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Milton Mendes assume o comando técnico do Vasco

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Milton Mendes, anunciado pelo presidente Eurico Miranda como novo técnico do Vasco, chega cheio de atributos para assumir seu primeiro grande clube na carreira e tem tudo para em nosso clube construir um trabalho vitorioso e marcante.

Colhemos dados sobre a performance recente do treinador, últimos trabalhos, currículo, opiniões a respeito dele por outros profissionais da área e imprensa em geral, além de seu perfil sério e dedicado à profissão que abraça.

1) Técnico com títulos recentes

Mais simbólico que possuir títulos no currículo é tê-los conquistado recentemente, demonstrando ser um técnico atualizado e vencedor.

Em 2016, Milton Mendes fez história com o Santa Cruz, comandando as conquistas da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano. Em 2015, ganhou o Campeonato Paulista da Série A2 com a Ferroviária (SP), levando-a de volta pra elite do estado de São Paulo após 19 anos, chamando a atenção do Atlético Paranaense, que o contratou logo depois.

2) Conseguiu liderar o Brasileirão em 2015 e 2016

Nas últimas duas edições do Campeonato Brasileiro, Milton Mendes conseguiu fazer seus times chegarem ao topo do Brasileirão da Série A. Em 2016, o Santa Cruz começou bem a competição e a liderou por três rodadas. Em 2015, o jovem e desacreditado elenco do Atlético-PR também ponteou a tabela por três rodadas, após Milton Mendes pegá-lo com risco de rebaixamento no Campeonato Paranaense.

3) Performances no Atlético-PR e Santa Cruz em 2015 e 2016

Sob o comando do Atlético-PR, Milton Mendes obteve vitórias significativas no Campeonato Brasileiro daquele ano, derrotando o Atlético-MG, vice-campeão brasileiro, no turno e no returno, o Palmeiras fora de casa, além de vitórias em casa sobre Internacional-RS e São Paulo, todas as equipes citadas classificadas para a Taça Libertadores de 2016. Na derrota de sua equipe diante do Corínthians, em São Paulo, por 2 x 0 recebeu elogios públicos de Tite, treinador no qual disse pouco depois se inspirar. Contra as equipes classificadas à Taça Libertadores de 2016 foram nove jogos até a sua saída na 28ª rodada da competição, com 5 vitórias e 4 derrotas.

Durante sua passagem pela equipe paranaense somou 16 vitórias, 5 empates e 13 derrotas. Em 34 jogos seu time marcou 45 gols e sofreu 35.

Deixou ainda a equipe paranaense com a classificação bastante encaminhada para as quartas-de-final da Copa Sul-Americana e até ali invicta na competição.

Contratado pelo Santa Cruz em 28/03/2016, pegou o time classificado aos play-offs da Copa Nordeste, em segundo lugar no seu grupo, oito pontos atrás do Bahia, com a sexta melhor campanha entre os oito classificados.

Nos play-offs o Santa Cruz obteve quatro vitórias e dois empates, eliminando o Ceará, campeão do ano anterior, com duas vitórias, o próprio Bahia – equipe que o derrotara por duas vezes na fase inicial – na semifinal (empate em casa e vitória na Bahia), e o Campinense – Campeão da Copa do Nordeste em 2013 – na decisão (vitória em casa e empate fora).

O Santa Cruz jamais havia conquistado a Copa do Nordeste nas 13 edições anteriores da competição. Obteve, portanto, um título inédito.

No Campeonato Pernambucano de 2016 assumiu o Santa Cruz a uma rodada do fim da fase de classificação, com o clube fadado a terminar na quarta colocação, classificado para as semifinais com a pior campanha, 12 pontos atrás do Náutico, 9 atrás do Salgueiro e 6 atrás do Sport.

Na fase de classificação esteve à frente da equipe apenas na última rodada, quando o Santa empatou diante do Sport pelo placar de 1 x 1 na Ilha do Retiro. Nas semifinais sua equipe venceu o Náutico por 3 x 1 e 2 x 1, eliminando o adversário, e na decisão derrotou o Sport em casa por 1 x 0 no estádio do Arruda, conquistando o título após empate em 0 x 0 na Ilha do Retiro.

No início do Campeonato Brasileiro o Santa Cruz arrancou muito bem até a quarta rodada do certame, mas com Milton Mendes alertando para a necessidade de reforços, diante do alto grau de dificuldade previsto para o decorrer da competição.

O Santa Cruz chegou a golear em casa o Vitória e o Cruzeiro por 4 x 1, vencendo ainda Internacional-RS e Figueirense em Recife e o América-MG fora por 3 x 0, colhendo também empates fora de seus domínios contra Fluminense, Chapecoense e Grêmio, mas as 11 derrotas sofridas deixaram o time na penúltima colocação, entendendo o treinador, na virada do turno, que não deveria permanecer no comando técnico da equipe, praticamente fadada ao rebaixamento no Campeonato Brasileiro do ano passado.

Atuando no Santa Cruz em 2016, o centroavante Grafite marcou 12 gols em 26 jogos (16 dos 26 válidos pelo Campeonato Brasileiro), durante a trajetória de Milton Mendes no clube. Antes da chegada do treinador, o centroavante havia assinalado 6 gols na temporada (4 em partidas oficiais) em 13 jogos e não balançava as redes adversárias há 48 dias.

Já o atacante Keno havia marcado 3 gols na temporada pelo Santa Cruz, em 12 jogos, e após a chegada de Milton Mendes, até sua saída, assinalou 9 gols por sua equipe em 30 jogos. Dos 30 jogos, 17 foram válidos pelo Campeonato Brasileiro.

O Santa Cruz, sob o comando de Milton Mendes, marcou 41 gols em 34 jogos e sofreu 38. Foram 13 vitórias, 9 empates e 12 derrotas.

