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Parabéns aos Envolvidos

 

No dia 10/6/2017, encerrei o texto O Terrorismo como tática eleitoral com o seguinte parágrafo:

“Incapazes na retórica, tentarão através de atos que prejudiquem o clube, como são as artimanhas que criam o clima tenso premeditadamente; como seriam os gestos que possam causar a supressão de mandos de campo ou ausência de torcida. Se essa gente, blefando ou não, propõe o uso de bala e a exploração do vitimismo através de “tapa na cara de velhos e crianças em fuga de spray de pimenta”, não estranhem que enxovalhem um jogo de propósito para provocar que o time seja afastado das vantagens do seu mando de campo. Tudo é possível vindo de quem vem. Tudo é possível quando as viúvas das trevas se unem em torno do desejo de reencontro com as tenebrosas transações de outrora.”

Ontem, após um Vasco x Flamengo xôxo, no qual o Vasco, com meio time reserva, enfrentou de igual para igual a seleção do mundo, não obtendo melhor resultado porque mais uma vez teve pelo menos um pênalti a seu favor ignorado pela arbitragem, a triste profecia se concretizou.

Convenhamos que não era preciso muito para prever o que se desenha desde o início do campeonato. Os de sempre, que atuam nas sombras, estavam inconformados com o fato do Vasco ser o segundo melhor mandante do certame, até então. Para eles, São Januário lotado a cada jogo e o torcedor comum abraçando o time era inadmissível.

Desde a primeira partida, jogo a jogo, a movimentação para inviabilizar São Januário só recebeu tintas. Até que ontem eles conseguiram: entre a selvageria injustificada e o ataques rancorosos contra o estádio nos programas de TV, tudo funcionou como os sabotadores planejaram. A comunhão perfeita entre a parcela vigarista da mídia e a fina flor da vagabundagem, que faz política no Vasco de forma calhorda, algo meticulosamente planejado nos bueiros de sempre.

Espero que os vagabundos, irresponsáveis e marginais que engendraram o conflito saibam para onde levaram, não a política rasteira que praticam, mas talvez o maior símbolo da História do clube: o estádio de São Januário, marginalizado pelos que nos odeiam, mas desta feita com auxílio fundamental de ditos vascaínos. Imagino que estejam satisfeitos com o resultado. Por outro lado, imagino que sequer saberão o que fazer quando a conta chegar. E ela vai chegar.

João Carlos Nóbrega