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Há 35 anos, Vasco se sagrava campeão do Torneio do Uruguai vencendo o Peñarol na final

No dia 20 de fevereiro de 1982, o Vasco vencia o Peñarol por 1 a 0, gol de Da Costa no último minuto da prorrogação, e conquistava o Torneio do Uruguai.

Para chegar a final, o Gigante da Colina eliminou o Defensor nos pênaltis por 4 x 3, após empate em 2×2 no tempo normal. Já o Peñarol derrotou o Internacional-RS também nas penalidades máximas (3×1), após empate em 1 a 1 nos 90 minutos.

As equipes uruguaias seriam as representantes do país na Taça Libertadores daquele ano, competição que o Peñarol viria a conquistar após eliminar o Flamengo na fase semi-final em pleno Maracanã.

Vamos recordar mais esta conquista do Vascão !

Jornal do Brasil (21/02/1982)

“O Vasco obteve ontem no Estádio Nacional o primeiro titulo para o futebol brasileiro em 1982 ao vencer o Peñarol por 1 a 0, gol de Da Costa, aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação. Da Costa aproveitou com oportunismo e talento uma bela jogada em profundidade iniciada por Renato Sá e concluída por Roberto, que deixou a bola na medida para o toque sutil de Da Costa. Era o gol do titulo do Torneio Internacional de Verão.”

(Jornal do Brasil – 21/02/1982)

Jornal dos Sports (21/02/1982)
Jornal dos Sports (21/02/1982)

“O Vasco conquistou o Torneio de Verão ontem à noite, ao vencer o Peñarol por 1 a 0, gol do ex-juvenil Da Costa no ultimo minuto da prorrogação — o tempo normal terminou empatado em 0 a 0 — e recebeu um lindo troféu, garantindo ainda o direito de disputar contra o campeão da Recopa (competição entre os campeões das copas nacionais da Europa) um troféu, em agosto, em Tóquio. A delegação do Vasco chega hoje ao Rio, às 13h40 minutos.

O primeiro tempo não foi dos melhores. Os dois times apresentaram-se muito lentos e sem muita inspiração. Mesmo assim surgiram muitas chances de gols para ambos.

Sem Ricardo, sacado do time por Antônio Lopes pelas reclamações do apoiador durante a sua substituição, na quinta-feira, e sem Rondineli, vetado pelo medico logo após o almoço, mas com Cláudio Adão no meio campo ao lado de Dudu e Marquinhos — Silvinho entrou na ponta-esquerda —, o Vasco sentiu muita a falta dos titulares e também o piso do estádio (enlameado por causa das fortes chuvas de ontem, que obrigou o retardamento do inicio (das 17 para as 18 horas) e por isto errou muitos passes.

Os erros do Vasco foram mais na defesa e no meio-campo, principalmente na cabeça de área, onde Dudu, muito gordo, não rende o suficiente na marcação ao ataque adversário. E foi por ali que o Peñarol encontrou facilidade, fazendo muitas vezes Mazaropi sair para interceptar a passagem dos atacantes uruguaios, agarrando a bola ou colocando-a a córner. O Peñarol teve pelo menos quatro ótimas chances de marcar: aos 11, com Falero, aos 28 através de Sanjoriato, e aos 32 e 34 minutos por intermédio de Morena. O Vasco teve duas: aos 6, num chute forte de Pedrinho, depois de uma boa triangulação de Silvinho e Roberto, e aos 17 minutos, por intermédio de Adão, que após driblar toda a defesa chutou por cima com perigo.

O segundo tempo foi praticamente a cópia do primeiro, ou seja, os dois times continuaram praticando um futebol feio, sem inspiração e sem nenhuma empolgação, o que levou o público presente a vaiar o jogo, irritado com o mau futebol e com a chuva que caiu ontem à tarde nesta cidade.

Como no primeiro tempo, na etapa final aconteceram alguns lances perigosos de gols para ambas as equipes, mas o placar continuou o mesmo 0 a 0. O Peñarol teve três excelentes chances aos 20, através de Ortiz que chutou forte e à direita de Mazaropi, após indecisão da zaga vascaina. Aos 23 minutos, Jair acertou um chute forte, da ponta-direita obrigando Mazaropi a colocar a córner; aos 25 minutos, Abaldi acertou um chute forte da entrada da área, mas a bola bateu em Ivan indo para córner. O Vasco teve pelo menos duas chances: aos 24 minutos, Roberto deu a Marquinhos que bateu cruzado com perigo para o Peñarol e aos 30 minutos, Roberto iniciou contra-ataque e lançou Adão entre os zagueiros, mas o atacante não foi feliz na conclusão.

A prorrogação – Na prorrogação, ao contrário dos 90 minutos, os dois times praticaram um futebol competitivo e com muitos lances de emoções, procurando o gol. O primeiro tempo terminou empatado em 0 a 0. Veio o segundo tempo e já no ultimo minuto Da Costa foi lançado por Roberto e na saída do goleiro tocou por cima, um golaço.”

(Jornal dos Sports – 21/02/1982)  

As atuações da equipe cruzmaltina, segundo o Jornal do Brasil:

Jornal do Brasil (21/02/1982)

Ficha do jogo:

 

Torneio de Verão do Uruguai 1982
Peñarol 0x1 Vasco da Gama
Local – Estádio Centenário (Montevidéu)
Arbitro – Ernesto Felipe (Uruguaio)

Peñarol — Alves, Oliveira, Diogo, Falero e Morales; Ortiz, Jair e Sanjoirato; Yawson, Fernando Morena e Rodrigues.
Vasco da Gama – Mazaropi, Rosemiro, Marajó, Ivan e Pedrinho; Dudu, Marco António, Rodrigues e Cláudio Adão; Zinho, Roberto e Silvinho.

1° tempo — 0 a 0
2° tempo — 0 a 0
Prorrogação: 1° tempo — 0 a 0
Final: Vasco 1 a 0, gol de Da Costa aos 28m
Substituições:
No Peñarol – Gutierez no lugar de Oliveira e Sanjoirato no de Atalde.
No Vasco – Renato Sá no de Silvinho e Da Costa no de Marco Antônio.
Cartão amarelo — Gutierrez (Peñarol)

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Fonte: História Cruzmaltina

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