, o Vasco começou a criar mais oportunidades. Aos 14 minutos, Bruno Cosendey arriscou de fora da área e a bola acabou passando por cima do gol. O Cruzmaltino ainda teve duas grandes chances em sequência nos pés de Andrey e Dudu. Do outro lado, o Flamengo não conseguia chegar ao gol de João Pedro. 

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Mateus Vital em ação diante do Flamengo
 
Quando o cronômetro marcava 40 minutos, o Gigante da Colina ampliou em São Januário. Robinho lançou para Paulo Vitor. O atacante avançou, deixou o marcador no chão e, cara a cara com o goleiro, só tocou para o fundo da rede: VASCO 2 x 0.
 
Com a vantagem no marcador, além de ter o empate a seu favor, o Vasco procurou manter o ritmo de jogo no segundo tempo. Precisando reverter, o  Flamengo chegou a criar com Vinicius, mas não levou muito perigo ao gol vascaíno. 
 
O Cruzmaltino teve uma grande chance aos 34 minutos. Andrey deu caneta no defensor adversário, driblou o goleiro e só precisou tocar para balançar a rede na Colina Histórica. VASCO 3 x 0. Com o placar, os jogadores rubro-negros acabaram perdendo a cabeça e ainda tiveram dois expulsos. 

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Paulo Vitor tem dez gols no Campeonato Carioca – Fotos: Paulo Fernandes/Vasco.com,br
Escalação do Vasco: João Pedro, Rafael França, Mayck, Ricardo (Denilson) e Alan Cardoso; Andrey, Bruno Cosendey, Dudu (Pedro Bezerra), Mateus Vital e Robinho (Léo Couto); Paulo Vitor. Treinador: Marcus Alexandre.
 
Fonte: Site Oficial

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Por decisão unânime do Órgão Especial do TRT – Tribunal Regional do Trabalho – restou definida a manutenção do ato trabalhista do Club de Regatas Vasco da Gama até a decisão final no TST – Tribunal Superior do Trabalho.

Fonte: Site Oficial

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As bilheterias de São Januário funcionarão normalmente nesta sexta-feira (21/04), feriado de Tiradentes, para a venda de ingressos para a partida da semifinal contra o Fluminense, que acontecerá sábado (22/04), no Maracanã. O horário de funcionamento será das 10h às 17h. 
 
Os sócios podem comprar na bilheteria ao lado da Boutique e os não sócios na bilheteria 9 (Rua Francisco Palheta). O Setor de Cobrança estará aberto para atendimento ao sócio estatutário das 10h às 14 h. A loja que atende ao Sócio Torcedor funcionará normalmente. 
 
Fonte : Site Oficial

Dudu em ação contra o São Paulo na Colina- Fotos: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

O Vasco da Gama largou na frente na briga por uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil sub-20. Pelo jogo de ida das oitavas, o Gigante da Colina venceu o São Paulo por 1 a 0 no Estádio de São Januário. Com o resultado, o Cruzmaltino conquistou o direito de jogar por um empate na partida de volta, que acontecerá na próxima semana em São Paulo, no Centro de Treinamento de Cotia, casa do Tricolor.

 
O JOGO
Como era esperado, o duelo de duas das maiores equipes do Brasil foi bastante equilibrado ao longo de toda a etapa inicial. Mesmo atuando fora de casa, o São Paulo manteve sua característica e ficou mais com a bola no seu pé. O Vasco, como de costume, adotou a estratégia de pressionar a marcação e sair de forma rápida nos contra-ataques. As chances de gol foram poucas no primeiro tempo.

