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O Desespero e Seus Sinais

 

Preposto de Olavo Monteiro de Carvalho, José Carlos Osório e outros menos votados, gente que esteve no Vasco por seis anos para arrasá-lo, o Dr. Júlio Brant não nos decepciona. Dono de um discurso fraco, vazio e repleto de incongruências, mostra exatamente quem está por trás dele e com que intenções. 

Depois de anunciar uma “carta de intenções” para patrocínio de um fabricante de telhas onde se lê algo como “é possível sim, a depender da conjuntura econômica”, foi ao Espírito Santo contar outra “novidade” e fazer um apelo que demonstra o patamar de sua candidatura. 
 
A “novidade” diz respeito ao aproveitamento da base no profissional do futebol. Segundo sua inovadora ideia, em sua revolucionária administração, 1/3 do elenco de cima será composto por jovens provenientes da base. Como a ideia é original, absolutamente única, vou colaborar com o doutor e dizer a ele que hoje isso já é uma realidade que supera o seu percentual mágico em muito. Já que tenho minhas dúvidas se ele sabe os nomes dos atletas do Vasco, citarei um time inteiro que neste momento é aproveitado no profissional, todo ele proveniente da base: Jordi, Jomar; Ricardo, Allan, Andrey, Evander, Cosendey, Vital, Guilherme, Paulinho e Paulo Vitor. Há outros, como Thalles, Henrique, Caio e Gabriel Felix. Portanto, se a bandeira do fantoche é inovação, está reprovado neste item. Tchau.
 
Já o apelo feito aos presentes, patético, sinaliza ao respeitável público que o desespero começa a invadir sua candidatura por todos os furos. O que pode dificultar o processo seletivo mais difícil pelo qual afirma que passará em sua vasta experiência de vida. Na falta do que reclamar, Brant incitou os presentes a procurarem a Justiça com a intenção de que as eleições sejam adiadas. O fortíssimo argumento: estão marcadas para uma terça-feira e deveriam ocorrer no fim de semana. Ainda segundo o candidato, ele estaria forte no Judiciário (só ele para explicar o motivo de ter dito que “A gente está ganhando todas as ações no tribunal”) e, assim sendo, a chance de vitória no pleito junto à Justiça seria grande. 
 
Tudo bem, cada um luta com as armas que dispõe, mas parece pouco razoável tratar sócios do Vasco como palhaços apenas por um capricho, ou por perceber que a própria candidatura tem muita pluma e paetê, mas pouca consistência. Todos os clubes de futebol fazem eleições durante a semana, mas só o Vasco seria obrigado a relizá-las em um fim de semana porque assim entendeu um candidato pré-derrotado. É de sentir vergonha alheia. 
 
O processo eleitoral de 2017 transcorre com vasta transparência, divulgações em site oficial de todas as resoluções do Presidente da Assembleia Geral e da Junta Eleitoral e plena liberdade. As chapas que já se inscreveram, na ocasião das inscrições, fizeram corpo-a-corpo com os sócios dentro do clube sem nenhum constrangimento, inclusive. Não há nada do que se reclamar. 
 
Assim, qualquer esperneada, invenção tosca, como a do corte de energia, fomentada pela lamentável candidatura Horta, ou criação de um factóide, como a recomendação de reprovação das contas de 2016 sem sustentação alguma, apresentada pela candidatura fantasma zero voto composta por 2 membros do Conselho Fiscal, cheira a choro prévio de perdedor. E é no desespero que essa gente mostra como é fraca. O que acaba tornando tudo muito divertido. 
 
João Carlos Nóbrega