4) Excelente custo/benefício

Atualmente, somente dois técnicos são inquestionáveis no futebol brasileiro: Tite (Seleção Brasileira) e Cuca (atual campeão brasileiro pelo Palmeiras). Cuca está fazendo um primeiro semestre sabático, dando-se ao luxo de não trabalhar em nenhum clube e Tite dirige a Seleção Brasileira.

Entre os que estão disponíveis no mercado e foram ventilados pela imprensa, pode-se afirmar que qualquer técnico que pegasse o Vasco neste momento seria uma aposta.

Há fortes ponderações, por exemplo, em relação aos desempenhos pretéritos de Levir Culpi, Marcelo Oliveira, Ney Franco, Oswaldo de Oliveira, Ricardo Gomes e Vanderlei Luxemburgo. Uns num passado mais afastado e outros num mais recente obtiveram conquistas importantes, mas nenhum deles obteve qualquer título no ano passado, apesar de em vários casos terem tido a oportunidade de dirigir grandes equipes do futebol brasileiro.

Quanto a Rogério Micale, outro nome ventilado, não possui nenhum trabalho em clube que tenha chamado a atenção do grande público e vem de uma performance ruim com a Seleção Brasileira Sub 20, eliminada do Mundial da categoria, após má performance no Sul-Americano, disputado no Equador.

Sobre Milton Mendes, trata-se de um técnico estudioso, em alta desde 2015, quando treinou um clube de Série A pela primeira vez, é considerado por muitos na imprensa como uma das revelações entre os treinadores do Brasil e pronto para dirigir um grande clube brasileiro. Uma aposta elogiável da direção cruzmaltina e merece todo o apoio dos torcedores.

5) Capacidade para treinar o Vasco

O público já sabe que Milton Mendes é um dos únicos treinadores da nova geração no Brasil com os quatro níveis completos do curso para treinadores exigido pela UEFA, que capacita profissionais a treinarem qualquer equipe europeia.

É ele um profissional atento às mudanças táticas no futebol e às variáveis dos sistemas mais modernos hoje utilizados.

Antes do chamamento do Vasco recusara proposta do Sport no ano passado, por entender ser um trabalho a princípio de curto prazo (até o fim do Brasileiro de 2016), não titubeando em voltar à Portugal para especializar-se em novos cursos naquele país.

Como não apoiar um técnico de futebol com esse perfil, com sede de mostrar sua capacidade, e que quer alcançar algo de grandioso na carreira, tendo a oportunidade de executar isso no nosso clube?

Temos um time bastante qualificado e que ainda se reforçará pontualmente este ano. Contamos agora com um treinador capaz de obter o melhor dessas peças individual e coletivamente (principalmente). É a hora da virada. Estamos em março, em início de temporada ainda, e vamos para as cabeças em 2017.

Boa sorte ao novo treinador!

Casaca!

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29 comentários

  1. Em relação ao time/elenco, é precipitado dizer que estamos qualificados. Fizemos algumas boas contratações, e uma excelente (Luis Fabiano), mas praticamente todos ainda com desempenho pífio, totalmente fora de forma, e prejudicados também pelo péssimo trabalho do Cristóvão. Quando os novos jogadores estiverem prontos e em forma, e aí creio que o Luis Fabiano estará inclusive na frente de todos, com mais alguns reforços pontuais para a zaga, lateral esquerda, e mais um volante, aí sim deveremos ter um plantel de fato qualificado. Quanto ao Milton Mendes, é um perfil diferente de treinador. Um cara estudioso, acadêmico, mas nem por isso inerte e confuso como o Cristóvão. Com um plantel de jogadores em forma fisicamente, correndo mais do estão hoje, e com mais algumas poucas contratações, ele pode fazer um excelente trabalho. Hoje o Valdir fez o papel de interino com muita dignidade, sem inventar, procurando dar mais movimentação ao time mesmo com muitos desfalques, mostrando que o Milton Mendes tendo os meios a sua disposição, pode a médio prazo nos levar a resultados muito melhores. No estadual acho que está complicado, mas para a série A dá tempo de preparar esse elenco.

  2. É muito importante a contratação do Milton Mendes pela identificação que tem com o Vasco. A perspectiva de um bom trabalho é boa e ficoui claro que o elenco na partida de hoje demostrou o acerto na saída do Cristóvão. O Eurico mudou na hora certa para que consigamos grandes conquista daqui para a frente.

  3. No momento certo o Eurico mudou o técnico e contratou o Milton Mendes que tem identificação com o Vasco. Na partida de hoje os jogadores demonstraram que não estavam nada felizes com o Cristovão. O retorno do Andrézinho deu mais consistência ao meio campo e o Jomar foi muito bem dando mais velocidade a zaga.

  4. Boa escolha. Saiu da mesmice e contratou um cara q está atualizado com o futebol moderno, porém perdemos 2 meses do ano com um treinador q não deveria ter sido contratado. A escolha do Cristovao custou muito caro ao CRVG.
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    Não havia problema nenhum na contratação de Cristóvão.

    O que houve foi um rechaço brutal e inédito, referindo-se a um profissional com ótima passagem pelo clube na primeira vez em que o treinou.

    E isso influenciou a tal ponto que o fez sucumbir nos últimos dois jogos, com atitudes dignas de demissão, uma vez podendo contar com todo o elenco de atletas praticamente e optando até mesmo na escalação como nas trocas por atletas disformes do óbvio.

    O ocorrido contra ele durante o jogo contra o Vitória em São Januário foi uma barbaridade, num jogo em que ele não cometeu um erro sequer.

    Mas, sucumbiu à pressão, sem dúvida, foi justamente demitido, dando razão à ação odiosa e inexplicável da torcida contra ele.

    Por estarem todos ávidos a que suas supostas razões se materializassem em algo concreto, elogiaram a equivocada escalação do Vasco no jogo de ontem, bem como as alterações feitas, num jogo em que o adversário teve quase 60% de posse de bola e no qual o Vasco, de fato, demonstrou mais vontade de jogar, mas voltou a se utilizar de chutões e criou muito pouco, menos ainda do que criara diante do Vitória, no Barradão, quando fez uma partida considerada inaceitável por muitos e desnecessariamente ruim na minha opinião, justamente pelo fato de o time ter sido mal escalado e ter deixado de usufruir em campo da principal arma que tinha em termos de velocidade, sob o aspecto ofensivo.