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Robinho finaliza com perigo durante o primeiro tempo
Aos sete minutos, Paulo Vitor foi lançado na ponta direita, se livrou da marcação e chutou no lado de fora da rede. O Tricolor buscou responder com seu trio ofensivo, composto por Bissoli, Frizzo e Caíque, mas não conseguiu vencer a retaguarda cruzmaltina. A melhor chance do São Paulo foi uma cobrança de falta no derradeiro minuto. O Gigante da Colina, em contrapartida, colocou Lucas Paes para trabalhar, em especial aos 13, quando Mateus Vital puxou contra-ataque e serviu Robinho, que chutou com perigo.
Disposto a conquistar uma vantagem, o Vasco retornou do intervalo com uma outra postura. A pedido de Marcus Alexandre, o time adiantou a marcação e passou a dificultar a saída de bola do São Paulo. A primeira oportunidade, entretanto, foi Tricolor. Aos seis, Caíque cabeceou para defesa de João Pedro. A resposta dois minutos depois, quando Dudu recebeu de Mateus Vital e chutou forte para intervenção de Lucas Paes. O camisa 1 rival nada conseguiu fazer no minuto seguinte, quando Cosendey fez grande jogada e cruzou para Paulo Vitor abriu o placar: VASCO 1 x 0.

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Paulo Vitor marcou o gol cruzmaltino contra o São Paulo

Em desvantagem, o São Paulo se lançou ao ataque em busca do empate, mas só levou perigo de fato aos 43 minutos, quando após rápido contra-ataque pela direita, a bola ultrapassou João Pedro e Ricardo salvou em cima da linha. O Gigante da Colina teve boas chances antes do apito final, em especial com Paulo Vitor e Mateus Vital, mas o placar não foi alterado: VASCO 1 x 0.

Escalação do Vasco: João Pedro, Léo Couto, Mayck, Ricardo e Alan Cardoso; Andrey, Bruno Cosendey, Dudu (Moresche), Mateus Vital e Robinho (João Victor); Paulo Vitor. Treinador: Marcus Alexandre.

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Mateus Vital disputa a bola com zagueiro tricolor- Fotos: Paulo Fernandes/Vasco.com.br
 
Fonte: Site Oficial

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O Estádio Vasco da Gama completa 90 anos! Com a sua história de fundação singular e a sua utilização ao longo do tempo como palco de grandes manifestações populares e marcos importantes para o país, a “casa vascaína” escapou da serventia tradicional de arena esportiva e se colocou no decorrer de sua gloriosa existência como parte da história política e cultural brasileira, tornando-se um verdadeiro patrimônio nacional.

O surgimento de São Januário remonta à luta do Vasco em poder colocar em prática a sua política de seleção de jogadores sem distinção de raça ou condição social. No ano de 1923, o Vasco conquistou o seu primeiro título de Campeão Carioca. Com uma equipe recheada de jogadores das camadas populares, conseguiu desbancar um a um os seus adversários. Fazendo uma campanha espetacular, o Clube fez história ao ser o primeiro a conquistar este campeonato com jogadores negros e brancos de baixa condição social, abalando a estrutura do racismo e do preconceito social vigentes no futebol do Rio de Janeiro, então Capital Federal.

A façanha vascaína levou uma mensagem de igualdade para todo o país e revoltou os clubes que comandavam o futebol da Liga Metropolitana e monopolizavam os títulos de “Campeão da Cidade”, o que conhecemos atualmente como Campeonato Carioca. Nos primeiros meses de 1924, ocorreu uma cisão que resultou na criação de outra liga, a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), cujos clubes fundadores foram o América FC, o Bangu AC, o Botafogo FC, o CR do Flamengo e o Fluminense FC.

Baseando-se no discurso da necessidade de se ter maior controle sobre “a moral no esporte” (o que encobria o racismo e o preconceito social existentes) e da obrigatoriedade de se defender um futebol que fosse puramente amador (isso, na verdade, não era praticado por nenhum clube da Liga Metropolitana), as elites visavam encobrir a luta pelo controle de uma entidade que regesse o futebol carioca e, consequentemente, administrasse os crescentes recursos financeiros mobilizados em torno da sua prática institucionalizada.

A AMEA convidou o Vasco para participar de seu primeiro campeonato, em 1924. Contudo, as condições para a sua participação eram extremamente desfavoráveis. A principal exigência era a exclusão por parte do Clube de 12 jogadores, dentre eles 7 dos que haviam conquistado o campeonato do ano anterior. Esses homens foram apontados pela Sindicância da nova liga como indivíduos despossuídos de condições morais para a prática do futebol. Foram excluídos com base no critério do analfabetismo e das condições e natureza das suas profissões.  

