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Solange Chagas: trajetória de amor e dedicação ao Vasco

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Uma história de amor de dedicação ao Vasco da Gama: assim pode ser resumida a trajetória de Solange Chagas do Valle, que começou sua vida no Cruzmaltino como atleta e hoje ocupa o cargo de coordenadora da Divisão de Atletismo. Todo esse período no Gigante da Colina, marcado por momentos inesquecíveis, soma exatos 52 anos. Para coroar uma relação tão especial, Solange recebeu o escudo de ouro, durante a sessão solene em comemoração aos 119 anos do Vasco, no dia 21 de agosto, em homenagem aos seus 50 anos de contribuição social.
 
– Foi uma linda homenagem, poder receber o escudo de ouro. Me orgulho muito por estar durante todo esse tempo vivendo o Vasco todos os dias, estou aqui há 52 anos. Fui descoberta em uma competição escolar. Assim como eu faço hoje, quando acompanho competições para descobrir talentos, fizeram comigo. Sempre gostei muito de correr e me destacava por disputar diversas modalidades. Foi assim que cheguei ao Vasco – disse Solange, que completou exaltando sua trajetória como atleta do Cruzmaltino.
 
– Logo no meu primeiro ano aqui, fui representar o Vasco no Brasileiro, disputando uma categoria acima da minha. Conquistamos muitas competições importantes, fazendo valer o peso dessa camisa gigante. Fui crescendo e disputando diversas categorias, trilhando meu caminho de atleta. Em seguida, comecei a cursar psicologia. Com seis meses de faculdade, surgiu a primeira turma de educação física da UERJ, eu fiz a prova e passei. Eu já tinha muito desejo de ser treinadora do Vasco. Assim foi, me formei em 1978 e comecei a atuar como treinadora na Divisão de Atletismo – contou.

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1- Solange exibe medalhas conquistas com a camisa do Vasco em seu período como atleta do clube; 2 e 3- Realização da cerimônia do casamento de Solange na Igreja de Nossa Senhora das Vitórias; 4- Solange comemora título nas pistas em competição estudantil; 5- Solange durante torneio no Complexo Esportivo de São Januário
Vestir a camisa do Vasco foi só o começo de uma íntima relação. Em São Januário, Solange Chagas deu passos importantes no atletismo e também iniciou a formação de sua família. Isso porque foi a Colina Histórica o local escolhido por ela e pelo marido, José Carlos do Valle, para a realização da cerimônia de casamento, na Igreja Nossa Senhora das Vitórias.
 
– A minha vida é assim, eu levanto pensando no Vasco e vou dormir pensando no Vasco. Aqui construí uma história muito bonita. Casei aqui na Igreja Nossa Senhora das Vitórias, em 1977. Minha festa foi aqui no Parque Aquático. Eu não digo que o Vasco é minha segunda casa, mas é uma extensão do meu lar. Aqui formamos uma família. O amor aqui é tão grande que eu não sei viver sem esse clube – relembrou Solange, bastante emocionada.

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Solange orienta atletas durante atividade na Colina Histórica
Com grande carinho, muitos momentos foram relembrados por Solange. Entre as diversas lembranças especiais, ela destaca o amor diariamente depositado em todas as suas atividades no Complexo Esportivo de São Januário.
 
– Eu me doo totalmente no que eu faço. Acordo todos os dias com a felicidade do primeiro dia de trabalho. Me sinto muito feliz aqui – concluiu.

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Solange recebe escudo de ouro do presidente Eurico Miranda- Fotos: Paulo Fernandes/Vasco.com.br
 
Fonte: Site oficial

7 comentários

  1. Linda história! é maravilhoso saber que o clube que amamos é formado por gente como a gente. Batalhadora e vencedora! Meus parabéns Solange. Vascão sempre! Emocionante!!!

  2. Parabéns Solange. Deus continue te abençoando sempre para ser sempre esse ícone de amor e carinho ao Vasco.

  3. Eu duvido que haja outro time no Brasil que tenha histórias assim no esporte amador.
    Talvez porque a característica principal do Clube seja essa: Não é um time de playboys, oportunistas e bons-vivant. No quadro social do clube, mesmo quem é muito rico, mesmo quem herdou fortunas, geralmente é um batalhador que acorda as 5:30 da manhã e não raro só volta do trabalho lá pelas 8:00. Não é um clube de baladeiros, de festas da alta sociedade regadas a orgias e drogas. Não fazemos parte desse mundo.
    E o trabalho duro rende frutos, tanto que fazemos no campeonato brasileiro, mesmo com os percalços da fortuna, inevitáveis, mas ja devidamente corrigidos, como a escolha de um técnico inadequado, praticamente o mesmo ou até melhor que um determinado clube ai com orçamento que é múltiplos do que temos a disposição.

    Sintomático aliás, que o melhor período do Brasil no esporte olímpico tenha sido quando o Vasco teve recursos para montar uma verdadeira equipe olímpica vascaína, antes de sermos tungados sem que a justiça nada fizesse. Dadas as recentes prisões de figurões do COB, qualquer jornalista sério deveria estar se perguntando se os milhões das loterias destinados ao COB não teriam sido gastos de maneira mais eficiente se tivessem sido entregues ao Vasco da Gama.

    Quem sabe as glórias olímpicas nosso país não teria alcançado se ao invés do corrupto playboy flamenguista Nuzmman, não tivéssemos pessoass de caráter, talento e determinação como Dona Solange no comando do esporte olímpico nacional.

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