    Valdir está de parabéns por ter encarado o desafio, também de parabéns por ter conseguido junto ao grupo dedicação e comprometimento com o jogo durante os 90 minutos, mudou o posicionamento de Jean, pondo-o mais na proteção da zaga e menos desenvolto para além da linha média (acerto ou erro?), mas cometeu o mesmo erro de Cristóvão, abrindo mão de um atleta veloz pelos lados, que recompusesse com voluntariedade, assim como faz Kelvin (machucado para essa partida) e tem a devida capacidade para fazer Muriqui e Manga Escobar (que fosse um tempo cada), proporcionando ao Vasco mais força ofensiva, mais chances de gol e uma possível vitória contra um Botafogo burocrático e previsível em campo.

    Sérgio Frias

    • Sergio, os times do Cristovão não têm intensidade, rifam muito a bola, agridem pouco o adversário, seu jeito de ser passa desconfiança, que ele é um cara sério todo mundo sabe, mas está longe de ser um técnico de série A. Eu até tinha uma empatia por ele logo no começo quando ele assumiu o time depois do Ricardo Gomes, mas confesso que o jeito passivo e na maioria das vezes as suas equivocadas substituições me fizeram perder a paciência. Pode ser que ele se recicle e reveja os seus conceitos e melhore, mas nesse momento a sua contratação foi desastrosa. Eu não tinha dúvidas. Espero que o Milton devolva a confiança ao time e a torcida. Assim andaremos juntos. Compactação e velocidade é o que falta ao time, um zagueiro, um lateral esquerdo e um volante rápido com leitura de jogo fechariam o elenco!
      Jean e Henrique são esforçados, muita garra mas pouco talento com a bola.

      Abraço!

      Vasco Sempre!

      Jaques
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      Milton Mendes é o melhor treinador que o Vasco poderia contratar no momento e vai ser importante na montagem e desenvolvimento do time. Tem tudo para isso.

      Quanto a Cristóvão, ficou evidenciado que o Vasco com ele parou de rifar a bola como fazia sistematicamente com Jorginho. As ligações diretas diminuíram sensivelmente.

      Página virada, que o novo treinador faça um excelente trabalho.

      Sérgio Frias

  5. opinião sobre tecnico:

    – rogerio micale consegue fracassar numa seleção onde ele escolhe os melhores jogadores, ao contrário de clube onde o elenco é limitado….ADEUS
    – luxemburgo está atualmente torrando a fortuna como jogador de poquer além de ser flamenguista doente….ADEUS
    – levir culpi é um milionário que não tá mais a fim de porra nenhuma, haja visto sua péssima passagem no lfumerdense.
    – oswaldo de oliveira nem pensar depois de 2000 e nei franco tb já deu o que tinha que dar, nunca mais fez nada de relevante….ADEUS
    – sobraria marcelo de oliveira que teve o desprazer de trabalhar com o MUV, (daria uma chance pra ele neste momento) e o ricardo gomes com seu transito com o cristovão poderia fazer uma boa transição, pois o Vasco precisa de pontos RAPIDO no carioquinha. em 1 destes 2 eu apostaria neste momento.

    já disse no comentário anterior, quer contratar tecnico novo, tem que estruturar o departamento de futebol com pessoas experientes em futebol, senão corre o risco da panelinha de jogadores engolir o tecnico novo e sem ter alguém do clube com VIVENCIA DE FUTEBOL PRO TECNICO NOVO TROCAR IDEIAS, EURIQUINHO NÃO SERVE PRA ISSO, NÃO TEM BAGAGEM DE FUTEBOL PRA ISSO.

    pega qualquer tecnico aposentado, (evaristo de macedo, antonio lopes, etc..), invente um nome de cargo que quiser que sirva de amortecedor entre elenco de jogadores, tecnico (e sua comissão tecnica) e diretoria, bem como os garotos da base que estão subindo!!! um “ombudsman”, um homem com vivencia de futebol que seja o elo entre diretoria, elenco e tecnico, como representante da diretoria dentro do vestiário, vendo onde está as deficiencias do time e repassando a diretoria. era o que eurico fazia na decada de 80 como vice de futebol do calçada, dizer que euriquinho faz isso e que tem “bagagem do futebol” pra fazer isso é sacanagem!!!

    estruturar o departamento de futebol e não jogar tudo nas costas de um tecnico novo e foda-se, assim a coisa não vai andar, até a próxima crise, desandada de maionese e novo tecnico novo e barato e blablabla…..
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    Márcio,

    Não há outro Eurico Miranda. Pessoas como ele, capazes de gerir o clube, o futebol do clube, escapar das rasteiras dadas pela politicagem suja do clube, brigar em Federações e Confederações, com a mídia quando esta tentava diariamente diminuir o Vasco, contratar jogadores, enxergar os problemas no vestiário e saber a hora de agir, acertando em quase 100% dos casos (não digo 100% para não parecer que nunca errou). Não há outro.

    No início da temporada o Vasco trouxe um profissional para gerenciar o futebol. Ele está lá. Chama-se Anderson Barros. Observe que nunca você viu Euriquinho atropelando o profissional, embora esteja hierarquicamente acima dele. Ele é o profissional trazido pelo clube. Você pode questioná-lo ou não, mas é ele.

    Já Euriquinho é o representante do próprio pai no dia a dia do futebol, como já era antes, mas agora tem mais um profissional a ajudá-lo no clube.