A verdade era que os estatutos da nova entidade tinham por objetivo impedir que clubes montassem equipes competitivas com jogadores das camadas populares e, consequentemente, tivessem condições de conquistar o campeonato, o que o Vasco havia feito. Além disso, privilegiavam-se àqueles clubes que já possuíam melhor estrutura, em detrimento dos demais, pois, era preciso ter uma “praça de exercícios atléticos e desportivos […]” que satisfizessem as exigências da AMEA. Posição esta reforçada pela entidade no dia 06 de abril de 1924, quando emitiu resoluções que obrigavam os clubes não-fundadores como o Vasco a terem que disputar uma espécie de seletiva, na qual seriam rebaixados para a segunda divisão “dous clubs não fundadores menos desenvolvidos em installações materiaes, organização techinica, administrativa e prática de exercicios physicos e esportivos”.

Em resposta às exigências preconceituosas da AMEA, o então presidente vascaíno, José Augusto Prestes, emitiu um ofício comunicando que desistiria de fazer parte da nova entidade por “não se conformar com o processo porque foi feita a investigação das posições sociaes desses nossos consócios, investigação levada a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa” (Ofício nº261, 07 de abril de 1924).

A negativa vascaína em 1924 se popularizou como sendo uma “Resposta Histórica”, que representou e representa o repúdio total da entidade ao racismo e ao preconceito social no futebol e no esporte como um todo. O Vasco, por não acatar as condições que lhe foram impostas, retorna para a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).

A força da Instituição, baseada no seu corpo associativo e na capacidade do Clube de atrair uma grande massa de torcedores, fazia com que o Vasco não pudesse ser relegado pelos demais. O Vasco conquistaria de forma invicta o Campeonato Carioca, o primeiro dos seis que ostenta atualmente, sagrando-se Bicampeão Carioca. (1923-1924). No ano seguinte (1925), o Vasco seria novamente convidado a fazer parte da AMEA. O Clube aceitou o convite e levou consigo todos os seus jogadores.

Embora na própria “Resposta Histórica” o Vasco faça um protesto quanto à forma que a Instituição era tratada por não possuir melhores “installações materiaes”, ainda havia uma resposta mais taxativa a ser dada: a construção de um estádio próprio. Impulsionados pela tentativa dos ditos “grandes clubes” em enfraquecer o Vasco, os dirigentes vascaínos já debatiam seriamente desde 1924 a compra de um terreno para a construção de um estádio próprio, enxergado como meio de se obter total autonomia para o Clube. O processo de construção da “casa própria” vai tomando corpo, até que no dia 28 de março de 1925, o Vasco adquiria a terreno onde seria erguido o seu Estádio.  Os dirigentes vascaínos hastearam o pavilhão do Clube no local, no dia 20 de dezembro de 1925.

Após esse esforço inicial, era preciso angariar recursos para o erguimento do estádio. Iniciava-se, então, uma campanha histórica para a construção da “casa vascaína”. As três principais ações nesse intuito foram: uma gigantesca campanha para atrair novos sócios, que ficaria conhecida como “campanha dos 10 mil”; as contribuições individuais de vascaínos e vascaínas; e o lançamento de debêntures no mercado, ou seja, títulos de créditos ao portador.

No decorrer dessa mobilização vascaína, o contrato entre o Vasco e construtora Christiani & Nielsen foi firmado em 17 de abril de 1926, assinando-o pelo Vasco o então Presidente Raul da Silva Campos, e Harald Broe, pela empresa construtora. A Cristiani & Nielsen, de origem dinamarquesa, teve como fundadores o engenheiro Rudolf Christiani e pelo Capitão de Marinha Aage Nielsen. Anos antes (1923/1924) foi responsável pela construção da sede do Jockey Club Brasileiro.

O Lançamento da Pedra Fundamental do Estádio ocorreu no dia 06 de junho de 1926 e reuniu dentre outras autoridades, os dirigentes do Vasco, torcedores e o então prefeito da Capital Federal, Alaor Prata. Além da assinatura da Ata de Lançamento pelo Prefeito e dirigentes vascaínos, houve a inserção de uma espécie de “cápsula do tempo” no subsolo do futuro estádio, contendo moedas, jornais e outros objetos da época.