    Essa é a estrutura de todos os clubes. Você pode ter mais de um dirigente, pode ter mais de um profissional, mas normalmente é assim que funciona. Um gerente de futebol, ou mais de um profissional, um dirigente ou mais de um dirigente, e o treinador. Lopes hoje é o que no Botafogo? Um coordenador técnico? Um gerente? Dê o nome que queira dar, é um profissional de gerenciamento do futebol. Anderson Barros está lá para isso. Se há uma crítica a ser feita, um elogio a ser dado, uma solução a ser sugerida deve ser endereçada a ele. Temos no Vasco também, discreto mas atento, Isaías Tinoco.

    Agora se sua questão desde o ano passado é com relação à capacidade do Euriquinho na condição que exerce, precisa-se ter em mente que ele tem quem o ensine e no Vasco ninguém mais tem isso.

    A verdade é que após a passagem de Eurico Miranda no Vasco, no cargo de Vice-Presidente de Futebol jamais pôde ser preenchido o referido cargo no mesmo nível e isso não será mesmo possível, porque a loucura que era Eurico nessa função, gerindo o clube de cabo à rabo, mesmo numa labuta frenética, especificamente no futebol, foi muito peculiar.

    Na minha opinião o Vasco deveria ter mais gente na direção do futebol. Um ou dois diretores e o vice-presidente para que se dividisse mais e mais as funções, todos se reportando ao presidente do clube, porque fica sim sobrecarregado o vice de futebol, não sendo ele o próprio presidente do clube, como hoje não é mais possível ser ao que parece, diante de tantos problemas administrativos a serem resolvidos.

    O que não pode é você bater numa tecla que não faz sentido, como se a presença do Euriquinho fosse o problema, visto que a estrutura do Vasco segue a mesma lógica da de outros clubes.

    Há aqueles que defendem mais outros profissionais. O Vasco possui hoje um departamento de desempenho, performance, como queira, que conta com mais de oito profissionais, na área médica a estrutura do CAPRRES, um grande profissional como Alex Evangelhista e um Vice-Presidente médico competente, além de seu corpo médico de auxílio, na preparação física é comum o treinador trazer seu preparador físico, como também é comum vir com seu auxiliar, tendo o Vasco o dele próprio. Há um profissional que também assessora o Anderson Barros, que, por sua vez, se reporta ao Euriquinho, que se reporta ao pai, que centraliza as decisões, como sabemos porque tem a responsabilidade total, no fim das contas.

    Você não tem argumentação para dizer que Euriquinho é incompetente. Você não vive o dia a dia do clube. Experiente na função quem é? Quem seria o experiente com vivência de futebol no Vasco para assumir, com toda a dedicação e tesão o cargo? É claro que sendo filho do próprio presidente do clube fica mais fácil haver o devido entrosamento entre as partes, pela própria intimidade delas.

    Precisa ser entendido também que se um profissional como Lopes assumisse a função nada mudaria na estrutura. Ele falaria com Euriquinho, que falaria com Eurico, que, por sua vez, quando quisesse falaria com ambos. Deve-se comparar o Anderson Barros com o Lopes, ou com o Rodrigo Caetano, ou com o Ximenes, ou com outro qualquer e não pôr o Euriquinho no meio disso.

    Sobre essa história de panela, havia a panela do Zico, do Sócrates, do Dinamite. É absolutamente normal na equipe que os mais experientes tomem a frente. Cabe ao treinador saber tomar a liderança ou lidar com isso.

    Sobre você ter um profissional que represente a diretoria no vestiário, isso não existe, Márcio. Quem representa a diretoria são os indicados pelo presidente do clube para exercê-la. A bagunça no Vasco se dava exatamente pelo fato de durante cerca de seis anos inexistir (de fato) vice de futebol no clube, tendo Rodrigo Caetano e outros que passaram por lá funções de contratar, afastar, promover, sem que ninguém da direção tomasse conhecimento. Simplesmente com o presidente assinando tudo. Em tese ninguém poderia contestar, afinal ninguém teria a vivência de futebol que possuía o profissional, que passou a acumular diversas funções em nome do clube. Isso é uma distorção.

    Eu entendo que quanto mais gente aprender com ele, Eurico, melhor para o futuro do Vasco, quanto mais gente estiver na direção harmonizando-se e dividindo funções no futebol, reportando-se a ele, melhor para o clube, mas não posso concordar que deixemos o Vasco para ser gerido pelos profissionais do dia a dia do futebol, que vão simplesmente chegar à presidência do clube para saber se terão o aval disso ou daquilo, sem que o presidente saiba os meandros, os bastidores, o que ocorre no dia a dia por parte de alguém (uma ou mais pessoas) da sua confiança.

    Abraço,

    Sérgio Frias

  6. Excelente nome. Deveria ter vindo em dezembro, quando contratamos o péssimo Cristóvão que nos fez perder o primeiro semestre e causou milhões em prejuízo.

    Terá tempo para trabalhar até o início do Brasileiro. Acho que já teremos uma considerável evolução para o jogo contra o flamerda.

  7. nos comentários anteriores esqueci do valdir, não tem este perfil pois é candidato a tecnico, pato novo tb em vestiário pra controlar elenco, alguém precisa perguntar pra ele se ele quer ser tecnico? se ele quer: botem o valdir pra ser tecnico de juniores!!!! o que tá faltando???

  8. Na Radio Tupi , o comentarista Rubem Leão , ao ser perguntado sobre a contratação de Milton Mendes , achou uma informação vinda do Paraná elogiando o treinador por ter boa tática mas também criticando o treinador chamando-o de “treinador bipolar” , que já criou problemas com dirigentes e que se “desgasta e se irrita com facilidade”. Acham que ele não vai durar muito tempo no Vasco
    Pelo visto , já começaram a procurar defeitos no novo treinador!!!

  9. O Edmundo, visivelmente em campanha para a próxima eleição no Vasco, já criticou a escolha do técnico e, por conta disso, se irritou com o apresentador do programa de que participava.