O ritmo das obras foi acelerado, apesar das tentativas de dificultarem a façanha vascaína. Uma dessas dificuldades ocorreu quando o Vasco solicitou a importação do cimento belga, que era de melhor qualidade em comparação ao brasileiro. A importação foi barrada e o Vasco se viu obrigado a utilizar o cimento nacional. A solução encontrada para vencer esse obstáculo foi reforçar ainda mais as estruturas do estádio: para cada uma parte de cimento, foram colocadas duas e meia de areia e três e meia de pedra britada. Nada parava o Vasco, o Clube erguia o seu gigante de concreto.

Na tarde de 21 de abril de 1927, o Gigante da Colina dava ao Brasil o maior estádio da América do Sul. O Estádio do Vasco foi todo construído com recursos próprios da Instituição, sem qualquer contribuição de dinheiro público. Os 40 mil torcedores que acompanharam a inauguração ficaram impressionados com a beleza e a imponência do estádio vascaíno.

Coube ao aviador português, Major José Manuel Sarmento de Beires, o ato simbólico de cortar a fita inaugural, ao lado do Presidente do Vasco, Raul da Silva Campos, e do Presidente da Confederação Brasileira de Desportos, Oscar Rodrigues da Costa. O Presidente da República, Washington Luís, também estava presente e assistiu aos eventos do dia da Tribuna de Honra.

A partida de futebol da inauguração, disputado pelo Vasco contra a equipe do Santos, de São Paulo, significou pouco se comparado ao que representava aquele marco histórico. O Vasco, em resposta àqueles que queriam diminuí-lo e enfraquecê-lo, e igualmente, em resposta àqueles que gostariam de ver o futebol marcado pelo racismo e pelo preconceito social, fez surgir um verdadeiro templo do povo.

A “casa do Vasco” também passou a receber partidas de outros clubes e da própria seleção brasileira. A equipe principal do Vasco já atuou em 1475 partidas de futebol, com 965 vitórias, 309 empates e 201 derrotas (não contabilizamos jogos do Torneio Início a título de estatística para partidas de futebol). A equipe vascaína marcou 3419 vezes e sofreu 1372 gols, mantendo um saldo positivo de 2047 gols. Dentre esses 1475 jogos, veja a lista a seguir com os dez momentos esportivos mais marcantes do Vasco no Estádio:

1º – 15/05/1927 – Vasco 3×1 Flamengo/RJ – Primeiro Vasco e Flamengo em São Januário. A equipe vascaína “sobrou em campo”. Mesmo carecendo de reforços, estando em processo de reformulação de seu elenco e ainda sentindo os efeitos de todo o esforço financeiro para erguer o maior estádio da América do Sul, o “Gigante da Colina” venceu a partida por 3 a 1 e conquistou sobre o Flamengo o troféu “O Pregão da Victoria”.

2º – 31/03/1928 – Partida de inauguração dos refletores do Estádio. Primeira partida noturna de São Januário e primeira partida internacional do Vasco no estádio. Mais de 60 mil torcedores estiveram presentes (dados oficiosos);

3º – 09/11/1930 – Vasco 6×0 Fluminense/RJ – Maior goleada da história deste Clássico;

4º – 26/04/1931 – Vasco 7×0 Flamengo/RJ – Maior goleada da história do “Clássico dos Milhões”;

5º – 25/05/1949 – Vasco 1×0 Arsenal/ING (Amistoso Internacional) – O famoso clube londrino, um dos mais tradicionais e populares da Inglaterra, fundado em 1886, havia se sagrado mais uma vez campeão na temporada de 1947/48 e era exaltado como um dos melhores times do mundo. Mais de 60 mil torcedores estiveram presentes (dados oficiosos);

6º – 06/12/1992 – Vasco 1×1 Flamengo/RJ – O Vasco ratifica a conquista do Campeonato Carioca de 1992, ao terminar a campanha de forma invicta;

7º – 12/08/1998 – Vasco 2×0 Barcelona (Equador). Primeira partida da Final da Libertadores. Vasco 2×0 Barcelona (Equador);

8º – 06/12/2000 – Vasco 2×0 Palmeiras/SP. Primeira partida da final da Copa Mercosul, que seria conquistada pelo Vasco.