  10. Cristovão foi um erro evidente. Luxemburgo nunca deveria ser sequer cogitado para treinar o Vasco. Quanto ao Milton Mendes, não tenho dados para opinar. Pelo que se sabe, ele está atualizado, tem sede de afirmar-se num grande clube, tem origem vascaína. A responsabilidade agora é dos jogadores, os quais devem cooperar, controlar os egos, priorizar o bem do CRVG e dedicar-se de corpo e alma em busca dos objetivos comuns. Treino é jogo e jogo é guerra!
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    O erro evidente em relação ao Cristóvão, foi a repulsa antecipada ao trabalho dele, o que não faz sentido algum.

    A torcida do Vasco não foi justa com ele. Quando acertou ela ignorou, quando errou foi criticado e até mesmo quando não errou e o resultado não foi favorável, foi responsabilizado, especificamente falando das partidas contra Volta Redonda e o jogo de ida contra o Vitória.

    Sucumbiu à pressão e este sim foi seu erro maior. É um bom treinador e fará bons trabalhos adiante, desde que não sucumba a novas pressões.

    Abraço,

    Sérgio Frias

  11. Realmente, a culpa de tudo que ocorre no Vasco são dos torcedores.

    Eurico nunca erra e Cristóvão é um ótimo técnico.

    Acho que Eurico deveria barrar todos os torcedores e jogar com estádio vazio, ou só com os componentes do Casaca. Só assim para ter apoio incondicional.

    SDV
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    Cristóvão erra, Eurico erra, mas pré-julgar que o sujeito vai errar sem tê-lo feito com tanta ferocidade com nomes do nível de Vagner Mancini, Celso Roth (em 2010), entre outros é um erro cabal e motivado por razões impublicáveis.

    A onda foi fomentada e atrapalhou claramente o trabalho do treinador, embora seus erros tenham sido pontuados, como o da direção do clube em não demitir Jorginho em agosto do ano passado, por mim foi, tendo eu à época considerado um erro.

    Pra você torcer bastante contra vai também uma informação.

    O nome do Milton Mendes era o meu preferido para o Vasco trazer e felizmente o clube trouxe, enxergando o potencial do treinador.

    Não é preciso barrar torcedores como você. Torcem contra de casa mesmo. Os do estádio que vão lá para fazer politicagem e xingar o presidente do clube na hora de um pênalti a favor Vasco, o técnico pelo erro individual de um atleta que pediam para entrar, causam vergonha alheia. Mais nada.

    Apoio incondicional da torcida do Vasco o clube vai ter este ano. Vocês vão ficar pelo caminho, com essa politicagem barata e claramente visível.

    Saudações Hexas,

    Sérgio Frias

  12. Gostaria de colocar uma questão, e o Sérgio Frias creio que vá intervir para elucidar. Depois daquele lance bisonho e de muita falta de sorte do colombiano Escobar no penal contra o Vitória, Cristóvão nem o relacionou para o jogo de Salvador, e o mesmo não aconteceu ontem contra o Botafogo, nem no banco o cara ficou. Aquele lance infeliz vai tirar qualquer oportunidade do rapaz de mostrar seu futebol? Não entendi mesmo essa “geladeira” que deram como cara, até porque gostei muito dos lances que vi dele jogando no Atlético Nacional em outros clubes.
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    Espero que não, pois vinha treinando muito bem e com uma ótima expectativa de atuar até mesmo como titular, com o tempo.

    Abraço,

    Sérgio Frias

  13. Diminuindo os chutões pra frente, exercendo marcação – de fato – e colocando a bola no chão, já será um bom começo.

  14. se o presidente Eurico Miranda contratar o guardiola o empregadinho da fox vai chiar. eu prefiro torcer pelo meu vasco da gama,e esquecer esse cara.

  15. Honestamente? Nada sei do trabalho desse rapaz.
    Do anterior já sabia e disse antes de iniciar: não vai dar em nada. Vamos perder tempo.
    Mudou-se, era o essencial.

  16. Com mando de Campo o Vasco vai enfrentar os Mulambos em qual lugar ? Só não pode ser em Brasília pois lá os Mulambos usam como seu mando de campo como fizeram nas disputas do Brasileiro de 2015 e 2016. Gostaria que o Vasco já que a Globurubu proíbe São Januário então o Vascão fosse jogar no Engenhão, Volta Redonda ou Cabo Frio, tudo menos Brasília, pois lá a Mulambada conhece bem o campo.

  17. espero que esse comandante arrume a caravela vascaína,estou aflito com o nosso futuro o campeonato brasileiro vem ai.

  18. Acredito no trabalho do Milton Mendes. Tem que dar tempo para ele preparar o elenco visando o Brasileiro que será uma pedreira. Temos de fazer de São Januario nosso caldeirão , como sempre faziamos antes. Os clubes visitantes precisam voltar a tremer jogando em nosso campo. Ganhando os jogos em casa o Vasco jamais cairá de novo e temos até boa chance de brigar por vaga na Libertadores. O Eurico está certo!!!
    A volta do caldeirão já !!!!

  19. Vida que segue! Sinceramente, com toda pureza de uma criança, não entendo a aflição do torcedor vascaíno. O elenco é bom. Os salários estão em dia. Temos estádio. Ponto. Edmundo, PVC e tantos outros são pagos para assistirem futebol. Nós, ao contrário, pagamos para ver. É um ato extremo de amor. Morava no interior de Goiás e nem me lembro a idade que tinha quando virei torcedor do Gigante. São acontecimentos inexplicáveis. Então, prezados, como já exorcizei todos os demônios da minha vida, e não foram poucos, torço para que esses pulhas da oposição ao Vasco se estrumbiquem pelo caminho. Vasco da Gama, meu primeiro amor!

  20. Na espera e na teimosia de “deixar os profissionais errarem”, acabamos rebaixados por conta da era Roth (que mesmo com os 14 pontos roubados, se tivéssemos melhor campanha com o Roth, não chegaríamos a ultima partida precisando ganhar) e agora, perdemos alguns milhões na era Cristóvão, por pura teimosia e não entender que Cristóvão tem de reinventar, pegar um time com menos expressão, tipo um Paraná Clube, Avaí, Criciúma, etc. Fazer o mesmo caminho que o finado Caio Junior fez e depois teve excelente trabalho a frente da Chape. Uma coisa é não ter recursos para contratar um técnico de ponta, até porque, no Brasil, não existem hoje muito extra-série, outra coisa é “apostar” num profissional que os trabalhos sempre foram muito ruins, e o único trabalho de expressão pegou um time todo montado e já ciente do que tinha de fazer, neste caso, o Vasco do Ricardo Gomes. Cristóvão pode ser excelente pessoa, gosto refinado no trato pessoal, mas pra treinar um time da magnitude do Vasco e com a pressão externa que este clube sofre, não pode ser mais ou menos. Não dá pra ser bonzinho.
    Reiteramos nosso apoio, novamente, a decisão da diretoria em trazer o estudioso Milton Mendes. A historia do Vasco sempre mostra que o clube tem tradições em fazer técnicos em início de carreira brilharem com seu trabalho, pois o clube dá as condições para tanto, vide Doriva, Jorginho e tantos outros que chegaram e conquistaram títulos e marcaram sua passagem no coração cruz maltino, mas evitemos, DEFINITIVAMENTE, os Cristóvãos, Roths, da vida…

    Saudações Vascaínas!
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    Se o Doriva tivesse o mesmo aproveitamento percentual do Celso Roth não cairíamos, dentro da sua lógica de raciocínio.

    O Vasco caiu porque foi roubado em 14 pontos. É um recorde de garfos ao clube na história do Campeonato Brasileiro.

    Não é teimosia dar tempo aos profissionais trabalharem.

    Entendo que a demissão de Cristóvão se deu no momento em que ele mostrou sucumbir à pressão exercida pela torcida contra ele, porque abriu mão, diante do Vitória, na Bahia, daquilo que construiu com méritos próprios, ou seja, a jogada em velocidade pela lateral, exatamente o que faltava ao Vasco ano passado, com Jorge Henrique, Éder Luís, Junior Dutra, Éderson (fora de posição) e Pikachu, que foi bem em uma ou outra oportunidade na função, mas pouco aproveitado nela.

    Quanto à de Celso Roth, demorou três rodadas, mas isso não é justificativa para essa conclusão cabal. Devemos lembrar que o próprio Celso Roth teve em 2010 aceitação de 70% da torcida vascaína quando contratado, baseando-me em pesquisa feita no site Netvasco.

    Cristóvão é um bom treinador, deu uma cara ao time do Vasco, que diferentemente do que diziam tinha padrão de jogo sim, passou a ter inibido os chutões e a controlar mais os jogos, embora não tão bem coordenado em campo, em função da diferença de condicionamento físico dos atletas e o próprio desentrosamento de um time que tinha de mudar praticamente jogo a jogo à medida que os novos contratados foram chegando e se incorporando ao plantel.

    Não cometeu o treinador qualquer erro na partida contra o Vitória, disputada em São Januário, mas já contava com uma revolta insana da torcida que o execrava sem motivo algum em 30/11/2016, quando foi anunciado.

    Ele iniciou a temporada podendo contar com apenas um reforço dos oito que seriam contratados e até a segunda rodada do Estadual continuou com o mesmo problema.

    Cometeu um erro crasso, que foi o de não aproveitar os dois volantes que tinha disponíveis no elenco já no Torneio da Flórida, improvisando meias nas funções. A escalação contra o Fluminense foi um grande erro e embora tenha corrigido alguns problemas no intervalo, ficou nítido que não seria possível ser sólido defensivamente num jogo de alto nível com Andrezinho e Julio dos Santos de volantes e ainda sem poder contar com meias dispostos a voltar para a marcação, em especial Escudero, ainda fora de forma. Além disso, escalar Éder Luís desde o princípio todos sabíamos ser algo incabível, desde o ano passado.

    Na partida seguinte contra o Bangu e no jogo subsequente diante do Resende voltou a errar, insistindo na invenção de Evander como volante, que não atuara contra o Fluminense por estar machucado.

    Na etapa complementar do jogo diante do Bangu consertou um erro, pondo em campo Bruno Gallo (no lugar de Julio dos Santos) e fazendo com isso que o Vasco tivesse mais força defensiva, sem perder qualidade na saída de bola. No lance do segundo gol vascaíno exatamente Bruno Gallo cabeceou na trave para no rebote Thales marcar.

    No segundo tempo contra o Resende foi responsável direto pela virada com as substituições feitas e a mudança de posicionamento de Muriqui ao longo daquela etapa.

    Com novos atletas à sua disposição, como Gilberto, Kelvin, Jean, Muriqui e depois Wagner, o Vasco atuou bem contra o Santos-AP e Volta Redonda, quando a derrota na cidade do aço foi um castigo para uma equipe que perdeu exatas 14 grandes chances de gol, após tomar um aos dois minutos do primeiro tempo.

    No jogo contra a Portuguesa o Vasco fez um primeiro tempo muito ruim, levantando muitas bolas para a área e a substituição feita pelo treinador. Entrou no segundo tempo Escudero no lugar de Bruno Gallo para atuar de lateral esquerda, posição antes ocupada por Henrique, que fora substituído por Muriqui. Isso foi importante para a vitória do Vasco, obtida com um gol de Thales em assistência do próprio Escudero.

    No jogo contra o Flamengo o Vasco jogou de igual para igual com um adversário muito mais entrosado e harmônico fisicamente até os 10 minutos do 2º tempo. O gol adversário adveio de uma falha individual de Luan e não de um volume de jogo que estivesse levando o Flamengo a merecer o resultado, embora, repito, estivesse mais entrosado, mais bem distribuído em campo.