9º – 20/05/2007 – Vasco 3×1 Sport/PE.        Partida do milésimo gol do Romário;

10º – 01/06/2011 – Vasco 1×0 Coritiba/PR. Primeiro jogo da final da Copa do Brasil. O Vasco dava o pontapé inicial para a conquista do campeonato.

Para além do futebol, São Januário foi sede de eventos culturais e políticos que marcaram o Brasil. No estádio vascaíno, Getúlio Vargas pronunciou vários discursos, especialmente, no Dia do Trabalhador (1º de Maio) e no Dia da Independência (07 de Setembro). Geralmente, na comemoração da Independência, o maestro Heitor Villa Lobos regia corais orfeônicos com milhares de jovens e crianças de escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro. Além de Getúlio, o estádio vascaíno teve a presença de outras figuras importantes da política nacional em eventos históricos, como Luiz Carlos Prestes, Juscelino Kubitschek, Eurico Gaspar Dutra, João Goulart e outros. Na “casa vascaína” também foram realizados desfiles de escolas de samba, em 1945, a Portela sagrou-se campeã. Veja a seguir os dez eventos não-esportivos mais marcantes que ocorreram no Estádio Vasco da Gama:

1º – 01/05/1940 – Discurso proferido pelo Presidente da República, Getúlio Vargas, por ocasião do Dia do Trabalhador. Neste evento houve a assinatura de instituição do Salário Mínimo pelo Decreto-Lei nº 2.162, de 1º de Maio de 1940;         

2º – 01/05/1941 – Discurso proferido pelo Presidente da República, Getúlio Vargas, por ocasião do Dia do Trabalhador.  Neste evento houve a instalação oficial da Justiça do Trabalho no Brasil. Em 1941, realizou-se a inauguração e o real funcionamento da Justiça do Trabalho no país, estruturada pelo Decreto-Lei nº 1.237/1939;

3º – 07/09/1942 – Comemorações do Dia da Independência; Realização da Hora da Independência. Cerimônia em comemoração ao Dia da Independência, com a presença e discurso de Getúlio Vargas, Presidente da República. A primeira após a entrada oficial do Brasil na Segunda Guerra Mundial. O maestro Villa Lobos regeu grande coral orfeônico formado por jovens e crianças das escolas públicas e particulares;

4º – 07/02/1945 – Desfile Oficial de Carnaval das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. A Portela sagrou-se campeã.

5º – 01/05/1945 – Discurso proferido pelo Presidente da República, Getúlio Vargas, por ocasião do Dia do Trabalhador;

6º – 23/05/1945 – Comício de Luiz Carlos Prestes. Semanas após deixar a prisão devido à anistia concedida pelo presidente Getúlio Vargas, o líder comunista Luiz Carlos Prestes falou para cerca de 100 mil pessoas no Estádio de São Januário, em comício organizado pelo Partido Comunista do Brasil (PCB);

7º – 12/08/1950 – Comício de Getúlio Vargas, candidato à Presidência da República;

8º – 01/05/1951 – Discurso proferido pelo Presidente da República, Getúlio Vargas, por ocasião do Dia do Trabalhador;  

9º – 01/05/1952 – Discurso proferido pelo Presidente da República, Getúlio Vargas, por ocasião do Dia do Trabalhador;

10º – 01/05/1957 – Discursos proferidos pelo Presidente da República, Juscelino Kubitschek, e pelo Vice-Presidente da República, João Goulart, por ocasião do Dia do Trabalhador;

No intuito de prestarmos uma homenagem a este monumento à igualdade no esporte e de demonstração da grandeza do Vasco, destacamos fatos históricos que ressaltam a importância do Estádio de São Januário. Ao olharmos para o passado glorioso do nosso Vasco, apontamos para um futuro ainda mais próspero, levando em nossos corações um velho ditado vascaíno: “O Vasco é um clube rico, de adeptos trabalhadores e dedicados”.

Fonte: Site Oficial

CASACA! NO RÁDIO

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Ouça a íntegra do programa CASACA! no Rádio de 24/04/2017 com participação de Sérgio Frias, Iury Gaspar e Rodrigo Alonso.