    A substituição de Guilherme por Douglas, entretanto, foi um erro que desequilibrou o jogo a favor do Flamengo. Wagner, embora mais experiente, não tinha como desenvolver o mesmo volume de jogo que Douglas seria capaz de imprimir. Guilherme não é de recompôr e a opção pela maior agressividade numa partida em que o Vasco teria que virar, teve efeito contrário, pois a recomposição vascaína passou a ser um problema e o Flamengo criou quatro chances claras de gol para ampliar contra nenhuma do Vasco.

    Toda a pressão sobre o treinador poderia tê-lo feito sucumbir na partida contra o Vila Nova, quando não teria Nenê em campo. Armou bem o time, substituiu bem em duas das três mexidas (na última poderia ter optado por um homem de maior velocidade e não por Guilherme), conseguiu estruturar o time no primeiro e no segundo tempo para que tivesse o comando do jogo e foi premiado com o gol da vitória, marcado por Wagner, que fazia ali sua melhor atuação pelo Vasco.

    No jogo em casa contra o Vitória, o Vasco manteve o controle da partida durante todo o primeiro tempo, com 11 contra 10 no segundo tempo passou a criar mais chances, Cristóvão substituiu bem, colocando Manga Escobar (que é muito hábil, rápido e quando tiver seu espaço no Vasco poderá mostrar seu valor) na equipe aos 15 do 2º tempo para imprimir agressividade nas duas extremas. Mas num erro individual do atleta mencionado foi o técnico execrado pela torcida, como se tivesse alguma responsabilidade por aquela fatalidade (lembrando que o atleta sofrera falta no lance).

    Deveria o treinador ter mantido a tranquilidade para o jogo contra o Macaé, mas bastou a equipe ter sido atacada duas vezes na primeira etapa, contra várias outras em que agrediu o adversário e não marcou, e ter sofrido dois gols em falhas individuais de Jomar, Gilberto e Henrique, para que tentasse pela primeira vez se proteger, partindo para duas alterações no intervalo, quando o certo seria retornar com a mesma equipe, a não ser que alguma contusão fosse diagnosticada no vestiário.

    A entrada de Pikachu no lugar de Gilberto, para uma equipe que tinha num lateral eficiência ofensiva e em outro uma incógnita neste quesito (enquanto lateral) foi inexplicável e a saída de Wagner logo no intervalo, se foi por condição física é justificável, do contrário também não faria sentido. Nenê e Rodrigo tiveram quatro, cinco oportunidades no primeiro tempo para efetuar o passe na direção de Wagner, livre, e tal como fizeram com Escudero em alguns momentos no jogo contra o Vitória, em São Januário, não enxergaram isso para virar o jogo ou lançar o atleta e pegar a defensiva contrária desarmada.

    O segundo tempo do Vasco denotou falta de vontade na recomposição de alguns atletas, o que proporcionou vários contragolpes perigosos do adversário e o empate se deu com exatas seis chances para cada equipe, o que é inaceitável, dada a diferença técnica entre os dois times.

    Com isso o jogo diante do Vitória, na Bahia, passou a ser um grande ponto de interrogação, afinal não tínhamos mais um time voluntarioso na ida e no retorno, coeso ou seguro de suas possibilidades, como nas partidas anteriores da competição.

    E aí Cristóvão cometeu um erro, digno de ser demitido no vestiário.

    Não levou Manga Escobar para a partida, não escalou Kelvin (o melhor do time contra o Vitória em São Januário), nem mesmo Muriqui, ou outro atleta com velocidade para atuar no lado do campo, optando por Escudero e Guilherme. Em resumo: inventou.

    O Vasco que até então mantinha desde a partida contra o Resende posse de bola maior ou similar contra seus adversários (inclusive o Flamengo até a alteração errada na segunda etapa e suas consequências), que na semana anterior atuara muito bem contra o Vitória, deixou que a equipe baiana gostasse do jogo. Foi razoável no primeiro tempo, mas no segundo, com a empolgação da torcida baiana e sem armas para o contragolpe, atuou muito mal. Quando Kelvin entrou, o cenário já era completamente desfavorável. E não foi revertido.

    A escolha de Cristóvão em manter a posse de bola e envolver o adversário era falha, pois faltava velocidade para as ações ofensivas, um atleta para quebrar a marcação adversária. O Vasco precisava de gol. Um que marcasse já mexeria muito com o jogo a seu favor. E ele, Cristóvão, utilizou um esquema errado, descabido. Sucumbiu, claro. Poderia ter sucumbido se escondendo, como fez contra o Macaé, mas acabou por sucumbir se expondo, pois caso a classificação viesse, ele poderia afirmar que quis ganhar o meio campo para depois tornar a equipe mais ofensiva no segundo tempo, etc… Alguma conversa nesse sentido.

    Se tivesse o treinador agido corretamente contra o Vitória, em termos de escalação, não tivesse modificado o esquema, as chances de o Vasco passar pelo adversário seriam muito maiores. Que aprenda a lição (Abel Braga por exemplo aprendeu muitas até ser campeão no eixo Rio-SP 19 anos depois de iniciar sua carreira, sendo Campeão do Mundo após duas perdas de Copa do Brasil para Santo André e Paulista-SP nos anos imediatamente anteriores à conquista obtida com o Internacional-RS).

    Mas nada disso justifica o comportamento preconceituoso da torcida do Vasco contra o treinador. Não fazia um trabalho desqualificado como dito e até mesmo o comportamento do torcedor do Vasco em geral, qualificando com uma melhora de jogo do Vasco a atuação diante do Botafogo denota ter havido sim um pré-conceito em relação a ele.

    Valdir, que é uma figura simpaticíssima e que esperamos venha no futuro a ser um bom treinador, recuou Jean, pondo-o mais distante do campo de ataque do Vasco, o que a princípio parece um acerto, embora o Vasco necessite mesmo é de um primeiro volante com melhor saída de bola, uma vez que Bruno Paulista não pôde ser trazido até aqui. Além disso, injustificavelmente cometeu o mesmo erro de Cristóvão, ou seja, não escalou um atleta, Manga Escobar ou Muriqui para as jogadas de lado e povoou o meio campo com Evander, mas deu oportunidade ao Botafogo mandar no jogo com o tempo, Botafogo este que se apresentou burocrático e quase desinteressado em alguns momentos.

    O alvinegro teve 59% de posse de bola, o que time nenhum conseguiu ter contra o Vasco neste ano, as substituições foram equívocos, tanto a entrada de Pikachu, que não atuaria livre para atacar como fez hoje com o novo treinador, quanto o retorno de Éderson, substituindo a Gilberto para transformar Pikachu em lateral, nem mesmo a saída de Nenê para entrar Thales. Era Escudero quem deveria entrar no lugar de Nenê. Com isso o Vasco praticamente nada criou no segundo tempo, seu único ataque incisivo com arremate perigoso a gol foi uma falta cobrada por Andrezinho aos 42 minutos, enquanto o Botafogo, mesmo sem dar tudo em campo (vontade, sem dúvida, o Vasco teve mais) teve várias oportunidades em triangulações, que não funcionaram pelo bom comportamento da zaga vascaína e quase fez um gol inacreditável, com uma bola lançada de antes do meio campo em contragolpe até certo ponto pouco veloz, com a defesa toda aberta no lance. A atuação ruim do Vasco foi considerada por muitos como boa e nem melhor do que a contra o Vitória foi, principalmente no primeiro tempo.

    Para mim tal comportamento ratifica o pré-conceito da torcida do Vasco, em maioria, para com o Cristóvão e denota que não importa o que digam os números, não importa que o Vasco não tenha atacado, não importa que tenha levantado bolas inúteis na partida em demasia, não importa que tenha sido envolvido na maior parte do jogo contra o Botafogo. Importa querer fincar sua razão à fórceps, independentemente da atuação do time.

    Finalmente chegamos a Milton Mendes, a melhor escolha que a direção do Vasco poderia fazer. Um técnico talhado para dirigir o Vasco neste momento e que terá toda a temporada para levá-lo à Libertadores, objetivo primaz de um clube para almejar algo mais no Campeonato Brasileiro e que pode ainda encorpar o time para a luta pelo tri com chances reais de conquistá-lo, pois a partida cabal para isso será disputada apenas daqui a um mês.

    Ainda sobre Cristóvão, não é uma aposta tão diferente de outras, porque atuou em seis equipes na Série A e nenhuma delas, independentemente da qualidade de seus elencos, ficou abaixo da décima segunda colocação. No Vasco, em 2012, liderou a competição, ou brigou por ela até o momento em que o time foi parcialmente desmanchado por negociações, sem efetivas reposições das peças. Saíram no espaço de um mês Allan, Fágner, Diego Souza e Rômulo.

    Cristóvão deixou o Vasco em quarto e o time acabou em quinto, fora da Libertadores, tendo sucedido o treinador, Marcelo Oliveira.

    Pegou o Bahia em 2013, humilhado após tomar de 7 e de 5 do Vitória no Campeonato Baiano e mesmo com o presidente do clube sofrendo interdição no meio do Brasileiro, conseguiu levar a equipe a ficar uma rodada no G4 (fato inédito para o Bahia na era dos pontos corridos), manteve-se invicto contra o rival os clássicos do Brasileiro (uma vitória e um empate) e terminou em 12º lugar, desistindo de permanecer no clube com o qual tinha contrato até dezembro de 2014, em função da saída de Anderson barros da direção de futebol.

    Em 2014 pegou o Fluminense, quase rebaixado no ano anterior e eliminado pelo Vasco no Estadual e o levou à sexta colocação no Campeonato Brasileiro daquele ano, fato não mais repetido pelo tricolor nos anos subsequentes.

    Em 2015 assumiu o Flamengo, quando o rubro-negro estava em 17º lugar, deixou-o após o fim do turno em 12º lugar e Oswaldo de Oliveira, que teve um turno inteiro para fazer o time jogar, acabou a competição em 11º.

    Assumiu o Atlético-PR nas últimas nove rodadas do campeonato, após a sequência de quatro derrotas que derrubou Milton Mendes (o treinador teve problemas internos com a direção do clube, que acabou por minar seu trabalho ao longo do campeonato) e após pegar o time em 11º lugar, terminou a competição em nono lugar.

    Assumiu o Corínthians em 2016, pegando o plantel deixado por Tite na quarta colocação, chegou à liderança e após começar a perder atletas, sem peças de reposição (André, Luciano, Bruno Henrique, Elias), foi caindo até chegar em quinto lugar. Como prova de que o problema não era ele, Oswaldo de Oliveira e depois o atual treinador do clube assumiram o Corínthians, que acabou o Campeonato Brasileiro em sétimo lugar.

    Caso Cristóvão fosse mantido, não tenho dúvidas que encaixaria o Vasco e este teria uma boa performance no Campeonato Brasileiro, mas para ser mantido não poderia ter sucumbido à campanha odiosa feita pela torcida do Vasco contra o seu trabalho, antes mesmo de iniciá-lo.

    Ou o treinador entende que as vítimas de pré-conceito só conseguem mudar o quadro com trabalho e acreditando nas suas convicções (vide Telê Santana e Cuca, os pé-frios, Abel Braga, o bronco, Antônio Lopes, o delegado, Joel Santana, o ridicularizado da prancheta, Tim, o cozinheiro, Gentil Cardoso, o frasista de megafone, Sebastião Lazaroni, Paulo Autuori, Tite, os teóricos) ou trocam de profissão, porque a começar pela imprensa, a análise sobre futebol é paupérrima, com algumas exceções, e muitas vezes rótulos caem nos profissionais sem que se desgrudem por longos e longos anos, sem ninguém ter argumentos robustos para justificá-lo.

    Sigamos em frente, acreditando, como eu acredito, num grande trabalho de Milton Mendes à frente do Vasco em 2017. O nome certo, no lugar e na hora certa.

    Abraço,

    Sérgio Frias

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